<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583</id><updated>2012-01-25T10:42:54.905-03:00</updated><category term='PIG'/><category term='ÁGUA'/><category term='fATO'/><category term='Hip Hop'/><category term='Marx'/><category term='autônomos'/><category term='senado'/><category term='PT'/><category term='raul seixas'/><category term='Casan'/><category term='q'/><category term='MST'/><category term='CUT'/><category term='´PT Chapecó'/><category term='DEM'/><category term='crise'/><category term='imperialismo'/><category term='movimentos sociais'/><category term='luciane carminatti'/><title type='text'>produto da mente</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>665</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-2497110353991211803</id><published>2012-01-25T10:42:00.000-03:00</published><updated>2012-01-25T10:42:54.912-03:00</updated><title type='text'>Massacre do Pinheirinho - O Filme</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="267" src="http://www.youtube.com/embed/Rz7hAeVx0y4?rel=0" width="350"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="tilt_5"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="tilt_5"&gt;A lógica do dinheiro grosso contra o povo miúdo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o sentido em se despejar violentamente cerca de 1.660 famílias   pobres, que já estão construindo suas casas, que mal ou bem abrigam-se   sob um teto e erguem uma comunidade, para depois cadastrá-las nas   intermináveis filas dos programas de habitação social que para   atendê-las terão que adquirir ou desapropriar glebas, viabilizar   projetos, contratar obras até, finalmente, um dia –- se é que essa dia   chegará -–  devolver um chão e alguma esperança de cidadania a essa  gente? &lt;br /&gt;Mas, sobretudo, qual o sentido dessa enorme volta em falso quando o   único beneficiário da ação policial violenta contra a ocupação de   ‘Pinheirinho’, em São José dos Campos (SP), chama-se Naji Nahas?&lt;br /&gt;Dono do  terreno, com dívidas de R$ 15 milhões junto à prefeitura  local, Nahas é  um especulador  notório, preso em  julho de 2008 pela  Polícia Federal,  na operação Satiagraha, junto do não menos notório  banqueiro Daniel  Dantas, ambos acusados de desvio de verbas públicas,  corrupção e lavagem  de dinheiro.&lt;br /&gt;Qual o sentido do ‘desencontro’ entre o manifesto desejo  de um  acordo favorável aos moradores de ‘Pinheirinho’, expresso pelo  governo  federal, e a engrenagem política-judicial repressiva e  desastrada do  governo paulista? Qual o sentido? O sentido é justamente  esse, apenas  esse: a supremacia do dinheiro grosso contra o povo miúdo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Carta Maior; 2ª feira; 23/12/ 2012&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-2497110353991211803?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/2497110353991211803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=2497110353991211803&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2497110353991211803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2497110353991211803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2012/01/massacre-do-pinheirinho-o-filme.html' title='Massacre do Pinheirinho - O Filme'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Rz7hAeVx0y4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-763402122483204287</id><published>2012-01-23T10:08:00.000-03:00</published><updated>2012-01-23T10:08:30.516-03:00</updated><title type='text'>Fórum Social Temático 2012</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span style="font-size: medium; font-weight: bold;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nos dias 24 á 29 de Janeiro de 2012, estará ocorrendo em Porto Alegre (  RIS),e região metropolitana, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, o  Fórum Social Temático ( FST 2012).&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O Fórum Social Temático 2012, tem como tema:"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental"&lt;/span&gt;, em preparação  a Cúpula dos Povos na Rio +20.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O F S T deste ano irá reunir  militantes dos movimentos sociais urbanos e rurais,  feministas,religiosos,povos indígenas, ambientalistas e intelectuais que  irão discutir alternativas a crise global, a crise capitalista que tem  atingido a humanidade e toda a criação, a vida no planeta.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Estamos  vivendo nos últimos anos a maior crise econômica, desde 1929 com o crack  da Bolsa de Valores de Nova York.Atual crise econômica que está  atingindo o mundo é maior e será duradoura.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Onde segundo analistas a  atual crise poderá durar os próximos cinqüenta anos.Ela vem acompanhada  por três outras crises que são a climática, alimentar e finaceira.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  A crise climática vem sendo denunciada desde 2007, através do Painel  Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ( IPCC), ter alertado para a  &lt;span&gt;urg&lt;/span&gt;ência na transição de baixo carbono; alta dos preços das commodities e dos  alimentos pela especulação pelos grandes das finanças.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A Crise  financeira mundial que tem arrastado os países gerando o aumento do  desemprego, pobreza e miséria em escala global.O que tem gerado  políticas repressivas dos governos em cima das populações em defesa do  capitalismo transnacional.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Tal situação gerado por uma civilização  centrada no lucro, consumismo.Onde a felicidade e o ideal de felicidade  está nos bens ostentatórios, criados na lógica da obsolescência privada,  planejada, uso privado, desperdício e descartabilidade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Que consumem mais recursos, energia, matérias primas e alimentos, gerado e agravando mais crises.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Onde o capital engana com a criação de novas tecnologias que resolverão os problemas gerados pelo próprio capitalismo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Onde são feitas para que nenhuma ameaça ao capitalismo possa florescer, a democracia é corrompida pelo poder do dinheiro ou  suprimida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Diante deste quadro tem florescido atos de indignação  pelo mundo, como as manifestações indígenas nos Andes,dos estudantes  chilenos.Bem como a Primavera Árabe, os indignados na Europa e os "  Occupy América" ou " Occupy Wall Street".&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O F.S.T é o encontro de todos e todas indignados e indignadas, que lutam, sonham e constroem "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; um outro mundo possível" &lt;/span&gt;ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;" um mundo em que caibam outros mundos"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Onde não haja excluidos e excludentes, em que não gira pela lógica do  dinheiro e do consumismo desenfreado, que está fazendo com o que o  planeta se converta num grande shopping center.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Onde estamos todos ricos e pobres, bem como os outros seres do planeta rumo a sua destruição.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Queremos construir um outro mundo possível e necessário, para as  gerações futuras, onde haja de fato respeito e a  conservação&amp;nbsp; da vida e dos bens do planeta, que todos tenham acesso a  uma vida digna e de qualidade, respeitando o ambiente em que vive.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O  Fórum Social Temático 2012 é a reafirmação da Esperança e a continuação  dos protestos contra o G 20 em Novembro de 2011 em Paris, COP 17 em  Durban na África do Sul e em preparação a Cúpula dos Povos do Rio+20,  onde mostraremos aos governos e aos donos do mundo reunidos no RIO+20 a  nossa indignação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;_________________&lt;br /&gt;Por: Júlio Lázaro Torma*&lt;br /&gt;Colaborador deste blog&lt;br /&gt;* Membro da Equipe da Pastoral Operária ( Arquidiocese de Pelotas / RS)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-763402122483204287?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/763402122483204287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=763402122483204287&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/763402122483204287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/763402122483204287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2012/01/forum-social-tematico-2012.html' title='Fórum Social Temático 2012'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-2018811172412508677</id><published>2012-01-18T14:05:00.000-03:00</published><updated>2012-01-18T14:05:16.571-03:00</updated><title type='text'>HIDROPIRATARIA NO RIO AMAZONAS</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt; &lt;a href="http://www.ilhadaspecas.com.br/images/noticias/hidropirataria.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://www.ilhadaspecas.com.br/images/noticias/hidropirataria.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 279px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 458px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: Arial, Geneva, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;&lt;span style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;Na foto acima um dos navios da empresa transporta pelo oceano um gigantesco “bag” de água doce&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 21px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; color: #333333; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sQ00yEv9tpk/TSXBnWjx7OI/AAAAAAAAO8w/r-0xslUP4mk/s1600/navios-tanques.jpg" style="clear: left; color: #804000; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-decoration: none;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_sQ00yEv9tpk/TSXBnWjx7OI/AAAAAAAAO8w/r-0xslUP4mk/s400/navios-tanques.jpg" style="border-bottom-color: rgb(255, 234, 202); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-color: initial; border-left-color: rgb(255, 234, 202); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(255, 234, 202); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(255, 234, 202); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; border-width: initial; padding-bottom: 4px; padding-left: 4px; padding-right: 4px; padding-top: 4px; position: relative;" width="285" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: Arial, Geneva, sans-serif; font-size: 11px; font-weight: normal; line-height: 17px;"&gt;&lt;b&gt; Navio tanque &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;É  assustador o tráfico de água doce no Brasil. A denúncia está na revista  jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a  Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água.  A revista denuncia: “Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água  do Rio Amazonas”. Empresas internacionais até já criarem novas  tecnologias para a captação da água. Uma delas, a Nordic Water Supply  Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com  essa técnica para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Conforme  a revista, a captação geralmente é feito no ponto que o rio deságua no  Oceano Atlântico. Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250  milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente  Médio. Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil,  considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro  cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).&lt;br /&gt;&lt;a href="" name="more"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Há  trás anos, a Agência Amazônia também denunciou a prática nefasta. Até  agora, ao que se sabe nada de concreto foi feito para coibir o crime  batizado de hidropirataria. Para a revista Consulex, “essa prática  ilegal, no então, não pode ser negligenciada pelas autoridades  brasileiras, tendo em vida que são considerados bens da União os lagos,  os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seus domínio (CF,  art. 20, III).&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Outro  dispositivo, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, atribui à Agência  Nacional de Águas (ANA), entre outros órgãos federais, a fiscalização  dos recursos hídricos de domínio da União. A lei ainda prevê os  mecanismos de outorga de utilização desse direito. Assinado pela  advogada Ilma de Camargos Pereira Barcellos, o artigo ainda destaca que a  água é um bem ambiental de uso comum da humanidade. “É recurso vital.  Dela depende a vida no planeta. Por isso mesmo impõe-se salvaguardar os  recursos hídricos do País de interesses econômicos ou políticos  internacionais”, defende a autora.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Segundo  Ilma Barcellos, o transporte internacional de água já é realizado  através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem  carregados de petróleo e retornam com água. Por exemplo, os  navios-tanque partem do Alaska, Estados Unidos – primeira jurisdição a  permitir a exportação de água – com destino à China e ao Oriente Médio  carregando milhões de litros de água.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Nesse  comércio, até uma nova tecnologia já foi introduzida no transporte  transatlântico de água: as bolsas de água. A técnica já é utilizada no  Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de  muitos navios juntos, destaca a revista Consulex. “Sua capacidade [a  dos navios] é muito superior à dos superpetroleiros”. Ainda de acordo  com a revista, as bolsas podem ser projetadas de acordo com necessidade e  a quantidade de água e puxadas por embarcações rebocadoras  convencionais.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Biopirataria e roubo de minérios&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Há  seis anos, o jornalista Erick Von Farfan também denunciou o caso. Numa  reportagem no site eco21 lembrava que, depois de sofrer com a  biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a  Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce. A nova modalidade de  saque aos recursos naturais foi identificada por Farfan de  hidropirataria. Segundo ele, os cientistas e autoridades brasileiras  foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus  reservatórios no Rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Farfan  ouviu Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da  Agência Nacional de Águas. O dirigente disse saber desta ação ilegal.  Contudo, ele aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder  tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais  para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;O  dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos  legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que  necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na  foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico.  “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi  formalizado”, observa.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Águas amazônicas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Segundo  Farfan, o tráfico pode ter ligações diretas com empresas  multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou missões  religiosas internacionais. Também lembra que até agora nem mesmo com o  Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) foi possível conter os  contrabandos e a interferência externa dentro da região.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;A  hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobrás e de  órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime  chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do  Amazonas (IPAAM), órgão do governo local. “Uma mobilização até o local  seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de  outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou  Ivo Brasil.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;A  captação é feita pelos petroleiros na foz do rio ou já dentro do curso  de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem  320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá. Neste lugar, a  profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um  grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de  fiscalização na área.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Essa  água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de  origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas  engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com  essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia. O  custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de  dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do  pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície  existentes, principalmente, dos rios europeus. Abaixo, alguns trechos da  reportagem de Erick Von Farfan:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Hidro ou biopirataria?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;O  diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo  Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por  processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de  baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável.  “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato  que o tratamento por osmose reversa”, comenta.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;O  avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo,  segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso  para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão  concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando  também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Entretanto,  no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a  próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores  brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas  para outros continentes. O que suscita novamente o maior drama  amazônico, o roubo de seus organismos vivos. “Podem estar levando água,  peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos  países na região”, argumentou Martini.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;A  mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de  Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro.  Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no  aspecto econômico. “Como ainda é desconhecido, só podemos formular  teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo  de microorganismos”, observou.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Essa  suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o  volume levado na nova modalidade, denominada “hidropirataria” seria  relativamente pequeno. Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a  meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de  habitantes. “Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros  interesses além de se levar apenas água doce”, comentou.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Segundo  o pesquisador do Inpe, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis  vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva  do Planeta para os próximos mil anos. Pelos seus cálculos, 12% da água  doce de superfície se encontram no território amazônico. “Essa é uma  estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o  número mais preciso”, explicou.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Em  todo o Planeta, dois terços são ocupados por oceanos, mares e rios.  Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se  torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado  sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras.  Contando ainda com as águas subterrâneas. Atualmente, na superfície do  Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total  disponível.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Água será motivo de guerra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;A  previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam  motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo  humano e em suas diversas atividades, com a agricultura. Muito disto se  daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento  global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial,  trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do  degelo das reservas polares e das neves permanentes.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Sob  esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito  devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior  bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do  planeta, com mais de mil afluentes. Diante deste quadro, a conclusão é  óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação  desta reserva.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Mas  a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo,  sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos. O que  significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual  tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso  das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88%  das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Esse  potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da  Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de  monitoramento da foz do rio. A cobertura de nuvens em toda Amazônia é  intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter  imagens do local. Já os satélites de captação de imagens via radar, que  conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão  operando mais ao norte.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;As  águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no  Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental.  Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do  mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de  pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision,  somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.3em; margin: 0px 0px 0.75em; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Por: http://molinacuritiba.blogspot.com&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-2018811172412508677?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/2018811172412508677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=2018811172412508677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2018811172412508677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2018811172412508677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2012/01/hidropirataria-no-rio-amazonas.html' title='HIDROPIRATARIA NO RIO AMAZONAS'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sQ00yEv9tpk/TSXBnWjx7OI/AAAAAAAAO8w/r-0xslUP4mk/s72-c/navios-tanques.