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domingo, 15 de novembro de 2009

Padre da Paróquia São Cristovão é homenageado

Nós da Consulta Popular, parabenizamos o Padre Cleto João Stulp, pela justa homenagem a ele prestada na Câmara de Vereadores de Chapecó, na pessoa do veredor Marcelino Chiarello, que o indicou para receber a Medalha Dom José Gomes. Esperamos com isto, que esteja se fazendo justiça a uma pessoa que realmente trabalha em defesa da comunidade, do povo de Deus e para que este Brasil de poucos, realmente se torne um Brasil de todos.

Les dieux qui me formâtes

je ne vis que passant

ainsi que vous passâtes


Apollinaire

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A procura da revolução

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O direito a água está ameaçado


domingo, 8 de novembro de 2009

EM MEMÓRIA DE CARLOS MARIGHELLA





VENCESTE, CARLOS

Ademar Bogo

"Se a tarde caiu e não voltaste

Sem consciência do tempo...

Nem percebeste que a morte,

Não significara uma vitória.

Gélido, calado...

Pensavam tornarem-no inofensivo.

Eles são assim!

Só prestam para a repressão

Se continuarem vivos:

Mortos, ficam só, viram pó.

Ouvistes vós uma rememoração sequer;

Uma sequer, dos 40 anos de Fleury?

Nós, voltamos a Alameda

E sentimos o pulsar dos corações

Tangendo lágrimas sinceras

São sentimentos reunidos de várias gerações.

E lá distante, as crianças entram para a escola

E a professora, lembra o dia 4 com poesia!

Fala de Carlos como se fosse o pai,

O avô, um sábio, um santo, um guia...

Em outras partes: exaltados debates,

Trazem de volta o ser conquistador

O comandante da Ação usa a palavra

Na voz de um jovem admirador;

Gritos de viva irrompem das janelas

Venceste, Carlos, a causa do amor.

Em mil lugares teu nome aparece

Em preces, aulas, placas e poesias,

Na ponta longa da amável tristeza

Amarram-se os laços da alegria.

Num tempo estranho

Contamos a tua glória

Neste presente de pobre ideologia

Se em nossas veias teu ânimo corre

Em nossas mentes, vives na utopia."



Parte: 01



Parte: 02



Parte:03



Parte:04



Parte: 05

sábado, 7 de novembro de 2009

Estudante do mini vestido é expulsa da Uniban. O reitor desta universidade deveria retornar aos bancos escolares

A expulsão da garota Geyse Arruda da Universdade Bandeirantes é um ato nojento e não pode passar impune e considerado um ato administrativo. O Ministério da Educação precisa se manifestar e, no mínimo, convocar a direção da instituição para discutir a decisão.

Se isso não for feito o recado que está sendo dado à sociedade é que se porventura alguém considerar que uma mulher está vestida de forma sensual tem o direito de persegui-la, xingá-la e até ensejar agredi-la. É um estímulo à barbárie.

Além disso, a punição à garota transfere a responsabilidade dos agressores, que ficaram impunes, para a agredida. Esse tipo de "justiça" é inaceitável numa sociedade democrática.

Com a palavra o ministro Fernado Hadad.

Também considero importante que o deputado Vicentinho (PT) e o prefeito de São Bernardo, Luis Marinho, se manifestem. Ambos fizeram campanha publicitária para a univesidade e tiveram suas imagens associadas à ela.

A decisão pela expulsão de Geyse também merece uma intensa mobilização dos grupos feministas no Brasil, pelo risco de retrocesso que essa decisão pode vir implicar na luta pelos direitos das mulheres.



Reunião discute municipalização da água em Chapecó


Na última quarta-feira, 05 de novembro, a vereadora Luciane Carminatti participou de uma reunião para discutir a Municipalização/Privatização da água em Chapecó. O debate, coordenado pelo Sindicato dos Trabalhadores em água, esgoto e meio ambiente de Santa Catarina (Sintaema), reuniu mais de 100 pessoas entre representantes dos setores público e privado, de igrejas, líderes sindicais e vereadores.

