sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Mészàros e a crise internacional


István Mészàros, o filósofo húngaro – antigo aluno e colaborador de Georg Lukács – considerado por muitos como o mais importante intelectual marxista atualmente em atividade, concedeu recentemente uma entrevista à revista de esquerda britânica Socialist Review. Nesta entrevista, divulgada no portal da Agência Carta Maior, István Mészàros fez algumas avaliações bastante graves a respeito da natureza da crise internacional contemporânea. Vale a pena conferir e pode ser um excelente ponto de partida para um frutífero debate. Seguem abaixo dois trechos da entrevista. A íntegra pode ser lida neste link (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15619).


"Solução neokeynesiana e novo Bretton Woods são fantasias”


Em 1971 István Mészàros ganhou o Prêmio Deutscher pelo seu livro A Teoria da Alienação em Marx e desde então tem escrito sobre o marxismo. Em janeiro deste ano, ele conversou com Judith Orr e Patrick Ward, da Socialist Review, sobre a atual crise econômica.


Socialist Review: A classe dominante sempre é surpreendida por crises econômicas e fala delas como fossem aberrações. Por que você acha que as crises são inerentes ao capitalismo?


István Mészàros – Eu li recentemente Edmund Phelps, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia, em 2006. Phelps é um tipo de neokeynesiano. Ele estava, é claro, glorificando o capitalismo e apresentando os problemas atuais como apenas um contratempo, dizendo que “tudo o que devemos fazer é trazer de volta as idéias keynesianas e a regulação.”John Maynard Keynes acreditava que o capitalismo era ideal, mas queria regulação. Phelps estava reproduzindo a idéia grotesca de que o sistema é como um compositor musical. Ele pode ter alguns dias de folga nos quais não pode produzir tão bem, mas se você olhar no todo verá que ele é maravilhoso! Pense apenas em Mozart – ele deve ter tido o velho e esquisito dia ruim. Assim é o capitalismo em crise, como dias ruins de Mozart.


Quem acredita nisso deveria ter sua cabeça examinada. Mas, no lugar de ter sua cabeça examinada, ele ganhou um prêmio. Se nossos adversários têm esse nível de pensamento – o qual tem sido demonstrado, agora, ao longo de um período de 50 anos, não é apenas um escorregão acidental de economista vencedor de prêmio – poderíamos dizer, “alegre-se, esse é o nível baixo do nosso adversário”. Mas com esse tipo de concepção você termina no desastre de que temos experiência todos os dias. Nós afundamos numa dívida astronômica. As dívidas reais neste país (Inglaterra) devem ser contadas em trilhões. Mas o ponto importante é que eles vêm praticando orgias financeiras como resultado de uma crise estrutural do sistema produtivo. Não é um acidente que a moeda tenha inundado de modo tão adventista o setor financeiro. A acumulação de capital não poderia funcionar adequadamente no âmbito da economia produtiva. Agora estamos falando da crise estrutural do sistema. Ela se extende por toda parte e viola nossa relação com a natureza, minando as condições fundamentais da sobrevivência humana. Por exemplo, de tempos em tempos anunciam algumas metas para diminuir a poluição. Temos até um ministro da energia e da mudança climática, que na verdade é um ministro do lero lero, porque nada faz além de anunciar uma meta. Só que essa meta nunca é sequer aproximada, quanto mais atingida. Isso é uma parte integral da crise estrutural do sistema e só soluções estruturais podem nos tirar desta situação terrível.(...)


SR- O que você pensa das possibilidades de mudança neste momento?


IM – Os socialistas são os últimos a minimizar as dificuldades da solução. Os apologistas do capital, sejam eles neokeynesianos ou o que quer que sejam, podem produzir todos os tipos de soluções simplistas. Eu não penso que podemos considerar a crise atual simplesmente da maneira que o fizemos no passado. A crise atual é profunda. O diretor substituto do Banco da Inglaterra adimitiu que esta é a maior crise econômica na história da humanidade. Eu apenas acrescentaria que esta não é apenas a maior crise na história humana, mas a maior crise em todos os sentidos. Crises econômicas não podem ser separadas do resto do sistema. A fraude e a dominação do capital e a exploração da classe trabalhadora não podem continuar para sempre. Os produtores não podem ser postos constantemente e para sempre sob controle. Marx argumenta que os capitalistas são simplesmente personificações do capital. Não são agentes livres; estão executando imperativos do sistema. Então, o problema da humanidade não é simplesmente vencer um bando de capitalistas. Pôr simplesmente um tipo de personificação do capital no lugar do outro levaria ao mesmo desastre e cedo ou tarde terminaríamos com a restauração do capitalismo. Os problemas que a sociedade está enfrentando não surgiram apenas nos últimos anos. Cedo ou tarde isso tem de ser resolvido e não, como o vencedor do Prêmio Nobel deve fantasiar, no interior da estrutura do sistema. A única solução possível é encontrar a reprodução social com base no controle dos produtores. Essa sempre foi a idéia do socialismo. Nós alcançamos os limites históricos da capacidade do capital controlar a sociedade.


Eu não quero dizer apenas bancos e instituições financeiras, ainda que eles não possam controlá-las, mas o resto. Quando as coisas dão errado ninguém é responsável. De tempos em tempos os políticos dizem: “Eu aceito total responsabilidade”, e o que acontece? Eles são glorificados. A única alternativa exequível é a classe trabalhadora, que é a produtora de tudo o que é necessário em nossa vida. Por que eles não deveriam controlar o que produzem? Eu sempre enfatizei em todos os livros que dizer não é relativamente fácil, mas temos de encontrar a dimensão positiva.
István Mészàros é o autor do recentemente publicado "The challenge and burden of Historical Time", "Os Desafios e o Fardo do Tempo Histórico", publicado no Brasil pela Boitempo Editorial, 2007.
(*) Ambos publicados no Brasil pela Boitempo Editorial.
Artigo originalmente publicado na Socialist Review
Tradução: Katarina Peixoto

Oposição da câmara de vereadores de Chapecó quer saber quem estará apto a chocar o ovo da serpente DEMOTUCANA


O Projeto de Reforma Administrativa do executivo municipal de Chapecó gerou alguns debates na câmara entre a situação e a oposição. O vereador Marcelino Chiarello disse que a reforma é necessidade do executivo a partir de sua ótica de administrar e que os vereadores tem a prerrogativa de questionar, sugerir e convocar sobre questões que entendem que merecem maiores esclarecimentos ou que não concordem.


Uma dessas questões é de que a reforma irá reduzir os cargos comissionados no executivo, situação que o vereador vê ao contrário. De acordo com ele na reforma estão previstos 195 cargos comissionados e, no entanto, estão sendo criadas outras 190 funções em comissão. Para Chiarello serão 395 cargos com a RA. “Pra mim quanto alguém recebe na prefeitura função de confiança de zero até 100% no salário não é mais servidor de carreira”, destacou citando o Tribunal de Contas. O teto salarial desse servidor pode chegar até R$ 4.443,00, reforçou.

Marcelino Chiarello também aborda a questão do SIMPREVI, o instituto de previdência do servidor municipal, onde o executivo passará a indicar a diretoria e o custo salarial desses diretores passará ser por conta do fundo recolhido pelos trabalhadores, diminuindo a contribuição patronal. Para ele quem deve gerir os mais de R$ 30 milhões do fundo são os servidores que deveriam escolher seus dirigentes. ”São algumas situações que não concordamos e queremos discutir”, concluiu o vereador.

Acredito que não vai faltar chocas pra fazer mais este descalabro com a população de chapecó. Tendo em vista as últimas declarações da situação na câmara de vereadores de Chapecó. Vamos torcer pra que isto tudo que a oposição tem levantado não se concretize, porque se assim sendo, mais uma vez quem sai perdendo é o funcionalismo municipal, ao qual o calhorda do prefeito, nem ao menos senta com o sindicato para debater questões primordiais para a categoria. Quanto a diminuição de cargos de comissão, particularmente eu mesmo não acredito que isso vá acontecer, basta olhar ao nosso redor e ver o quanto de cabos eleitorais estão dia menos dia se auto denominando funcionários públicos municipais, sabendo nós que não passam de meros cargos de confiança do João verdade, o homem bom de serviço

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

"Faltam políticas públicas para jovens infratores" diz CNBB em lançamento de campanha


Aparecida (SP) - Com o tema Fraternidade e Segurança Pública, foi lançada ontem (25) a Campanha da Fraternidade de 2009, em Aparecida, interior de São Paulo.

