sábado, 28 de novembro de 2009

Dubai deixa de pagar dívidas e assusta bolsas mundiais

Sonho de construção da capital financeira do planeta no Dubai transformou-se ontem em pesadelo para os mercados internacionais

O rebentamento da bolha especulativa do mercado imobiliário do emirado do Dubai levou ontem o maior grupo empresarial da região a anunciar ao mundo que, durante os próximos seis meses, não vai conseguir pagar as suas dívidas, colocando o sistema financeiro internacional próximo de uma nova crise de confiança.

O grupo Dubai World, que está sob o controlo do Governo do Dubai, pediu um adiamento até "pelo menos Maio de 2010" da amortização das suas emissões obrigacionistas de 59 mil milhões de dólares (cerca de 40 mil milhões de euros ou um quarto do PIB português). Esta é uma das maiores ameaças de incumprimento no mercado de dívida das últimas décadas, apenas comparável com situações como as da Argentina nos anos 90, ou da Islândia em 2008.

O Emirado do Dubai, um dos sete que constituem os Emirados Árabes Unidos, tornou-se nos anos anteriores à crise financeira no símbolo máximo da euforia imobiliária a que se assistiu um pouco por todo o planeta. Ao pé da exuberância do mercado imobiliário do Dubai, a oferta de crédito fácil na Califórnia ou a construção em série de moradias no Sul de Espanha quase podem ser apresentados como exemplos de investimentos de baixo risco.

As autoridades do Dubai decidiram no início desta década que queriam fazer do território o novo centro financeiro, turístico e cultural do globo e não se pouparam a nada para consegui-lo. Desde a construção do Burj Dubai, o mais alto edifício do mundo, com 818 metros e inauguração marcada para o dia 4 de Janeiro, até à criação de uma ilha artificial em forma de palmeira, passando pela organização dos mais diversos eventos desportivos e culturais, o território foi surgindo no noticiário mundial como sinónimo de luxo e exclusividade.

Os problemas surgiram em 2008. Quando a crise financeira internacional atingiu o seu auge, os investidores, especuladores imobiliários e turistas milionários que tinham ajudado a sustentar o crescimento no Dubai viram-se forçados a regressar aos países de origem. A fuga de estrangeiros foi de tal modo volumosa e brusca que era possível notá-la observando os milhares de veículos de alta cilindrada que se encontravam abandonados nas ruas da cidade. Durante os primeiros oito meses de 2009, os preços do imobiliário caíram para metade e cada vez mais escritórios e apartamentos ficaram vazios, forçando ao adiamento de projectos no valor de 24 mil milhões de dólares.

Sabendo que todos os investimentos tinham sido feitos recorrendo ao mercado internacional de crédito, já se temia que começassem a surgir dificuldades no pagamento dos 80 mil milhões de dólares de dívidas. Mas havia a esperança que as autoridades de Abu Dhabi, o emirado mais rico (graças ao petróleo), continuassem a suportar os seus parceiros do Dubai. O anúncio ontem feito parece mostrar que esse apoio deixou para já de ser possível.

Ontem, por causa do Dubai, o clima de nervosismo nos mercados financeiros internacionais regressou em força. As bolsas caíram e as taxas de juro das obrigações menos seguras dispararam. Tanto na Europa como nos EUA, todos queriam saber quem é que tinha investido no Dubai e quais os próximos mercados a cair.

Portugal não escapa aos efeitos negativos. O impacto directo - que ocorre nos casos em que entidades portuguesas tenham adquirido títulos de dívida com origem no Dubai - é difícil de quantificar. Contactada pelo PÚBLICO, fonte oficial do Banco de Portugal, limita-se a dizer que "a situação está a ser avaliada".

Mas o impacto indirecto já se tornou evidente. Como os investidores, nesta situação de stress, se protegem nos investimentos mais seguros, as emissões de dívida feitas pelo Estado e as empresas portuguesas saem prejudicadas face, por exemplo, às das suas congéneres alemãs e, por isso, as taxas de juro suportadas por Portugal tendem a subir, algo que já aconteceu ontem (ver texto ao lado).

domingo, 22 de novembro de 2009

Deveremos acreditar sempre na LUTA!!!!!