O objetivo foi dialogar sobre a atual situação da água na cidade e de fortalecer o Fórum em Defesa do Saneamento Público, criado após o anúncio do prefeito João Rodrigues em municipalizar a água, administrada hoje pela Casan. De acordo com o secretário regional oeste do Sintaema, Carlos Antohaki, a municipalização é o primeiro passo para a privatização, pois os municípios não têm suporte econômico para administrar a água.

Para a vereadora Luciane, este é mais um debate importante. “Daqui pra frente, as ações tomadas definirão o futuro da nossa cidade. Precisamos pensar nos benefícios e nas consequências de cada ato”, afirmou. Ela acrescenta que nos próximos dias será votado na Câmara o projeto que regulamenta a ocupação do solo do Lajeado São José. “Estas discussões são de extrema importância, já que envolvem um assunto muito delicado. Ninguém sobrevive sem água”, finalizou.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dedico está música ao prefeito de Chapecó e a todos aqueles que defendem a privatização da nossa água..."Forra privatizadores"

FHC agride Lula para escapar da irrelevância

A inveja tem a vantagem de corroer o invejoso por dentro
O Farol de Alexandria subiu o tom.
Rasgou a fantasia.
Despiu-se do pudor que convém a ex-presidentes.
Agora, ou vai ou racha.
Ou os holofotes do PiG (*) se voltam para ele, ou desaparece.
O artigo que escreveu neste domingo no Globo e no Estadão chama o Presidente Lula de golpista, peronista, portador de um autoritarismo populista (?) e, como sempre, o considera um desqualificado.
Diz que Lula quer um “poder sem limites”.
Ou seja, acusa Lula de querer ser ditador.
Ele sempre fez isso, porque nunca teve a compostura de um ex-presidente da República.
Sarney, Collor e Itamar respeitaram os sucessores.
O Farol jamais engoliu o sucesso de seu sucessor.
Só que, neste domingo, depois que um aliado de Zé Pedágio decidiu jogá-lo ao mar – clique aqui para ver o que Roberto (quem ?) Freire disse dele no Ceará -, depois que
Aécio deu um ultimato a seu rebento – clique aqui para ler “Aécio não vai na garupa de ninguém”, o Farol caminha para a irrelevância a passos largos.
Para morrer atirando, o artigo deste domingo ultrapassa as regras da etiqueta política.
As decisões de Lula são uma “enxurrada” , “esdrúxulas”, “sem sentido”.
Lula criou “o maior espetáculo da Terra” – nome de um filme que, na juventude do FHC, tratava da vida num circo … -, governo “de riqueza fácil que beneficia poucos”.
Lula comete “transgressões”.
“Atropela” a lei e os “bons costumes”.
Por que será ?
Lula tem algum filho bastardo que não se conheça ?
“Desvio” (de dinheiro ?).
“Loucura”.
“Apoteose verbal”.
“Despautério”.
Um estilo que “pouco tem a ver com nossos ideais democráticos “.
Que dizer que Lula vai dar o Golpe ?
Autor de “pequenos assassinatos”.
A partir daí, o Farol retoma a agenda do PiG (*).
Ou seja, as causas heróicas que movem as milícias de colonistas (**) do PiG (*) e ajudam a criar o PUM (***) do PiG (*).
Ele defende o pré-sal para os clientes do escritório do Davizinho.
Morre de saudades da Petrobrax.
Defende o Roger Agnelli e os tucanos que ele emprega na Vale.
Que Lula não põe ninguém na cadeia (só falta dizer que o “Engavetador Geral da República” trabalha no Governo Lula …)
Que Lula quer a Bomba Atômica para entrar no Conselho de Segurança.
Aí, FHC é mais entreguista do que normalmente parece.
Como ele enterrou os planos de o Brasil ter vida nuclear autônoma, ao assinar um tratado de não proliferação, aqui, agora, o Farol quer jogar Lula na companhia do Irã, tornar o Brasil um “rogue State”, para que Lula não se sente no Conselho de Segurança da ONU.
Porque, nesse dia, FHC vai cortar os pulsos para valer …
O Farol diz que o PAC empacou.
Diz que o Minha Casa Minha Vida não anda.
Ou seja, repete a pauta dos editores do PiG (*).
Mas, tem uma novidade no pensamento do Farol.
Sem dar crédito a Chico de Oliveira – da mesma maneira como tentou engolir o Enzo Falleto, que escreveu com ele sobre a “Dependência” irrevogável do Brasil aos Estados Unidos -, o Farol tenta se apropriar da tese de que os fundos de pensão mandam no Brasil.
Essa é uma outra discussão.
E o Conversa Afiada já demonstrou o que pensa disso, no episódio da patranha da BrOi.
Porém, o Farol está interditado de falar sobre esse assunto.
Ele entregou os fundos de pensão a Daniel Dantas, a quem chama de “brilhante”.
Clique aqui para ler “FHC se esquece de que deu pos fundos de pensão a Daniel Dantas”.
Como o de Alexandria, o Farol será destruído por um terremoto.
E ninguém verterá uma lágrima por ele.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(***) PUM é Pensamento Único da Mídia.