Uma missa celebrada pelo arcebispo do Santuário de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, marcou o lançamento oficial da campanha, que pela segunda vez não aconteceu em Brasília, onde fica a sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).O lema deste ano é "A Paz é Fruto da Justiça".

"Numa sociedade onde nós temos democracia, mas falta justiça social, a segurança e a paz correm sério risco", disse o arcebispo de Aparecida.

A falta de políticas para jovens infratores foi apontada pela campanha como um dos principais desafios relacionados à segurança pública do Brasil.

"O trabalho com o adolescente infrator é uma espécie de patinho feio na administração pública", disse o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa.

"Uma hora ele está na Secretaria de Direitos Humanos, outra na de Justiça, e essas constantes trocas não permitem uma atenção continuada", disse o religioso que foi o responsável pela celebração da missa.

Demitidos da Embraer em São José dos Campos realizam protesto amanhã


São Paulo - O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos confirmou para amanhã (27) um ato em frente à fábrica da Embraer contra a demissão de aproximadamente 3,5 mil funcionários da empresa. Devem participar do protesto a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical,a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Conlutas.


As centrais sindicais vão se reunir às 11h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Por ser muito longe, os metalúrgicos não farão caminhada e já vão direto para o ato, às 15h, em frente à Embraer. O horário coincide com a troca de turno da empresa.


Também foi confirmado que o sindicato apresentará hoje (26), no Tribunal Regional de Trabalho (TRT) de Campinas, pedido de reintegração dos 4,2 mil funcionários dispensados pela Embraer na semana passada, levando em conta não só os demitidos em São José dos Campos.

Lula avisa os adversários: 'Dilma não vai parar de viajar'


O Presidente classificou de 'absurdas' as afirmações dos adversários de que ele está em campanha pró-ministra
Irritado com as declarações da cúpula do DEM e do PSDB - que ameaçam acionar à Justiça por entenderem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria em campanha antecipada em favor da ministra Dilma Rousseff, o petista classificou as afirmações dos adversários de "absurdas". "Agora só falta quererem proibir a Dilma de fiscalizar e acompanhar as obras do PAC. Ela é a coordenadora de tudo isso. Este é o tipo do pensamento pequeno", sentenciou Lula, em Recife, onde participou da visita ao primeiro projeto de produção de aquicultura em águas marinhas no País.Na última quinta, durante visita às obras da Ferrovia Transnordestina e de duplicação da BR-101, o clima pró-Dilma deu a tônica dos discursos. Nesta sexta, a ministra não acompanhou a programação da comitiva presidencial. Ela participou da inauguração de obras do PAC em São Leopoldo, a 33 km de Porto Alegre, onde lançou novas obras e respondeu aos opositores que criticam o programa. "A maquiagem pode estar no meu batom, mas nas obras do PAC não, porque elas são reais e estão aí para os senhores verem", discursou a ministra.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

PSOL diz que há áudios e vídeos que provam corrupção na gestão tucana


Uma das principais provas, segundo eles, seriam gravações, feitas por Lair Ferst, e que mostrariam distribuição de dinheiro de caixa dois durante a campanha eleitoral de Yeda Crusius, em 2006Integrantes do PSOL afirmaram hoje (19) à tarde que existem provas documentais (áudios, vídeos e testemunhos) que comprovariam crimes eleitorais e de corrupção na campanha eleitoral de Yeda Crusius e também no governo. A deputada federal Luciana Genro, o vereador Pedro Ruas e o presidente estadual do PSOL, Roberto Robaina, apresentaram nove denúncias, que fariam parte de um conjunto de 29 itens, que seriam do conhecimento do Ministério Público Federal. A decisão de tornar públicas essas denúncias, segundo os representantes do PSOL, surgiu após a morte de Marcelo Cavalcante, ex-representante do Estado do Rio Grande do Sul em Brasília. Cavalcante, segundo informações de sua esposa, iria depor no MP Federal nos próximos dias. Procuradores da República do RS iriam a Brasília para tomar seu depoimento, garantiram Luciana Genro e Pedro Ruas.Uma das principais provas, segundo eles, seriam gravações em áudio e vídeo, feitas por Lair Ferst, e que mostrariam distribuição de dinheiro de caixa dois durante a campanha eleitoral de Yeda Crusius, em 2006. Em uma destas reuniões, a empresa Mac Engenharia (citada na Operação Solidária que investiga fraude em contratos públicos na Região Metropolitana) teria entregue R$ 500 mil para a campanha da candidata tucana. Estariam presentes neste encontro Lair Ferst, Delson Martini, Carlos Crusius, Aod Cunha, Chico Fraga e Rubens Bordini. Outra gravação mostraria o deputado federal José Otávio Germano entregando R$ 400 mil (de caixa dois) para o segundo turno da campanha de Yeda. Também haveria uma gravação em vídeo, onde Lair Ferst detalha como se daria a operação para a compra da casa da governadora. Nesta reunião, ele teria entregue R$ 400 mil para um corretor. “Todo detalhamento da compra da casa aparece neste vídeo”, garantiu Pedro Ruas. Um vídeo com ótima qualidade de imagem e áudio, acrescentou.Ele, Luciana Genro e Robaina não apresentaram provas das denúncias, mas garantiram que tiveram acesso a parte desse material, não via Ministério Público Federal, mas sim por meio de fontes que eles preferem manter em sigilo, por enquanto. Admitiram, por outro lado, que mantiveram conversas com vários dos envolvidos, entre eles o próprio Lair Ferst, Marcelo Cavalcante e o vice-governador Paulo Feijó (DEM). Lair Ferst, asseguraram, já teria feito um acordo de delação premiada.“Não tivemos contato com o MPF. Decididos fazer isso em função da morte de Marcelo Cavalcante. Não podíamos ter tal nível de informações sem apelar para a sociedade. Não queremos que, daqui a pouco, outras testemunhas desapareçam, disseram Pedro Ruas e Luciana Genro.


domingo, 22 de fevereiro de 2009

O Encontro do Presidente com os Prefeitos


mídia tem tratado o Encontro como um crime eleitoral, puro palanquismo para Dilma, nada mais que campanha descarada. Que a mídia cobre uma devida declaração das despesas com o evento e exponha a crítica da oposição, que já até entrou com representação no TSE. Legítimo! Eu só não entendo porque ninguém da mídia fala sobre o Encontro que o José Serra também fez com prefeitos de São Paulo! Na ocasião, o tucano (também candidatíssimo à presidência) fez críticas ao Governo Federal e ao PT. Além disso, Serra tem viajado para eventos em outros estados e feito propaganda do Governo de São Paulo (Sabesp) em praticamente todo o país! E aí? Outra coisa que incomodou a oposição e a mídia – com direito a biquinho do William Wack e tudo, foram as fotomontagens com Lula e Dilma, vendidas aos prefeitos na porta do Encontro. Aliás, para o comentarista global, Merval Pereira, as fotos são claramente “coisa de campanha” e o TSE tem de punir. Olha, não sabia que virou crime ser popular! A tenda com as montagens não foi ordem do planalto, tão pouco se tratou de uso da máquina federal, foi uma iniciativa dos próprios fotógrafos! Ninguém os obrigou, estavam lá porque queriam, porque vende! E quer saber, DEM, William Wack e Merval Pereira? Até onde eu sei, os fotógrafos venderam muito! Se duvidar, pra muitos prefeitos do próprio partido de vocês. Coloca uma montagem com o Fernando Henrique lá pra ver se alguém leva...

Descriminalisar a MACONHA vc é a Favor??