10 anos de Seattle
Pareceu um raio em céu azul, aquele espetáculo sensacional em que se transformou o que deveria ter sido mais um show midiático do Consenso de Washington, numa nova reunião da OMC, em uma das cidades símbolo da pós-modernidade: Seattle.

A reunião não conseguiu ser realizada; se via ministros correndo pelas ruas, usando escadas rolantes para ver se conseguiam chegar de volta a seus hotéis – entre eles, Pedro Malan, figurinha carimba desse tipo de reunião. Enquanto a massa, convocada pela internet, não se sabia surgindo de onde, ocupava praças, ruas, hotéis, salas de reunião, estações de metrô, protagonizando a primeira grande manifestação global contra o pensamento único e o Consenso de Washington.

Não era um raio em céu azul, para quem havia constatado, por debaixo da aparente pax neoliberal, os problemas que a globalização ia produzindo. É certo que os governos que mais a personificaram se reelegiam – FHC, Fujijmori, Menem -, depois do sucesso de Reagan e da Thatcher, sucedidos por Blair e Clinton. Mas ao mesmo tempo se esgotavam. As crises financeiras – típicas do neoliberalismo – se estendiam pela América Latina, pelo sudeste asiático, pela Rússia.

Hugo Chavez tinha sido eleito um ano antes. A economia brasileira enfrentava uma nova crise, o que levou o governo FHC a elevar a taxa de juros a 48% e a jogar o país numa prolongada recessão. Sinais claros de que a economia argentina estava à beira de uma explosão da bomba de tempo instalada por Menem, com a paridade artificial entre o dólar e o peso. O México se recuperava com dificuldades da crise de 1994.

Desde que os zapatistas tinham lançado seu grito contra a globalização neoliberal, em 1994, as mobilizações populares foram se sucedendo, entre elas as extraordinárias marchas dos trabalhadores sem terra no Brasil, as lutas dos movimentos indígenas do Peru, da Bolívia, do Equador, iam se espalhando, anunciando um novo ciclo de mobilizações, como resistência popular ao neoliberalismo.

Seattle veio assim trazer à superfície os descontentamentos acumulados pelos efeitos deletérios das políticas neoliberais, com os imensos retrocessos sociais que representavam. Ignacio Ramonet havia publicado seu famoso editorial no Le Monde Diplomatique da França, conclamando à luta contra o pensamento único. ATTAC surgia como um novo tipo de movimento, de luta pela taxação do capital financeiro para promover políticas para a cidadania, com o lema “O essencial não tem preço”.

Iniciou-se, com Seattle, um novo ciclo de mobilizações populares que, enlaçando-se com o surgimento do Fórum Social Mundial, estendeu as mobilizações contra a OMC pela Europa, pela Ásia, pela América Latina, até desembocar nas maiores manifestações já conhecidas, contra a guerra do Iraque, em 2003.

Deste então, a luta pela superação do neoliberalismo ganhou novas formas, mais avançadas, passando do protesto e da resistência, à derrota do governos neoliberais e ao inicio do ciclo atual – latinoamericano – de construção de governos pós-neoliberais. Para sua vitória contribuíram decisivamente as lutas de Seattle e aquelas que no continente brecaram os processos de privatização, como as dos movimentos indígenas e cidadãos na Bolívia e no Equador. Podemos dizer que o novo cenário latinoamericano é herdeiro das lutas de resistência da década de 1990 e, em particular, das espetaculares manifestações de Seattle, que marcaram o fim da lua-de-mel neoliberal e o começo da construção do “outro mundo possível”, do pós neoliberalismo latinoamericano.

* Emir Sader

Postado em 15/11/2009 ás 00:54

"felicidade vem de dentro, e não da mente"




É um blues Stompin, canção sobre os pensamentos que a mente produz .... "felicidade vem de dentro, e não da mente" é a mensagem básica de Heather nessas letras.

A Palavra

No princípio era o verbo. Depois vieram os substantivos, os adjetivos, os pronomes.

E o homem começou a produzir discursos e a conquistar seu mundo por intermédio da palavra. Nominar para conhecer, conhecer para conquistar. E jamais houve arma mais poderosa do que a palavra.