Do Blog Conversa Afiada (Paulo Henrique Amorim)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Trabalhadores na luta em defesa da CASAN

Com o anúncio da municipalização de Chapecó, feita nos meios de comunicação pelo Executivo Municipal, mais uma vez o Sintaema-SC está na árdua luta de manter a Casan pública e de qualidade e os empregos dos trabalhadores.

O Presidente do Sindicato, Odair Rogério da Silva, encontra-se em Chapecó desde o dia 27/10, fazendo vários contatos, coordenando e viabilizando a criação de uma frente ampliada formada por várias entidades representativas em defesa da manutenção da Gestão Associada entre a Casan e o município.

Em reunião realizada no dia 28/10, no Sindicato dos Bancários de Chapecó, com a presença marcante de mais de 70 trabalhadores, foram discutidas e aprovadas a criação das seguintes comissões:

1. COMISSÃO INSTITUCIONAL: formada pelos trabalhadores, corpo gerencial da Empresa, parlamentares (Vereadores e Deputados) e o Sintaema-SC;

2. COMISSÃO DE IMPRENSA E OUTROS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO: formada pelos trabalhadores da Casan, lideranças do Movimento Social e Sintaema-SC;

3. COMISSÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS: constituída por entidades ligadas aos Movimentos Sociais (ambientalistas, sindicatos, Igreja, Movimentos das Mulheres, Unegro etc.), trabalhadores da Casan e Sintaema-SC;

4. COORDENAÇÃO GERAL: coordenará as ações de todas as comissões.

Calendário de lutas e ações aprovadas:

• 04 de novembro: reunião ampliada com todos os setores envolvidos na sede do Sindicato dos Bancários de Chapecó, às 14 horas;

• 09 de novembro: concentração na Câmara de Vereadores de Chapecó, a partir das 19 horas;

• 12 de novembro: seminário sobre o “Futuro do Saneamento” promovido pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) e Unimed.

É compromisso de todos e responsabilidade de cada um entender a gravidade do momento que estamos vivendo e participar ativamente da luta pela sobrevivência e continuidade da Casan.
Com unidade de todos, mobilização e muito trabalho vamos vencer mais essa batalha.
VAMOS À LUTA!


Direção do Sintaema-SC

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Vereadora participa de eventos para tratar do ensino religioso nas escolas


No dia 26 de outubro, foi realizado no auditório da Câmara de Vereadores de Chapecó reunião para discutir o ensino religioso nas escolas públicas do Oeste de Santa Catarina. O encontro, proposto pela vereadora Luciane Carminatti, secretária de Formação da Associação das Câmaras Municipais do Oeste de Santa Catarina (ACAMOSC), teve como objetivo debater sobre legislação do ensino religioso nas escolas municipais da região da AMOSC e AMAI com os vereadores da região oeste de Santa Catarina.

Segundo Luciane, o encontro teve um caráter de esclarecimento aos vereadores: “Durante os últimos dias, realizamos um levantamento completo da atual situação do ensino religioso na região e este encontro teve um papel fundamental para esclarecimento e contextualização deste cenário em nível nacional, estadual e regional”.