O governo começa a discutir, ainda que de forma incipiente, uma nova forma de combate às drogas. Uma idéia em discussão é descriminalizar o uso da maconha. Mas este é um tema polêmico que ainda não formou maioria no governo.
Um grupo de ministros já debate o assunto: o da Justiça, Tarso Genro; o do Meio Ambiente, Carlos Minc (este, o provocador do debate pois é um antigo defensor da descriminalização da maconha); o dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi; e o da Saúde, José Gomes Temporão.
Pode-se dizer que Tarso Genro é o menos entusiasmado com o debate e Minc é o mais animado. O fato é que Temporão já comprou a discussão. Ele diz que a questão das drogas não deve ser tratada, apenas, como questão policial e de repressão, mas um assunto de saúde pública. Tal como ele se colocou no debate sobre o aborto.
- Tem muito preconceito, muito tabu a ser vencido nesta área, como existe em outras áreas - disse Temporão.


Acho interresante este assunto, mas com uma forma mais aberta Quando se fala descriminalizar a maconha, se fala em suas causas e efeitos, interessante ver que este debate tem se mostrado cada vez mais maduro, tanto por parte do governo, e suas instituições. Trazer este debate as claras para a sociedade é o maior desafio, mostrar os efeitos dessas ações, para a população, e quais dessas formas serão as melhores a serem tomadas, tentando preservar famílias inteiras, sendo elas afetadas ou não pelo problema. Quanto antes nós chegarmos a um consenso, de qual será o caminho a ser seguido mais rápido produziremos uma sociedade mais esclarecida e madura.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Hip Hop: um novo conceito


Linha Dura*
O 4º Festival Consciência Hip Hop passou. Vejo a argumentações de algumas pessoas que criticam a rede Fora do Eixo sem saber o que está criticando. Vejo outros defenderem a idéia sem saber também o que realmente estão defendendo. Por isso a necessidade de continuar o debate sobre a proposta. Mas a verdade é que o Hip Hop Fora do Eixo está seguindo a nova lógica de fazer negócios, a nova lógica de circular as idéias, as músicas, os produtores, jornalistas etc.Antigamente os artistas criavam suas canções, faziam um "corre" para se apresentar, e torciam para que algum produtor ou os contrata-se. Hoje, o artista continua fazendo seus "corres", porém existe um novo território. Não precisamos mais de intermediários, o próprio artista é que gerencia sua própria carreira, graças ao acesso à novas tecnologias, as mesmas que estão quebrando as grandes gravadoras.Hoje o artista tem seu próprio veiculo de comunicação como o Myspace, a Trama, o blog etc. E a facilidade que se tem em gravar seu próprio cd sem precisar ter grandes estúdios, as rádios? Temos a nossa, pode até não ser um veículo de massa, mas também tem como utilizar as ferramentas da internet. Enfim não tem mais desculpa - o artista que quer viver no modelo passado está fadado ao fracasso junto com as famosas majors. A pergunta que deixo para os leitores desse artigo é: pra que termos intermediários?O hip hop fora do eixo não é uma ONG, nem nada disso, é só uma rede de trabalho, onde qualquer pessoa que comunga com a idéia pode participar. Queremos e temos que adotar uma nova alternativa de fazer negócio, já que o sonho do artista em ser encontrando por alguém foi por água abaixo.Essa nova forma de negócio terá que ser nos preceitos da economia solidária. O mundo caminha para as negociações em rede, a união dos pequenos, e isso, infelizmente, por coincidência ou não, não vejo vontade em muitos artistas - os que tem mais visibilidade principalmente.Falta a vontade de entender que os cachês cobrados esta fora da realidade local, falta vontade de realmente contribuir com a construção do desenvolvimento regional. Falar que está contribuindo, indo na cidade com cachê, tudo pago, inclusive é fácil. Falta vontade de entender que estão falando de revolução social, mas estão pensando e agindo como os grandes empresários donos das grandes gravadoras, onde uma minoria ganha muito e a maioria ganha pouco.Amigos do hip hop, do Rap, vamos mudar o conceito? Pois não está bom pra ninguém. É só dar uma olhada ao redor, a si mesmo, não adianta reclamar. Primeiro porque foi eu, foi você que escolheu cantar música pra favela, pros miseráveis, pros caras que não tem condições de pagar R$ 5,00 pra entrar em um baile. Mas pro pagode, pro samba, pro funk carioca esses mesmos favelados pagam R$ 10,00 pra entrar. Por que será? E o rap ainda sustenta esses argumentos. Esse é o nosso universo, o nosso público, o nosso mercado? Ops, mercado!? Mas que, qual mercado?Nesses 15 anos que tenho de hip hop tenho visto as mesmas coisas acontecerem, os mesmos grupos circularem o Brasil, inclusive muitos destes hoje falidos, porque não entenderam a lógica do mercado. De que adianta tocar nas rádios e querer cobrar cachê fora da realidade para outros Estados. Sabem o que acontece? Os grupos não circulam, não conhecem outros lugares.Para os grupos que já tem certa visibilidade e que já cobram seus cachês de R$ 5 mil, quero dizer que esse valor para regiões como o Centro-Oeste, Norte, Nordeste, é inviável. Sei que seu sonho é viver da música, da arte, mas como moto boy você ganha R$ 800 por mês e como músico você quer ganhar R$ 5 mil por cada show. Aonde esta a lógica, gente? Ser musico é ser iluminado, é isso?Chegou a hora de voltar e começar de novo, fortalecer os comerciantes, as rádios, os produtores, educar melhor o público, ser mais humilde e entender o processo que está envolvido. Por isso tem que ser um artista trabalhador, o artista igual o motoboy, o artista que entende de mercado.Então, acorde gurizada! Quer pagar R$ 5 mil de "jabá" para uma rádio? Pode pagar. O direito e o dinheiro são seus, mas lembre que esse caminho é defasado. Com esse valor, eu compro um transmissor e monto minha rádio comunitária e toco o meu som, e som de muitos outros que também estão na batalha.Vamos continuar sustentando esse pensamento? Ou vamos mudar e construir novas alternativas. O que importa é lutar contra essa grande indústria que favorece somente alguns.
Paulo Ávila, comumente chamado por Linha Dura, é Rapper Cuiabano engajado em movimento social e militante do Movimento Hip-HopAcesse o trabalho de Linha Dura em: www.myspace.com/linhadura .

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Mulheres de Policiais pedem apoio dos vereadores


Mulheres de Policiais Militares que há 90 dias estão acampadas em Chapecó reivindicando cumprimento por parte do Governo do Estado da Lei 254/2003 estiveram ontem (19) na Câmara de Vereadores em busca de apoio a sua luta.


O Legislativo de Chapecó será palco de reunião de trabalho, intermediando debates entre os setores de segurança pública e comunidade em relação a segurança e o pleito dos policiais.


Marcelino Chiarello e Luciane Carminatti propuseram a realização de uma audiência público e depois de acordo foi decido por uma reunião de trabalho no dia 03 de Março, a partir das 09h00 na Câmara de Vereadores. Os dois vereadores vão conduzir os trabalhos. Serão convidados para esse reunião o Secretário de Desenvolvimento Regional Luciano Buligon, o Comandante do II Batalhão de PM Tenente-Coronel Paulo Henrique Henn e o delegado Mauro Rodrigues.


As mulheres desses policiais reclamaram da perseguição que seus esposos vem sofrendo, muitos em processo de expulsão do quadro estadual da Policia Militar, do cansaço do movimento que iniciou em Novembro, passou o Natal, o Final de Ano e avança agora Carnaval adentro. O pedido delas é no sentido dos vereadores contribuírem com o movimento que poderá acontecer em todas as Câmaras das cidades catarinenses.


Mesmo indo na contra mão da quilo que o prefeito João Rodrigues anunciou esta semana, a respeito das manifestações públicas, que no seu ponto de vista é uma afronta a administração dele, e não serão toleradas. E qualquer ato que não esteja de acordo com o pensamento dele terá uma retaliação de seu governo e a população se arrependera muito de contraria-lo.