E o homem usou a palavra para continuar suas descobertas. Para perpetuar suas experiências. Para acumular seu conhecimento.

E o homem usou a palavra para cativar amigos, para seduzir amantes, para celebrar comunhões.

E o homem usou a palavra para conquistar fiéis, para dominar territórios, para exercer o poder.

E o homem criou novas palavras para velhas coisas. Traduziu-as para novos idiomas, diversificou-as na torre que buscava a própria palavra em sua origem.

Mas a palavra sempre se impôs a qualquer homem. Sempre perdurou para além de qualquer discurso. E onde já não há rosas, ainda seu nome perpetuado para além de sua efemeridade. E onde já não há existência, palavras renitentes ainda existindo.

Ainda hoje, a palavra transformada em pulso eletrônico, em onda magnética, em pixel luminoso, concretiza-se na matéria etérea de significados da qual é feita.

Dominá-la e entregarmo-nos ao domínio que nos impõe. Eis o sentido último do encanto, do jogo, da paixão e de nossa devoção e vício. A palavra, vivida como profissão.


*Eduardo Carvalho

O futuro da água de Chapecó

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

NEM UM MINUTO DE SILÊNCIO




O documentário analisa os acontecimentos que levaram ao assassinato do camponês Valmir Mota Keno, em outubro de 2007 no interior do Paraná, por uma milícia armada contratada pela transnacional Syngenta Seeds. Keno e mais 20 agricultores foram assassinados no Paraná nos últimos dez anos lutando pela terra e por uma vida digna para os camponeses. 22':54"

A história das coisas




Não é nenhum post de auto-ajuda, e nem uma fórmula milagrosa para emagrecer ou ganhar dinheiro, trata-se de coisa muito mais importante, trata-se da nossa vida. Eu disse 21 minutos porque é a duração do documentário “A história das Coisas” que mostra com clareza as mazelas da sociedade de consumo e como estamos consumindo o mundo e sacrificando o próximo para suprir esta necessidade patológica.

O mito do muro

O noticiário internacional esteve marcado, nos últimos dias, pelas festividades comemorativas dos 20 anos da queda do Muro de Berlim. A maioria da imprensa celebrou o evento com galhardia. Trata-se, afinal, do símbolo mais emblemático da derrocada do socialismo e da possibilidade histórica de qualquer sistema distinto do capitalismo triunfante.

A conjugação de uma incrível máquina de propaganda com o complexo de vira-lata comum aos perdedores foi capaz de atrair para essa comemoração amplos setores progressistas e de esquerda, que simplesmente mandaram às favas qualquer espírito crítico. Alguns porque honestamente concordam com a retórica sobre o muro maligno. Outros porque temem ser apontados como antidemocráticos e fora de moda.

A submissão intelectual chega ao ponto de não se questionar sequer a legitimidade dos grandes agitadores contra a obra do mal. Onde está a autoridade dos Estados Unidos e seus meios de comunicação? No muro da morte que separa seu território dos aliados mexicanos, matando por ano os 80 caídos durante três décadas na Berlim dividida? Na base de Guantánamo, onde centenas de muçulmanos estão presos sem o devido processo legal e são sistematicamente torturados? Ou teria a Europa ocidental mais credibilidade, com sua política discriminatória contra os imigrantes? Ou ainda Israel e os grupos sionistas, pródigos em adotar práticas de “pogrom” contra os palestinos?

A lista de participantes desse festim é bastante longa, vários com muitas contas a acertar, e de cada qual deveria ser solicitado o devido atestado de idoneidade. Não é o caso, obviamente, de se justificar um pecado com outro, mas evitar comportamentos desprovidos de análise histórica. Olhar ao lado de quem se está marchando já é um bom começo de reflexão.

O Muro de Berlim costuma ser apresentado, pelos campeões da liberdade, como produto de um sistema político tirânico, cuja natureza seria a divisão dos povos e sua subordinação ao tacape de uma ideologia totalitária. Os fatos que lhe deram origem há muito foram subtraídos da informação cotidiana.

Quando terminou a 2ª Guerra Mundial, a Alemanha foi dividida em quatro zonas de influência, entre norte-americanos, ingleses, franceses e soviéticos. A capital histórica, Berlim, pertencente ao território controlado pelo Exército Vermelho, acabou igualmente repartida em áreas controladas pelos países vitoriosos.