Devido a importância do assunto, foi marcada uma nova reunião para o dia 10 de novembro, para dar continuidade às discussões. A Acamosc trabalhará junto aos seus associados, buscando uma uniformização das legislações municipais sobre o ensino religioso e também levará o assunto para o Encontro Estadual de Vereadores, que será realizado no mês de dezembro, em Florianópolis.

Vamos ficar atentos, inscrições para Corpo tecnico da UFFS‏

Edital de contratação de técnico-administrativos da UFFS será aberto em novembro

O Movimento Pró-Universidade Federal, informa que o edital para a contratação dos técnico-administrativos da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) será divulgado no dia 13 de novembro. No total, serão ofertadas 133 vagas para servidores Técnico-Administrativos em Educação (Classe D) e 87 Servidores Técnico-Administrativos em Educação (Classe E).
As provas serão aplicadas no dia 13 de dezembro em Chapecó, sede da UFFS, e nas demais extensões: Cerro Largo (RS), Erechim (RS), Laranjeiras (PR) e Realeza (PR). “Quem tiver interesse em participar da seleção já deve ir se preparando”, destaca Luciane.

Concurso para professores
Para os cargos de professores, as inscrições estão abertas até as 20 horas do dia 9 de novembro pelo site www.uffs.ufsc.br . Serão selecionados 165 professores da Carreira de Magistério Superior Federal, com titulação mínima de mestre. O valor é de R$ 90,00 para o cargo com dedicação exclusiva e R$ 70,00 para o de 20 horas.
A primeira prova (eliminatória) vai acontecer no dia 22 de novembro, em Florianópolis. As inscrições homologadas serão divulgadas no site da UFFS, no prazo de 72 (setenta e duas) horas úteis após o encerramento das inscrições. O edital completo pode ser encontrado no site da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) www.uffs.edu.br.

Licitação para a construção de prédios

Também foi publicado no Diário Oficial da União, em 27 de outubro, o edital de tomada de preço que escolherá a empresa para construir a primeira etapa dos quatro pavilhões multiuso no campus de Chapecó. Os interessados em participar da concorrência devem retirar o edital no Escritório Técnico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A abertura das propostas vai acontecer no dia 11 de novembro, às 14h30min.

Inicialmente, serão investidos R$ 3 milhões nos quatro pavilhões, com 4.792 metros quadrados de área construída. Nesta primeira fase, o valor a ser aplicado é de R$ 1,5 milhão. Segundo o presidente da Comissão de Licitação e diretor de Administração da UFFS, Paulo Roberto Pinto da Luz, a obra deve iniciar logo depois de encerrado o processo licitatório e deve estar concluída em quatro meses. Um dos pavilhões abrigará a administração do Campus, outro será para as salas de aula, o terceiro para a biblioteca e alguns laboratórios e o quarto servirá para abrigar a cantina, o centro de convivência e o centro de mídias.
Última atualização em Qui, 29 de Outubro de 2009 18:00

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SARAMAGO E HONDURAS – O GOLPE “ABENÇOADO”