Ainda encontramos forças ( povo) com nossos vereadores da esquerda. Por que sem eles a população estaria na mão destes direitistas que querem a todo custo implantar a ditadura novamente . Parabéns a vcs vereadores da esquerda. Este blogueiro se solidariza com todas essas esposas de militares, que a meses se encontram sem respostas as suas reivindicações, que ao meu ponto de vista é justa e foi acordado a muito tempo e não foi cumprida

Previsão de crescimento para 2009 é confirmada por ministros


A expectativa é que juros e taxas de spreads sejam reduzidos nos próximos mesesO ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reafirmaram aos líderes partidários hoje, em reunião do Conselho Político, que a previsão de crescimento, estimada pelo governo para 2009, é de 2% a 3% do PIB. O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), considera o cenário positivo, já que muitos países preveem resultados negativos neste ano. Fontana explicou que todos os indicadores apresentados por Meirelles e Mantega demonstram sinais de melhora no cenário econômico nos próximos meses. O deputado informou que o presidente do Banco Central afirmou que a expectativa é que juros e taxas de spreads sejam reduzidos nos próximos meses.Oportunidades de crescimentoO líder do governo ainda informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante a reunião realizada no Palácio do Planalto, que a orientação para todo o governo é aproveitar a crise para crescer.

"A ordem do presidente é aproveitar a crise para melhorar a posição relativa do Brasil no mundo. Ao contrário de outras épocas, agora não se diminui salário, ao contrário se aumenta o salário mínimo, não se cortam investimentos públicos, ao contrário se aumenta o volume de investimentos públicos, se amplia o crédito, e nós estamos otimistas com relação ao futuro da economia brasileira", disse Fontana.

Lula citou como exemplo das medidas já anunciadas para conter a crise os R$ 36 bilhões das reservas que serão usados para a concessão de financiamento para empresas com dívidas no exterior. O presidente ainda lembrou que, entre as medidas de estímulo econômico, estão o aumento do ritmo das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e um programa de habitação para famílias com renda até R$ 4 mil.Prioridades de votaçãoNo caso do Congresso, o presidente afirmou que as prioridades de votação até o fim de abril são a reforma tributária (PECs 233/08, 31/07 e outras) e o Projeto de Lei 836/03, do deputado Bernardo Ariston (PMDB-RJ), que cria o cadastro positivo de consumidores.O presidente ainda pediu unidade da base aliada, especialmente no caso das negociações para votação de medidas provisórias.

Lula quer que seja mantida a negociação conjunta dessas matérias entre as lideranças da Câmara e do Senado. A união da base, segundo Lula, será importante para garantir a governabilidade e a segurança do País nesse momento de crise.
*Agência Câmara

Uczai é o novo presidente da Comissão de Educação


O deputado estadual Pedro Uczai (PT) foi confirmado, na sessão ordinária desta quarta-feira 18, como o novo presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Uczai, que nos últimos dois anos ocupou a vice-presidência e em 2008 esteve na liderança da bancada do PT, coordenará os trabalhos de uma das comissões mais importantes do parlamento no biênio 2009/2010.
A condução de Uczai à presidência se deve à sua trajetória profissional e atuação parlamentar historicamente pautada por temas que envolvem a educação. Professor universitário há mais de 20 anos, Uczai é autor de cinco livros e atualmente dá aulas em cursos de pós-graduação. No parlamento, contribuiu em importantes debates e foi decisivo para o avanço da legislação na área, tanto no atual mandato quanto nos dois mandatos anteriores na Assembleia Legislativa, em 1997/1998 e 1999/2000.
Entre as leis de autoria do deputado está a regulamentação do Artigo 170, aprovada em 1999 e que já concedeu mais de 170 mil bolsas de estudo para universitários com dificuldade financeira. Para Uczai, a experiência acumulada na área deve ser uma importante aliada. No entanto, o parlamentar fez questão de ressaltar que o acúmulo de conhecimento também amplia a responsabilidade na condução dos trabalhos.
“A Comissão de Educação deve ser a protagonista de debates estratégicos e polêmicos nos próximos dois anos. Não há dúvida de que esse acúmulo, seja no espaço da universidade ou no espaço do parlamento, será um facilitador. Mas, ao mesmo tempo, ele nos impõe uma responsabilidade ainda maior na mediação de importantes debates e no avanço da legislação que assegure a conquista de novos direitos na área”, destaca Uczai.
Segundo Uczai, entre as pautas da comissão para os próximos meses está o piso salarial dos professores; o plano de cargos e salários do magistério; a terceirização da merenda escolar no estado; a eleição direta para diretores de escolas; as bolsas de estudo do Artigo 170 e Artigo 171; o fortalecimento das universidades comunitárias; o fortalecimento da Udesc; a expansão do ensino superior e das escolas técnicas federais; e a criação da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) na região oeste.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

"Resgatar o capitalismo dos capitalistas e de sua ideologia falsária"


A perspectiva de uma fragmentação da economia global em estruturas hegemônicas regionais, lutando entre si, deveria despertar os dirigentes políticos, levá-los a deixar de dizer banalidades sobre restaurar a confiança e a fazer o que precisa ser feito para resgatar o capitalismo dos capitalistas e de sua falsária ideologia neoliberal. E sim, isso significa socialismo, nacionalizações, diretrizes estatais robustas, força de colaborações internacionais e uma nova arquitetura financeira internacional. A análise é de David Harvey.


Lei mais:


"Não tenho medo da morte. Não sei o que é a morte."


Alencar deixa o hospital após 27 dias, mas terá de ficar duas semanas em SPFolha de São PauloApós 27 dias de internação, o vice-presidente José Alencar, 77, deixou ontem o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde fora submetido a uma delicada cirurgia no abdome para retirar nove tumores cancerígenos.Alencar -que, por orientação médica, deverá passar as próximas duas semanas em São Paulo- chegou a se emocionar ao agradecer às manifestações de apoio."Não quero que Deus me dê um dia a mais de vida a não ser que seja objeto de orgulho não só da minha parte, como de minha mulher, dos meus filhos, netos e dos brasileiros que têm me mandado manifestações de apreço", disse o vice-presidente, com os olhos marejados.O vice, que recebeu alta hospitalar ao meio-dia de ontem, será submetido a uma fisioterapia para recuperação da musculatura: "Alta hospitalar não é alta médica", frisou o cardiologista Roberto Kalil Filho.Sua recuperação foi rápida: operado no dia 25 de janeiro, Alencar foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva para uma Unidade Crítica Coronariana em 2 de fevereiro e, três dias depois, para um quarto simples.Embora reconheça a complexidade da cirurgia, que durou 17 horas, ele rejeita o rótulo de corajoso: "Onde está a coragem para um cidadão que não tenha alternativa?", disse, acrescentando: Alencar deixa o hospital após 27 dias, mas terá de ficar duas semanas em SPFolha de São PauloApós 27 dias de internação, o vice-presidente José Alencar, 77, deixou ontem o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde fora submetido a uma delicada cirurgia no abdome para retirar nove tumores cancerígenos.Alencar -que, por orientação médica, deverá passar as próximas duas semanas em São Paulo- chegou a se emocionar ao agradecer às manifestações de apoio."Não quero que Deus me dê um dia a mais de vida a não ser que seja objeto de orgulho não só da minha parte, como de minha mulher, dos meus filhos, netos e dos brasileiros que têm me mandado manifestações de apreço", disse o vice-presidente, com os olhos marejados.O vice, que recebeu alta hospitalar ao meio-dia de ontem, será submetido a uma fisioterapia para recuperação da musculatura: "Alta hospitalar não é alta médica", frisou o cardiologista Roberto Kalil Filho.Sua recuperação foi rápida: operado no dia 25 de janeiro, Alencar foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva para uma Unidade Crítica Coronariana em 2 de fevereiro e, três dias depois, para um quarto simples.Embora reconheça a complexidade da cirurgia, que durou 17 horas, ele rejeita o rótulo de corajoso: "Onde está a coragem para um cidadão que não tenha alternativa?", disse, acrescentando: "Não tenho medo da morte. Não sei o que é a morte."