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-6531767384162773784</id><published>2012-01-17T13:36:00.000-03:00</published><updated>2012-01-17T13:36:51.607-03:00</updated><title type='text'>Veja balanço da Reforma Agrária em 2011 feita pela CPT</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div id="texto_subtitulo" style="color: #2a2a2a; font-size: 11px; margin-right: 15px; text-align: justify; text-indent: 0px;"&gt;  Confira a análise feita pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) Nordeste II sobre a Reforma Agrária no ano de 2011&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CPT&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;div class="field field-type-filefield field-field-foto"&gt; &lt;div class="field-items"&gt; &lt;div class="field-item odd"&gt;&lt;img alt="" class="imagefield imagefield-field_foto" height="144" src="http://www.mst.org.br/sites/default/files/rf%21%21.jpg?1325780874" width="247" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;O ano de 2011 deixa enormes desafios para 2012, pois as baixas   perspectivas só irão melhorar com muita luta do povo do campo e das suas   entidades de classe. Em 2012 completará 50 anos da morte do líder das   ligas camponesas, João Pedro Teixeira. Ele foi “um cabra marcado pra   morrer" por sua luta em defesa da Reforma Agrária. Hoje, a depender do   Estado brasileiro, e de todos os que o governam ou que dele se   beneficiam, a Reforma Agrária também está "marcada pra morrer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O   início de 2011 foi marcado pela perspectiva de que o governo da   Presidenta Dilma pudesse percorrer o caminho para superar os desafios e   impasses históricos da Reforma Agrária no Brasil. Com o apoio da  maioria  no Congresso Nacional, a nova Presidenta teria, nesse campo   estratégico, condições políticas para impulsionar um processo de Reforma   Agrária, o que nunca foi feito no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dessas   legítimas expectativas, o que se configurou na prática foi que o Estado   brasileiro direcionou toda a sua energia para garantir o avanço de um   modelo ultrapassado de desenvolvimento para o país, com um perfil   concentrador de renda, prejudicial ao meio-ambiente e às populações   tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, as diretrizes política e econômica do   governo são as mesmas do grande capital. Como consequência desta opção,   os maiores impactados foram os trabalhadores e trabalhadoras rurais, as   comunidades tradicionais, indígenas, posseiros, ribeirinhos, toda a   diversidade de povos que vivem no campo brasileiro e a mãe Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De   um lado, isso reflete uma violência e o abandono do povo excluído. Do   outro, tem provocado um momento de retomada de mobilizações e   independência dos pequenos, frente à traição de quem julgavam ser   aliados. Essa importante retomada vem acontecendo em toda América   Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a obsessão do Governo da Presidenta Dilma pela   implantação de grandes projetos e pela produção ilimitada de   commodities tem levado as populações tradicionais, indígenas e   camponeses a retomarem seus originais métodos de protesto. Exemplo   emblemático disto é o debate em torno da Hidroelétrica de Belo Monte e   do Código Florestal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Reforma Agrária agoniza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os   números da Reforma Agrária deste governo, em relação às famílias   assentadas, foram ainda piores do que o primeiro ano do governo   anterior. Em 2011, somente 6.072 famílias foram assentadas pelo   Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O número é   pífio e insignificante diante da quantidade de famílias acampadas que  se  encontram do outro lado das cercas do latifúndio do agronegócio. De   acordo com estimativas do próprio Incra, existem aproximadamente 180  mil  famílias debaixo da lona preta em todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, o   número insignificante de desapropriações. Do outro, um imenso   contingente de famílias sem terras. Esta realidade se choca com outra: a   da grande disponibilidade de terras improdutivas e devolutas no país.   Os dados oficiais mostram que mais de dois terços das propriedades de   grande e médio porte não cumprem com sua função social. Terras   improdutivas, assim como as devolutas, deveriam ser destinadas   imediatamente para fins de Reforma Agrária, no entanto já possuem um   destino definido: o agro-hidronegócio e os projetos de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo   nas áreas de assentamentos, continuou faltando política de Estado.   Neste cenário de total ausência de incentivo à agricultura camponesa,   muitas famílias foram mantidas à mercê do capital, de seus interesses e   de seus instrumentos de controle e de exploração. Nas regiões de   monocultivo da cana-de-açúcar, por exemplo, as Usinas ocupam o vácuo   deixado pelo Estado e se apropriam do território camponês, oferecendo   financiamento, infraestrutura e assistência técnica às famílias,   tornando-as reféns da lógica definida pelo modelo de produção do   agronegócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o Governo não mediu esforços para   garantir o avanço do agronegócio e do latifúndio, principalmente sob   áreas tradicionalmente ocupadas por camponeses e camponesas. Um dos   exemplos mais marcantes aconteceu em maio, quando a presidenta Dilma   assinou de uma única vez, o decreto de desapropriação de quase 14 mil   hectares na Chapada do Apodí/RN, para implantação do Projeto de   irrigação que beneficiará meia dúzia de empresas do agronegócio. Em   consequência, serão atingidos e prejudicados milhares de pequenos   agricultores que desenvolvem experiências de convivência com o   semiárido, reconhecidas internacionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É espantoso que Lula,   em seus últimos anos de governo, não tenha chegado a desapropriar 14   mil hectares para a Reforma Agrária no RN e que Dilma, muito   provavelmente, não desaproprie 14 mil hectares para essa finalidade em   todo o seu governo. Entretanto, logo no seu primeiro ano de mandato, ela   já desapropriou essa grande quantidade de terras para atender ao   agronegócio. Além deste caso, vimos também a desapropriação de cerca de 8   mil hectares na região de Assú, também no RN, para a Zona de   Processamento de Exportação (ZPEs).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os Povos indígenas e   quilombolas que travam no dia-a-dia um embate pelo direito a terra,   enfrentando a chegada do agronegócio e dos projetos governamentais, não   há o que comemorar em 2011. Foram homologadas apenas três terras   indígenas, sendo duas no estado do Amazonas e uma no Pará. O Governo não   se sensibilizou nem com a situação dos povos indígenas de Mato Grosso   do Sul, em especial os Kaiowá e Guarani, que vivem em conflito com   fazendeiros e usineiros da região. Nenhuma ação foi feita para   homologação das terras neste estado. No caso das populações descendentes   de Zumbi dos Palmares, fora a desapropriação do território da   comunidade de Brejo dos Crioulos, em Minas Gerais, poucos foram os   resultados conseguidos frente às reivindicações e resistências das 3,5   mil comunidades quilombolas existentes no Brasil. De todas, apenas 6%   tem a titulação de suas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também em 2011 foi dada a   concessão, pelo Ibama, da licença de instalação para a Usina   Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), o que possibilitou o   início das construções na região. Belo Monte é uma das principais obras   do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a primeira de inúmeras   usinas a ser instalada na região Amazônica para beneficiar as grandes   mineradoras, devastar a floresta e acabar com a forma de viver dos   índios. Com ela, expande-se sobre a floresta o modelo de exploração e   degradação planejado há 50 anos pelo grande capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na contramão   do que reivindicam as populações tradicionais e os sem terras, o   Governo ainda anunciou uma redução do orçamento da Reforma Agrária para   2012. De acordo com o projeto de lei orçamentária previsto para o ano   que se avizinha, as ações de obtenção de terras terão uma drástica   redução de 28% em relação a 2011 e de 31,2% em relação a 2010. Além   disso, a assistência técnica, já inviabilizada pelo Governo nos anos   anteriores, ainda sofrerá uma redução de 30% em relação a 2010. Para a   implantação de infraestrutura, o orçamento prevê uma perda de 8% em   relação a 2011. Já a área da educação sofreu uma perda de quase R$ 55   milhões em comparação a 2009, correspondendo a uma redução de 63% de seu   orçamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Retrocesso continuou também na lei. O ano se   encerra com mais uma vitória da Bancada Ruralista. A aprovação do Código   Florestal no Congresso Nacional ultrapassou as expectativas dos  aliados  da motoserra no Governo. Com retrocessos históricos, o Código  prevê,  entre outros exemplos gritantes, a anistia aos desmatadores   anteriormente a julho de 2008, no que diz respeito ao dever de   recuperação ambiental. Posição esta, aquém do entendimento consolidado   até então pelo conservador Poder Judiciário brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se   não bastasse, a Lei complementar de nº 140, no que se refere à gestão   ambiental, foi sancionada pela presidenta Dilma no final do ano, sem   alardes. Com a aprovação da lei complementar, as competências de gestão   ambiental ficam diluídas nos Estados e nos Municípios, que são muito   mais vulneráveis a pressões políticas e empresariais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova   ameaça de retrocesso em curso é o lobby para um novo Código Mineral, que   vem sendo redigido no Governo e no Congresso Nacional, sem o debate e   sem a participação da sociedade e das populações diretamente   interessadas e que serão atingidas, em sua grande maioria comunidades   tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enquanto isso, avançam os grandes projetos de forma truculenta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em   2011, obras impactantes como a Transposição do Rio São Francisco, a   Transnordestina, projetos de mineração, construções de BR's, a   especulação imobiliária, obras da Copa, Porto de Suape, a construção da   Hidrelétrica de Belo Monte e do Rio Madeira, barragens, além de outros   mega-projetos, foram um dos principais causadores de conflitos agrários   no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma ideia da gravidade desses efeitos  sobre  as populações tradicionais, no período de janeiro a setembro de  2011,  registramos um total de 17 assassinatos de trabalhadores no  campo.  Destes assassinatos, pelo menos 8 têm ligações com a defesa do  meio  ambiente, 04 estão relacionados com as comunidades originárias ou   tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Alagoas, ocorreu o avanço do projeto de   plantação de Eucalipto por parte do Grupo Suzano, especializado na   fabricação de papel e celulose. O Grupo reivindica uma área de 30 mil   hectares para viabilizar o investimento. O Governo do Estado já   sinalizou positivamente e já tem mapeadas as terras que serão destinadas   para a plantação do monocultivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Paraíba, outro fato   emblemático foi o apoio incondicional do Governo para a implementação de   uma Fábrica de Cimentos da Empresa Elizabeth em uma área de   assentamento no litoral sul do Estado. A área que será ocupada pela   Empresa também é reivindicada pelo povo indígena Tabajara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em   Pernambuco, a Transnordestina atingiu as comunidades camponesas por onde   tem passado, desde o Sertão, como o caso do município de Betânia até a   Zona da Mata, como as famílias de Fleixeiras, no município de Escada,   que resistiram bravamente ao despejo que daria lugar aos trilhos da   Ferrovia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lutas e Resistência Camponesa em 2011&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os   camponeses e as camponesas continuam lutando pela Reforma Agrária e   resistindo ao avanço do latifúndio e do agronegócio. Mesmo diante de   todas as dificuldades impostas pelo Estado e pelo agronegócio, estes   camponeses teimam em reescrever a história. Das 789.542 famílias   assentadas nos últimos dez anos, 87% permanecem resistindo e produzindo   no campo, sem qualquer tipo de incentivo governamental para a   agricultura camponesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da diminuição das ocorrências das   ocupações e acampamentos em 2011, aumentou o número de famílias   envolvidas nestes conflitos. Este ano, de acordo com os dados parciais   da CPT, foram 245.420 pessoas envolvidas no período de janeiro a   setembro de 2011, enquanto que no mesmo período de 2010, foram 234.150   pessoas envolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registramos em 2011 mais de 350 mobilizações   no país, protagonizadas pelos povos do campo. É como se em cada um dos   365 dias do ano, camponeses e camponesas organizados se mobilizassem em   defesa da Reforma Agrária, dos direitos dos povos do campo e pelos   territórios dos povos originários e de uso comum.&lt;br /&gt;Algumas grandes   mobilizações marcaram este ano que se encerra. Em agosto, cerca de 70   mil mulheres camponesas ocuparam as ruas de Brasília, reivindicando seus   direitos, durante a Marcha das Margaridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele mesmo mês,   mais de 4 mil trabalhadores rurais sem terra ligados à Via Campesina   montaram acampamento na capital federal, exigindo do Governo o   compromisso com a Reforma Agrária. Por sua vez, “Aperte a Mão de Quem te   Alimenta”, foi o nome da marcha realizada pelo MLST, de Goiânia até   Brasília, e que explicitou a importância da produção agroecológica e da   criação de assentamentos para garantir alimentos saudáveis, sem   utilização de agrotóxicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, cerca de 15 mil   pessoas foram as ruas em Juazeiro e em Petrolina protestar contra a   proposta do Governo de construir cisternas de PVC, que vai contra toda a   metodologia de relação com o semiárido, construída pelas populações ao   longo dos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos trabalhadores e trabalhadoras rurais  sem  terra, os quilombolas e indígenas também estiveram firmes em suas   manifestações em 2011. Durante o mês de maio, os povos indígenas   realizaram uma de suas maiores mobilizações, o acampamento Terra Livre,   realizado em Brasília e que reuniu centenas de indígenas de mais de 230   povos de todo o país para apresentar suas principais reivindicações.  Já  no início de novembro, mais de dois mil quilombolas estiveram  reunidos  em Brasília, quando ocuparam pela primeira vez o Palácio do  Planalto  durante a Marcha Nacional em Defesa dos Direitos dos  Quilombolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2012: Marcharemos na Luta pela Reforma Agrária&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar   do Estado brasileiro e de seus governantes condenarem a Reforma  Agrária  à morte, ela segue a cada dia pulsando com mais intensidade nas  veias  dos camponeses e das camponesas, como se ouvissem os ecos do  compromisso  de Elizabete Teixeira, na ocasião do sepultamento do seu  companheiro:  "Continuarei a tua luta". Este é o chamado que ecoa para  aqueles e  aquelas que acreditam e lutam em defesa da vida, da vida  plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu vim para que todos tenham Vida e Vida em abundância.” (João 10:10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão Pastoral da Terra - Nordeste II&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-6531767384162773784?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/6531767384162773784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=6531767384162773784&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/6531767384162773784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/6531767384162773784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2012/01/veja-balanco-da-reforma-agraria-em-2011.html' title='Veja balanço da Reforma Agrária em 2011 feita pela CPT'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-5312433203947862937</id><published>2012-01-16T19:33:00.000-03:00</published><updated>2012-01-16T19:33:09.971-03:00</updated><title type='text'>A paz mundial pende por um fio   (Reflexões de Fidel Castro)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Fidel Castro&lt;br /&gt;Ontem tive o prazer de conversar tranquilamente com Mahmoud  Ahmadinejad. Não o via desde setembro de 2006, há mais de cinco anos,  quando visitou nossa pátria para participar na 14ª Cúpula do Movimento  de Países Não Alinhados que teve lugar em Havana, onde pela segunda vez  Cuba foi eleita presidente dessa organização pelo tempo estabelecido de  três anos.&lt;br /&gt;&lt;hr width="50%" /&gt;Eu tinha ficado gravemente  enfermo em 26 de julho de 2006, um mês e meio antes da mesma, e só podia  sentar na cama. Vários dos mais distinguidos líderes que assistiam ao  evento tiveram a amabilidade de visitar-me. Chávez e Evo o fizeram mais  de uma vez. Um meio dia vieram quatro, dos quais sempre recordo: Kofi  Annan, secretário-geral da ONU; um velho amigo, Abdelaziz Buteflika,  presidente da Argélia; Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã; e um  vice-ministro das Relações Exteriores do governo da China e atual  chanceler desse país, Yang Jiechi, representando o líder do Partido  Comunista e presidente da República Popular da China, Hu Jintao. Foi  realmente um momento de importância para mim que com grande esforço  reeducava a mão direita que havia sofrido um sério acidente na queda em  Santa Clara.&lt;br /&gt;Com os quatro comentei aspectos dos problemas que o mundo enfrentava  naqueles instantes. Estes, certamente, tornavam-se cada vez mais  complexos.&lt;br /&gt;No encontro de ontem observei o presidente iraniano absolutamente  sossegado e tranquilo, indiferente por completo às ameaças ianques,  confiante na capacidade de seu povo para enfrentar qualquer agressão e  na eficácia das armas, que em grande parte eles próprios produzem, para  ocasionar aos agressores um preço impagável.&lt;br /&gt;Na realidade quase não falou do tema bélico, sua mente se concentrava  nas ideias expostas na conferência que fez no Salão Nobre da  Universidade de Havana, centrada na luta pelo ser humano: "caminhar para  chegar e alcançar a paz, a segurança, o respeito e a dignidade humana  como um desejo de todos os seres humanos ao longo da história".&lt;br /&gt;Estou seguro de que, por parte do Irã, não se deve esperar ações  irrefletidas que contribuam para o desencadeamento de uma guerra. Se  esta for inevitavelmente desatada, será fruto exclusivo do  aventureirismo e da irresponsabilidade congênita do império ianque.&lt;br /&gt;Da minha parte penso que a situação política criada em torno do Irã e  os riscos de uma guerra nuclear que dela emanam e a todos envolve –  possuam ou não tais armas –, são sumamente delicados porque ameaçam a  própria existência de nossa espécie. O Oriente Médio se converteu na  região mais conflitiva do mundo, e a área onde são gerados os recursos  energéticos vitais para a economia do planeta.&lt;br /&gt;O poder destrutivo e os sofrimentos massivos que originavam alguns  dos meios utilizados na 2ª Guerra Mundial motivaram uma forte tendência a  proibir algumas armas como os gases asfixiantes e outras empregadas  naquela guerra. Contudo, as lutas de interesses e os enormes lucros dos  produtores de armas os levaram à confecção dos armamentos mais cruéis e  destrutivos, até que a tecnologia moderna aportou o material e os meios  cujo emprego em uma guerra mundial conduziria ao extermínio.&lt;br /&gt;Sustento o critério, sem dúvida compartilhado por todas as pessoas  com um sentido elementar de responsabilidade, de que nenhum país grande  ou pequeno tem o direito de possuir armas nucleares.&lt;br /&gt;Nunca estas armas deveriam ser usadas para atacar duas cidades  indefesas como Hiroshima e Nagasaki, assassinando e irradiando com  horríveis e duradouros efeitos centenas de milhares de homens, mulheres e  crianças, em um país que já estava militarmente vencido.&lt;br /&gt;Se o fascismo obrigava as potências coligadas contra o nazismo a  competir com esse inimigo da humanidade na fabricação de tal arma,  finalizada a guerra e já criada a Organização das Nações Unidas, o  primeiro dever dessa organização era proibir tal arma sem exceção  alguma.&lt;br /&gt;Mas os Estados Unidos, a potência mais poderosa e rica, impôs ao  resto do mundo a linha a seguir. Hoje possui centenas de satélites que  espionam e vigiam a partir do espaço todos os habitantes do planeta.  Suas forças navais, aéreas e terrestres estão equipadas com milhares de  armas nucleares, manejam a seu talante, através do Fundo Monetário  Internacional, as finanças e os investimentos do mundo.&lt;br /&gt;Se se analisa a história de cada uma das nações da América Latina,  desde o México até a Patagônia, passando por São Domingo e Haiti, poderá  observar-se que todas, sem uma só exceção, sofreram durante duzentos  anos, desde o início do século 19 até hoje, e de uma ou outra forma  estão sofrendo cada vez mais, os piores crimes que o poderio e a força  podem cometer contra o direito dos povos. Escritores brilhantes surgem  em número crescente: um deles, Eduardo Galeano, autor de As veias  abertas da América Latina, que fala sobre estes temas, acaba de ser  convidado a inaugurar o prestigioso Prêmio Casa das Américas, como um  reconhecimento a sua relevante obra.&lt;br /&gt;Os acontecimentos se sucedem con incrível rapidez; mas a tecnologia  os transmite ao público de forma ainda mais rápida. Um dia qualquer,  como o de hoje, notícias importantes se sucedem com extraordinário  ritmo. Um despacho telegráfico datado de ontem (11), dá textualmente a  seguinte notícia: "A presidência dinamarquesa da União Europeia afirmou  na quarta-feira que uma nova série de sanções europeias mais severas  contra o Irã se decidirá em 23 de janeiro em razão de seu programa  nuclear, atingindo não só o setor petrolífero mas também o banco  central.&lt;br /&gt;'Iremos mais longe simultaneamente no que se refere às sanções  petrolíferas e contra as estruturas financeiras', disse o chefe da  diplomacia dinamarquesa Villy Soevndal, durante um encontro com a  imprensa estrangeira". Pode apreciar-se com clareza que, a fim de  impedir a proliferação nuclear, Israel pode acumular centenas de ogivas  nucleares enquanto o Irã não pode produzir urânio enriquecido a 20%.&lt;br /&gt;Outra notícia sobre o tema, de uma conhecida e qualificada agência  informativa britânica, informa que: "A China não deu sinais na  quarta-feira de ceder terreno às demandas dos Estados Unidos de que  reduza suas compras de petróleo iraniano e considerou um excesso as  sanções de Washington contra Teerã...".&lt;br /&gt;Qualquer pessoa se assombraria com a tranquilidade com que os Estados  Unidos e a civilizada Europa promovem esta campanha com uma espantosa e  sistemática prática terrorista. Bastam estas linhas trasmitidas por  outra importante agência europeia de notícias: "O assassinato, na  quarta-feira, de um responsável pela usina nuclear de Natanz, no centro  do Irã, conta três precedentes desde janeiro de 2010."&lt;br /&gt;Em 12 de janeiro daquele ano, "um físico nuclear internacionalmente  reconhecido, Masud Alí Mohamadi, professor na universidade de Teerã e  que trabalhava para os Guardiães da Revolução, morreu na explosão de uma  moto-bomba diante de seu domicílio."&lt;br /&gt;29 de novembro de 2010: "Majid Shahriari, fundador da Sociedade  Nuclear do Irã e 'encarregado de um dos grandes projetos da Organização  iraniana de energia atômica' [...] foi morto em Teerã pela explosão de  uma bomba magnética fixada em seu automóvel."&lt;br /&gt;"No mesmo dia, outro físico nuclear, Fereydoun Abasi Davani, foi alvo  de um atentado em condições idênticas quando estacionava seu carro  diante da universidade Shahid Beheshti em Teerã, onde os dois homens  eram professores." – Só ficou ferido.&lt;br /&gt;23 de julho de 2011: "O cientista Dariush Rezainejad, que trabalhava  em projetos do Ministério da Defesa, foi morto a tiros por desconhecidos  que se deslocavam em uma moto em Teerã."&lt;br /&gt;11 de janeiro de 2012: – no mesmo dia em que Ahmadinejad viajava da  Nicarágua a Cuba, para dar sua conferência na Universidade de Havana –  "O cientista Mustafa Ahmadi Roshan, que trabalhava na usina de Natanz,  da qual era vice-diretor para assuntos comerciais, morreu na explosão de  uma bomba magnética colocada sob seu automóvel, perto da universidade  Allameh Tabatabai, a leste de Teerã". Como em anos anteriores, o "Irã  acusou novamente os Estados Unidos e Israel".&lt;br /&gt;Trata-se de uma carnificina seletiva de brilhantes cientistas  iranianos sistematicamente assassinados. Li artigos de conhecidos  simpatizantes de Israel que falam de crimes realizados por seus serviços  de inteligência, em cooperação com os dos Estados Unidos e a Otan, como  algo normal.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, desde Moscou as agências informam que "a Rússia  advertiu hoje que na Síria está amadurecendo um cenário similar ao da  Líbia, mas alertou que desta vez o ataque virá da vizinha Turquia.&lt;br /&gt;O secretário do Conselho de Segurança russo, Nikolai Patrushev,  sustentou que o Ocidente deseja 'castigar Damasco não tanto pela  repressão à oposição mas por sua relutância em interromper sua aliança  com Teerã'.&lt;br /&gt;...em sua opinião, na Síria está amadurecendo um cenário como o da  Líbia, mas nesta oportunidade, as forças de ataque não virão da França,  Grã-Bretanha e Itália, mas da Turquia.&lt;br /&gt;Inclusive, se atreveu a adiantar que 'é possível que Washington e  Ancara já estejam definindo várias opções de zonas de exclusão de voos,  onde exércitos armados de rebeldes sírios poderias ser treinados e  concentrados'."&lt;br /&gt;As notícias não só procedem do Irã e do Oriente Médio, mas também de  outros pontos da Ásia Central próximos ao Oriente Médio. As mesmas nos  permitem apreciar a complexidade dos problemas que podem derivar-se  dessa perigosa região.&lt;br /&gt;Os Estados Unidos foram levados por sua contraditória e absurda  política imperial a problemas sérios em países como o Paquistão, cujas  fronteiras com outro importante estado, o Afeganistão, foram traçadas  pelos colonialistas sem tomar em conta cultura nem etnias.