A crítica, contundente e precisa, que o escritor português José Saramago fez à Igreja Católica Apostólica Romana, muito mais que representar o ateísmo do autor, questiona a apropriação de Deus por uma estrutura arrogante, prepotente e que ao longo da História tem sido – com brevíssimos intervalos – instrumento de opressão.
Se num determinado momento da História foi ela própria, Igreja, o centro para onde se voltavam as classes dominantes, hoje é apêndice. É importante notar que Saramago faz críticas específicas ao Velho Testamento, mesmo sem citá-lo. É o “documento” básico do fundamentalismo judeu. Resultou no sionismo e na presunção de “povo eleito”. É nessa ótica que Palestinos são submetidos ao terror de Israel.
Saramago fala nas Cruzadas, já sob a égide do cristianismo e caracteriza-as como boçalidade. Claro que são. Importante é perceber que por trás dessa apropriação de Deus, de Cristo existe o fator luta de classes. Opressor e oprimido.
Esses são militares hondurenhos nos momentos seguintes ao golpe que derrubou o presidente constitucional do país, Manuel Ze laya. À falta de um Edir Macedo para ludibriar e enganar o povo de Honduras foram buscar o cardeal. O comandante em chefe do exército de Honduras cumpriu pena, quando major, por chefiar uma quadrilha de ladrão de automóveis de luxo.
O golpe foi dado para garantir a “democracia”, a “constituição” e em nome do “pai”.
E após cumprirem o “dever cívico” e “patriótico” no qual se refugiam os canalhas foram receber das mãos do cardeal de Honduras a bênção por salvar o latifúndio, os bancos, as grandes empresas, os “negócios” de norte-americanos. Foram mais de cem mortos, mais de mil desaparecidos, centenas de mulheres estupradas, pessoas torturadas tudo com as bênçãos da Igreja Católica. Faça-se a ressalva que freis dominicanos manifestaram-se contra o golpe em documento público. Mas Bento XVI e sua cúpula reverenciaram Hitler pelo momento de suprema “devoção”.
O cardeal hondurenho dá a comunhão a golpistas. Ponto culminante do cinismo e do comprometimento da cúpula da Igreja com os “negócios”. Desde os tempos de Marcinkus, pelo menos na história recente.
A figura abaixo, um dos mais sinistros ditadores de todos os tempos, também recebeu o aval “divino”. Note-se que Pinochet sequer tirou o quepe. Devia imaginar que era auréola.
Em tempos não tão idos assim, a figura abaixo se reuniu com a cúpula da Igreja e logrou obter o apoio do papa Pio XII para trocar judeus por garantias de preservar o reino “divino” do pontífice.
Os brevíssimos papados de João XXIII e Paulo VI não foram suficientes para desmontar a máquina brutal e terrorista da Igreja Católica, cínica. As burras de dólares chegaram com o cardeal Marcinkus (teve prisão decretada pela justiça italiana por fraudes bancárias, associação a organizações do crime organizado – a Igreja por sua cúpula já o é – e sequer podia sair do Vaticano). João Paulo II foi o encarregado da nova Inquisição. Bento XVI só faz aprofundá-la, até porque integrantes da juventude hitlerista, sabe de cor e salteado o modus operandi.
O que se vê na foto acima infiéis e traidores da causa de “Deus” submetidos à justiça “divina” abençoada pelo cardeal hondurenho e pelo papa nazista.
Foram “incapazes” de compreender o alcance do “patriotismo” desses boçais e cismaram de resistir acreditando que liberdade tenha – tem – outro conceito, que não aquele emitido pelo sino de Wall Street.
Para que as “mentiras” veiculadas pelo templo brasileiro, um deles, a GLOBO, os soldados abaixo calam o jornalista independente, que não reza a “bíblia” das SS.
E matam, como mataram e continuam matando, centenas de cidadãos que não “entendem” que os militares, os latifundiários, os empresários, os norte-americanos, os agentes do serviço secreto de Israel no cerco a embaixada brasileira, são emissários de “Deus”.
Vítima da “justiça divina” em Honduras. Não foi lá buscar a bênção do cardeal e com isso foi enviado ao “inferno”.
Os templos da comunicação no Brasil ignoram a realidade hondurenha de forma deliberada. Desde o diácono William Bonner, à sacerdotisa Miriam Leitão, ou ao supremo sacerdote do templo ELE E ELA Alexandre Garcia e o sábio William Haack. São escolhidos para manter o povo fiel e disciplinado na crença que todos somos Homer Simpson, idiotas dispostos a manter na fé cega toda essa estrutura podre e carcomida que junta desde os centros de decisão norte-americanos, Wall Street e Pentágono, aos diversos pontos espalhados pelo resto do mundo.
Quem não for capaz de compreender essas revelações, esses “sacrifícios” “democráticos” e “divinos” de generais ladrões de automóveis, ou a soldo dos donos, ou as ambas coisas, que receba a punição devida. Seja exemplado para que todos possam compreender a natureza suprema seja da Igreja Católica, seja dos que sustentam esses templos de arrogância, poder e barbárie (a despeito de padres e bispos que tentam fazê-la decente, digamos assim).
Na foto acima se pode observar o rigor “divino dos “patriotas” em nome de “Deus”, o deles. A forma como fazem chegar ao mortal comum, longe e distante da compreensão do seu “dever”, a “justiça”.
*Laerte Braga