Reforma política já


Uczai defende nova cultura política no país

O deputado estadual Pedro Uczai (PT) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira 17, para defender a construção de uma nova cultura política no país. Ao citar as denúncias feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) à revista Veja desta semana, Uczai disse que “as revelações têm força, sentido e significado político. Portanto, precisam minimamente resultar em um amplo debate sobre a necessidade e a urgência de uma reforma política no Brasil”.


Na entrevista, Jarbas Vasconcelos afirma que o PMDB é "um partido sem bandeiras, sem propostas, sem norte" e que “boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção”. As denúncias repercutiram em todo o país e provocaram a reação de inúmeros líderes políticos do PMDB e de outros partidos. Para Uczai, as revelações do senador devem estimular o debate sobre o sistema político brasileiro, e não apenas gerar autodefesas ingênuas, populistas e demagógicas por parte da classe política. “Essa discussão é responsabilidade de todo o parlamento”, defendeu Uczai.


O deputado ressaltou que somente a reforma política pode promover um “salto de qualidade” no sistema político brasileiro, atualmente financiado por empresas privadas. Uczai defende o financiamento público de campanha, lista fechada de candidatos e fidelidade partidária. “Se essas denúncias não desembocarem em um amplo debate que contemple estes aspectos, então não valeram de nada. E nós, parlamentares, temos a responsabilidade de contribuir para que essa discussão ocorra”, completou Uczai.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Dez de 19 senadores do PMDB foram parar no STF


Levantamento na base de dados do Supremo Tribunal Federal (STF) mostra que 10 dos 19 correligionários de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) no Senado respondem a processo ou são investigados. No total, a bancada do PMDB contabiliza 13 inquéritos, 4 ações penais e 5 investigações. Em entrevista à revista Veja, Jarbas disse que no PMDB "boa parte quer mesmo é corrupção".
Um dos casos mais adiantados no STF envolve Valdir Raupp (PMDB-RO), ex-líder do partido no Senado. Ele foi denunciado pelo Ministério Público acusado de usar dinheiro obtido de empréstimo do Banco Mundial, quando era governador de Rondônia, para finalidades distintas das previstas em contrato. Até o momento, seis ministros votaram a favor de ação penal no STF. Apenas um votou por arquivar o caso. Se aceita a denúncia, será a terceira ação penal a que Raupp terá de responder no STF. O senador afirma estar tranquilo em relação ao julgamento, disse ser inocente e garante que aplicou corretamente os recursos.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), livrou-se recentemente do inquérito mais problemático que corria contra ele no STF graças à morosidade da Justiça. Era acusado de utilizar fazendas inexistentes para obter empréstimo do Banco do Amazonas. O inquérito foi arquivado porque os crimes prescreveram. No STF, Jucá responde a mais dois inquéritos. De acordo com o líder, os processos são de "cunho político-eleitoral" e fazem parte do jogo político e das disputas com adversários.
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), é alvo de inquérito em que o Ministério Público apura se ele teve despesas pessoais pagas por uma empreiteira e se apresentou notas fiscais falsas para comprovar a venda de bois. A denúncia o levou a renunciar à presidência do Senado, em 2007. Pela assessoria de imprensa, Renan afirmou ter ele mesmo pedido ao procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, a abertura da investigação. Outro que responde a processos no STF é Wellington Salgado (PMDB-MG). Ainda têm pendências no STF Garibaldi Alves Filho (RN), Leomar Quintanilha (TO), Edison Lobão Filho (MA), Mão Santa (PI), Neuto de Conto (SC) e Gilvan Borges (AP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

O caso Battisti

A decisão do ministro Tarso Genro, que concedeu refúgio político a Cesare Battisti, originou intensa polêmica. As qualificadas razões expostas por Tarso, entretanto, não constituem o centro da discussão aliás, elas sequer são referidas pela maioria dos que passaram a contestá-la. Aqui, como tem sido comum, se pretende desgastar o governo a qualquer custo, especialmente ao custo da reflexão que o caso deveria ensejar. Battisti integrou um grupelho extremista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) ao final dos anos 70 na Itália. Havia sido condenado em um processo criminal por ações atribuídas a este grupo, mas evadiu-se de prisão e refugiou-se na França. Em 1982, Pietro Mutti, um dos líderes do PAC, foi preso e passou à condição de collaboratore di giustizia.Foi ele quem implicou Battisti na autoria de dois homicídios e na co-autoria de outros dois – o que foi sempre negado pelo acusado – recebendo pela delação uma sensível redução de sua pena. Fala-se que a Itália respondeu às ações armadas – especialmente covardes, assinale-se – com o estado democrático de direito, o que é verdadeiro. O que não se fala é que a Itália empregou para tanto leis de exceção que reduziram o espaço de defesa dos acusados. Democracia e exceção, aliás, não são pares excludentes. Basta ver o significado da experiência da prisão de Guantánamo no estado de direito nos EUA.Battisti foi protegido no período Mitterrand por mais de uma década, sem que as autoridades italianas articulassem um só movimento de protesto. Agora convocam seu embaixador e montam um circo bem ao gosto de um governo dirigido por um fanfarrão chamado Berlusconi. Os detratores de Lula, claro, torcem pela Itália. Com notáveis exceções, observa-se entre os críticos da decisão governamental o mais acabado farisaísmo. Nenhum deles criticou no passado a concessão do asilo a um criminoso político do porte de Alfredo Stroessner e quase todos entendem que a lei da anistia no Brasil impede a punição dos assassinos e torturadores da ditadura.Quando Stroessner foi asilado, sustentei que o Brasil deveria recebê-lo. Muitos anos depois, como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, liderei um movimento para que o ditador paraguaio fosse julgado no Brasil com fulcro no art. 7º , inciso I, alínea “a” e inciso II, alínea “d”, do Código Penal. Imaginava que seria importante produzir uma verdade jurídica que o responsabilizasse, ainda que não houvesse mais sentido puni-lo. O mesmo vale para os torturadores no Brasil. Puni-los, a este altura do campeonato, me parece deslocado e obtuso. Inaceitável é a ausência de uma sentença – mesmo cível – que os nomeie como torturadores. Mas a anistia no Brasil surgiu exatamente para que não se soubesse a verdade.Esta verdade jurídica foi produzida na Itália. Não sei se Battisti esteve ou não envolvido com os homicídios a ele imputados. O que sei é que aqueles fatos ocorreram há 30 anos; que as provas são frágeis e que mandar alguém para a cadeia pelo resto de sua vida é uma possibilidade sem semelhança com a ideia de justiça. A decisão do ministro Tarso Genro deveria, por isso mesmo, orgulhar os brasileiros; até mesmo aqueles que torcem pela Itália...

Marcos Rolim é jornalista, ex-deputado estadual e federal

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Vereador do DEM manda população colocar a cabeça pra fora da janela


"Numa altura em que se proclama tanto a Declaração Universal dos Direitos do Homem é somente esta imagem que tenho para comprovar a sua eficácia...é esta a relação entre os resultados obtidos e os objetivos pretendidos...


Em entrevista feita com Sub prefeito e vereador do DEM, ele deixa claro sua opinião a respeito de quem reivindica alguma coisa para sua região de atuação.Tendo em vista que a população do Vila Mantelli foi a um canal de televisão para pedir melhorias em algumas ruas do bairro, e também tentar sensibilizar uma grande industria de nossa região para amenizar o mal cheiro, devido a esta empresa ter seus reservatórios de tratamento da água nas proximidades do referido bairro, o Sub Prefeito, se é assim que devemos chamar, o vereador Dalmir Peliciolli DEM, retrucou com tom de ironia a toda a população do Vila Mantelli, dizendo pra população se ajoelhar diante do todo poderoso João Rodrigues, e dizer amém as ações até aqui feitas pela atual Sub Prefeitura, e ainda tem mais, mandou a população do Vila Mantelli colocar a cabeça pra fora da janela pra ver a realidade. Mas eu pergunto a este despreparado político, se ele estivesse na condição dos moradores do local, ele se atreveria a colocar a sua tão previligiada cabeça pra fora da janela????