&lt;br /&gt;Neste último país, que durante séculos defendeu sua independência  frente ao colonialismo inglês, a produção de drogas se multiplicou desde  a invasão ianque, e os soldados europeus, apoiados pelos aviões sem  piloto e armamento sofisticado dos Estados Unidos, cometem embaraçosas  matanças que incrementam o ódio da população e afastam as possibilidades  de paz. Isso e outras imundícies também se refletem nos despachos das  agências ocidentais de notícias.&lt;br /&gt;"Washington, 12 de janeiro de 2012 - O secretário estadunidense da  Defesa, Leon Panetta, qualificou nesta quinta-feira de 'absolutamente  lamentável' o comportamento de quatro homens apresentados como marines  norte-americanos urinando sobre cadáveres no Afeganistão em um vídeo  difundido pela internet.&lt;br /&gt;'Vi as imgens e encontro o comportamento (desses homens)  absolutamente lamentável... Este comportamento é totalmente inapropriado  da parte de membros do Exército estadunidense e não reflete em nenhum  caso os critérios e os valores que nossas forças armadas juram  respeitar'..."&lt;br /&gt;Na realidade, nem o afirma nem o nega. Qualquer pessoa pode ficar com a dúvida e possivelmente o próprio secretário da Defesa.&lt;br /&gt;Mas também é extremamente desumano, que homens, mulheres e crianças,  ou um combatente afegão que luta contra a ocupação estrangeira, sejam  assassinados pelas bombas dos aviões sem piloto. Algo também muito  grave: dezenas de soldados e oficiais paquistaneses, que cuidavam das  fronteiras do país, têm sido destroçados por essas bombas.&lt;br /&gt;Em declarações do próprio Karzai, presidente do Afeganistão, este  expressou que o ultraje aos cadáveres era "'simplemente desumano', e  pediu ao governo estadunidense que 'aplique o castigo mais severo a quem  quer que seja que acabe sendo condenado por este crime'."&lt;br /&gt;Porta-vozes dos talibãs declararam que "nos dez últimos anos se deram centenas de atos similares que não foram revelados..."&lt;br /&gt;Inclusive sente-se lástima por aqueles soldados, separados de  familiares e amigos, a milhares de quilômetros de sua própria pátria,  enviados para lutar em países que nem sequer talvez tenham ouvido falar  quando estavam nas escolas, onde lhes atribuem a tarefa de matar ou  morrer para enriquecer empresas transnacionais, fabricantes de armas e  políticos inescrupulosos, que dilapidam a cada ano os fundos que são  necessários para a alimentação e a educação dos incontáveis milhões de  famintos e analfabetos no mundo.&lt;br /&gt;Não poucos desses soldados, vítimas dos traumas sofridos, terminam privando-se de sua própria vida.&lt;br /&gt;Por acaso exagero quando afirmo que a paz mundial pende por um fio?&lt;br /&gt;Fidel Castro Ruz&lt;br /&gt;12 de janeiro de 2012, 21 h 14&lt;br /&gt;Fonte: Cubadebate&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-5312433203947862937?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/5312433203947862937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=5312433203947862937&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5312433203947862937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5312433203947862937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2012/01/paz-mundial-pende-por-um-fio-reflexoes.html' title='A paz mundial pende por um fio   (Reflexões de Fidel Castro)'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-6468536301279439077</id><published>2012-01-15T12:12:00.000-03:00</published><updated>2012-01-15T12:12:48.077-03:00</updated><title type='text'>A Comuna de Paris  SOBRE " A COMUNA DE PARIS"</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;h2 class="Titulo"&gt;"Na alvorada de 18 de Março (1871), Paris foi despertada por este  grito de trovão: VIVE LA COMMUNE! O que é pois a Comuna, essa esfinge  que põe tão duramente à prova o entendimento burguês?&lt;/h2&gt;Mas a classe operária não se pode contentar com tomar o aparelho de  Estado tal como ele é e de o pôr a funcionar por sua própria conta.&lt;br /&gt;O poder centralizado do Estado, com os seus órgãos presentes por toda a  parte: exército permanente, polícia, burocracia, clero e magistratura,  órgãos moldados segundo um plano de divisão sistemática e hierárquica do  trabalho, data da época da monarquia absoluta, em que servia à  sociedade burguesa nascente de arma poderosa nas suas lutas contra o  feudalismo."&lt;br /&gt;"Em presença de ameaça de sublevação do proletariado, a classe  possidente unida utilizou então o poder de Estado, aberta e  ostensivamente, como o engenho de guerra nacional do capital contra o  trabalho. Na sua cruzada permanente contra as massas dos produtores, foi  forçada não só a investir o executivo de poderes de repressão cada vez  maiores, mas também a retirar pouco a pouco à sua própria fortaleza  parlamentar, a Assembleia Nacional, todos os meios de defesa contra o  executivo."&lt;br /&gt;"O poder de Estado, que parecia planar bem acima da sociedade, era  todavia, ele próprio, o maior escândalo desta sociedade e, ao mesmo  tempo, o foco de todas as corrupções."&lt;br /&gt;"O primeiro decreto da Comuna foi pois a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo em armas.&lt;br /&gt;A Comuna era composta por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio  universal nos diversos bairros da cidade. Eram responsáveis e revogáveis  a todo o momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente  operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna  devia ser, não um organismo parlamentar, mas um corpo activo, ao mesmo  tempo executivo e legislativo. Em vez de continuar a ser o instrumento  do governo central, a polícia foi imediatamente despojada dos seus  atributos políticos e transformada num instrumento da Comuna,  responsável e revogável a todo o momento. O mesmo se deu com os outros  funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros  da Comuna até ao fundo da escala, a função pública devia ser assegurada  com salários de operários."&lt;br /&gt;" Uma vez abolidos o exército permanente e a polícia, instrumentos do  poder material do antigo governo, a Comuna teve como objectivo quebrar o  instrumento espiritual da opressão, o "poder dos padres"; decretou a  dissolução e a expropriação de todas as igrejas, na medida em que elas  constituíam corpos possidentes. Os padres foram remetidos para o calmo  retiro da vida privada, onde viveriam das esmolas dos fiéis, à  semelhança dos seus predecessores, os apóstolos. Todos os  estabelecimentos de ensino foram abertos ao povo gratuitamente e, ao  mesmo tempo, desembaraçados de toda a ingerência da Igreja e do Estado.  Assim, não só a instrução se tornava acessível a todos, como a própria  ciência era libertada das grilhetas com que os preconceitos de classe e o  poder governamental a tinham acorrentado.&lt;br /&gt;Os funcionários da justiça foram despojados dessa fingida independência  que não servira senão para dissimular a sua vil submissão a todos os  governos sucessivos, aos quais, um após outro, haviam prestado juramento  de fidelidade, para em seguida os violar. Assim como o resto dos  funcionários públicos, os magistrados e os juizes deviam ser eleitos,  responsáveis e revogáveis."&lt;br /&gt;"Após uma luta heróica de cinco dias, os operários foram esmagados.  Fez-se então, entre os prisioneiros sem defesa, um massacre como se não  tinha visto desde os dias das guerras civis que prepararam a queda da  República romana. Pela primeira vez, a burguesia mostrava a que louca  crueldade vingativa podia chegar quando o proletariado ousa afrontá-la,  como classe à parte, com os seus próprios interesses e as suas próprias  reivindicações. E, no entanto, 1848 não passou de um jogo de crianças,  comparado com a raiva da burguesia em 1871."&lt;br /&gt;"Proudhon, o socialista do pequeno campesinato e do artesanato, odiava  positivamente a associação. Dizia dela que comportava mais  inconvenientes do que vantagens, que era estéril por natureza e até  mesmo prejudicial, pois entravava a liberdade do trabalhador; dogma puro  e simples... E é também por isso que a Comuna foi o túmulo da escola  proudhoniana do socialismo."&lt;br /&gt;"As coisas não correram melhor aos blanquistas. Educados na escola da  conspiração, ligados pela estrita disciplina que lhe é própria, partiam  da ideia de que um número relativamente pequeno de homens resolutos e  bem organizados era capaz, chegado o momento, não só de se apoderar do  poder, mas também, desenvolvendo uma grande energia e audácia, de se  manter nele durante um tempo suficientemente longo para conseguir  arrastar a massa do povo para a Revolução e reuni-la à volta do pequeno  grupo dirigente. Para isso era preciso, antes de mais nada, a mais  estrita centralização ditatorial de todo o poder entre as mãos do novo  governo revolucionário. E que fez a Comuna que, em maioria, se compunha  precisamente de blanquistas? Em todas as suas proclamações aos franceses  da província, convidava-os a uma livre federação de todas as comunas  francesas com Paris, a uma organização nacional que, pela primeira vez,  devia ser efectivamente criada pela própria nação. Quanto à força  repressiva do governo outrora centralizado, o exército, a polícia  política, a burocracia, criada por Napoleão em 1798, retomada depois com  prontidão por cada novo governo e utilizada por ele contra os seus  adversários, era justamente esta força que devia ser destruída por toda a  parte, como o fora já em Paris."&lt;br /&gt;"Para evitar esta transformação, inevitável em todos os regimes  anteriores, do Estado e dos órgãos do Estado em senhores da sociedade,  quando na origem eram seus servidores, a Comuna empregou dois meios  infalíveis. Primeiro, submeteu todos os lugares, da administração, da  justiça e do ensino, à escolha dos interessados através de eleição por  sufrágio universal e, evidentemente, à revogação, em qualquer momento,  por esses mesmos interessados. E segundo, retribuiu todos os serviços,  dos mais baixos aos mais elevados, pelo mesmo salário que recebiam os  outros operários. O vencimento mais alto que pagou foi de 6000 francos.  Assim, punha-se termo à caça aos lugares e ao arrivismo, sem falar da  decisão suplementar de impor mandatos imperativos aos delegados aos  corpos representativos.&lt;br /&gt;Esta destruição do poder de Estado, tal como fora até então, e a sua  substituição por um poder novo, verdadeiramente democrático, estão  detalhadamente descritas na terceira parte de A Guerra Civil.(Karl Marx)  Mas era necessário voltar a referir aqui brevemente alguns dos seus  traços, porque, precisamente na Alemanha, a superstição do Estado passou  da filosofia para a consciência comum da burguesia e mesmo de muitos  operários. Na concepção dos filósofos, o Estado é "a realização da  Ideia" ou o reino de Deus na terra traduzido em linguagem filosófica, o  domínio onde a verdade e a justiça eternas se realizam ou devem  realizar-se. Daí esta veneração que se instala tanto mais facilmente  quanto, logo desde o berço, fomos habituados a pensar que todos os  assuntos e todos os interesses comuns da sociedade inteira não podem ser  tratados senão como o foram até aqui, quer dizer, pelo Estado e pelas  suas autoridades devidamente estabelecidas. E julga-se que já se deu um  passo prodigiosamente ousado ao libertarmo-nos da fé na monarquia  hereditária e ao jurarmos pela república democrática."&lt;br /&gt;(FRIEDRICH ENGELS: Introdução á Guerra Civil em França )&lt;br /&gt;"Em presença de ameaça de sublevação do proletariado, a classe  possidente unida utilizou então o poder de Estado, aberta e  ostensivamente, como engenho de guerra nacional do capital contra o  trabalho"&lt;br /&gt;"A constituição comunal restituiria ao corpo social todas as forças até  então absorvidas pelo Estado parasita que se alimenta da sociedade e lhe  paralisa o livre movimento"&lt;br /&gt;"A unidade da nação não deveria ser quebrada, mas, pelo contrário  organizada pela Constituição comunal; ela deveria tornar-se uma  realidade pela destruição do poder de Estado que pretendia ser a  encarnação desta unidade mas que queria ser independentemente desta  mesma nação e superior a ela, quando não era mais do que uma sua  excrescência parasitária."&lt;br /&gt;"Em vez de se decidir de três em três, ou de seis em seis anos, qual o  membro da classe dirigente que deveria "representar" e calcar aos pés o  povo no Parlamento, o sufrágio universal devia servir um povo  constituído em comunas, tal como o sufrágio individual serve qualquer  patrão à procura de operários, de capatazes ou de contabilistas para a  sua empresa."&lt;br /&gt;"A Comuna era composta por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio  universal nos diversos bairros da cidade. A maioria dos seus membros  eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe  operária. A Comuna devia ser, não um organismo parlamentar, mas um corpo  activo, ao mesmo tempo executivo e legislativo. Em vez de continuar a  ser o instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente  despojada dos seus atributos políticos e transformada num instrumento da  Comuna, responsável e revogável a todo o momento. O mesmo se deu com os  outros funcionários de todos os ramos da administração. Desde os  membros da Comuna até ao fundo da escala, a função pública devia ser  assegurada com salários de operários. Os benefícios habituais e os  emolumentos de representação dos altos dignatários do Estado  desapareceram ao mesmo tempo que os altos dignatários. Os serviços  públicos deixaram de ser propriedade privada das criaturas do governo  central. Não só a administração municipal, mas toda a iniciativa até  então exercida pelo Estado, foi posta nas mãos da Comuna."&lt;br /&gt;"Uma vez abolidos o exército permanente e a polícia, instrumentos do  poder material do antigo governo, a Comuna teve como objectivo quebrar o  instrumento espiritual da opressão, o "poder dos padres"; decretou a  dissolução e a expropriação de todas as igrejas, na medida em que elas  constituíam corpos possidentes. Os padres foram remetidos para o calmo  retiro da sua vida privada, onde viveriam das esmolas dos fiéis, à  semelhança dos seus predecessores, os apóstolos."&lt;br /&gt;"A Comuna realizou a palavra de ordem de todas as revoluções burguesas,  um governo barato, abolindo essas duas grandes fontes de despesas que  são o exército permanente e o funcionalismo de Estado."&lt;br /&gt;"A supremacia política do produtor não pode coexistir com a eternização  da sua escravatura social. A Comuna devia pois servir de alavanca para  derrubar as bases económicas em que se fundamenta a existência das  classes e, por conseguinte, a dominação de classe. Uma vez emancipado o  trabalho, todo o homem se torna um trabalhador e o trabalho produtivo  deixa de ser o atributo de uma classe."&lt;br /&gt;"A Comuna tinha perfeitamente razão ao dizer aos camponeses: "A nossa vitória é a vossa única esperança".&lt;br /&gt;"O domínio de classe já não se pode esconder sob um uniforme nacional,  pois os governos nacionais formam um todo unido contra o proletariado."&lt;br /&gt;"A Paris operária, com a sua Comuna, será para sempre celebrada como a  gloriosa percursora de uma sociedade nova. A recordação dos seus  mártires conserva-se piedosamente no grande coração da classe operária.  Quanto aos seus exterminadores, a História já os pregou a um pelourinho  eterno, e todas as orações dos seus padres não conseguirão resgatá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karl Marx (Guerra Civil em França - 30 de Maio de 1871)                                         &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-6468536301279439077?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/6468536301279439077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=6468536301279439077&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/6468536301279439077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/6468536301279439077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2012/01/comuna-de-paris-sobre-comuna-de-paris.html' title='A Comuna de Paris  SOBRE &quot; A COMUNA DE PARIS&quot;'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-2081514619386543529</id><published>2012-01-12T16:54:00.002-03:00</published><updated>2012-01-12T16:54:38.291-03:00</updated><title type='text'>Junto da Burguesia, Só Haverá Lugar para os Jacarés</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;O capitalismo, como se apresenta hoje, está mesmo para terminar. Mas  não pelas mãos das forças oprimidas para a libertação econômica da  maioria, mas pelo comando das classes dominantes, que, inteligentes e  "sensitivas” que são, também já viram que a mula já está deitando no  chão, de tanto rosetarem com ela mancando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outras formas de dominação estão na ordem do dia, pelos avanços  tecnológicos, colocados a serviço do capital, e com a cooptação de  grande parte da esquerda, conservadora que é, que não tem respostas a  dar, por atrasadas que são e distantes das camadas populares, e que está  inebriada pela sua autodenominada função de “vanguardas condutoras da  massa oprimida”, muitos confundindo empregos de barnabés com "estar no  topo do Poder".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História vem de longe. Das comunidades dos clãs (mais horizontais)  ao sistema feudal com seus vassalos, ocorreu a desapropriação pelos clãs  mais fortes, constituindo uma classe social muito forte, a dos senhores  de terras, ou senhores feudais, transformados em “nobres” e  correspondentes diretos da “vontade divina”. É lógico que, mesmo  parcamente, eram os únicos que tinham acessos culturais ou tinham ao seu  dispor quem dominava a cultura, as artes e a ciência, absorvidas do  mundo árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sistema feudal ao mercantilismo, desenvolveu-se o movimento das  novas forças de rapinagem econômica do Novo Mundo, que se apropriavam da  produção manufatureira e proto-industrial que incipientemente surgiam  na Europa (as etapas da História Econômica não foram bruscas ou datadas  exatamente, como muitos parecem pensar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a rapinagem das matérias primas e “especiarias” dos países  conquistados nas Américas, Ásia e África, chegando ao Velho Continente,  comercialmente tornaram-se mais lucrativas, junto com as produções  primeiramente manufatureiras, e depois semi-industriais (navios,  artefatos de navegação e roupas etc.) - portanto, naquele momento, mais  importantes do que extensões de terras da aristocracia semi-falimentar e  já sem Povo para explorar, pois a mão-de-obra urbana crescia na mesma  proporção do sumiço da mesma do setor rural, com o advento da  urbanização galopante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mercantilismo para o capitalismo industrial foi um pulo, processo  que apenas representou a consolidação de uma burguesia que se formou  através da apropriação da mais-valia, do trabalho da maioria, acabando  inclusive com os artesãos, sob a desculpa de que precisavam massificar  industrialmente os produtos (a história dos vinagreiros franceses é um  exemplo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo desenvolve-se em suas fases "nacionais", exploratória,  intervencionista, imperialista e agora oligopolista por excelência, onde  as corporações com altas tecnologias a seu dispor dominaram os Estados,  os que se dizem representantes do Povo e parte da Alma de populações  inteiras, onde o fator cultural para a dominação é a alienação, má  informação e quase nenhuma educação, além da iniqüidade social sem  acessos disponíveis à saúde, trabalho, renda, lazer, segurança,  transporte, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o espaço está pequeno para as corporações transacionais.&lt;br /&gt;Corromper o Estado está caro e, volta e meia, eles têm uma surpresa  (Irã,Venezuela, Bolívia e outros). Ficar matando os Sadams, Kadafis, e  ficar sendo acusados de promover doenças e acidentes em líderes que se  opõem ou podem ameaçá-los,&amp;nbsp; suja muito a imagem.&amp;nbsp; Os Estados ainda têm  muitas regras republicanas e dá muita despesa corrompê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é já bem visível o que se pode chamar de “Governo Mundial”,  que dá as cartas a partir do domínio econômico, hoje representado por  não mais de 300 famílias no mundo todo, muito bem disfarçadas em  oligopólios, “holdings”, conglomerados multi-setoriais, em uma nova  “árvore genealógica” muito mais econômica do que genética. É na defesa  do interesse destes poucos e do emprego de seus capatazes subalternos  que se dará a Nova Ordem Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do que, os exércitos de reserva produtiva estão quase maiores do  que os ativos operários, e a tecnologia está a dispensar a necessidade  de mão-de-obra, colocando a seguinte questão: o que fazer com os pobres  sem lugar no sistema produtivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada! Deixá-los morrer à míngua, com supressão de direitos, saúde, e  tudo o que sabemos. A população mundial sofrerá (está sofrendo) ataques  onde os mais frágeis irão sucumbir sob venenos, transgênicos, poluição,  violência social, urbana e rural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transição do feudalismo ao mercantilismo e deste para o capitalismo  foi à custa do extermínio pela fome e peste de populações inteiras,  além de guerras de conquista, com seus buchas de canhão na frente de  batalha. Assim será a superação desta etapa do capitalismo. As classes  dominantes sabem que, "para mudar, tem que haver motivos visíveis, para  tergirversar os ocultos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o que vemos agora, e é o que eu quero sustentar, não é uma  crise terminal do capitalismo, A FAVOR dos trabalhadores e oprimidos em  geral, como muitos estão a propalar, vendo “Revolução” onde só há  lamúrias pelo que foi perdido e era custeado pelo terceiro mundo. Há sim  uma Etapa de Acumulação Capitalista, como a de 1929, do pós-guerra, dos  anos 80 e agora. Cada uma destas etapas correspondeu a uma fase do  capitalismo (nacional-imperialista, globalizado geopoliticamente e,  agora, economicamente unificado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, penso eu, estamos, talvez, vendo o(s) último(s) movimento(s)  do capitalismo, tal e qual ele se apresentou até hoje, representando a  etapa de exploração do trabalho, no período industrial mecânico de  desenvolvimento da humanidade, que está sendo substituída pela era  Cibernética e Nanotecnológica. E com as classes dominantes muito  fortalecidas, podendo trocar a mão-de-obra cara, e senhora de  consciência sobre seus direitos sociais, pelos quase indigentes, em  termos de direitos sociais, como somos nosotros, abaixo da linha do  equador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, ao contrário do que vem sendo propalado pela maioria da  esquerda brasileira, a que chamo carinhosamente de Ex-Esquerda  Corporation W.C., o que há acima do Equador em nada se assemelha a  períodos revolucionários ou mesmo pré-revolucionários, constituindo-se,  no máximo, em um período de revoltas pelo “bem estar” perdido e, pelo  visto, com muito pouca consciência ideológica, haja vista o desprezo ou  pouca relevância que estes movimentos relegam aos que construíram boa  parte da riqueza da Europa e EUA, como são os de origem árabe, asiática  (de menor porte no exterior) e latino-americana (afinal, “farinha pouca  meu pirão primeiro”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já escrevi antes, em um comentário ao artigo do Leo Lince, no  Correio da Cidadania, penso que o máximo que dá para fazer por agora é  aproveitar o momento para tentar unificar as esquerdas com um programa  de não colaboração de classes (não só em belas palavras), recusa à  participação do jogo institucional, abdicando de quaisquer participações  em governos, parlamentos e partidos institucionalizados na ordem legal  burguesa, que de democrática, na verdade, nada tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a ver o que acontece com aqueles que se dizem parte da esquerda  revolucionária, isso parece longe, lá no primeiro mundo e aqui no  terceiro, particularmente no Brasil, onde temos vários reduzindo seus  patamares ideológicos, programáticos, ampliando à direita seus leques  aliancistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem Partido que diz ter se formado integrado pela via Revolucionária,  mas que mascou o mesmo cacoete eleitoral do “derrotar Serra nas urnas e  DiLLma nas ruas”, igualzinho aqueles que se dizem de esquerda e  permanecem no PT. Outro que se diz retornando ao terreiro Revolucionário  esteve há pouco na Grécia em reunião de Partidos que se dizem  Comunistas e Operários (como sabem, a prática é o que determina o que  somos e não os slogans), em uma sopa de letrinhas entre leninistas,  estalinistas e outros, onde é impossível enxergar uma possível unidade,  além dos nomes de suas agremiações.