Reconstrução européia
Quem se der ao trabalho de ler as atas das conferências de Ialta, Potsdam e Teerã, se dará conta que Moscou era contrário a essa divisão. Sua proposta era dotar a Alemanha de um governo provisório, sem divisão do território, que organizasse em dois anos um processo eleitoral nacional. Os demais aliados, temerosos que o país caísse nas mãos dos comunistas, exigiram o modelo adotado.

A União Soviética acatou, depois que viu garantido seu direito de hegemonia sobre os demais países fronteiriços, além de preservado seu controle militar sobre a antiga Prússia Oriental. Em nome de sua política de segurança e da manutenção da aliança que derrotou o nazismo, abdicou de parte da sua influência na porção ocidental da Alemanha e do antigo Império Austro-Húngaro, apesar de os comunistas já serem maioria na Áustria.

Outro compromisso que constava da agenda pós-guerra era a constituição de um fundo mundial para a reconstrução europeia. O papel principal, nesse trâmite, cabia aos Estados Unidos, a potência que menos havia sofrido com o esforço de combate, cuja economia havia sido vitaminada pelo conflito e dispun ha de imensos recursos financeiros.

Mas a vitória eleitoral dos comunistas na então Tchecoslováquia, seguida de resultados espetaculares na Itália e França, em 1946, provocou uma reviravolta. A Casa Branca decidiu-se por quebrar o pacto da reconstrução e inundar de financiamento apenas sua área de influência, dando origem ao Plano Marshall em 1947. Cerca de 140 bilhões de dólares, em valores atualizados, foram injetados no ocidente europeu.

Tinha início a chamada Guerra Fria, antecipada, em março de 1946, pelo famoso discurso de Winston Churchill em Fulton. A União Soviética, que havia arcado com um incalculável custo humano e material ao ser o grande vetor da vitória contra Hitler, passou a enfrentar uma outra guerra, financeira e de sabotagem, contra suas posições. Especialmente na Alemanha Oriental, constituída em 1949 como República Democrática da Alemanha.

A estratégia norte-americana era roubar os melhores profissionais alemães, atraí-los a peso de ouro a partir de sua cabeça-de-ponte em Berlim Ocidental, que recebia aportes formidáveis para ser exibida como vitrine esplendorosa da pujança capitalista. A fuga de cérebros e braços asfixiava a jovem RDA, que pouco podia contar com a ajuda material soviética, pois estava o Kremlin às voltas com o dificílimo reerguimento do próprio país.

Foram mais de 12 anos em uma batalha árdua e desigual. A URSS tinha quebrado a máquina de guerra do nazismo, retesando cada músculo e cada nervo da nação, e se via diante de uma situação que poderia levar à desestabilização de suas fronteiras, exatamente a aposta maior da Casa Branca.

Essa escalada teve seu desfecho no dia 13 de agosto de 1961, data inaugural do Muro de Berlim.

Economia ferida
O fluxo entre os dois países e as duas áreas da antiga capital foi militarmente interrompido e obstaculizado por uma construção que chegou a ter 66,5 km de redeamento metálico e murado. Famílias e amigos foram separados por quase 30 anos. Aprofundou-se a fratura entre ocidente e oriente na Europa. Uma nação histórica foi dividida. Oitenta pessoas morreram e 142 ficaram feridas ao tentar ultrapassar o muro, finalmente derrubado em 1989.

Sua construção foi um ato de guerra, mas de caráter defensivo. As hostilidades e operações de sabotagem, que impediram a permanência de uma Alemanha unida e a coexistência pacífica de dois sistemas, foram iniciadas pelas potências que romperam o acordo de paz, impondo ao leste europeu e socialista, com sua economia ferida pela guerra, um longo estado de exceção.

Claro, havia outras alternativas. A URSS e seus aliados poderiam, por exemplo, ter capitulado de antemão à ideia de desenvolver outro sistema de produção e poder, pois era essa tentativa dissidente o motivo da Guerra Fria. Afinal, não foi assim que tudo terminou, lá se vão 20 anos?