Eu duvido pois ele não aguentaria a poeira e o mal cheiro

Ministro do STF exclui Dilma e Tarso de investigação sobre dossiê contra FHC


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, decidiu esta semana excluir a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, da lista de possíveis investigados em um inquérito da Polícia Federal, que apura a produção e o vazamento de dossiê sobre gastos do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso.


“Considero não haver, até o presente momento, indícios ou elementos de prova a implicar, neste procedimento investigativo, a ministra-chefe da Casa Civil e o ministro da Justiça”, justificou Lewandowski, em seu despacho.No mesmo ato, o ministro devolveu o inquérito sigiloso à primeira instância da Justiça Federal, já que não existem mais investigados com foro privilegiado.


Lewandowski ressalvou que, se futuramente surgirem elementos concretos contra as autoridades excluídas, o caso poderá ser reencaminhado ao STF.Até hoje, o único indiciado foi o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires. Ele é acusado de quebra de sigilo funcional por ter repassado o dossiê, feito em fevereiro de 2008, por e-mail ao Senado".

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Vereador de oposição está em Brasília para tratar de assuntos importantes para população Chapecoense


O vereador Marcelino Chiarello está em Brasília esta semana onde participa do encontro nacional de vereadores e onde tratará de outros assuntos de interesse do município de Chapecó


No Ministério da Educação participará da implantação da Comissão que virá ao Oeste catarinense, Sudoeste parananense e Norte gaúcho, realizar estudo de implantação da Universidade Federal ainda este ano. São, segundo o vereador, investimentos da ordem de R$ 45 milhões, concurso público para 500 professores com ensino superior e mais de 230 servidores em nível técnico.
Marcelino Chiarello participa também do encontro dos vereadores, cuja principal tratativa será sobre o número de vereadores em todo o país. De acordo com ele a PEC existente aumenta o número de vereadores e reduz custos para as Câmaras. “Isto tem que ficar claro para a população”, disse. O Congresso Nacional já deliberou pelo aumento do número de vereadores e agora cabe ao STF dar aval jurídico. O vereador diz que é fato inédito na história do país no que compete aos poderes. “Ao poder legislativo é legislar e ao executivo cumprir a lei aprovada”, destacou.
Ele vai participar de audiência no INCRA, onde leva moção aprovada pelos vereadores de Chapecó. Vai solicitar agilidade do órgão no processo de regularização fundiária em benefício das famílias de Baronesa da Limeira. São em torno de 60 proprietários e a grande maioria sem o título de posse. A moção quer que a Superintendência do INCRA em Santa Catarina e por conseguinte a Delegacia de Chapecó sejam autorizadas a começar o processo de regularização fundiária da Baronesa da Limeira. “Hoje essas famílias não tem acesso ao crédito porque não tem a carta da terra que os classifique como agricultores”, disse Marcelino. Segundo ele o processo está aberto desde 2005.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Prefeitos devem ter uma relação aberta com LULA e PT


Ao comentar dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre mortalidade infantil, analfabetismo, sub-registro e agricultura familiar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que “não é possível que o Brasil entre no século 21 com problemas que já deveriam ter sido resolvidos há muito tempo”. Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula afirmou que vai cobrar dos prefeitos brasileiros maior engajamento com o governo federal na tentativa de amenizar os números registrados no país. Nesta semana, o presidente vai se reunir com os líderes municipais e ouvir reivindicações.“São quatro assuntos extremamente importantes e que, sem a participação dos prefeitos, fica muito mais difícil resolvermos. Temos que atacar isso como prioridade. Todos os ministros vão mostrar quais são os problemas que têm nas relações com as prefeituras e vamos tentar corrigir para facilitar a vida dos prefeitos”, disse.Lula voltou a afirmar que apenas por meio do compromisso dos prefeitos é possível fazer com que as políticas públicas cheguem aos municípios com eficácia. Ele avaliou que caso a relação entre goveno federal e governo municipal melhore, está convencido de que parte dos problemas que parecem insolúveis estará resolvida.“É possível se houver essa pactuação entre governo federal e municipal. Precisamos corrigir isso, em uma pareceria com os municípios, com os cartórios, com o estado, fazer mudanças de lei se for necessário.”Sobre o papel dos novos governantes diante dos efeitos da crise financeira internacional, Lula voltou a cobrar dos prefeitos maior agilidade para que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sejam concluídas.
“Queremos que essas obras sejam agilizadas, que elas possam andar mais rápido porque, muitas vezes, a demora da licença ambiental, do projeto básico e do projeto executivo faz com que uma obra atrase um ano ou dois. É preciso que a gente trabalhe todo mundo junto”, disse.

Melhorar a relação, e ser mais realista, é o fator primordial para ter em nosso município, programas voltados aos menos favorecidos e a classe trabalhadora de nosso munícipio... Ao revolucionário Jõao Rodrigues e toda uma corja que o faz representar. LULA, manda este recado,..um pouco de humildade não faz mal a ninguém..... E viva a merenda escolar ( NUTRIPLUS) saúde ( MATERNO INFANTIL) primeiro ato do mandato 10 Milhões ( PLANATERRA). Me engana que eu gosto!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Vereadores da base do governo mais uma vez fogem de audiência pública


Recolhimento de lixo


O vereador Marcelino Chiarello (PT) manifestou sua indignação com a base do governo na Câmara de Vereadores que na sessão de quarta-feira (04.02), rejeitou o requerimento de sua autoria que previa a realização de uma audiência pública para debater o recolhimento de lixo em Chapecó.

A proposta era convidar representantes da secretaria de Pesquisa e Planejamento, do departamento de Licitação e Compras, da Fundema e do departamento de Meio Ambiente para discutir a implantação do novo sistema de coleta e transporte do lixo orgânico e reciclável.
Chiarello afirma que a audiência tinha o intuito de esclarecer os valores que serão pagos e serviços a serem prestados pela empresa vencedora do processo licitatório, mediante o contrato firmado entre empresa e Prefeitura Municipal de Chapecó e também sobre os trabalhos a serem desenvolvidos na coleta seletiva do lixo.


"Gostaríamos de conhecer o teor do laudo técnico que apontou o aterro sanitário como esgotado e suas causas. A população está insegura quanto ao o que vai acontecer com aquele local. Precisamos dar respostas aos nossos cidadãos sobre o que será feito depois que acabar esse contrato de seis meses onde a Prefeitura está mandando o lixo para o município de Saudades. O povo precisa de respostas, mas a base governista da Câmara de Vereadores não quer entrar nesse debate", afirma o vereador


Dep. ladrão é mais um dos DEMOS


É estarecedor ver um Dep. ter a cara de pau de dizer que é de um partido RENOVADO, o Democratas (DEM) continua com a velha tradição da direita, abrigando em suas fileiras empresários-políticos que são, digamos, bastante "espertos" quando o assunto é dinheiro. O exemplo folclórico da vez é o novo corregedor da Câmara, deputado Edmar Moreira (DEM-MG), que colocou à venda um castelo com torres de até oito andares e 32 suítes, inspirado nas construções europeias e erguido no interior de Minas Gerais.Edmar e seu castelo, não declarado à Justiça Eleitoral. O imóvel está à venda por US$ 25 milhões ( quase 60 milhões de reais). Apesar de ser dono de um imóvel tão valorizado, o deputado demista declarou à Justiça Eleitoral em 1998, 2002 e 2006 que possui somente uma casa e um terreno, avaliados em apenas R$ 17,5 mil.Luxo para poucos hoje deputado Edmar Batista Moreira é um ex-capitão da Polícia Militar que, da noite para o dia, se transformou em empresário bem-sucedido e deputado federal. Sua esposa é Júlia Fernandes, de 52 anos, nascida de uma família humilde. O casal, proprietário do fabuloso castelo mineiro, não consegue explicar de onde veio o dinheiro para erguer tão valioso património.