&amp;nbsp; Ainda nos brindou, este mesmo  partido brasileiro, com a divulgação, como algo positivo, de que, na  Rússia, a principal oposição a Putin é o... Partido Comunista Russo, de  vocação stalinista inconteste. Vendem velocípede sem rodinhas como  bicicleta de velocidade, e justificando a façanha como um ato de  “agitação e propaganda”... Só se for contra. Outros apóiam os rebeldes  financiados pela OTAN, em ação preparatória para a rapinagem energética  em curso. Estes são os “revolucionários brasileiros”, ao menos aqueles  que o dizem ser e estão vendo saída na política institucional burguesa,  reunidos que estão em partidos que, a meu ver, apenas justificam o falso  aspecto de “democracia” que temos entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, neste curso de Titanic que vivemos, caso algo não surja de  novidade no cenário político (e terá de ser obra dos homens e mulheres, e  não de algum Deus ou Santo Salvador), o que poderá suceder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora! A literatura, as artes pictóricas e musicais e a filmografia  mundiais estão fartas de nos alertarem sobre o futuro, embora muitos  duvidem da capacidade de alguns artistas nos colocarem frente a frente  com o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras como Guernica (Pablo Picasso), A Barcarola (Pablo Neruda),  Tropicália (Caetano Veloso), Vidas Secas (Graciliano Ramos), 2001, Uma  Odisséia no Espaço (Stanley Kubrick), Idaho Transfer (Peter Fonda), O  Discreto Charme da Burguesia (Luiz Buñuel) são algumas que posso citar,  assim de repente, para ilustrar o que digo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existem três filmes que não posso deixar de colocar centralmente  nesta exposição. O primeiro é O Sétimo Sêlo, obra prima de Ingmar  Bergmann, onde, há cerca de 40 anos, nos colocou de frente para a  invasão obscurantista das religiões (que me desculpe aquela ínfima  minoria que lê o Evangelho como pessoas normais e progressistas, e não  como aproveitadores da Fé alheia). As hordas de viventes submissos e  tementes à morte (leia-se qualquer subversão da ordem), que apenas  acompanham a própria mediocridade, através da iniqüidade social a que se  acostumaram, sem certo comodismo (pensar e agir com a própria cabeça dá  muito trabalho, angústias e aflições).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo filme ao qual me reporto como principal é O Ovo da Serpente  (também de Ingmar Bergmann), uma aula para aqueles que insistem em  dizer que tudo o que está se configurando é obra de “interesses mais ou  menos estanques entre si”, para combater o que acham uma exagerada visão  própria de adeptos do que chamam de “teoria da conspiração”. Como se eu  pudesse acreditar que o intrincado e complexo processo capitalista  mundial, com sua rede de multi-configurações, pudesse ser erigido a  partir de uma “mão invisível”, como quis que acreditássemos o tal do  Adam Smith - em quem nem os verdadeiros capitalistas acreditam, apenas o  apresentam como ídolo, para enganar os trouxas e dar desculpas para  facínoras manterem as suas mãos bobas em uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o terceiro filme, este do diretor Jean Jacques Annaud, que filmou o  livro de Umberto Eco, O Nome da Rosa, nos coloca de frente com uma  situação que persiste entre nós desde os tempos imemoriais, a segregação  social e econômica da grande maioria do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem gente que diz que a humanidade avançou. Não, a maioria da  humanidade não avançou, se formos comparar a evolução tecnológica,  extração e acumulação de riquezas, acumulação de saberes com o  contingente social segregado através dos tempos e, principalmente, na  atualidade. Às vezes penso que muitos que se dizem progressistas acham  que o mundo começa nos jardins paulistas, passa por Ipanema e acaba em  Nova Iorque...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos relacionar um quarto filme, se considerarmos a última cena da  tragicomédia, O Jovem Frankenstein (Roman Polansky), quando a  personagem da linda Sharon Tate, em fuga do castelo do Vampiro, acaba  por morder o cangote de seu herói (o próprio personagem de Polansky),  indicando-nos que o vampirismo, afinal, venceu e saiu dos domínios  restritos da Transilvânia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando, então, em tudo o que já li, vi e ouvi, e que há tempos nos  vem alertando sobre o que se sucederá com nosotros, avento que urge,  portanto, que não acompanhemos a visão pragmático-industrial do  capitalismo, mas sim entendamos a lógica de comunidades consideradas  mais primitivas que as nossas (índios bolivianos, dos Chiapas etc.), com  suas lógicas mais simples e econômicas e de menor complexidade, para  sabermos resistir aos novos tempos. Estes, considerados por muitos  “vanguardistas de molde europeu” como politicamente inferiores, pois  refratários às formas de organizações impostas pelas sociedades que nos  exploram há 500 anos, são os que estão a nos dar exemplos de  resistência, e até enquadramento de governante - que até apóiam (no caso  de Evo Morales), mas dos quais não são vassalos, como se comportam os  que fazem parte de nossa colonizada Ex-Esquerda Coorporation W.C em  relação aos seus eleitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o sonho de consumo extremo democratizado “para todos”, a  adoção de quinquilharias tecnológicas, tornadas ultrapassadas, como  verdadeiros calhambeques, a cada seis meses, nada mais é do que o grande  desvio pequeno burguês que se entranhou na alma dos que dizem terem  vindo para revolucionar a política, mas que apenas se adaptaram ao que  veio de fora, como “última novidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito foi se adaptar à institucionalidade burguesa, mas com  discurso esquerdista, para salvar a própria honra, mesmo desonrando a  memória daqueles que verdadeiramente lutaram e lutam por um mundo  realmente diferente. Não passam de Calabares modernos, para não os  chamarmos pelo nome daquele ex-cabo da Marinha de triste existência,  ainda entre nós. Já a burguesia não são os traidores, são os próprios  inimigos de classe, que temos de combater diuturnamente, sem concessões  tão fartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o que dá o nome a este artigo (Junto da Burguesia, Só Haverá  Lugar para os Jacarés) decorre de que, ao andar nas margens do Canal de  Marapendi, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, “a cidade  maravilhosa”, deparamo-nos com enormes Jacarés, com cerca de até 3,5  metros de comprimento e cerca de 250 Kg, muito bem adaptados em ilhas de  lodo feito do esgoto que sai “in natura” das ligações clandestinas dos  edifícios da burguesia, misturando-se com o esgoto também não tratado  das comunidades (antes se chamavam Favelas), desaguando no mar,  “embelezando” a paisagem e turbinando o banho de mar dos cariocas e  turistas “do Leme ao Pontal”. Não há praia no Rio e em Niterói em que o  esgoto não esteja presente (que me conteste quem for capaz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha conclusão, na mesma hora em que vi tal cena, foi a de que só  poderão participar da festa da burguesia, e assim mesmo em função  subalterna (quem sabe como animal para visitação turística, como já o  são os moradores das favelas “pacificadas”), aqueles que se  transformarem em Jacarés e se submeterem a morar no esgoto da iniqüidade  social, que cada dia atinge mais e mais habitantes. Malgradas as novas  nomenclaturas e faixas econômicas maquiadas, como é a nossa Nova Classe  Média, que ganha ATÉ R$1500,00 por mês, ou R$333,00 “per capta” em  famílias de 4 pessoas, sem educação, transporte, segurança e saúde  pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Jacaré para todos, neste 2012!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e não está gostando do cheiro deste 2012.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tita Ferreira, pessoa cuja contribuição e observações foram  essenciais para este artigo, recomenda o livro Não Verás País Nenhum  (Ignácio de Loyola Brandão) e eu ainda sugiro o Admirável Mundo Novo, do  excelente escritor estadunidense Aldos Huxley.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-2081514619386543529?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/2081514619386543529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=2081514619386543529&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2081514619386543529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2081514619386543529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2012/01/junto-da-burguesia-so-havera-lugar-para.html' title='Junto da Burguesia, Só Haverá Lugar para os Jacarés'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-9159538344832015953</id><published>2012-01-03T17:32:00.000-03:00</published><updated>2012-01-03T17:32:42.831-03:00</updated><title type='text'>Trabalho e Humildade</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span style="font-size: medium; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;Estava numa reunião&amp;nbsp; de pastoral, quando foi lido e refletido o  Evangelho de Lucas 14,1.7-11; onde relata o almoço de Jesus na casa de  um notável de seu tempo e conta uma admoestação de  Jesus sobre o comportamento da pessoa.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Quando  fores convidado ás bodas, não te sentes no primeiro lugar, pois pode  ser que seja convidada outra pessoa de mais consideração do  que tu, e, vindo o que te convidou, te diga:&lt;/span&gt;&lt;br style="font-weight: bold;" /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&amp;nbsp;Cede  o lugar a este.Terias então a confusão de dever ocupar o último  lugar.Mas, quando fores convidado vai e tomar o último lugar, para  que,quando vier o que te convidou, te diga:" Amigo, passa mais para  cima.Então serás honrado na presença de todos os convivas.Porque todo  aquele que se exaltar será humilhado,e todo aquele que se humilhar será  exaltado".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Na partilha da Palavra, havia uma eminente  senhora de um movimento eclesial,que ficou escandalizada,assim como  muitas pessoas,ficam escandalizadas,quando falo do meu trabalho.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; "  Trabalho como reciclador", me respondem:" como pode tu com toda esta  bagagem intelectual estas catando lixo, lá não é o teu lugar".&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Eis  que ao trabalhar como reciclador ou catador, vi e percebi a  solidariedade das pessoas humildes, irmãos e companheiro/as de  trabalho para comigo.Os pobres na qual me dediquei de corpo e alma, em  servi-los no trabalho pastoral ou militância social,pessoas que não  professam a mesma crença do que eu.Na hora em que eu mais precisava,  foram os primeiros á me estender a sua mão e solidariedade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Nestes  dias no meu trabalho ao chegar numa residência fomos ofendidos pelo dono  da casa que nos chamou de " vagabundos", como já vi pessoas humildes,  falarem com desprezo e dizerem que não vão" trabalhar de lixeiro".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Nos anos de 1970-1989, no ensino fundamental, na 1º série, havia uma  cartilha imposta pela ditadura militar que dizia para as crianças:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  "Pedrinho estudou e virou doutor e Joãozinho não estudou e virou  lixeiro".Onde a profissão de lixeiro é desprezada e colocada como sendo  inferior e para pessoas inferiores.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ao trabalhar no meio dos  catadores e recicladores, vivo na prática concreta a " Opção  preferencial pelos pobres",  sindo me cada vez mais franciscano.Mesmo não sendo franciscano, sou  como escreve os teólogos José Arregi, José Maria Castillo e José Maria  Diez-Alegria Gutierrez ( 1911-2010), " sou um franciscano ou jesuíta sem  papeis( sem documento).&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Como fez São Francisco de Assis, na sua prática de vida, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;" no meio de gente comum e desprezada, de pobres e fracos, enfermos e leprosos e mendigos de beira de estrada"&lt;/span&gt;( &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;São Francisco de Assis; Regra Não Bulada).&lt;/span&gt;&lt;br style="font-weight: bold;" /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&amp;nbsp; Na humildade deste trabalho&lt;/span&gt;,  quero educar os meus futuros filhos, a valorizar o trabalho, pois mesmo  o trabalho mais humilde e desprezível, como o do gari, catador,  faxineiro,como o do agricultor,pedreiro e pescador, tem o mesmo valor do  que tem aquele que tem o curso superior como o médico,  professor,arquiteto,advogado,engenheiro,jornalista ou do empresário,  pois todo o trabalho está interligado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Diferente do que foi imposto  na mentalidade de toda uma geração de brasileiros e brasileiras pelo  regime militar e atualmente pela mídia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O humilde trabalho do gari,  do reciclador, tem hoje, sem desprezar as outras categorias  profissionais um valor muito importante, no cuidado de nossas cidades,  bem como da preservação da vida no planeta.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pois como nos mostra o filme "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Lixo Extraordinário"&lt;/span&gt;,  documentário da inglesa Lucy Walker e coodirigida pelos brasileiros  Karen Haley e João Jardim, sobre a vida de trabalhadores do aterro  sanitario de Duque de Caxias (RJ).&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O material transformado em lixo  pela sociedade consumista se converte em fonte de vida de milhares de  pessoas.Ser reciclador é ter orgulho de poder salvar a vida do planeta e  o entregar as futuras  gerações que são de fato os donos do planeta.&lt;br /&gt;" Porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado" .&lt;br /&gt;__________________&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por:&amp;nbsp; &lt;/span&gt; Júlio Lázaro Torma*&lt;br /&gt;Colaborador deste blog &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; *&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Membro da Equipe da Pastoral Operária ( Arquidiocese de Pelotas/ RS)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por:&amp;nbsp; &lt;/span&gt; Júlio Lázaro Torma*&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-9159538344832015953?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/9159538344832015953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=9159538344832015953&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/9159538344832015953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/9159538344832015953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2012/01/trabalho-e-humildade.html' title='Trabalho e Humildade'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-407941362432605410</id><published>2012-01-03T17:02:00.000-03:00</published><updated>2012-01-03T17:02:06.755-03:00</updated><title type='text'>A ordem criminosa do mundo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="267" src="http://www.youtube.com/embed/GYHMC_itckg?rel=0" width="350"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro de 2008, a TVE (Espanha) exibiu um  documentário intitulado “A ordem criminosa do mundo”. Nele, Eduardo  Galeano, Jean  Ziegler e outras personalidades mundiais falam sobre a  transformação da ordem capitalista mundial em um esquema mortífero e  criminoso para milhões de pessoas em todo o mundo. Mais de três anos  depois, o documentário permanece mais atual do que nunca, com alguns  traços antecipatórios da crise que viria atingir em cheio também a  Europa.  Reproduzimos aqui o vídeo, legendado em português, e algumas  das principais afirmações de Galeano e Ziegler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“Os verdadeiros donos do mundo hoje são invisíveis”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Os  verdadeiros donos do mundo hoje são invisíveis. Não estão submetidos a  nenhum controle social, sindical, parlamentar. São homens nas sombras  que procuram o governo do mundo. Atrás dos Estados, atrás das  organizações internacionais, há um governo oligárquico, de muito poucas  pessoas, mas que exercem um controle social sobre a humanidade, como  jamais Papa algum, Imperador ou Rei teve”. (Jean Ziegler)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O atual sistema universal de poder converteu o mundo num manicômio e num matadouro” (Eduardo Galeano).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“A globalização é uma grande mentira”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“O  capital financeiro percorre o planeta 24 horas por dia com um único  objetivo: buscar o lucro máximo. A globalização é uma grande mentira. Os  donos do grande capital que dirigem o mecanismo da globalização dizem:  Vamos criar economias unificadas pelo mundo inteiro e assim todos  poderão desfrutar de riqueza e de progresso. O que existe, na verdade, é  de uma economia de arquipélagos que a globalização criou” (Jean  Ziegler).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há três organizações muito poderosas que regulam os  acontecimentos econômicos: Banco Mundial, FMI e OMC; são os bombeiros  piromaníacos. Elas são, fundamentalmente, organizações mercenárias da  oligarquia do capital financeiro invisível mundial”  (Jean Ziegler).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu  não creio que se possa lutar contra a pobreza e criar uma estratégia de  luta contra a pobreza sem lutar contra a riqueza, contra os ricos, pois  os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres”  (José Collado, Missionário em Níger).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Todos os dias neste  planeta, segundo a FAO, 100 mil pessoas morrem de fome ou por causa de  suas consequências imediatas” (Jean Ziegler).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“O dicionário também foi assassinado”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Hoje  as torturas são chamadas de “procedimento legal”, a traição se chama  “realismo”, o oportunismo se chama “pragmatismo”, o imperialismo se  chama “globalização” e as vítimas do imperialismo, “países em vias de  desenvolvimento. O dicionário também foi assassinado pela organização  criminosa do mundo. As palavras já não dizem o que dizem, ou não sabemos  o que dizem” (Eduardo Galeano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se hoje eu digo que faz falta  uma rebelião, uma revolução, um desmoronamento, uma mudança total desta  ordem mortífera e absurda do mundo, simplesmente estou sendo fiel á  tradição mais íntima, mais sagrada da nossa civilização ocidental. O  nosso dever primordial hoje deve ser reconquistar a mentalidade  simbólica e dizer que a ordem mundial, tal como está, é criminosa. Ela é  frontalmente contrária aos direitos do homem e aos textos fundacionais  das nossas civilizações ocidentais” (Jean Ziegler).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“Se houvesse uma só morte por fome em Paris haveria uma revolta”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“A  primeira coisa que devemos fazer é olhar para a situação de frente e  não considerar como normal e natural a destruição, por exemplo, de 36  milhões de pessoas por culpa da fome e da desnutrição. Se houvesse uma  só morte por fome em Paris haveria uma revolta. De nenhum modo devemos  permitir que as grandes organizações de comunicação nos intimidem, nem  as fábricas das teorias neoliberais das grandes corporações, pois todas  as corporações se ocupam, primeiro, de controlar as consciências, de  controlar como podem a imprensa e o debate público” (Jean Ziegler).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta Maior&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-407941362432605410?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/407941362432605410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=407941362432605410&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/407941362432605410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/407941362432605410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2012/01/ordem-criminosa-do-mundo.html' title='A ordem criminosa do mundo'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/GYHMC_itckg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-7505060605215440191</id><published>2012-01-03T13:47:00.000-03:00</published><updated>2012-01-03T13:47:42.175-03:00</updated><title type='text'>VIDEO PARA ACORDAR PARA VERDADE - WAKE UP CALL</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="267" src="http://www.youtube.com/embed/VRHdRATymAY?rel=0" width="350"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não assista a este filme se você se baseia num sistema de crenças rígido  que lhe dá significado à vida e uma falsa sensação de segurança. A  informação apresentada neste filme é capaz de revolucinar sua vida, mas  deve ser recebida com a mente aberta. A não ser que você esteja  disposto(a) a pôr temporariamente tudo o que pensa ser verdade de lado e  se abrir para a possibilidade de que talvez tenha sido enganodo(a) toda  a sua vida, este filme não é para você.&lt;br /&gt;Por: fudoshim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-7505060605215440191?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/7505060605215440191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=7505060605215440191&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/7505060605215440191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/7505060605215440191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2012/01/video-para-acordar-para-verdade-wake-up.html' title='VIDEO PARA ACORDAR PARA VERDADE - WAKE UP CALL'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/VRHdRATymAY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-3566188323298800656</id><published>2012-01-03T13:15:00.000-03:00</published><updated>2012-01-03T13:15:43.751-03:00</updated><title type='text'>O POVO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;Há no mundo uma raça de homens com instintos sagrados e luminosos, com  divinas bondades do coração, com uma inteligência serena e lúcida, com  dedicações profundas, cheias de amor pelo trabalho e de adoração pelo  bem, que sofrem, que se lamentam em vão.&lt;br /&gt;Estes homens, são o Povo.&lt;br /&gt;Estes homens estão sob o peso de calor e de sol, transidos pelas  chuvas, roídos de frio, descalços, mal nutridos; lavram a terra,  revolvem-na, gastam a sua vida, a sua força, para criar o pão, o  alimento de todos.&lt;br /&gt;Estes são o Povo, e são os que nos alimentam.&lt;br /&gt;Estes homens vivem nas fábricas, pálidos, doentes, sem família, sem  doces noites, sem um olhar amigo que os console, sem ter o repouso do  corpo e a extensão da alma, e fabricam o linho, o pano, a seda, os  estofos.&lt;br /&gt;Estes homens são o Povo, e são os que nos vestem.&lt;br /&gt;Estes  homens vivem debaixo das minas, sem o sol e as doçuras consoladoras da  Natureza, respiram mal, comendo pouco, sempre na véspera da morte,  rotos, sujos, curvados, e extraem o metal, o minério, o cobre, o ferro, e  toda a matéria das indústrias.&lt;br /&gt;Estes homens são o Povo, e são os que nos enriquecem.&lt;br /&gt;Estes homens, nos tempos de lutas e de crises, tomam as velhas armas da  Pátria, e vão, dormindo mal, com marchas terríveis, à neve, à chuva, ao  frio, nos calores pesados, combater e morrer longe dos filhos e das  mães, sem ventura, esquecidos, para que nós conservemos o nosso descanso  opulento.&lt;br /&gt;Estes homens são o Povo, e são os que nos defendem.&lt;br /&gt;Estes homens formam equipagens dos navios, são lenhadores, guardadores de gado, servos mal retribuídos e desprezados.&lt;br /&gt;Estes homens, são os que nos servem.&lt;br /&gt;E o mundo oficial, opulento, soberano, o que faz a estes homens que o  vestem, que o alimentam, que o enriquecem, que o defendem, que o servem?&lt;br /&gt;Primeiro, despreza-os, não pensa neles, não vela por eles, trata-os  como se tratam os bois; deixa-lhes apenas uma pequena porção dos seus  trabalhões dolorosos; não lhes melhora a sorte, cerca-os de obstáculos e  de dificuldades; forma-lhes em redor uma servidão que os prende a uma  miséria que os esmaga; não lhes dá proteção; e, terrível coisa, não os  instrui: deixa-lhes morrer a alma.&lt;br /&gt;É por isso que os que têm coração e alma, e amam a justiça, devem lutar e combater pelo Povo.&lt;br /&gt;E ainda que não sejam escutados têm na amizade dele uma consolação suprema.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;Eça de Queiroz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-3566188323298800656?