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Pau na venus platinada

Serra fez governo ainda pior que o de Alckmin revela estudo

O governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo não deixou nenhuma saudade. Tímida, burocrática e marcada pelo abandono das questões sociais, sua gestão apenas empurrou com a barriga os problemas mais graves do Estado. Mas a atual gestão de seu sucessor, José Serra, consegue ser ainda pior. É o que mostra um estudo feito pela liderança do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo. A administração do governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra (PSDB), revela a marca de um programa próprio de aceleração do "crescimento". Iniciado em janeiro de 2007, o Governo

Serra acelerou o crescimento da carga tributária cobrada dos contribuintes; das vendas de bens públicos ao setor privado; da terceirização de serviços públicos; da tolerância com os grandes devedores e do calote aos credores de precatórios. Ao mesmo tempo, reduziu a participação dos gastos com Educação, Saúde e Segurança no orçamento estadual.

Um amplo diagnóstico financeiro e orçamentário dos sucessivos governos tucanos em São Paulo, concluído na semana passada pela liderança do PT na Assembleia Legislativa, não apenas reafirma o modelo das administrações do PSDB. O estudo também evidencia que o governador Serra, que ambiciona suceder o presidente Lula, comanda um governo menos atento aos problemas da população do que o de seu antecessor e companheiro de partido Geraldo Alckmin. A participação dos gastos em Educação, Saúde e Segurança, por exemplo, no orçamento estadual, era maior no Governo Alckmin do que tem sido no Governo Serra.

O diagnóstico começa apontando a fúria arrecadatória dos governos do PSDB. A carga de tributos aumentou continuamente desde 2002. Em valores corrigidos pelo IPCA, o peso dos impostos sobre cada contribuinte subiu de R$ 1.732,89, em 2002, para R$ 2.268,75. Só escaparam dessa fúria os grandes devedores do Estado. A dívida deles quase triplicou – de R$ 37,2 bilhões, em 1997, para R$ 92,6 bilhões, no ano passado.

Ao longo dos governos tucanos cresceram, além da carga tributária, os gastos com terceirizações de serviços públicos – de R$ 6,74 bilhões, no ano 2000, para R$ 10,1 bilhões no ano passado. A venda de patrimônio público teve ritmo e volume variados nas sucessivas administrações do PSDB, que privatizaram as empresas de energia – CPFL, Eletropaulo e CESP, os bancos Banespa e Nossa Caixa, mais a Comgás, a Fepasa e outras estatais e ainda as rodovias, concedidas depois de duplicadas. O primeiro governo do PSDB em São Paulo (1995/98), comandado por Mário Covas, vendeu R$ 46,1 bilhões. O próprio Covas, no segundo mandato, e seu sucessor, Geraldo Alckmin, desaceleraram as vendas. Elas caíram para R$ 18,4 bilhões, entre 1999 e 2002, e para R$ 4,3 bilhões, entre 2003 e 2006. No Governo Serra as privatizações voltaram a crescer. Ao fim de 2010 as vendas deverão chegar a R$ 10,4 bilhões – valor quase 150% superior ao da última gestão de Alckmin.

Para fazer caixa e garantir superávits primários artificiais, os governantes do PSDB fizeram crescer a cada ano o calote aos credores de precatórios. A dívida para com esses credores aumentou de R$ 10,7 bilhões, em 2002, para R$ 19,6 bilhões neste ano. Toda a dívida pública cresceu sob os governos tucanos. Em 1997 somava R$ 130 bilhões; em 2008 chegou ao ápice: R$ 168 bilhões.

Ao mesmo tempo, entre 1998 e 2008, os gastos com Educação, Saúde e Segurança perderam participação no orçamento estadual. Em 1998 o Governo Covas gastou 14,45% em Educação; Alckmin, em 2003, gastou 16,40%; e Serra, em 2008, gastou menos de 13%. Na Segurança, o governo de São Paulo gastou em 2002, sob o comando de Alckmin devido à morte de Covas, 10,59% do orçamento. No ano passado, sob Serra, os gastos foram inferiores a 8%.