Temos que mostrar a cara desses ladrões do dinheiro público, que agora se dizem defensores dos trabalhadores, da classe menos favorecida, eles até dizem que acreditam em um mundo melhor e possível mesmo tendo como ideologia o neoliberalismo, esse modelo que tem demonstrado a maior crise já vista, levando a bancarrota empresários e com sigo milhões de trabalhadores. Na semana passada ao assistir uma entrevista em um canal de televisão estadual aqui de SC, com o senador e candidatíssimo a governador do estado Raimundo Colombo (DEM) presidente estadual do partido e nada mais que o apadrinhado político de JKB, esse dispensa comentários já tem uma vasta experiência em falcatruas e lobys. Mas voltando na entrevista o senador chegou a dizer que o socialismo tem inúmeros acertos...... quase me derrubou da poltrona, pois o mesmo é um ator, chegou a lembrar de seu tempo de criança quando era pobre e se disse ser um homem com hábitos simples, e toda aquela lenga lenga que esses DEMOS tem pregado aos quatro cantos do Brasil. Mas uma coisa é clara, no modo de fazer política dos DEMOS o enriquecimento ilícito é uma constante, e políticas públicas só pro bolso deles e seus protegidos.


Se vcs quiserem dar uma olhada no Castelo do Dep. DEMO. é só entrar no endereço abaixo:


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

PIG Chapecoense faz máteria em desfavor do prefeito do DEM

Foto: Siliana Dalla Costa/DI

Foi de causar estranheza de minha parte e de toda população Chapecoense, reportagem que foi feita por jornal local a respeito do horto municipal, dando a entender que a administração João Rodrigues (DEM) tem deixado em completo abandono a estrutura lá existente. Isso boa parte da população já sabia, está área que pertence FUNDEMA serve apenas de trampolim eleitoral para futuras candidaturas de seus secretários a cargos políticos, e alojar uma dezena de puxa sacos políticos do atual prefeito. Vou mostrar pra vcs boa parte da matéria, vcs mesmos poderão observar o total abandono que o horto se encontra, um verdadeiro descaso com o dinheiro público.
"Este é o mofo administrativo do atual prefeito, que se intitula o todo poderoso João verdade, o homem bom de serviço."


Horto municipal em dificuldades
Falta de investimentos, de estrutura adequada e de funcionários tem dificultado os trabalhos que mantém a cidade embelezada Chapecó – Canteiros floridos e ruas arborizadas. Uma cidade bonita e preocupada com o meio ambiente só é possível com o trabalho de reprodução e cultivo de flores, árvores e mudas frutíferas através de viveiros.

Mas em Chapecó a manutenção deste trabalho está comprometida. Apesar de contar com um horto municipal, a estrutura depende de investimentos.

*Diário do Iguaçu.

DEMO PÕE O SEU CASTELO À VENDA


Novo corregedor da Câmara declara R$ 17,5 mil, mas coloca à venda um casteloda Folha de S.Paulo, em BrasíliaO novo corregedor da Câmara, deputado Edmar Moreira (DEM-MG), colocou à venda um castelo com torres de até oito andares e 36 suítes, inspirado nas construções europeias e erguido em São João Nepomuceno, no interior de Minas Gerais. Por US$ 25 milhões é possível comprar o imóvel, informa por telefone o corretor.Contudo, o deputado Edmar Moreira declarou à Justiça Eleitoral ser proprietário de apenas um imóvel em São João Nepomuceno. Em 1998, 2002 e 2006, a declaração de bens do deputado registrava uma casa e um terreno avaliados em R$ 17,5 mil. O deputado possui propriedades em outras cidades.O deputado evita responder qualquer pergunta sobre o Castelo Monalisa. "Da minha vida privada não falo, de castelo, de casa, da minha família", desconversa.
Comentário.
Oi, o DEMO não mora no inferno?Credo! Mais do que Deus, ninguém!

* Blog Terror do nordeste

Solidariedade


MST divulga nota de pesar por morte de Adão Pretto
O MST divulgou uma nota de solidariedade e pesar por causa da morte do deputado federal Adão Pretto (PT). O parlamentar, de 63 anos, estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Pretto foi internado no dia 15 para tratamento de uma crise de pancreatite. Confira a íntegra da nota, publicada no site do movimento "O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) manifesta publicamente seu pesar pelo falecimento do companheiro deputado federal Adão Pretto, soma-se e se solidariza com a família neste momento de perda para a sociedade brasileira. Desde o início de sua militância social nas Comunidades Eclesiais de Base e no Sindicalismo Rural, Adão Pretto caracterizou-se pela defesa intransigente da reforma agrária, tendo papel destacado na articulação das famílias de trabalhadores sem terras e de apoiadores desde as primeiras ocupações de terra no Rio Grande do Sul, ainda durante o Regime Militar. Esteve presente na organização e fundação do MST, do Partido dos Trabalhadores e do Departamento Rural da Central Única dos Trabalhadores. No Congresso Nacional, denunciou e combateu as ações da bancada ruralista, e tornou-se um dos pilares do Núcleo Agrário do Partidos dos Trabalhadores. Apresentou Projetos de Lei que buscavam acelerar o processo de reforma agrária, permitir o acesso à educação para os camponeses e melhorar a qualidade de vida no campo. No último ano, esteve empenhado em denunciar a alteração da faixa de fronteira para beneficiar a instalação de empresas transnacionais da celulose no Rio Grande do Sul. Mais que um parlamentar, Adão sempre foi um camponês, com seu jeito simples, honesto e contundente, mas acima de tudo um lutador. Sempre presente nas lutas dos movimentos sociais, sempre levando as reivindicações e bandeiras populares para o parlamento, denunciando a criminalização e a repressão da luta do povo. No ano em que completamos 25 anos, perdemos um de nossos fundadores e um de nossos mais valorosos companheiros. Em sua homenagem, seguiremos fazendo aquilo que Adão Pretto sempre fez em vida:" lutar sempre."

Nota de pesar


PT lamenta a morte do companheiro Adão Pretto

A bancada do PT na Assembléia Legislativa informa com pesar a morte do companheiro e deputado federal Adão Pretto ocorrida na manhã desta quinta-feira (5), no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.A sessão plenária foi suspensa pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado Ivar Pavan, e o velório ocorrerá no Salão Júlio de Castilhos a partir das 13h30.Pequeno agricultor, Adão Pretto integrou a primeira bancada do PT na Assembléia Legislativa, de 1987 a 1991. Atualmente cumpria seu quinto mandato na Câmara Federal. Iniciou sua vida política como presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Miraguaí, foi um dos fundadores do Movimento dos Sem-Terra e participou da coordenação da CUT/RS.


No Parlamento Estadual foi agraciado com o Prêmio Springer, em 1987. Com um pé na luta e outro no parlamento, como gostava de afirmar, Adão Pretto foi um contumaz defensor da reforma agrária e da luta dos trabalhadores do campo e da cidade. Os petistas estão enlutados com a perda deste querido companheiro que não mediu esforços na defesa dos excluídos e sempre acreditou que um outro mundo é possível.
Sem sombra de dúvidas o PT perde um maiores representantes dos movimentos sociais, representante da luta no campo, e ao MST. Sendo assim não deixa dúvidas quanto seu modo de vida simples, na luta do dia a dia cumpriu sua parte por aqui, agora todos nós desejamos a ele Boa luta! Em outro plano.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Vereadores de oposição tem suas indicações aprovadas


Apesar de tantas notícias, dando a entender que está tudo dominado na câmara de vereadores de Chapecó, ainda existe um último alento a todos aqueles que de forma direta ou indireta não concordam com a maneira que a maioria da câmara de vereadores vem procedendo. Desde o inicio dos trabalhos em 2009, os vereadores de situação tentam de toda forma ludibriar a oposição e seus eleitores A oposição mesmo modesta tem garantido grandes conquistas. Uma delas é a aprovação de duas indicações. Que agora coloco na integra pra vcs:


A vereadora Luciane Maria Carminatti aprovou indicação onde pede viabilização de rede de água às famílias das Comunidades de Linha Campinas, Serrinha e Goio-Ên. Justifica que mais de 70 famílias destas comunidades sofrem com a falta de água. A mesma vereadora solicitou a construção de nova escola municipal de ensino fundamental, para alunos da sexta e nona séries na Vila Páscoa.