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/3566188323298800656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=3566188323298800656&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/3566188323298800656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/3566188323298800656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2012/01/o-povo.html' title='O POVO'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-8850785969180162602</id><published>2011-12-26T14:13:00.000-03:00</published><updated>2011-12-26T14:13:03.740-03:00</updated><title type='text'>Poema em Linha Reta</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="width: 485px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FFFFFF" height="40"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;     &lt;td align="center" bgcolor="#FFFFFF" height="40" valign="middle" width="65"&gt;                &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,&lt;br /&gt;Indesculpavelmente sujo,&lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,&lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,&lt;br /&gt;Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,&lt;br /&gt;Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,&lt;br /&gt;Que tenho sofrido enxovalhos e calado,&lt;br /&gt;Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,&lt;br /&gt;Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,&lt;br /&gt;Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,&lt;br /&gt;Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado&lt;br /&gt;Para fora da possibilidade do soco;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,&lt;br /&gt;Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente que eu conheço e que fala comigo&lt;/b&gt; &lt;b&gt;&lt;br /&gt;Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,&lt;br /&gt;Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera ouvir de alguém a voz humana&lt;/b&gt; &lt;b&gt;&lt;br /&gt;Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;&lt;br /&gt;Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!&lt;br /&gt;Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.&lt;br /&gt;Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?&lt;br /&gt;Ó príncipes, meus irmãos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arre, estou farto de semideuses!&lt;/b&gt; &lt;b&gt;&lt;br /&gt;Onde é que há gente no mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?&lt;/b&gt; &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderão as mulheres não os terem amado,&lt;/b&gt; &lt;b&gt;&lt;br /&gt;Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!&lt;br /&gt;E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,&lt;br /&gt;Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?&lt;br /&gt;Eu, que venho sido vil, literalmente vil,&lt;br /&gt;Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Fernando Pessoa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-8850785969180162602?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/8850785969180162602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=8850785969180162602&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/8850785969180162602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/8850785969180162602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/12/poema-em-linha-reta.html' title='Poema em Linha Reta'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-5135073157582037979</id><published>2011-12-19T21:04:00.000-03:00</published><updated>2011-12-19T21:04:14.356-03:00</updated><title type='text'>Eles se Atreveram — A Revolução Russa de 1917</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="267" src="http://www.youtube.com/embed/OTHsAeo66a0?rel=0" width="350"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles se Atreveram — A Revolução Russa de 1917&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme "Eles se  atreveram" narra a história da maior revolução de todos os tempos, que  despertou as esperanças dos oprimidos do mundo inteiro e abriu o caminho  às revoluções do século XX. Produzido pelo IPS (Instituto do Pensamento  Marxista), o filme assume o desafio de combater as falsificações  stalinistas e burguesas sobre a grande Revolução Russa. Enfrenta, por um  lado, a história oficial da antiga burocracia soviética que eliminou o  protagonismo das massas, os Sovietes e os verdadeiros dirigentes de  Outubro; e, por outro lado, a produção de todo tipo de documentários de  TV que tentam identificar a Revolução, o Partido Bolchevique e Lênin com  a barbárie stalinista posterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eles se atreveram" relata os  feitos revolucionários tomando seu nome das célebres palavras de Rosa  Luxemburgo em defesa da Revolução Russa: "Não se trata desta ou daquela  questão secundária sobre táticas, mas da capacidade de ação do  proletariado, sua força para atuar, da vontade de poder do socialismo  como tal. Neste sentido, Lênin, Trotsky e seus companheiros foram os  primeiros a dar o exemplo ao proletariado mundial. São ainda os únicos  que até agora podem gritar: 'eu me atrevi!'."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-5135073157582037979?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/5135073157582037979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=5135073157582037979&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5135073157582037979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5135073157582037979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/12/eles-se-atreveram-revolucao-russa-de.html' title='Eles se Atreveram — A Revolução Russa de 1917'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/OTHsAeo66a0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-5961010294000594553</id><published>2011-12-19T12:30:00.000-03:00</published><updated>2011-12-19T12:30:22.712-03:00</updated><title type='text'>Acirra-se a velha rapina na 'Nova' Líbia</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;       &lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;img height="260" src="http://www.anovademocracia.com.br/84/18-b.jpg" width="450" /&gt;&lt;br /&gt;A "nova" Líbia após a agressão da OTAN &lt;/h5&gt;A reestruturação da rapina imperialista na Líbia, a "Nova Líbia",  segue  a todo vapor, com os monopólios internacionais de vários setores  da economia  capitalista, sobretudo os das potências que intervieram na  derrubada de Muammar Khadafi, enviando seus  representantes a Trípoli e  Benghazi para ratificar  acordos prévios com o Conselho Nacional de  Transição ou para requisitar novas  vantagens na exploração do  território e das riquezas do povo líbio.&lt;br /&gt;O espaço aéreo líbio nunca esteve tão movimentado, com um sem fim de   chegadas e partidas e partidas e chegadas de representantes do  imperialismo,  sejam os executivos das grandes corporações, sejam os  enviados dos chefes  políticos das potências imperialistas, como abutres  sobrevoando e dando  rasantes sobre a carniça.&lt;br /&gt;A chefe da diplomacia europeia, Catherine  Ashton, já esteve em  Trípoli para inaugurar um escritório da UE na capital  líbia. Na visita  "para conhecer os novos dirigentes do país", Ashton anunciou  que o  bloco irá dar mais 10 milhões de euros (a juntar-se aos 155 milhões já  rapassados àqueles que renderam a velha raposa do deserto  na gestão do  capitalismo burocrático local) a título de "ajuda aos esforços do  povo  líbio para construir uma nova Líbia, baseada no Estado de direito, na   democracia e nos direitos humanos".&lt;br /&gt;A despeito desta empulhação de sempre, à qual se junta ainda alegados   esforços em prol da liberdade das mulheres líbias, na prática o  dinheiro da UE  se destina a engordar o pagamento aos ex-"rebeldes",  agora gerentes dos  interesses estrangeiros na Líbia, por privilégios na  distribuição do butim no  esteio do escorraçamento e assassinato de  Khadafi.&lt;br /&gt;O próprio noticiário do monopólio internacional da imprensa informa   sobre a reestruturação da rapina na Líbia, ainda que as notícias sobre a   corrida dos monopólios ao país sejam amenizadas por estratagemas  noticiosos que  fazem a roubalheira parecer normal e legal, com  manchetes como "Ocidente  aproveita oportunidades de negócios na Líbia".&lt;br /&gt;&lt;h4&gt;&lt;b&gt;Novo gerente foi 'consultor' de transnacionais&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;Pois a "Nova Líbia", dita democrática, tem um novo primeiro-ministro   "eleito" por 51 integrantes do Conselho Nacional de Transição a fim de  dispor  do tempo que for necessário (por isso é chamado de "interino")  para administrar  a farra do fechamento dos novos contratos com os  monopólios estrangeiros, ou  seja, amarar juridicamente a entrega das  riquezas do povo líbio às  transnacionais das potências interventoras  antes que o enraizamento desta nova  fase de partilha da pátria líbia  possa sofrer qualquer influência negativa do  jogo eleitoreiro.&lt;br /&gt;Não por acaso,  o novo primeiro-ministro "interino" líbio, Abdel Rahim  al-Kib, antes de se  apresentar para azeitar os negócios dos monopólios  na Líbia trabalhou como  "consultor" em várias empresas transnacionais,  como a ianque Alabama Power Company. Além disso ele também lecionou na  faculdade Charjah, instituição que funciona nos Emirados Árabes  Unidos  mas que é financiada pelo USA.&lt;br /&gt;Assim,  pavimentado o terreno para que a invasão dos monopólios se  suceda à invasão  militar da Líbia, nada menos que 80 transnacionais  francesas negociavam com o  Conselho Nacional de Transição antes mesmo  de Khadafi  ser capturado e morto. O ministro da Defesa do Reino Unido,  Philip Hammond, com conhecimento de causa, encorajou as  transnacionais  britânicas a "fazerem as malas" e seguirem para Trípoli.&lt;br /&gt;O presidente e diretor executivo da Câmara Nacional de Comércio dos  Estados  Unidos-Árabes mal conteve o entusiasmo ao definir o  ambiente  de negócios para as transnacionais na Líbia: "Há uma espécie de  corrida  do ouro ocorrendo agora".&lt;br /&gt;A bem da verdade, o CNT apenas azeita ainda mais o que já vinha sendo   promovido por Khadafi. O total do investimento  estrangeiro na Líbia  cresceu de US$ 145 milhões em 2002 para US$ 3,8 bilhões em  2010, em  números que atestam a servidão do coronel morto aos monopólios. É a   "Nova Líbia" dando sequencia à velha rapina avalizada  por Khadafi, que  exigia alto demais para vender sua  pátria ao imperialismo e por isso  cedeu o lugar e a vida a polidos gerentes  disfarçados de democratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="box-hilite"&gt;&lt;b class="contentheading"&gt;Números da mobilização militar  imperialista na Líbia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal britânico The  Guardian fez um levantamento sobre o número de   soldados, aviões de combate e navios de guerra, mobilizados por cada  país que  participou da agressão à Líbia. Veja abaixo os números  referentes às potências  imperialistas que encabeçaram a agressão, uma  agressão que elevou o número de  mortos na Líbia dos 2 mil da repressão  de Khadafi  para mais de 50 mil depois que a Otan começou a  bombardear  Trípoli, Benghazi e outras cidades. Os  números são referentes à  mobilização até o assassinato de Khadafi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;USA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Número de soldados: 8.507&lt;br /&gt;Aviões de combate: 153&lt;br /&gt;Navios  de guerra: 12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Grã-Bretanha &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Número  de soldados: 1.300&lt;br /&gt;Aviões  de combate: 280&lt;br /&gt;Navios  de guerra: 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;França&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Número  de soldados: 800&lt;br /&gt;Aviões  de combate: 29&lt;br /&gt;Navios  de guerra: 6&lt;/div&gt;&lt;div class="box-hilite"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="box-hilite"&gt;Por: Hugo R C Souza &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-5961010294000594553?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/5961010294000594553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=5961010294000594553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5961010294000594553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5961010294000594553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/12/acirra-se-velha-rapina-na-nova-libia.html' title='Acirra-se a velha rapina na &apos;Nova&apos; Líbia'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-8006723340507598726</id><published>2011-12-13T13:19:00.000-03:00</published><updated>2011-12-13T13:19:23.758-03:00</updated><title type='text'>Brasil Foods é multada por descumprir decisão</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;h2&gt;&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;A BRF Brasil Foods S.A., de Capinzal,  que responde por 9% das exportações mundiais de proteína animal, foi  multada em quase R$ 5 milhões, por descumprir decisão da Justiça do  Trabalho. A unidade abate cerca de 450 mil frangos por dia e emprega 4,5  mil pessoas – 20% delas estão com algum tipo de doença ocupacional. &lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 08 de fevereiro de 2010, a  juíza da Vara do Trabalho (VT) de Joaçaba, Lisiane Vieira, concedeu  tutela antecipada em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho  obrigando a empresa a conceder pausas de recuperação de fadiga de 8  minutos a cada 52 minutos em atividades repetitivas, e notificar as  doenças ocupacionais comprovadas ou objetos de suspeita. A mesma decisão  proibiu a empresa de promover jornadas extras, para minimizar os  efeitos nocivos aos funcionários.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao julgar mandado de segurança  impetrado pela Brasil Foods, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SC)  cassou a tutela antecipada. Mas em recurso interposto pelo MPT, o  Tribunal Superior do Trabalho (TST), por unanimidade, restabeleceu a  decisão da juíza Lisiane.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O descumprimento das pausas gerou a  execução de duas multas. Uma, no valor de R$ 10 mil por dia, e outra de  R$ 20 mil por dia, porque a empresa não emitiu Comunicações de Acidentes  de Trabalho (CATs), ambas desde 28 de junho de 2011. As multas somam R$  4,7 milhões. Ainda cabe recurso, mas a empresa deve depositar o valor  para poder recorrer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o procurador do trabalho Sandro  Eduardo Sardá, Gerente Nacional do Projeto do MPT de Regularização das  Condições de Trabalho em Frigoríficos, é lamentável que mesmo após a  decisão da vara, mantida pelo TST, a empresa tenha continuado a violar  os direitos fundamentais dos trabalhadores. “Trata-se de grave  desrespeito ao Poder Judiciário Trabalhista, ao Ministério Público, aos  trabalhadores e à toda a sociedade”, diz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O procurador lembra que,  recentemente, a BRF Brasil Foods, em Capinzal, investiu cerca de R$ 50  milhões na automação de seus processos industriais e, “mesmo assim, os  empregados continuam submetidos a um rito de trabalho intenso e  incompatível com a saúde física e mental, com a realização de 70 a 120  movimentos por minuto, quando estudos apontam que o limite de 30 a 35  movimentos por minuto não deve ser excedido”, enfatiza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A empresa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A BRF Brasil Foods fechou 2010 como a  terceira maior exportadora do país. É uma das maiores empresas de  alimentos do mundo e foi criada a partir da associação entre a Perdigão e  Sadia. Atua nos segmentos de carnes (aves, suínos e bovinos), alimentos  industrializados (margarinas e massas) e lácteos, com marcas  consagradas como Perdigão, Sadia, Batavo, Elegê, Qualy, entre outras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com faturamento líquido de R$ 23  bilhões registrado em 2010, a empresa exporta para 140 países, opera 61  fábricas no Brasil (distribuídas em 11 Estados) e três no exterior  (Argentina, Reino Unido e Holanda). Mantém 24 escritórios comerciais no  Exterior e emprega cerca de 115 mil trabalhadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estudos realizados pela própria BRF Brasil Foods, na unidade de Videira, comprovam:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;68,1% dos empregados do setor de aves e 65,31% do setor de suínos sentem dores causadas pelo trabalho;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;61,79% dos empregados estabelecem relação entre a dor e o trabalho desenvolvido na área de aves e 60,34% na área de suínos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;70,89% dos postos precisam de intervenção ergonômicas no setor de aves e 95,5% dos postos no setor de suínos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;30,24% dos empregados manifestaram dormir mal no setor de aves e 33,18% no setor de suínos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;49,64% dos empregados manifestaram se sentir nervosos, tensos ou preocupados no setor de aves e 50,43% no setor de suínos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;12,26% dos empregados manifestaram que  alguma vez pensou em acabar com a sua vida no setor de aves e 13,46% dos  empregados do setor de suínos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-8006723340507598726?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/8006723340507598726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=8006723340507598726&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/8006723340507598726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/8006723340507598726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/12/brasil-foods-e-multada-por-descumprir.html' title='Brasil Foods é multada por descumprir decisão'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-5944322829872654090</id><published>2011-12-11T13:48:00.001-03:00</published><updated>2011-12-11T13:52:14.425-03:00</updated><title type='text'>István Mészaros: As contradições dos nossos tempos</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" class="cck_field_tabla"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="cck_field_fecha"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;div class="cck_field_texto"&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="081211_meszaros1" height="211" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/articulos/1211a/081211_meszaros1.jpg" style="float: left;" width="300" /&gt;&amp;nbsp; -  Era uma manhã fria de junho quando o filósofo húngaro István  Mészáros, 81 anos, apareceu à porta da casa no bairro de Sumarezinho,  zona oeste de São Paulo, onde se hospeda quando vem ao Brasil. Desta  vez, a viagem tinha como escala, além da capital paulista, as cidades de  Salvador, Fortaleza e Rio de Janeiro. A ideia era participar de  encontros e divulgar o livro &lt;i&gt;István Mészáros e os Desafios do Tempo Histórico&lt;/i&gt; (Boitempo, 280 pág., R$ 43), uma coletânea de artigos sobre sua obra – inclusive com um artigo de sua autoria.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;hr width="50%" /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alto,  os olhos enormes e azuis, Mészáros não parece, à primeira vista, a  metralhadora giratória que se apresenta logo no início da entrevista,  quando faz um relato de quase 40 minutos sobre a situação políticas na  Europa e nos EUA. “Berlusconi é um palhaço criminoso”; “Obama diz que vê  a luz no fim do túnel, mas não vê que é a luz de um trem que vem em  nossa direção”; “A Alemanha se engana quando pensa que vive um milagre  econômico”; “O partido socialista agiu contra os trabalhadores na  Espanha”; “Os políticos na Inglaterra parecem uma avestruz que insistem  em esconder sua cabeça debaixo da terra”…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em cada resposta, o professor emérito de  Filosofia da Universidade de Sussex e um dos mais destacados marxistas  da atualidade deixa sempre explícita a necessidade de se entender o  processo histórico da formação da sociedade atual para que se possa  compreender, de fato, qualquer questão dos nossos tempos. Crítico da  social-democracia europeia, que ao longo do século assumiu um tom  reformista dentro do sistema dominante, Mészáros, que foi discípulo de  György Lukács (&lt;i&gt;autor de &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;História e Consciência de Classe &lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;e &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;Ontologia do Ser Social&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;),  vê com desencanto as opções que hoje se apresentam à esquerda, e também  as manifestações populares que estouraram pelo mundo desde o início do  ano. O motivo é simples: o discurso funciona, mas a realidade é que o  sistema capitalista é cada vez mais inviável, com líderes das nações  buscando mais dívidas para cobrir rombos colossais e a necessidade de se  produzir cada vez mais num momento de esgotamento de recursos. A  chamada crise financeira internacional, portanto, não é cíclica, mas  estrutural, conforme pontua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, em duas horas e meia de  entrevista, Mészáros deixa escapar um certo tom de otimismo em relação  ao futuro – “que, infelizmente, não será no meu tempo” – quando fala  sobre tomadas de consciência e mudanças que observa na América Latina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;Entrevista concedida a Matheus Pichonelli e Ricardo Carvalho&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;As contradições do capitalismo&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;“&lt;/b&gt;&lt;i&gt;E assim as  questões imediatas serão priorizadas em detrimento dos reais problemas  que assolam a sociedade americana, que nunca serão confrontados. Então  por um lado temos a perspectiva de tempo de 50 anos e, por outro, uma  trágica realidade de pressões em termos de três, quatro, cinco anos”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As contradições terão de ser enfrentadas  por esses movimentos que emergiram no mundo árabe e na Europa. Terá de  ser um movimento das massas, sem pequenos grupos de intelectuais se  reunindo e tomando as decisões. E sim as massas, que devem estar  dispostas a assumir o fardo e as consequencias de realmente fazer alguma  coisa. E, ao mesmo tempo, elas devem aceitar as responsabilidades das  escolhas que forem feitas. Isso é importante porque, no nosso círculo de  decisões políticas existente hoje, ninguém nunca é responsável. Eu  lembro que nos Estados Unidos houve uma investigação sobre o  “Iran–Contra Affair”, a cumplicidade de algumas figuras políticas do  alto escalão norte-americano com o regime iraniano. Isso foi durante o  governo de Ronald Reagan.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Congresso chegou a produzir uma  resolução em que afirmava que Reagan havia subvertido a Constituição dos  Estados Unidos. Ele subverteu a Constituição do seu país e deveria  assumir total responsabilidade por isso! Mas o que aconteceu? A  resolução tornou-se um punhado de palavras vazias e Reagan quase foi  beatificado como um dos grandes estadistas dos Estados Unidos. Isso  representa a total subversão dos nossos valores. Porque até mesmo  valores sérios do pensamento liberal, como os defendidos por John Stuart  Mill no século XIX, que confrontou de maneira inadequada, mas  confrontou, a contradição do crescimento ininterrupto da nossa economia,  está fora de questão. Ninguém nunca é responsável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que acontece nas eleições? Um novo  partido continuará a culpar seu antecessor exaustivamente. Isso acontece  hoje na Grã Bretanha, onde existe uma coalizão entre o partido  conservador e o partido liberal. E eles não fazem mais do que afirmar  que tudo o que produzem de negativo é consequência da administração  anterior, do Partido Trabalhista. Isso é característico de um avestruz  que insiste em esconder sua cabeça debaixo da terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe uma outra característica que  precisamos observar, a dimensão de tempo. É completamente absurdo o  discurso dos políticos quando afirmam que em 2050 os níveis de carbono  estarão reduzidos e nossos problemas ambientais resolvidos. Nós estamos  caminhando exatamente na direção contrária. Então por um lado temos uma  projeção de tempo que engloba os próximos 30, 40 e 50 anos enquanto  nossa cultura defende que encontremos soluções para os próximos quatro  ou cinco anos, porque um ciclo político não vai muito além desse tempo.  