Algo próximo se repetiu na área da Saúde. Os gastos do Governo Alckmin em 2004 chegaram a 10,42% do orçamento estadual. No ano passado, o segundo do Governo Serra, ficaram abaixo de 9%. Na área da Habitação, os governos tucanos sequer cumpriram a lei estadual que manda destinar 1% da arrecadação do ICMS para a construção de moradias. Os investimentos previstos no período 2001 e 2008 somavam R$ 8,3 bilhões, mas foram aplicados somente R$ 5,2 bilhões. Ou seja: R$ 3,1 bilhões foram esquecidos. Já os gastos com propaganda só aumentaram. Em 2000, somaram R$ 88 milhões; em 2008, R$ 180 milhões.

Pelos cálculos do PT, Serra está longe de cumprir algumas das metas com que se comprometeu. O governador disse que criaria 50.000 vagas para o ensino médio, mas até agora criou pouco mais da metade. Serra prometeu também atender 31.650 famílias com obras e serviços de urbanização de favelas. Até agora atendeu menos de 12 mil.

Carga tributária - Em 2002, cada contribuinte paulista pagou R$ 1.732,89 em impostos estaduais. No ano passado, pagou R$ 2.268,75.

Privatizações - O Governo Serra acelerou o crescimento do programa de privatizações. A venda de patrimônio público, que alcançou R$ 4,3 bilhões no período 2003 e 2006, somará R$ 10,4 bilhões ao fim do período 2007/2010.

Gastos com terceirizações - As despesas com serviços terceirizados aumentaram de R$ 6,74 bilhões em 2000 para R$ 10,1 bilhões no ano passado.

Aumento da dívida pública - A dívida do Estado de São Paulo aumentou de R$ 130 bilhões, em 1997, para R$ 168 bilhões, em 2008.

Tolerância com grandes devedores - Os valores devidos pelos grandes contribuintes cresceram 150% – de R$ 37,2 bilhões, em 1997, para R$ 92,6 bilhões, em 2008.

Calote nos precatórios - O calote aos precatórios cresceu de R$ 10,7 bilhões, em 2002, para R$ 19,6 bilhões em 2009.

Redução de investimentos - Os governos tucanos previram a aplicação de R$ 8,3 bilhões na construção de moradias, no período 2001 a 2008. Aplicaram R$ 5,2 bilhões – R$ 3,1 bilhões a menos. Os gastos com educação, que representavam 16,40% do orçamento em 2003, passaram a representar 12,69% do orçamento em 2008. A participação dos gastos em Segurança no orçamento paulista caiu de 10,59% em 2002 para 7,67% em 2008 – mesmo nível de 10 anos antes. A participação dos gastos com Saúde caiu de 10,42%, em 2004, para 8,98% em 2008.

Investimento em propaganda - As despesas com publicidade do governo aumentaram de R$ 88 milhões, no ano 2000, para R$ 180 milhões no ano passado.

Promessas - Serra prometeu criar 50.000 vagas para o ensino médio. Criou 26.900. Prometeu atender 31.650 famílias com urbanização de favelas. Até agora atendeu 11.935. Prometeu construir 40 unidades para a Polícia Técnica entre 2008 e 2010. Construiu 13. Fonte: Brasília Confidencial.

Palavras para as vésperas

Em discurso proferido no encerramento da campanha da Frente Ampla, no Obelisco de Montevidéu, o escritor Eduardo Galeano manifestou a esperança de que a eleição deste domingo no Uruguai vai libertar o país de "duas traves metidas na roda da democracia". Uma delas é a que impede o voto por correio dos uruguaios que vivem no exterior. A outra é a lei da impunidade, a lei de caducidade da pretensão punitiva do Estado (contra os crimes da ditadura), "batizada com esse nome rocambolesco pelos especialistas na arte de não chamar as coisas pelo seu nome".

Eduardo Galeano - La Jornada

Falta muito pouco para que o povo uruguaio eleja novo governo.