Mas com seus erros e seus acertos, suas glórias e seus desastres, seus feitos e até seus crimes, o socialismo foi, durante gerações, a bandeira e o sonho de povos que aceitaram pagar com sacrifício, dor e sangue por um outro mundo possível. Teria sido impensável, se assim não fosse, a extraordinária vitória na guerra de trinta anos que vai da Revolução Russa à caída de Berlim nas mãos do Exército Vermelho, em 1945.

O muro de Berlim talvez tenha sido apenas a criatura disforme de um processo no qual seus protagonistas tiveram que enfrentar circunstâncias e teatros de batalha escolhidos, no fundamental, por inimigos poderosos. De certo modo foi, durante décadas, marco de resistência e de equilíbrio entre dois sistemas. Caiu quando a força propulsora de um dos lados já tinha se esgotado. O resto é a mitologia dos vencedores.

Breno Altman é jornalista e diretor de redação do Opera Mundi.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

PED ( eleicões internas do PT e as eleições do ano que vem).

O PT está realizando uma plenária para debater o PED ( eleicões internas do PT e as eleições do ano que vem).

A participação e contribuição de todos/as é muito importante. Ajudem, convidando os/as companheiros/as com os quais você tem contato.

Será quinta-feira, 19 de novembro, às 19h, na Câmara de Vereadores de Chapecó.

domingo, 15 de novembro de 2009

Padre da Paróquia São Cristovão é homenageado

Nós da Consulta Popular, parabenizamos o Padre Cleto João Stulp, pela justa homenagem a ele prestada na Câmara de Vereadores de Chapecó, na pessoa do veredor Marcelino Chiarello, que o indicou para receber a Medalha Dom José Gomes. Esperamos com isto, que esteja se fazendo justiça a uma pessoa que realmente trabalha em defesa da comunidade, do povo de Deus e para que este Brasil de poucos, realmente se torne um Brasil de todos.

Les dieux qui me formâtes

je ne vis que passant

ainsi que vous passâtes


Apollinaire

domingo, 8 de novembro de 2009

EM MEMÓRIA DE CARLOS MARIGHELLA





VENCESTE, CARLOS

Ademar Bogo

"Se a tarde caiu e não voltaste

Sem consciência do tempo...

Nem percebeste que a morte,

Não significara uma vitória.

Gélido, calado...

Pensavam tornarem-no inofensivo.

Eles são assim!

Só prestam para a repressão

Se continuarem vivos:

Mortos, ficam só, viram pó.

Ouvistes vós uma rememoração sequer;

Uma sequer, dos 40 anos de Fleury?

Nós, voltamos a Alameda

E sentimos o pulsar dos corações

Tangendo lágrimas sinceras

São sentimentos reunidos de várias gerações.

E lá distante, as crianças entram para a escola

E a professora, lembra o dia 4 com poesia!

Fala de Carlos como se fosse o pai,

O avô, um sábio, um santo, um guia...

Em outras partes: exaltados debates,

Trazem de volta o ser conquistador

O comandante da Ação usa a palavra

Na voz de um jovem admirador;

Gritos de viva irrompem das janelas

Venceste, Carlos, a causa do amor.

Em mil lugares teu nome aparece

Em preces, aulas, placas e poesias,

Na ponta longa da amável tristeza

Amarram-se os laços da alegria.

Num tempo estranho

Contamos a tua glória

Neste presente de pobre ideologia

Se em nossas veias teu ânimo corre

Em nossas mentes, vives na utopia."



Parte: 01



Parte: 02



Parte:03



Parte:04



Parte: 05

sábado, 7 de novembro de 2009

Estudante do mini vestido é expulsa da Uniban. O reitor desta universidade deveria retornar aos bancos escolares

A expulsão da garota Geyse Arruda da Universdade Bandeirantes é um ato nojento e não pode passar impune e considerado um ato administrativo. O Ministério da Educação precisa se manifestar e, no mínimo, convocar a direção da instituição para discutir a decisão.

Se isso não for feito o recado que está sendo dado à sociedade é que se porventura alguém considerar que uma mulher está vestida de forma sensual tem o direito de persegui-la, xingá-la e até ensejar agredi-la. É um estímulo à barbárie.

Além disso, a punição à garota transfere a responsabilidade dos agressores, que ficaram impunes, para a agredida. Esse tipo de "justiça" é inaceitável numa sociedade democrática.