Nos Estados Unidos teremos eleições em breve, quando Obama provavelmente  será reeleito. E assim as questões imediatas serão priorizadas em  detrimento dos reais problemas que assolam a sociedade americana, que  nunca serão confrontados. Então por um lado temos a perspectiva de tempo  de 50 anos e, por outro, uma trágica realidade de pressões em termos de  três, quatro, cinco anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema capitalista não só foi válido  por um tempo considerável como foi, de longe, mais poderoso e dinâmico  do que qualquer outro sistema. Mas existe um limite para isso e esse  sistema está se tornando cada vez mais destrutivo. E esse é o grande  problema que os movimentos políticos e sociais terão de enfrentar, a  separação da política das dimensões sociais e econômicas. Isso é parte  do capitalismo, agrupar essas três dimensões. Se, no passado, o  agrupamento dessas dimensões funcionou e possibilitou transformações  econômicas violentas, além de transformações políticas, hoje já não  surte efeito. E é por isso que quando as demandas desses movimentos  sociais chegam aos parlamentos nada ocorre, no círculo de decisões  políticas já existe uma inércia e as limitações herdadas do passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pense nisso, o sistema capitalista, no  auge da sua produtividade, é incapaz de satisfazer plenamente as  necessidades da população mundial por comida. É calculado que em 20 anos  ou menos o preço dos alimentos será absurdamente mais caro do que é  hoje. Atualmente ainda existem revoltas promovidas por populações  famintas. Nada poderia atestar mais graficamente a falência desse  sistema. No Norte da África, essas pessoas que se rebelaram recentemente  gastam em média 80% da sua renda apenas para assegurar comida. Com o  aumento do preço dos alimentos, como eles vão ficar? E, com esse  aumento, algumas pessoas, que se dizem especialistas, já começaram a  culpar os chineses e indianos pela alta dos preços. Com o fortalecimento  das suas economias, eles começaram a comer. Que ultraje! Populações  inteiras que sempre trabalharam como escravos, em jornadas de até 14  horas ao dia, começaram a comer como gostariam? Isso não é um absurdo? E  é com desculpas como essa que nossa sociedade se acomodou para afrontar  seus problemas. Eu insisto, fechando os olhos e varrendo tudo para  baixo do carpete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grande dinamismo por trás do sistema  capitalista ocorreu no momento em que o valor de troca substituiu o  valor de uso. O uso primário de um produto capitalista é a venda, uma  vez que você tenha vendido o seu produto, ele cumpriu com o seu  objetivo. Não importa para onde ele vá, não importa se ele será  utilizado uma, duas ou dez vezes. Isso é totalmente irrelevante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema capitalista, que possui essa  dinâmica, atingiu o limite de suas contradições. O principal ponto do  capitalismo é ignorar a necessidade real das pessoas. Prova disso é que  ainda hoje as pessoas sofrem enormemente. Elementos da necessidade  humana não podem ser considerados porque a natureza do nosso sistema é  um crescimento sem limites e sem fim. E nesse sentido o céu é o limite.  Não é bem assim. Dizer isso é enganar-se a si mesmo. Existe um limite  para os seres humanos e a maneira como nos relacionamos com a natureza.  Nossa existência depende da manutenção de uma relação aceitável com a  natureza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;A crise econômica mundial&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;“&lt;/b&gt;&lt;i&gt;Engana-se quem  acha que esse excedente chinês salvará o sistema, porque são três  trilhões de dólares em comparação a 30 trilhões do restante do mundo.  Não significa nada.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A crise não caiu do céu, ela foi gerada.  Quais são as razões dessa crise? A dívida dos Estados Unidos é hoje  algo em torno de 14 trilhões de dólares. E essa é uma das dimensões que  foi varrida para debaixo do carpete, 14 trilhões da dívida  norte-americana varridos para debaixo do tapete. E ela cresce cada vez  mais. Agora eu pergunto, por quanto tempo isso pode seguir adiante? Nos  EUA, no último mês, o desemprego aumentou depois que trilhões de dólares  foram injetados na economia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O presidente Obama disse certa vez que  já podia ver a luz no final do túnel da crise. Eu concordo com ele,  também vejo uma luz. Mas é a luz de um trem vindo em nossa direção. Na  ocasião, ele disse que o déficit dos EUA seria reduzido pela metade, e  eu afirmei que era mais provável que o déficit dobrasse, exatamente o  que aconteceu. Agora o Congresso norte-americano é incapaz de estender o  próprio limite do endividamento do país. E essa conjuntura é global,  está conectada com todos os outros países. Não é um problema da Espanha,  ou dos Estados Unidos, ou de Portugal. Pegue a Itália como exemplo,  onde um palhaço criminoso governa o país, Silvio Berlusconi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu prefiro chamá-lo de Berlusconi, que é  especialista em inventar soluções artificiais e provisórias para os  problemas da economia italiana. Ele sofreu importantes perdas eleitorais  nos pleitos municipais, mas eu ainda insisto, o que mudará com essas  eleições? Muito pouco. Na Grécia, por exemplo, um governo de  centro-direita foi substituído pelo Partido Social-Democrata. A única  coisa que mudou foi a revelação de uma dívida catastrófica que causou um  pedido de resgate de 100 bilhões de dólares para uma economia  relativamente pequena. E, para piorar, eles precisam de um novo resgate.  Por quanto tempo isso continuará a sufocar o sistema?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os países encontraram um termo muito  bonito para se referir a esse constante endividamento, “endividamento  soberano”. Soberano é uma palavra que parece boa, mas estamos falando de  algo em torno de 30 trilhões de dólares, que está aumentando  inexoravelmente. Os economistas dizem que o único país que não enfrenta  isso é a China, que está sentada em um excedente de três trilhões de  dólares. Mesmo assim, engana-se quem acha que esse excedente chinês  salvará o sistema, porque são três trilhões de dólares em comparação a  30 trilhões do restante do mundo. Não significa nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, nenhuma das soluções para a crise  virá do liberalismo. Os próprios limites do capitalismo precisam ser  considerados, essa necessidade intempestiva por crescimento ilimitado.  Isso significa exaurir nossos recursos estratégico-naturais. A própria  questão da água, há muitas regiões no globo que a água não é mais  apropriada para a produção e para o próprio consumo. Mesmo diante da  exaustão gradual dos nossos recursos naturais, um imenso perigo, nós  continuamos caminhando para a mesma direção do crescimento  incontrolável. A própria solução para a crise financeira é crescer e  crescer até superá-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As possíveis soluções para essa  contradição assumem um caráter caricato. Karl Marx usou uma expressão  interessante: “primeiro temos a tragédia, que depois transformamos numa  farsa”. Isso se aplica ao capitalismo hoje, porque os especialistas  dizem que nós vamos resolver os problemas da nossa relação com a  natureza simplesmente reduzindo os níveis de emissão de carbono. Então é  assim que vamos resolver o problema catastrófico do meio ambiente?  Existe um limite para absolutamente tudo. É uma farsa porque todos os  países, embora admitam que existe um grave problema a ser resolvido,  continua a consumir energia irresponsavelmente. A população dos Estados  Unidos representa 4% do total mundial e consome 20% dos recursos, um  absurdo. Essa “solução fácil” é uma farsa, porque a não ser que a  humanidade enfrente esse problema de maneira contundente – e aceite as  consequências dessa escolha – nós nos encontraremos em um cenário  devastador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;Programas de distribuição de renda e classe média ressentida&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;“&lt;/b&gt;&lt;i&gt;Talvez os críticos  não sejam conscientes o suficiente sobre como a estrutura social é  dolorosa para os mais pobres. O sofrimento é geralmente parte de um  sistema imposto. A conscientização leva as pessoas a se perguntarem como  resolver problemas como a fome. É com repressão?”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos esses programas estão ajudando as  pessoas que vivem na miséria a saírem dessa situação. Isso é positivo e  necessário, mas, sozinhos, não vão resolver os problemas. O Brasil não  está imune aos problemas estruturais dos quais falamos. Sempre que  programas como esses são criados, a classe média e alta tende a ficar  enciumada e ressentida porque acham que estão apenas gastando dinheiro  com a população mais pobre. Eu ouvia isso de um jeito muito intenso  sobre as reformas promovidas pelo presidente Hugo Chávez, da Venezuela.  “Vejam só como estamos gastando com isso”, diziam. Mas vejamos por outro  lado: houve uma enchente colossal na Venezuela no ano passado e Chávez  mandou os governadores com salas vazias nos prédios oficiais a abrigar  pessoas que tinham sido afetadas pelos desastres. Isso é temporário, não  resolve os problemas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então fizeram um programa para construir  200 mil casas para as pessoas atingidas. E as pessoas diziam: “É uma  injustiça ter que ajudar essas pessoas”. Mas o oposto também é  verdadeiro, porque muitos dos que reclamavam tinham recebido todo tipo  de ajuda e facilidades durante a crise econômica. Agora, quando pensamos  nos trilhões de dólares usados para salvar os bancos, quem recebeu esse  dinheiro? Não foram essas pessoas que recebem benefícios do governo  para sobreviver. Eles talvez tenham alguns milhares de dólares se  acumularem por anos. Mas os bancos, as corporações, as grandes empresas  receberam trilhões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem salvou a General Motors? O governo  dos Estados Unidos. Isso com Bush e com Obama. Colocaram trilhões de  dólares em corporações corruptas e irresponsáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Inglaterra, logo depois da Segunda  Guerra, o governo trabalhista promoveu uma grande nacionalização e  muitas pessoas viram aquilo como medidas socialistas. Mas o que eles  nacionalizaram?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as áreas falidas da economia.  Eletricidade, minas de carvão, empresas de aço, e tudo mais. Todos os  setores da economia capitalista que, sem essas medidas, não seriam  salvas nem funcionariam. E ninguém fez rejeições. Diziam que eram ações  para a garantia da economia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora, recentemente, lemos nas  manchetes de jornais as frases “salvando o sistema”, quando se referiam  as medidas anti-crise adotadas. As pessoas realmente acreditam que não  estão dando dinheiro para essas empresas, mas salvando o sistema. É aí  que está o problema. Como você salva um sistema cavando mais buracos?  Para fechar um buraco, você constrói outro maior e maior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tempos atrás, a Venezuela viveu uma  rebelião que ficou conhecida como “Caracazo” (1989). Esse movimento  aconteceu quando uma multidão de pessoas foi até a cidade de Caracas  protestar contra as políticas econômicas do governo anterior. E o  governo mandou suas tropas às ruas e assassinou pelo menos três mil  pessoas. Chávez é o resultado das ações contra esse tipo de governo. O  mesmo aconteceu durante a Comuna de Paris.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, sempre que alguém faz algo em  benefício da população, como construir 200 mil casas para desabrigados, é  acusado de gastar dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não acho que no Brasil alguém deva levar  a sério as críticas aos programas sociais. Talvez os críticos não estão  sendo conscientes o suficiente sobre como a estrutura social é dolorosa  para os mais pobres. O sofrimento é geralmente parte de um sistema  imposto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A conscientização leva as pessoas a se  perguntarem como resolver problemas como a fome. É com repressão? No  “Caracazo” houve uma resposta militar. Isso hoje mudou. Não estou  dizendo que não haja mais violência no mundo, mas isso hoje é algo  inaceitável. No Egito, muitas pessoas foram reprimidas. Mas chegou uma  hora que Mubarak, mandante da repressão, viu todos se voltarem contra  ele, porque para fazer aquelas pessoas voltarem para casa seria  necessário mandar matar todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo, ainda existem forças  militares que defendem as políticas de ocupação de partes do mundo. E  existem até teóricos militares nos Estados Unidos que dizem que não é  mais possível para as tropas americanas saírem do Iraque nem do  Afeganistão, onde a guerra dura quase dez anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A solução seria fazer com que os 40 mil  combatentes fiquem por lá. Outros recomendam o uso de armas nucleares no  Irã. Olha o grau da irracionalidade! Enquanto isso, os Estados Unidos  têm uma dívida colossal. E estão cobrindo esses déficits tomando mais  dinheiro emprestado. Outra dimensão do problema é que todo cidadão  americano está endividado. Uma hora ou outra vai acontecer com os  Estados Unidos o que acontece na Espanha, na Irlanda, em Portugal, na  Grécia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Espanha está virtualmente falida, a  Itália também. A Inglaterra também. E o que eles estão tentando fazer é  justificar os altos a custos que estão submetendo as pessoas, cortando  serviços de saúde e educação. Por trás de tudo isso estão as pressões  históricas de um sistema anacrônico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas ainda criticam os gastos com  as pessoas que mais precisam. Depois da Segunda Guerra, surgiu a ideia  do Estado de Bem Estar Social, que agora está sendo destruída. A ideia  era que os ricos pagassem mais tributos, e a renda fosse distribuída.  Agora, o que está acontecendo é o contrário. Nas regiões ricas, o que  vemos é a isenção de taxas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil a elevação do salário mínimo,  por exemplo, foi uma iniciativa importante. Mas é um pequeno passo. Isso  não vai mudar as estruturas econômicas que o Brasil terá que enfrentar,  como qualquer país do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;A onda conservadora europeia&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“O que são esses partidos da  social-democracia hoje na Europa? São herdeiros de anos de reformas que  os trouxeram cada vez mais para a direita. O que aconteceu com as  legendas mais radicais, como o Partido Comunista Italiano, de Gramsci?  Suas propostas fundamentais foram completamente diluídas”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa é a questão central. Todas as  nossas instituições políticas atuais são frutos de um processo  histórico. E o horizonte das soluções que podemos adotar por meio dessas  instituições está condicionada a esse processo histórico. Os  parlamentos dos países que tentam enfrentar essas questões também têm  atuação limitada. As pessoas pensam que podem virar as costas para a  história. Isso não é possível. Para qualquer compreensão da realidade, é  preciso ter uma perspectiva histórica. O que são esses partidos da  social-democracia hoje na Europa? São herdeiros de anos de reformas que  os trouxeram cada vez mais para a direita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que aconteceu com as legendas mais  radicais, como o Partido Comunista Italiano, de Gramsci? Suas propostas  fundamentais foram completamente diluídas e o PCI se fragmentou. Os  verdadeiros partidos de esquerda hoje na Europa são muito pequenos, sem  representação. Outro exemplo: na Alemanha, antes da Primeira Guerra  Mundial, a esquerda defendia que chegaríamos ao socialismo por meio de  pequenos avanços sociais, sem realizar grandes mudanças estruturais.  Mas, durante a Guerra, os social-democratas aliaram-se entusiasticamente  ao governo imperial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que veio depois não foi um lindo  governo a promover pequenos avanços rumo ao socialismo, mas sim o  surgimento de Hitler e um cenário muito mais catastrófico. As propostas  dessas legendas de esquerda foram diluídas historicamente. O próprio  partido dito socialista espanhol foi o responsável por adotar, diante da  crise de 2008, medidas que puniram os trabalhadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;As revoltas do mundo árabe&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Autoridades inglesas declararam que  a saída do ditador do Iêmen seria muito perigosa porque poderia  significar o controle do país pela Al Qaeda e, portanto, um risco à  segurança na Inglaterra. Dá para imaginar isso?”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses movimentos estão surgindo  lentamente. As pessoas estão começando a ficar extremamente  desencantadas com a realidade da situação. No mundo Árabe, as revoltas  aconteceram porque a situação simplesmente explodiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em alguns casos, os ditadores foram  depostos, mas quem atuava por trás deles? Nós falamos de democracia na  imprensa ocidental, mas aqueles ditadores eram fantoches que atuavam na  lógica norte-americana de governar o mundo. Por isso que eu digo que  essa realidade é uma contradição imensa. No Iêmen, também há um ditador  assassinando o seu povo, mas os Estados Unidos não quiseram dizer  algumas palavras sobre democracia, eles não disseram que esse ditador  deveria deixar o país e seu povo em paz. Simultaneamente, autoridades  inglesas declararam que a saída do ditador do Iêmen seria muito perigosa  porque poderia significar o controle do país pela Al Qaeda e, portanto,  um risco à segurança na Inglaterra. Dá para imaginar isso? A Al Qaeda  no Iêmen sendo um perigo para a segurança inglesa? É um absurdo e os  políticos se atrevem a dizê-lo em público, mesmo que não acreditem  sinceramente numa palavra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Arábia Saudita, existe um regime  brutal, praticamente feudal. Mas tudo bem, porque ela é uma aliada fiel  das nossas democracias e liberdades. Esse tipo de contradição não pode  seguir adiante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E essas contradições causam a emergência  de iniciativas diretas lideradas por pessoas sem ligações com partidos  políticos. E isso é um dos sinais mais esperançosos. Há pouco tempo as  reuniões políticas estavam repletas de pessoas mais velhas, e agora  esses encontros estão repletos de pessoas mais novas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;As manifestações pela Europa&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;“&lt;/b&gt;&lt;i&gt;Nós criamos o  hábito de varrer nossos problemas para debaixo do carpete. Só que o  nosso carpete histórico se parece cada vez mais a uma montanha, está  cada vez mais difícil de caminhar sobre ele. Não há solução imediata”&lt;/i&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Em uma economia capitalista mais estruturada, como a Inglaterra, onde  por anos a juventude foi extremamente alienada, houve uma verdadeira  rebelião contra o apoio do Partido Liberal ao aumento das taxas para a  educação superior. Os liberais opunham-se a esse aumento durante a  campanha e a juventude inglesa realizou protestos massivos nas ruas e  certamente os punirá nas futuras votações. E então vemos tanto o lado  positivo quanto o negativo das nossas estruturas institucionais. O lado  bom é que as pessoas revoltadas com a traição de um partido se  manifestam e pressionam os partidos. Porém, o que mais podem fazer?  Esperar anos pelo próximo pleito e colocar um pequeno pedaço de papel  numa urna de votação. E o que um partido diferente pode trazer de novo?  Muito pouco, quase nada. Uma vez eu citei a frase do escritor  norte-americano Gore Vidal, sobre a situação política nos EUA. Ele  afirmou que no seu país havia apenas um partido político com duas alas  direitistas. Bem, na Inglaterra, na Itália e na Alemanha ocorre a mesma  coisa. Não importa para onde você olhe as opções são limitadas porque a  margem para a ação política é muito estreita.&lt;img alt="081211_meszaros" height="300" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/articulos/1211a/081211_meszaros.jpg" style="float: right;" width="200" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não esperaria grandes mudanças  imediatas nas manifestações na Europa. Os problemas do nosso sistema  capitalista são tão grandes que levará um grande tempo para que qualquer  movimento surta efeito. Mas eu acredito que veremos ainda algumas  mudanças fundamentais. Não significa que acontecerá nos próximos dois ou  três anos, porque nós criamos o hábito de varrer nossos problemas para  debaixo do carpete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que o nosso carpete histórico se  parece cada vez mais a uma montanha, está cada vez mais difícil de  caminhar sobre ele. Isso ocorreu porque, diante de um problema, temos  essa necessidade de encontrar uma solução a curto prazo, para um período  de dois ou três anos. Basta se lembrar de quantos milagres econômicos  ouvimos falar. Eu me lembro o milagre alemão, o milagre japonês e até o  milagre brasileiro. Todos evaporaram, porque milagres não resolvem os  problemas da nossa sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossa sociedade deverá se confrontar com  problemas estruturais e fundamentais, será uma grande mudança de uma  ordem social para a outra. Tente projetar isso para o passado. Do  sistema feudal para o sistema capitalista essa transformação levou  séculos. Séculos de grandes crises. Imaginar que mudar de uma ordem  social que foi dominante por três ou quatro séculos para outro pode  levar apenas algumas décadas é ingenuidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;América Latina, terra de esperança&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Eu também tenho ressalvas à  expressão “capitalismo avançado”. Os países capitalistas avançados são  os mais destrutivos. Você chamaria isso de avançado? Não é avançado e em  muitos aspectos nos traz de volta à condição da barbárie”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando você pensa na totalidade da  América Latina, é impossível negar que houve tremendos avanços  políticos. Houve mudanças significativas também em outros aspectos. A  primeira vez que eu vim ao Brasil foi em 1983. Após uma conferência em  João Pessoa, eu dava uma entrevista numa rádio local quando vi pela  janela uma grande aglomeração de pessoas. Durante a pausa para os  comerciais, fiquei sabendo que a razão daquela movimentação toda era que  em algum lugar perto de João Pessoa havia protestos de pessoas  famintas, que não tinham o que comer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O programa de Lula de combate à fome foi  uma resposta a situações como a que eu vi. Hoje, pelo o que sei, não  existem mais protestos por comida no Brasil. O aumento do salário mínimo  também foi uma contribuição importante. E mudanças também ocorreram na  Venezuela, Bolívia, Paraguai e Argentina. A Argentina, por exemplo,  deveria ser um daqueles milagres econômicos. Mas o milagre argentino  terminou na total falência do País. Eles chegaram até a dolarizar sua  economia, abandonaram sua moeda e foram sufocados por isso. Os protestos  populares levaram à mudanças significativas na Argentina. Então, a  América Latina é um continente onde várias experiências interessantes  ocorreram e ainda estão em curso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, eu não afirmo com isso que a  América Latina, assim como o restante do mundo, poderá se isentar de  enfrentar esses problemas estruturais que eu já mencionei. E esse é o  grande desafio para o futuro. A dimensão muito positiva é que na América  Latina existem movimentos extremamente importantes como o &lt;i&gt;campesinos&lt;/i&gt;  e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). São movimentos sociais  que não tem a perspectiva de implorar por favores políticos, mas que  tomam a iniciativa e tentam controlar as coisas por si mesmo. Uma das  características mais importantes desses movimentos é que eles tentem  controlar a situação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na América Latina, as soluções também  precisam levar em conta um esforço para remediar nossa relação com a  natureza. Em um futuro próximo, por exemplo, nós teremos de considerar  como colocar energia nos nossos carros. Se você produz carros, eles  precisam de energia de alguma maneira. Ao mesmo tempo, nós multiplicamos  cada vez mais o número de carros porque a produção não pode parar. Mas,  o que precisamos fazer é perceber que a real necessidade das pessoas é o  transporte, não os carros. Nós precisamos pensar em meios de  transportes adequados, não carros individuais que agridem a natureza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu a considero a América Latina, de  longe, o continente mais esperançoso do mundo. Aqui, coisas  interessantes vêm acontecendo desde os anos 70. A primeira reação aos  movimentos que eclodiam, naquela época, foram as ditaduras. Ao menor  sinal de problema, os norte-americanos encontravam um ditador. Eles  enviavam os fuzileiros ou achavam algum general que pudesse fazer o  trabalho por eles. Hoje os Estados Unidos não podem mais fazer isso,  essa fase histórica passou, mas ainda carrega consequências e  repercussões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu acredito que as reais transformações  estruturais, que levaram séculos para acontecer do feudalismo para o  capitalismo, não demorarão tanto para ocorrer. Por quê? Porque nós não  temos séculos. Nosso tempo está se esgotando. E essas mudanças não podem  ser pensadas como algo isolado ao “mundo subdesenvolvido”. Nós vivemos  em um único mundo. Existem alguns conceitos mistificadores como  “terceiro mundo”. Eu sempre rejeitei essa expressão. O que é o terceiro  mundo? Eu apenas conheço um. Não é o “terceiro mundo”, mas uma parte  integrada do mundo na qual os países são explorados. E a América Latina é  o continente mais esperançoso onde as mudanças serão iniciadas, mas não  poderão ser concluídas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Globalização é um conceito utilizado  apologeticamente. A realidade da globalização é que existe, na verdade,  uma tendência para a integração econômica. Mas, politicamente, nada é  resolvido. E hoje ainda prevalece a lógica de confrontar problemas  políticos por meio da guerra, violência e destruição. É o que fazem os  Estados Unidos. Isso é um grande absurdo porque nada na história da  humanidade foi resolvido pela guerra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu também tenho ressalvas à expressão  “capitalismo avançado”. Os países capitalistas avançados são os mais  destrutivos. Você chamaria isso de avançado? Não é avançado e em muitos  aspectos nos traz de volta à condição da barbárie. Rosa Luxemburgo uma  vez disse “socialismo ou barbárie”. Eu acrescentaria algo à frase de  Rosa Luxemburgo: “barbárie, se tivermos sorte”. Porque a destruição  total da humanidade é o que está em nosso horizonte. A tendência é  sempre resolver os problemas com guerras e destruições. Na Primeira  Guerra, os aliados saíram vitoriosos. Mas o que eles resolveram? Eles  criaram Hitler. Por isso eu digo que as decisões estão sendo tomadas às  costas das pessoas. Elas nunca antecipam as coisas. Elas nunca imaginam  que depois da vitória vem a destruição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1871, na Comuna de Paris, o que  aconteceu foi uma brutal destruição. Bismarck, o chanceler alemão, que  venceu as tropas francesas anos antes, quando viu as comunas tomando o  poder em Paris, ordenou a libertação dos prisioneiros de guerra  franceses para destruir a organização. O que aconteceu depois? Três  impérios fizeram um pacto para lutar juntos contra esses tipos de  distúrbios feitos pela população, caso acontecesse de novo. Isso não é  mais possível. Um dos maiores estrategistas de guerra de todos os  tempos, general Carl Von Clausewitz, disse uma vez: “a guerra é a  continuação da política, só que por outros meios”. Hoje isso é  inconcebível. Uma nova guerra mundial acabaria com a humanidade. Essa é a  diferença histórica fundamental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A América Latina é hoje uma das regiões  onde se tem mais esperanças, porque as pessoas estão tomando o controle  das decisões, assumindo responsabilidades, depois de terem eliminado  ditadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como vamos fazer essa transformação?  