O vereador Marcelino Chiarello teve indicação aprovada onde pede estudo para recuperar a Avenida Irineu Bornhausen, entre a Rua das Palmeiras e o trevo de acesso ao aeroporto. Objetivo também é facilitar o fluxo de veículos para alguns bairros daquela região.

Vereadora de oposição; Luciane Carminatti, pede solução para falta de água em comunidade de interior


Segundo Luciane Carminatti, na Linha Serrinha o problema é que o poço existente é insuficiente e não consegue mais atender a demanda dos moradores. “Durante muitos dias diversas famílias ficam sem água”,destacou. Na Linha Campinas o problema é ainda mais grave. Lá, de acordo com a vereadora, há mais de um ano 70 famílias estão desabastecidas.


Luciane Carminatti disse que a indicação que apresentará é no sentido da CASAN – Companhia Catarinense de Água e Saneamento, - se responsabilizar pela oferta de água. Ela já conversou com o Superintendente Regional Milton Sander que demonstrou disposição em também auxiliar a solucionar esses problemas. “Acredito que todos os vereadores devem aprovar a indicação, para então remeter a CASAN. A garantia é de que a CASAN ira trabalhar para dar uma solução breve a falta de água nessas comunidades”, concluiu a vereadora.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Desculpas por estilo rigoroso


Em seu discurso de despedida, o deputado Arlindo Em seu discurso de despedida, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) afirmou que está satisfeito com sua gestão à frente da Câmara dos Deputados. Ele classificou o seu período de tranquilo: "Eu saio com a convicção de que, salvo uma ou outra intempérie, no geral nós conseguimos ter aqui um ambiente de respeito da Câmara. E, nestes dois anos, a Câmara não teve nenhum problema grave, o que me satisfaz, bem como a todos os parlamentares."Chinaglia pediu desculpas pelas demandas não atendidas e por alguma mágoa que tenha ficado em razão do seu estilo, que classificou de rigoroso. "Tenho consciência de que alguns colegas ficaram magoados com a veemência com que respondi a algumas questões", disse. "Também recebi diversas reivindicações, da sociedade, do governo e da oposição, e minha atuação foi levar à análise dos deputados essas demandas", ressaltou.O presidente endureceu o discurso ao falar que foi necessário defender a soberania e independência da Câmara. Ele lembrou que foram enfrentadas situações nas quais as competências constitucionais do Parlamento foram ameaçadas. Sem citar casos, ele disse que sempre agiu dentro dos marcos legais. Ele afirmou que a Câmara é um órgão transparente e às vezes sofre ataques injustos. Ao fazer um balanço, Chinaglia afirmou que o Plenário da Casa realizou 193 sessões deliberativas em 2007 e 162 em 2008, mais que a média de muitos parlamentos. Nas comissões, foram mais de 3 mil reuniões com mais de 5 mil pessoas convidadas ou convocadas para depor.Chinaglia ressaltou, entre outras ações, a votação em primeiro turno da proposta emenda constitucional que modifica o rito de tramitação das medidas provisórias, a votação da chamada Lei Seca e a adoção de algumas medidas administrativas, como a negociação da folha de pagamento dos funcionários com os bancos."Somado o valor de R$ 227 milhões (da venda da folha de pagamento) com os R$ 74 milhões que nós economizamos de horas extras, eu vou surpreender vocês: Isso paga o salário de todos os deputados, os 513, nos dois anos. Ou, uma outra comparação: dá para construir um outro prédio, similar ao anexo 4, e outras benfeitorias", disse.Entre os principais desafios para o próximo presidente da Câmara, Chinaglia citou as votações da reforma tributária, das mudanças nas agências reguladoras e da propsota de emenda constitucional sobre o trabalho escravo.Senado Antes do discurso, Chinaglia não deixou de manifestar seu desapontamento com o fato de o PT não conseguir a Presidência do Senado. Apesar de lembrar um momento ruim da campanha do petista, Chinaglia acredita que o PT e o PMDB vão se acertar para o futuro."Não pega bem que, no lançamento da candidatura do Tião Viana, num jantar com o presidente da República, vários senadores do PMDB, tenham manifestado apoio ao Tião Viana e depois, de forma surpreendente, tenham lançado a candidatura de um daqueles que estavam lá, o senador Sarney. Mas, enfim, não creio que isso evolua para constrangimentos", afirmou.Emocionado, Chinaglia citou um a um os sete deputados que faleceram nos últimos dois anos.O discurso de Chinaglia foi feito durante a sessão preparatória para instalação da sessão legislativa. (PT-SP) afirmou que está satisfeito com sua gestão à frente da Câmara dos Deputados. Ele classificou o seu período de tranquilo: "Eu saio com a convicção de que, salvo uma ou outra intempérie, no geral nós conseguimos ter aqui um ambiente de respeito da Câmara. E, nestes dois anos, a Câmara não teve nenhum problema grave, o que me satisfaz, bem como a todos os parlamentares."Chinaglia pediu desculpas pelas demandas não atendidas e por alguma mágoa que tenha ficado em razão do seu estilo, que classificou de rigoroso. "Tenho consciência de que alguns colegas ficaram magoados com a veemência com que respondi a algumas questões", disse. "Também recebi diversas reivindicações, da sociedade, do governo e da oposição, e minha atuação foi levar à análise dos deputados essas demandas", ressaltou.O presidente endureceu o discurso ao falar que foi necessário defender a soberania e independência da Câmara. Ele lembrou que foram enfrentadas situações nas quais as competências constitucionais do Parlamento foram ameaçadas. Sem citar casos, ele disse que sempre agiu dentro dos marcos legais. Ele afirmou que a Câmara é um órgão transparente e às vezes sofre ataques injustos. Ao fazer um balanço, Chinaglia afirmou que o Plenário da Casa realizou 193 sessões deliberativas em 2007 e 162 em 2008, mais que a média de muitos parlamentos. Nas comissões, foram mais de 3 mil reuniões com mais de 5 mil pessoas convidadas ou convocadas para depor.Chinaglia ressaltou, entre outras ações, a votação em primeiro turno da proposta emenda constitucional que modifica o rito de tramitação das medidas provisórias, a votação da chamada Lei Seca e a adoção de algumas medidas administrativas, como a negociação da folha de pagamento dos funcionários com os bancos."Somado o valor de R$ 227 milhões (da venda da folha de pagamento) com os R$ 74 milhões que nós economizamos de horas extras, eu vou surpreender vocês: Isso paga o salário de todos os deputados, os 513, nos dois anos. Ou, uma outra comparação: dá para construir um outro prédio, similar ao anexo 4, e outras benfeitorias", disse.Entre os principais desafios para o próximo presidente da Câmara, Chinaglia citou as votações da reforma tributária, das mudanças nas agências reguladoras e da propsota de emenda constitucional sobre o trabalho escravo.Senado Antes do discurso, Chinaglia não deixou de manifestar seu desapontamento com o fato de o PT não conseguir a Presidência do Senado. Apesar de lembrar um momento ruim da campanha do petista, Chinaglia acredita que o PT e o PMDB vão se acertar para o futuro."Não pega bem que, no lançamento da candidatura do Tião Viana, num jantar com o presidente da República, vários senadores do PMDB, tenham manifestado apoio ao Tião Viana e depois, de forma surpreendente, tenham lançado a candidatura de um daqueles que estavam lá, o senador Sarney. Mas, enfim, não creio que isso evolua para constrangimentos", afirmou.Emocionado, Chinaglia citou um a um os sete deputados que faleceram nos últimos dois anos.O discurso de Chinaglia foi feito durante a sessão preparatória para instalação da sessão legislativa.

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