Com a palavra o ministro Fernado Hadad.

Também considero importante que o deputado Vicentinho (PT) e o prefeito de São Bernardo, Luis Marinho, se manifestem. Ambos fizeram campanha publicitária para a univesidade e tiveram suas imagens associadas à ela.

A decisão pela expulsão de Geyse também merece uma intensa mobilização dos grupos feministas no Brasil, pelo risco de retrocesso que essa decisão pode vir implicar na luta pelos direitos das mulheres.



Reunião discute municipalização da água em Chapecó


Na última quarta-feira, 05 de novembro, a vereadora Luciane Carminatti participou de uma reunião para discutir a Municipalização/Privatização da água em Chapecó. O debate, coordenado pelo Sindicato dos Trabalhadores em água, esgoto e meio ambiente de Santa Catarina (Sintaema), reuniu mais de 100 pessoas entre representantes dos setores público e privado, de igrejas, líderes sindicais e vereadores.

O objetivo foi dialogar sobre a atual situação da água na cidade e de fortalecer o Fórum em Defesa do Saneamento Público, criado após o anúncio do prefeito João Rodrigues em municipalizar a água, administrada hoje pela Casan. De acordo com o secretário regional oeste do Sintaema, Carlos Antohaki, a municipalização é o primeiro passo para a privatização, pois os municípios não têm suporte econômico para administrar a água.

Para a vereadora Luciane, este é mais um debate importante. “Daqui pra frente, as ações tomadas definirão o futuro da nossa cidade. Precisamos pensar nos benefícios e nas consequências de cada ato”, afirmou. Ela acrescenta que nos próximos dias será votado na Câmara o projeto que regulamenta a ocupação do solo do Lajeado São José. “Estas discussões são de extrema importância, já que envolvem um assunto muito delicado. Ninguém sobrevive sem água”, finalizou.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dedico está música ao prefeito de Chapecó e a todos aqueles que defendem a privatização da nossa água..."Forra privatizadores"

FHC agride Lula para escapar da irrelevância

A inveja tem a vantagem de corroer o invejoso por dentro
O Farol de Alexandria subiu o tom.
Rasgou a fantasia.
Despiu-se do pudor que convém a ex-presidentes.
Agora, ou vai ou racha.
Ou os holofotes do PiG (*) se voltam para ele, ou desaparece.
O artigo que escreveu neste domingo no Globo e no Estadão chama o Presidente Lula de golpista, peronista, portador de um autoritarismo populista (?) e, como sempre, o considera um desqualificado.
Diz que Lula quer um “poder sem limites”.
Ou seja, acusa Lula de querer ser ditador.
Ele sempre fez isso, porque nunca teve a compostura de um ex-presidente da República.
Sarney, Collor e Itamar respeitaram os sucessores.
O Farol jamais engoliu o sucesso de seu sucessor.
Só que, neste domingo, depois que um aliado de Zé Pedágio decidiu jogá-lo ao mar – clique aqui para ver o que Roberto (quem ?) Freire disse dele no Ceará -, depois que
Aécio deu um ultimato a seu rebento – clique aqui para ler “Aécio não vai na garupa de ninguém”, o Farol caminha para a irrelevância a passos largos.
Para morrer atirando, o artigo deste domingo ultrapassa as regras da etiqueta política.
As decisões de Lula são uma “enxurrada” , “esdrúxulas”, “sem sentido”.
Lula criou “o maior espetáculo da Terra” – nome de um filme que, na juventude do FHC, tratava da vida num circo … -, governo “de riqueza fácil que beneficia poucos”.
Lula comete “transgressões”.
“Atropela” a lei e os “bons costumes”.
Por que será ?
Lula tem algum filho bastardo que não se conheça ?
“Desvio” (de dinheiro ?).
“Loucura”.
“Apoteose verbal”.
“Despautério”.
Um estilo que “pouco tem a ver com nossos ideais democráticos “.
Que dizer que Lula vai dar o Golpe ?
Autor de “pequenos assassinatos”.
A partir daí, o Farol retoma a agenda do PiG (*).
Ou seja, as causas heróicas que movem as milícias de colonistas (**) do PiG (*) e ajudam a criar o PUM (***) do PiG (*).
Ele defende o pré-sal para os clientes do escritório do Davizinho.
Morre de saudades da Petrobrax.
Defende o Roger Agnelli e os tucanos que ele emprega na Vale.
Que Lula não põe ninguém na cadeia (só falta dizer que o “Engavetador Geral da República” trabalha no Governo Lula …)
Que Lula quer a Bomba Atômica para entrar no Conselho de Segurança.
Aí, FHC é mais entreguista do que normalmente parece.
Como ele enterrou os planos de o Brasil ter vida nuclear autônoma, ao assinar um tratado de não proliferação, aqui, agora, o Farol quer jogar Lula na companhia do Irã, tornar o Brasil um “rogue State”, para que Lula não se sente no Conselho de Segurança da ONU.
Porque, nesse dia, FHC vai cortar os pulsos para valer …
O Farol diz que o PAC empacou.
Diz que o Minha Casa Minha Vida não anda.
Ou seja, repete a pauta dos editores do PiG (*).
Mas, tem uma novidade no pensamento do Farol.
Sem dar crédito a Chico de Oliveira – da mesma maneira como tentou engolir o Enzo Falleto, que escreveu com ele sobre a “Dependência” irrevogável do Brasil aos Estados Unidos -, o Farol tenta se apropriar da tese de que os fundos de pensão mandam no Brasil.
Essa é uma outra discussão.
E o Conversa Afiada já demonstrou o que pensa disso, no episódio da patranha da BrOi.
Porém, o Farol está interditado de falar sobre esse assunto.
Ele entregou os fundos de pensão a Daniel Dantas, a quem chama de “brilhante”.
Clique aqui para ler “FHC se esquece de que deu pos fundos de pensão a Daniel Dantas”.
Como o de Alexandria, o Farol será destruído por um terremoto.
E ninguém verterá uma lágrima por ele.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(***) PUM é Pensamento Único da Mídia.