Ao mesmo tempo, nas mesmas urnas, será submetida a plebiscito a possibilidade de libertar-nos de duas traves metidas na roda da democracia.

Uma delas é a que impede o voto por correio dos uruguaios que vivem no exterior. A lei eleitoral, cega de cegueira burocrática, confunde a identidade com o domicílio. Diga-me de onde vens e te direi quem tu és. Os uruguaios da pátria peregrina, em sua maioria jovens, não têm direito a voto se não podem pagar a passagem. Nosso país, país de velhos, não só castiga os jovens negando-lhes trabalho e obrigando-os ao exílio, como também nega o exercício mais elementar dos direitos democráticos. Ninguém se vai porque quer. Os que foram para o exterior são traidores? É traidor um de cada cinco uruguaios? Traidores ou traídos?

Oxalá consigamos acabar de uma vez por todas com essa discriminação que nos mutila.

E oxalá acabemos também com outra discriminação ainda pior, a lei da impunidade, lei de caducidade da pretensão punitiva do Estado, batizada com esse nome rocambolesco pelos especialistas na arte de não chamar as coisas pelo seu nome.

A Corte Suprema de Justiça acaba de estabelecer que essa lei viola a Constituição. Há muito tempo se sabe que também viola nossa dignidade nacional e nossa vocação democrática. É uma triste herança da ditadura militar, que nos condenou ao pagamento de suas dívidas e ao esquecimento de seus crimes.

No entanto, há 20 anos, essa lei infame foi confirmada por um plebiscito popular. Alguns dos proponentes daquele plebiscito estão reincidindo agora, e com muita honra: perdemos, por muito pouco, mas perdemos, e não nos arrependemos. Acreditamos que aquela derrota foi em grande medida ditada pelo medo, um bombardeio publicitário que identificava a justiça com a vingança e anunciava o apocalipse, larga sombra da ditadura que não queria ir embora; e acreditamos que nosso país demonstrou, nestes primeiros anos de governo da Frente Ampla, que já não é aquele país que o medo paralisava.

Acreditamos nisso e, oxalá, não me equivoque.

Oxalá triunfe o senso comum. O senso comum nos diz que a impunidade estimula a delinquência. O golpe de Estado em Honduras só o confirmou. Quem pode surpreender-se que os militares hondurenhos tenham feito o que fazem há muitos anos, com o treinamento do Pentágono e a permissão da Casa Branca?

A luta contra a impunidade, impunidades dos poderes e dos poderosos, está se desenvolvendo nos quatros pontos cardeais do mundo. Oxalá possamos contribuir para desmascarar os defensores da impunidade, que hipocritamente gritam aos céus ante a falta de segurança pública, ainda que saibam que os ladrões de galinhas e os assaltantes de bairros são bons alunos dos banqueiros e dos generais recompensados por suas façanhas criminais.

Oxalá o próximo domingo confirme nossa fé em uma democracia sem coroas, nem as do uniforme militar, nem as do dinheiro.

Oxalá possamos envolver esta lei em papel celofane, em um pacote bem amarrado, com laço e tudo, para enviá-lo de presente a Silvio Berlusconi. Este grande mago da impunidade universal que já atravessou mais de 60 processos e não conhece nenhum cárcere nem sequer de visita, nos agradecerá o obséquio e seguramente saberá encontrar para ele alguma utilidade.

Oxalá.

A única coisa certa é que, aconteça o que aconteça, a história continuará, e continuará o incessante combate entre a liberdade e o medo.

Eu só quero invocar uma palavra, uma palavra mágica, uma palavra que abre portas, que é, quiçá, a mais universal de todas. É a palavra “abracadabra”, que em hebraico antigo significa: Envia teu fogo até o final. Como uma homenagem a todos os fogos caminhantes, que vão abrindo portas pelos caminhos do mundo, eu a repito agora:

Caminhantes da justiça,

portadores do fogo sagrado,

Abracadabra, companheiros!

(Versão do discurso pronunciado no Obelisco de Montevidéu, no fechamento da campanha contra a lei de impunidade, na noite do dia 20 de outubro)

Publicado originalmente no jornal La Jornada (México)