Do Blog Conversa Afiada (Paulo Henrique Amorim)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Trabalhadores na luta em defesa da CASAN

Com o anúncio da municipalização de Chapecó, feita nos meios de comunicação pelo Executivo Municipal, mais uma vez o Sintaema-SC está na árdua luta de manter a Casan pública e de qualidade e os empregos dos trabalhadores.

O Presidente do Sindicato, Odair Rogério da Silva, encontra-se em Chapecó desde o dia 27/10, fazendo vários contatos, coordenando e viabilizando a criação de uma frente ampliada formada por várias entidades representativas em defesa da manutenção da Gestão Associada entre a Casan e o município.

Em reunião realizada no dia 28/10, no Sindicato dos Bancários de Chapecó, com a presença marcante de mais de 70 trabalhadores, foram discutidas e aprovadas a criação das seguintes comissões:

1. COMISSÃO INSTITUCIONAL: formada pelos trabalhadores, corpo gerencial da Empresa, parlamentares (Vereadores e Deputados) e o Sintaema-SC;

2. COMISSÃO DE IMPRENSA E OUTROS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO: formada pelos trabalhadores da Casan, lideranças do Movimento Social e Sintaema-SC;

3. COMISSÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS: constituída por entidades ligadas aos Movimentos Sociais (ambientalistas, sindicatos, Igreja, Movimentos das Mulheres, Unegro etc.), trabalhadores da Casan e Sintaema-SC;

4. COORDENAÇÃO GERAL: coordenará as ações de todas as comissões.

Calendário de lutas e ações aprovadas:

• 04 de novembro: reunião ampliada com todos os setores envolvidos na sede do Sindicato dos Bancários de Chapecó, às 14 horas;

• 09 de novembro: concentração na Câmara de Vereadores de Chapecó, a partir das 19 horas;

• 12 de novembro: seminário sobre o “Futuro do Saneamento” promovido pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) e Unimed.

É compromisso de todos e responsabilidade de cada um entender a gravidade do momento que estamos vivendo e participar ativamente da luta pela sobrevivência e continuidade da Casan.
Com unidade de todos, mobilização e muito trabalho vamos vencer mais essa batalha.
VAMOS À LUTA!


Direção do Sintaema-SC

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