Transformando as pessoas. A exploração da esmagadora maioria das pessoas  por poucos não é mais aceito como era antes. No socialismo você não  pode fazer isso. Você não aceita uma minoria que controla a política e a  economia tomando todas as decisões. Seria um absurdo. Por isso temos  que criar uma sociedade da igualdade substancial. A produção de  mercadorias e o mercado devem ser as bases dessa equalização. Precisamos  ir em direção a um sistema de igualdade substancial, com reorientação,  com participação nos processos de decisão, com nossas decisões sobre o  que queremos fazer para tornar nossas realizações mais justas, mais  igualitárias. Ninguém precisa decidir isso por você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em&amp;nbsp;&lt;i&gt;The Critique of The Gotha Program&lt;/i&gt;,  Marx fez a definição do que seriam os estágios inicial e final do  socialismo. No primeiro, a distribuição seria feita a cada um de acordo  com a sua contribuição para o total do produto social. Na fase avançada,  seria de acordo com a sua capacidade ou necessidade. Agora, quem  determina o que a gente precisa? Apenas uma pessoa, você mesmo. Hoje, 1%  ou 2% da população controla de 40% a 60% dos recursos e riquezas da  sociedade. Para mudar isso, será preciso uma cooperação das pessoas pelo  mundo. Para produzir e distribuir conforme as necessidades, será  preciso criar empresas cooperativas. Isso vai ser a base da sociedade do  futuro. E não podemos ter certeza de que essas transformações vão ser  feitas apenas dentro da lei. Não estamos enfrentando apenas leis  humanas, mas as leis da natureza. A natureza está nos impondo seus  limites. Por isso precisamos nos adaptar ao melhor uso dos recursos.  Isso vai acontecer em pouco tempo – mas não no meu tempo, infelizmente.  As pessoas estão começando a confrontar essa realidade, sobretudo na  América Latina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por: Carta Capital &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-5944322829872654090?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/5944322829872654090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=5944322829872654090&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5944322829872654090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5944322829872654090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/12/istvan-meszaros-as-contradicoes-dos.html' title='István Mészaros: As contradições dos nossos tempos'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-798666119263182150</id><published>2011-12-07T11:58:00.000-03:00</published><updated>2011-12-07T11:58:45.242-03:00</updated><title type='text'>Documentário "TERRA  SANTA"</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="267" src="http://www.youtube.com/embed/H7mffPSIIZ4?rel=0" width="350"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Chamar a Palestina e principalmente Jerusalém de "Terra Santa" é até um  sacrilégio. Aquela é uma terra maldita onde﻿ os poderosos oprimem seus  legítimos donos (os palestinos) sob proteção das grandes potências. A  maior das injustiças que se comete contra um povo, um genocídio sem  igual... Infelizmente a grande mídia que está nas mãos dos poderosos  nunca vai mostrar a realidade, fazendo a opinião popular ficar com a  versão mentirosa e oportunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-798666119263182150?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/798666119263182150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=798666119263182150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/798666119263182150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/798666119263182150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/12/documentario-terra-santa.html' title='Documentário &quot;TERRA  SANTA&quot;'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/H7mffPSIIZ4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-2129448020045983024</id><published>2011-11-29T12:11:00.003-03:00</published><updated>2011-11-29T12:22:13.445-03:00</updated><title type='text'>Assassinado em Chapecó, vereador, sindicalista e combatente da classe trabalhadora, Marcelino Chiarello.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;h2 class="title"&gt;&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;h2 class="title"&gt;&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;h2 class="title"&gt;&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IoVWoOP4LGc/TtT4mMipsVI/AAAAAAAABSU/suD5Fas8w20/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-IoVWoOP4LGc/TtT4mMipsVI/AAAAAAAABSU/suD5Fas8w20/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 class="title"&gt;&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;h2 class="title"&gt;Marcelino Chiarello é natural de Caxambú do Sul, nasceu em 12 de setembro de 1969.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Além  de professor de Filosofia e História da rede pública estadual,&amp;nbsp;membro  do PT e militante do sindicato dos professores e líder comunitário. &lt;br /&gt;Foi candidato a vereador pela primeira vez em 2004, quando se elegeu, sendo reeleito em 2008.&lt;br /&gt;Nesses  sete anos de mandato, como vereador de oposição, Marcelino Chiarello é  reconhecidamente o líder político de oposição que mais fez  enfrentamentos políticos e denúncias de corrupção e desvios de  finalidades das ações públicas do governo municipal de Chapecó,  primeiramente contra o Prefeito João Rodrigues (PFL-DEM), depois seu  vice e atual Prefeito José Claudio Caramori (PSD).&lt;br /&gt;Teve ampla  participação junto aos movimentos sociais participando ativamente nas  lutas da classe trabalhadora, das quais podemos destacar a participação  ativa como apoiador da chapa vencedora das ultimas eleições do  Sitracarnes.&lt;br /&gt;É membro da direção do Sinte, sendo um dos principais  motivadores e organizadores das greves dos professores estaduais de  Santa Catarina, sendo que neste último ano os professores tiveram  grandes avanços e conquistas&amp;nbsp;após uma&amp;nbsp;paralização de 62 dias num longo  enfrentamento contra o governo do estado.&lt;br /&gt;Recentemente, com base nas  denúncias de Chiarello, o Ministério Público afastou, pela segunda vez,  do cargo de secretário regional da Prefeitura de Chapecó, o vereador do  PSD Dalmir Pelicioli, comprovando desvio de recursos de subvenções  sociais às entidades comunitárias do município.&lt;br /&gt;Neste dia 28 de  novembro, por volta de meio dia, sua esposa, ao chegar do trabalho  encontrou-o enforcado na sua própria casa. Acionou a polícia e, duas  horas depois, o Delegado Regional Alex Passos declarou que tratou-se de  assassinato. &lt;br /&gt;Marcelino se dedicava integralmente à política, acima  de tudo, portanto, Marcelino deu sua vida pela defesa da ética na  política, combatendo a corrupção, denunciando falcatruas e desvios de  conduta pública.&lt;br /&gt;Marcelino foi um exemplo de ética e coragem.&lt;br /&gt;Com certeza, o povo de Chapecó e da região oeste, somados a todos e todas indignados desse Brasil, não irão se calar. &lt;br /&gt;Exigiremos  justiça, rápida e exemplar, porque a vida de Marcelino Chiarello não  será em vão, sua voz não será calada, mas multiplicada em milhões de  outras vozes e gritos por justiça, pela ética na política, pela  honestidade e em defesa da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelino Chiarello, militante, companheiro e amigo, presente, agora e sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;/h2&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-2129448020045983024?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/2129448020045983024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=2129448020045983024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2129448020045983024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2129448020045983024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/11/assassinado-em-chapeco-vereador.html' title='Assassinado em Chapecó, vereador, sindicalista e combatente da classe trabalhadora, Marcelino Chiarello.'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-IoVWoOP4LGc/TtT4mMipsVI/AAAAAAAABSU/suD5Fas8w20/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-2645465120481603692</id><published>2011-11-25T15:13:00.000-03:00</published><updated>2011-11-25T15:13:41.669-03:00</updated><title type='text'>A saída dos que não foram...  Por Consulta Popular, sobre a saida dos militantes do MST MTD CP VIA CAMPESINA  A saída dos que nunca entraram...</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&amp;nbsp;Em sua III Assembléia Nacional, em 2007, a Consulta Popular deu passos  decisivos em sua formulação estratégica. Ao enfrentar, os temas  fundamentais do ?Caráter da Revolução?, ?Poder e Estado?, ?Sujeito  Social? e ?Conceito de Organização?, optou pelas concepções construídas  no leito histórico do movimento revolucionário da América Latina,  gerando inevitáveis tensões com os que temiam ou discordavam destes  passos. &lt;br /&gt;&lt;div class="articlebody"&gt;&lt;br /&gt;A ?Carta de Saída do MST, MTD, Consulta Popular e Via  Campesina?, firmada por 51 militantes é uma expressão tardia destas  definições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é casual, que, em relação a nossa organização,  49, dos 51 signatários se afastaram gradativamente, a partir de 2007,  deixando inclusive de se identificar e apresentar como Consulta Popular.  É bom esclarecer que muitos sequer chegaram a participar de nossa  estrutura orgânica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permaneceram é verdade nos movimentos de  massa que agora deixam, disputando outra concepção, que os levou a um  isolamento crescente e os empurrou para a atual atitude. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade seja dita, nunca assumiram o Projeto Estratégico que agora  afirmam ter abandonado. Alardeiam ter saído de algo em que nunca  entraram. Peço perdão se estou sendo injusta com algum dos signatários,  não conheço a atuação militante de todos (as). Mas dos que me recordo,  jamais os vi defendendo o Projeto Popular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como militante da  Consulta Popular, que participou de embates teóricos com diversos dos  signatários da ?Carta?, nos anos de 2006 e 2007, no processo de  preparação da III Assembléia, o que me deixa intrigada não é o fato de  anunciarem sua saída, mas o de fazerem somente agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a  exceção de um único signatário, que permaneceu participando de seu  núcleo e sustentando suas posições, os demais evidenciam com sua  atitude, que não fizeram antes por pretender travar uma disputa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseqüentemente, usando a mesma lógica formal que apreciam tanto na  teoria revolucionária, se fazem agora, quando as concepções do Projeto  Popular estão mais fortalecidas do que nunca nas organizações, é por se  sentiram derrotados. ?Jogaram a toalha? como se diz no jargão esportivo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é bom, para ambos os lados. Deixam-nos prosseguir numa  construção em que estamos animados, sem gastar energias num debate  superado e lhes permite mostrar, finalmente, a que vieram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Socialismo Já é o Socialismo Nunca! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conteúdo das críticas apresentadas pela ?Carta? revela que sua  divergência é com a atualidade das tarefas chamadas de ?democráticas e  populares? na estratégia da Revolução Brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não  casualmente, são incapazes de apontar qualquer reivindicação ou bandeira  que expresse esse suposto programa imediatamente socialista que  justifica a divergência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade se identificam com uma  concepção estratégica que não é nem um pouco nova, esteve presente e foi  vencida em todos os processos revolucionários triunfantes do século XX,  sobrevivendo apenas na teoria e em debates acadêmicos, agora  ressuscitados neste momento de rearranjo da esquerda brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tese central parte de uma lógica formal impecável. Se o  desenvolvimento capitalista completou-se, a conseqüência imediata e  direta é que o programa da revolução é a socialização dos meios de  produção e qualquer outra medida estaria contra o avanço histórico. Em  suas palestras e cursos de formação, enumeram os inegáveis avanços do  capitalismo no Brasil, para então concluir que um programa socialista  está colocado e não se viabiliza por existirem correntes atrasadas que  impedem sua propagação. &lt;br /&gt;Seria uma lógica invencível, se pudéssemos  tratar a luta de classes como os mesmos conceitos da engenharia civil.  Seu erro principal, que a leva a negar exatamente a essência do marxismo  é que despreza o processo histórico de formação, as relações culturais e  as experiências acumuladas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os adeptos desta lógica  formal, tudo se reduz ao desdobramento interno de um modo de produção,  segundo uma lógica dada e prevista. Os homens passam a ser, no máximo,  coadjuvantes de sua própria história, definida estritamente pela  economia. Para Marx, contudo, a história não é um fator desprezível, que  se resume a um conjunto de fatos a serem pinçados para provar uma  teoria. Ao contrário, a história é elemento constitutivo da própria  teoria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a teoria em que se assenta a ?estratégia do  Socialismo Já?, tudo o que não diz respeito ao movimento lógico do modo  de produção é mistificação. Não há povos, não há culturas, não há  memórias, não há nações, não há espaços geográficos, não há idéias, não  há instituições, não há línguas, não há diferentes formas de  sociabilidade, enfim, não cabem as contradições da realidade. O processo  histórico é um elemento desprezível. Uma ilusão. A superação ocorre sem  nenhuma ligação com o que foi superado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que falta lhes faz um Curso de Realidade Brasileira! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidente que se o capitalismo avançou isso possibilita,  estruturalmente, uma transformação de caráter socialista em nosso país.  Disso não temos dúvidas. Afirmamos claramente na Consulta Popular que o  caráter de nossa revolução é socialista. Porém, isso não significa que o  programa de transformações estruturais cujas contradições possibilitam a  luta pelo poder, seja constituído de reivindicações socialistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a grande diferença entre a estratégia presente nas revoluções  triunfantes do século XX, e as concepções do ?Socialismo Já?. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raciocinam como uma mecânica que não admite intermediações. Se o  capitalismo se completou as reivindicações serão de socialização dos  meios de produção. &amp;nbsp;E pronto. Quando se deparam com as mediações  existentes em qualquer processo real se desconcertam, apoiando-se num  discurso doutrinário, eficaz para debates acadêmicos e mesas de bar, mas  inútil para a complexa luta de classes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta lógica formal,  estaríamos assistindo as bandeiras de socialização dos meios de produção  emergindo poderosas nos países desenvolvidos, especialmente com a  intensa crise que atinge os EUA e as grandes economias européias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como as assistiríamos surgindo nos países menos desenvolvidos da  cadeia capitalista internacional, pois sendo partes integrantes dela, se  subordinariam à mesma lógica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, nem as análises de conjuntura vislumbram isso e o processo histórico desmente cabalmente essa conclusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, responderão os adeptos do ?Socialismo Já?, isso não acontece  porque existem traidores, que se recusam a assumir o programa  socialista! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui chegamos ao cerne da questão, onde a lógica formal desmonta-se como um castelo de cartas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bandeiras ou reivindicações que integram um programa não são  determinadas pelo desejo dos revolucionários, mas por contradições  efetivamente existentes que geram mobilizações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras  palavras, a bandeira histórica de Reforma Agrária não nasce apenas da  vontade dos aguerridos lutadores que tiveram o heróico papel de  construir o MST, mas de uma contradição concreta, vivenciada por milhões  de pessoas, que pode ser compreendida no estudo de nosso processo  histórico. Sem compreender isso, jamais conseguiremos explicar a razão  de milhares de canavieiros assalariados rurais da zona da mata  nordestina, verdadeiros proletários rurais, mobilizarem-se pela  conquista da propriedade da terra e não pela sua socialização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis por que, o argumento que desconcerta os adeptos da estratégia do ?Socialismo Já? é desafiá-los a apresentar seu programa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, quais são as medidas do Programa Democrático Popular que não aceitam? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  Direito ao ensino público e gratuito em todos os níveis para todos, com  a proibição de o Estado destinar verbas para escolas privadas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Criação de um sistema único de saúde estatal, público, gratuito, de boa  qualidade, com participação, em nível de decisão, da população, por  meio de suas entidades representativas; estatização da indústria  farmacêutica? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estatização dos serviços de transportes coletivos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estatização da indústria do cimento, para viabilizar um vasto programa de construção de habitações populares? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estatização dos grandes veículos de comunicação de massa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estatização do sistema financeiro, garantindo crédito ao pequeno e médio produtor agrícola e industrial? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Reforma agrária sob controle dos trabalhadores, com fixação de módulo  máximo da propriedade rural regional e definição de planos agrícolas com  a participação dos trabalhadores? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Reforma urbana que assegure  o direito de todos à moradia, com desapropriação de terras ociosas a  baixo custo e pagamento a longo prazo, além de financiamento da casa  própria à população, sem juros e compatível com a renda familiar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondam! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digam quais são suas alternativas a essas bandeiras? Onde construíram lutas em torno dessas alternativas? Onde construirão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, quais são as medidas, diferentes do Programa Democrático Popular, que integram o tal Programa Socialista? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde podemos encontrar esse outro Programa que defendem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que, mesmo os mais brilhantes acadêmicos que defendem essa teoria silenciam sobre esses pontos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é simples. São incapazes de fazê-lo. Alteram apenas o nome  do ?programa?, mantendo as mesmas reivindicações. Ou então, apresentam  bandeiras inexeqüíveis, como a socialização das terras e atribuem sua  inexistência a responsabilidade daqueles que não compreendem o  ?verdadeiro programa socialista?. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, o que é ainda pior,  reduzem seu Programa Socialista a meras reivindicações de combate à  corrupção e de construção de ética na política, convertendo-se em  professores de moral para os capitalistas, a quem buscam livrar do mal,  amém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitam-se do fato do governo petista ter deixado de  sustentar seu histórico programa de 1987, que se denominava ?Democrático  e Popular?, para simplesmente tergiversar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polemizam na  verdade com o nome ?democrático popular? e não com seu conteúdo. Poderia  ser apenas uma divergência de nomes, mas não é. Pois dessa assertiva  tiram conclusões que inviabilizam a construção do amplo leque de  alianças, estreitam o que não precisa ser estreitado, enfraquecendo-se  diante de um inimigo poderoso. Não aprenderam sequer os rudimentos de  uma política revolucionária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando a partir de nossa  estrutura social, quais são as classes ou setores de classes que  vivenciam contradições estruturais com o capitalismo e compõem  potencialmente as forças da revolução brasileira? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse amplo leque de forças se aglutina em torno da bandeira de socialização dos meios de produção? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isolaremos o proletariado destas alianças? As consideramos desnecessárias? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são as questões que se colocam para os que tratam a teoria  revolucionária como a teoria da conquista do poder e não como espaço  para o brilho de intelectuais da moda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto popular da  revolução brasileira é a ruptura com o imperialismo, o direito e o dever  do trabalho para todos, o aumento dos salários e a anulação das  privatizações e controle do sistema financeiro, o acesso universal à  educação pública, saúde e previdência pública de qualidade, a conquista  da reforma agrária, a reforma urbana entre outros. Se alguém acredita,  de boa fé, que tais medidas são insuficientes é por que está tão  mergulhado no mundo dos desejos que não consegue olhar ao redor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um programa pode se desdobrar em diferentes plataformas táticas,  dependendo das conjunturas, mas tem uma coerência indivisível. Suas  medidas podem se acelerar ou não, dependendo da correlação de forças, do  nível de consciências e de circunstancias imprevisíveis. Contudo, a  questão central, será necessariamente a questão do poder e não das  medidas que compõem o programa, muito menos de seu nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, polemizar, ainda que sobre o nome ? o que seria ridículo ? não é irrelevante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro é grave. E se esquecem que a história não admite rascunhos e cobra um alto preço por deslizes na estratégia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande perigo desta ?teoria do Socialismo Já? é que busca se afastar  da grande contribuição do pensamento leninista que permeou todas as  revoluções triunfantes do século XX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conflito entre as  classes sociais assume diferentes formas, para além daquelas diretamente  econômicas. Aquelas diferentes formas estão relacionadas aos variados  motivos que fazem da classe capitalista, a classe dominante em nossa  sociedade: o controle dos principais meios de produção, dos centros de  poder estatal e da comunicação de massa, entre outros. &lt;br /&gt;Eis a razão da lógica formal ser tão atraente nos debates intelectuais e imprestável como ferramenta para atuar na realidade. &lt;br /&gt;Ao secundarizar os processos históricos, ao afastar qualquer mediação  com a formação social, ignorando as contradições efetivamente  existentes, deslocam para um falso debate programático os problemas  decorrentes da luta pelo poder. Com isso, afundam no debate doutrinário,  perdendo, de fato, a capacidade de lutar pelo poder. Eis por que, a  história nos fornece todos os exemplos para afirmar que o ?Socialismo Já  é o Socialismo Nunca!? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conselho que lhes damos é que não  parem seus estudos no Livro I do Capital, essencial para a teoria  marxista, prossigam no restante da obra dos clássicos, estudem Lênin,  estudem os processos revolucionários, dediquem-se a entender a formação  social de nosso país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora José? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o trecho  mais me intriga na ?Carta de Saída? é o seguinte: ?Esse alinhamento  político não ocorre sem conseqüências: operam-se mudanças decisivas nas  formas organizativas e no plano de lutas das organizações, na formação  da consciência de seus militantes e na postura que a organização tomará  no momento de ascenso. Neste momento, as ?forças acumuladas? não atuarão  na perspectiva de ruptura?. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;?Compreender esta conformação da  esquerda não significa afirmar a tese sobre o fim da história, e dizer  que não há o que fazer. Ao contrário, é preciso atuar na fragmentação da  classe para retomar seu movimento na perspectiva de ruptura. Nos  propomos a permanecer com a classe, buscando construir a luta contra o  capital, seu Estado, o patriarcado, por uma sociedade sem classes?. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grifos são meus, e chamam a atenção para uma afirmação bem curiosa. Para que explicar isso? Do que estão culpados? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria psicanalítica ensina que nos apressamos em desculpar daquilo que no fundo acreditamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocar-se diante de tarefas que a realidade não permite é uma forma de  nos paralisar. Com seu equivoco, os signatários estão diante de três  possibilidades: &lt;br /&gt;Aglutinar-se em pequenas seitas doutrinárias,  dotadas da única verdade, que brandem um discurso válido para qualquer  tempo e espaço geográfico, sem interferir na luta política; &lt;br /&gt;Abandonar tudo, assumindo exatamente o que se desculpam antecipadamente, pois ?não há nada a fazer?; &lt;br /&gt;Ter a coragem de fazer uma autocrítica e compreender o equivoco cometido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que os que romperam com o MST conseguirão construir outro  movimento de luta na questão agrária, dotado da tal ?estratégia  socialista?? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os que romperam com o MTD? Conseguirão organizar um movimento de desempregados que socialize as fábricas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que rompeu com o MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores), será  capaz de convencer esse importante segmento social para que socializem  suas propriedades? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora já não estão mais protegidos pelos  bonés dos movimentos que abandonaram. E, convenhamos, não faltam  famílias sem terra, não faltam desempregados em nosso país, e podem  muito bem testar sua teoria na realidade. Será que farão isso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que assistiremos o nascimento de um novo movimento de luta pela terra, dotado de uma reivindicação socialista? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora já não seremos os culpados. Poderão provar o acerto e a correção de sua teoria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próximos anos dirão... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fátima Cristina Sandalhel ? Consulta Popular/SP &lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" height="10" src="http://www.midiaindependente.org/img/mail_small.gif" width="12" /&gt; Email:: &lt;a href="mailto:consultapopular@consultapopular.org.br"&gt;consultapopular@consultapopular.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" height="10" src="http://www.midiaindependente.org/img/link_small.gif" width="12" /&gt; URL:: &lt;a href="http://www.midiaindependente.org/pt/red/2011/11/www.consultapopular.org.br" target="extern"&gt;www.consultapopular.org.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-2645465120481603692?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/2645465120481603692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=2645465120481603692&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2645465120481603692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2645465120481603692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/11/saida-dos-que-nao-foram-por-consulta.html' title='A saída dos que não foram...  Por Consulta Popular, sobre a saida dos militantes do MST MTD CP VIA CAMPESINA  A saída dos que nunca entraram...'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-7456767638371417508</id><published>2011-11-23T10:09:00.000-03:00</published><updated>2011-11-23T10:09:48.057-03:00</updated><title type='text'>Carta de saída das nossas organizações(MST,MTD, Consulta Popular e Via Campesina) e do projeto estratégico defendido por elas o</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&amp;nbsp;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;É preciso considerar que vem se  conformando uma ampla aliança política, consolidando um consenso que  envolve as principais centrais sindicais e partidos políticos, MST, MTD,  Via Campesina, Consulta Popular, em torno de um projeto de  desenvolvimento para o Brasil, subordinado às linhas políticas do  Governo, conformando assim uma esquerda pró-capital&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;Por 51 signatários&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="more-48866"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Primavera de 2011&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="carta-7" class="alignleft size-medium wp-image-48879" height="300" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/11/carta-7-200x300.jpg" title="carta-7" width="200" /&gt;Dentro  dos limites de um documento como este, pretendemos esclarecer quais os  motivos que nos levaram a tomar a decisão da saída, fazer uma análise do  contexto histórico em que ocorre esta decisão e, com base nestes dois  aspectos, fazer um diálogo franco com a militância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São tempos de aparente melhoria das  condições de vida da classe trabalhadora no Brasil, pelo menos até&amp;nbsp;à  próxima crise. Mas será que está tudo tão bem assim? O resultado do  desenvolvimento e crescimento econômico dos últimos anos são migalhas  para os trabalhadores e lucros gigantescos para o capital: aumenta a  concentração da terra, os trabalhadores se endividam, intensifica-se a  precarização do trabalho e a flexibilização de direitos, garantidos pela  violência do aparelho repressivo do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto tem sido sustentado por um pacto de  colaboração de classes, feito pelas organizações que representam os  trabalhadores com o objetivo de contê-los.&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;O processo histórico que nos produziu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois acontecimentos são fundamentais  para analisarmos a situação das atuais organizações de esquerda no  Brasil: o impacto da queda do muro de Berlim, tão determinante quanto  foi a referência da Revolução Russa no século passado, e a  reestruturação produtiva do capital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas décadas de 1950 e 60, a principal  concepção da esquerda afirmava que para superar o capitalismo no país  era fundamental completar o seu desenvolvimento. A ditadura militar  interrompe estas lutas, que são retomadas nas décadas de 1970 e 80,  diante de uma grande crise para a qual o regime militar não encontrou  saída. Ressurgem greves, oposições sindicais e ocupações de terra num  novo caráter, mas trazendo em boa medida heranças da estratégia do ciclo  anterior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="carta-3" class="alignright size-medium wp-image-48883" height="196" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/11/carta-3-300x196.jpg" title="carta-3" width="300" /&gt;A  CUT e o PT surgem nesse período, questionando o capitalismo e colocando  o socialismo no horizonte. Dentro da mesma estratégia, surge logo  depois o MST, lutando contra a concentração de terras, pela Reforma  Agrária e o Socialismo. Neste período, qualquer luta de caráter popular  ou democrático se transformava numa luta contra a ordem, devido ao  limite imposto pela ditadura militar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Baseada na análise de que o capitalismo  no Brasil era dependente dos países centrais, tendo como inimigo  principal o capital internacional, e uma burguesia comprometida com as  oligarquias rurais, que não realizou as tarefas típicas de uma revolução  burguesa clássica (“tarefas em atraso”), esse bloco histórico construiu  uma estratégia: o Projeto Democrático e Popular. Os trabalhadores  organizados e em luta deveriam realizar essas reformas, utilizando a via  eleitoral como acúmulo de forças para chegar ao Socialismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O PT se construiu como pólo aglutinador  desse projeto, junto com outras organizações. As organizações de massa  na cidade e no campo - CUT e MST - deveriam cumprir o papel de organizar  e desenvolver estas lutas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao crescerem e se desenvolverem,  organizações que tinham na sua origem uma postura combativa e táticas  radicais (como PT, CUT e MST) vão obtendo vitórias importantes,  sobretudo conquistando espaços institucionais, mas também sindicatos,  terras, escolas, cooperativas de produção, cooperativas de crédito,  convênios com governos, políticas públicas e compensatórias. À medida  que cresceram essas organizações, a luta institucional e os espaços  institucionais tornaram-se centrais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste cenário surge a Consulta Popular,  criticando o PT por ter colocado a centralidade na luta institucional e  eleitoral e cada vez menos nas lutas de massas. A CP se apresenta como  alternativa na luta por uma Revolução Socialista. Surge também o MTD, a  partir da Consulta Popular, inspirado no exemplo do MST, com a tarefa de  ser uma ferramenta de luta e organização urbana.&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;As contradições desse processo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora nossas organizações, cada uma a  seu tempo e não sem contradições, estão dependentes do capital e seu  Estado. As lutas de enfrentamento passaram a ameaçar as alianças  políticas do pacto de classes, necessárias para manter os grandes  aparelhos que conquistamos e construímos. O que em algum momento nos  permitiu resistir e crescer se desenvolveu de tal maneira que se  descolou da necessidade das famílias e da luta, adquirindo vida própria.  O que viabilizou a luta hoje se vê ameaçado por ela: o que antes  impulsionava a luta passa a contê-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O MST, até às eleições de 2002, caminhou  desenvolvendo suas lutas e enfrentando grandes contradições  relacionadas à hegemonia do agronegócio no campo. Nas últimas décadas,  houve uma reformulação do papel do Brasil na divisão internacional do  trabalho a partir da reestruturação produtiva do capital. O agronegócio  promoveu no campo brasileiro mudanças estruturais, integrando latifúndio  e indústria sob nova perspectiva de produtividade e o trabalho sob nova  ótica de exploração. Este modelo inviabiliza a Reforma Agrária como  possibilidade de organização produtiva dos trabalhadores para o campo  brasileiro nos marcos do capital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a expansão e o fortalecimento do  agronegócio, evidenciaram-se os vínculos dos governos do PT com os  setores estratégicos da classe dominante. Alguns elementos confirmam  esta análise: a desigualdade de investimentos entre agronegócio e  reforma agrária, a aprovação das sementes transgênicas, a expansão da  fronteira agrícola e com isso a legalização da grilagem nas terras de  até 1500 hectares, a permanência dos atuais índices de produtividade e  as recentes alterações no novo código florestal. Nesse sentido,  enfrentar as forças do agronegócio seria uma crítica direta ao governo  petista, colocando por terra a tese do “governo em disputa”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="carta-5" class="alignright size-full wp-image-48887" height="225" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/11/carta-5.jpg" title="carta-5" width="300" /&gt;Essas  transformações ocorridas no campo influenciaram nas formas de  organização da vida material de nossa base, cada vez mais proletarizada,  exigindo novas formas de organização e luta, que poderiam nos levar a  outro patamar. Como opção de enfrentamento a esta realidade, o MST,  contraditoriamente, segue idealizando o “camponês autônomo” e os  “territórios livres”. Ao mesmo tempo, pactua com segmentos do  proletariado rural, como CUT, Contag e Fetraf, com o objetivo de  acumular forças contra o agronegócio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão que se coloca é: estas opções  nos levarão a outro patamar de luta e organização para enfrentar o  agronegócio, dado o grau de comprometimento destas organizações com a  estratégia do Governo e do capital?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O MTD, no último período, se reduziu a  reivindicar políticas compensatórias, como as Frentes de Trabalho ou  Pontos Populares de Trabalho, fechando os olhos para a nova realidade do  aumento de empregos e suas contradições. Mesmo quando colocado o  desafio da organização sindical, ela não foi implementada, para não  ameaçar as atuais alianças políticas e a sobrevivência imediata,  reduzindo a pauta à reivindicação de programas de governo para  qualificação profissional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao abandonar as lutas de enfrentamento,  embora sigamos fazendo mobilizações, nossas lutas passaram a servir para  movimentar a massa dentro dos limites da ordem e para ampliar projetos  assistencialistas dos governos, legitimando-os e fortalecendo-os. Agora o  que as organizações necessitam é de administradores, técnicos e  burocratas; e não de militantes que exponham as contradições e  impulsionem a luta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é de hoje que existem críticas ao  rumo que tomaram estas organizações, não só externas, mas sobretudo  críticas elaboradas internamente. E este processo não ocorreu sem  resistências por parte da base, militantes e alguns dirigentes. As ações  de enfrentamento ao capital que marcaram o último período expressam  esse conflito, por exemplo: as ações contra a Vale no Pará, a ação de  destruição da Cooperativa de Crédito (Crenhor) no RS e as ações das  mulheres no 8 de março em diferentes estados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este último processo impulsionou um  debate profundo sobre a relação entre o patriarcado e capitalismo,  rompendo o limite da questão de gênero e da participação das mulheres  nas organizações, e propondo o feminismo e o socialismo juntos como  estratégia de emancipação da classe. Todas essas ações sofreram severas  críticas internas e passaram a ser boicotadas política e  financeiramente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos há anos fazendo lutas dessa  natureza e elaborando essa crítica nas mais diferentes instâncias dos  movimentos, e como essas ações não tiveram força nem de provocar o  debate da estratégia, quanto menos modificá-la, acabaram por legitimar o  rumo das organizações.&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Mudança de rumo ou continuidade do projeto estratégico?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão fundamental para nós não é só  criticar a burocratização, institucionalização, o abandono das lutas de  enfrentamento, a política de alianças, que aparecem como um problema nas  organizações, mas sim identificar o processo que levou estas  organizações políticas a assumirem essa postura. A crítica restrita ao  resultado leva a refundar o mesmo processo, cometendo os mesmos erros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema em questão não é que houve  uma traição da direção ou um abandono/rebaixamento do projeto político;  um erro na escolha das táticas ou dos aliados. A questão fundamental é a  contradição entre o objetivo e os caminhos escolhidos para atingir tais  objetivos: propúnhamos o Socialismo como objetivo, mas o projeto  estratégico que traçamos ou ajudamos a trilhar não nos leva a esse  objetivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="carta-6" class="alignleft size-medium wp-image-48890" height="176" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/11/carta-6-300x176.jpg" title="carta-6" width="300" /&gt;Tal  estratégia política não é nova na luta de classes: sua origem está na  social-democracia européia de há mais de um século, adaptada às  condições históricas do Brasil numa versão rebaixada, que foi  reproduzida nas últimas décadas pelo PT e CUT e recentemente por MST/Via  Campesina, MTD e CP. Atualmente, se apresenta na forma do Projeto  Democrático Popular e Projeto Popular para o Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Consulta Popular foi sendo construída  negando a experiência do PT: não só porque o PT se transformara em  partido eleitoral, mas também pelas conseqüências que essa transformação  causou em sua forma organizativa. No entanto, a Consulta Popular não  nega o Programa Democrático Popular, sua crítica se limita ao  “rebaixamento” do Programa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para nós, este é um governo Democrático e  Popular. Não da forma idealizada como querem alguns, mas com as  concessões necessárias para uma ampla aliança. O PDP deu nisto. Nesse  sentido, nossas organizações foram vitoriosas quanto ao que se  propuseram. E nós contribuímos com este processo, no entanto hoje  percebemos que esta estratégia não leva ao Socialismo, ao contrário,  transforma as organizações da classe em colaboradoras da expansão e  acumulação do capital. O que se apresenta como uma vitória para nossas  organizações, na perspectiva da luta de classe, é uma derrota.&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Considerações finais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante desta crítica, concluímos que não  seria coerente que em nome da luta continuássemos em nossas  organizações, implementando um projeto de conciliação de classes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos resultado deste processo  histórico, nele constituímos nossa experiência de luta política e  formação teórica, mesmo que em geral ativista e pragmática. A crítica no  interior do pensamento socialista sempre cumpriu um papel  revolucionário e por isto julgamos ser uma tarefa a produção de um  pensamento crítico sobre este período de vida das nossas organizações e  para isto a apropriação da teoria crítica marxista é urgente. Não  podemos querer compreender profundamente nossas contradições dividindo  as posições entre “reformistas e revolucionários”, entre “camponeses e  urbanos” ou entre “socialistas já e socialistas nunca”, pois assim  ajudamos a despolitizar o processo de reflexão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso considerar que vem se  conformando uma ampla aliança política, consolidando um consenso que  envolve as principais centrais sindicais e partidos políticos, MST, MTD,  Via Campesina, Consulta Popular, em torno de um projeto de  desenvolvimento para o Brasil, subordinado às linhas políticas do  Governo, conformando assim uma esquerda pró-capital. O grau de  comprometimento a que chegamos com o capital e o Estado nos levam a  concluir que esse processo não tem volta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse alinhamento político não ocorre sem  conseqüências: operam-se mudanças decisivas nas formas organizativas e  no plano de lutas das organizações, na formação da consciência de seus  militantes e na postura que a organização tomará no momento de ascenso.  Neste momento, as “forças acumuladas” não atuarão na perspectiva de  ruptura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="carta-1" class="alignright size-medium wp-image-48893" height="200" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2011/11/carta-1-300x200.jpg" title="carta-1" width="300" /&gt;Compreender  esta conformação da esquerda não significa afirmar a tese sobre o fim  da história, e dizer que não há o que fazer. Ao contrário, é preciso  atuar na fragmentação da classe para retomar seu movimento na  perspectiva de ruptura. Nos propomos a permanecer com a classe, buscando  construir a luta contra o capital, seu Estado, o patriarcado, por uma  sociedade sem classes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Compreendemos que não estão geradas as  organizações do próximo período, assim como sabemos que não haverá nunca  se não houver militantes com iniciativa e dispostos à construí-las.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os combates que travamos, o trabalho de  base, os processos organizativos nos ensinaram muito e nos tornaram o  que somos hoje, nos ensinaram a lutar. Seguiremos a partir dessa  experiência, aprofundando a crítica e procurando ir além do que nos  produziu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;”&lt;em&gt;Aquele que conta ao povo falsas  lendas revolucionárias, que o diverte com histórias sedutoras, é tão  criminoso quanto o geógrafo que traça falsos mapas para os futuros  navegadores&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;(Hippolyte Lissagaray – &lt;em&gt;Comuna de Paris&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;As Revoluções são impossíveis… até que se tornem inevitáveis&lt;/em&gt;.”&lt;/div&gt;1. Ana Hanauer (MST e CP RS)&lt;br /&gt;2. Bianca (MST RS)&lt;br /&gt;3. Carmen Farias (MST SP)&lt;br /&gt;4. Claudia Ávila (MST RS)&lt;br /&gt;5. Claudia Camatti (MTD RS)&lt;br /&gt;6. Claudio Weschenfelder (MPA SC)&lt;br /&gt;7. Cleber (MTD RS)&lt;br /&gt;8. Darlin (MTD RS)&lt;br /&gt;9. Débora (MTD RS)&lt;br /&gt;10. Eder (MST RS)&lt;br /&gt;11. Ezequiel (MTD RS)&lt;br /&gt;12. Fábio Henrique (MST SP)&lt;br /&gt;13. Fernanda (MTD BSB)&lt;br /&gt;14. Gilson (MST RS)&lt;br /&gt;15. Greice (MTD RS)&lt;br /&gt;16. Irma (MST RS)&lt;br /&gt;17. João Campos (MST SP)&lt;br /&gt;18. João Nélio (MST SP)&lt;br /&gt;19. Jesus (MST RJ)&lt;br /&gt;20. Juarez (MST RS)&lt;br /&gt;21. Jussara (MST SP)&lt;br /&gt;22. Letícia (MTD RS)&lt;br /&gt;23. Lucianinha (MST RS)&lt;br /&gt;24. Luís (MPA SC)&lt;br /&gt;25. Marcia Merisse (MST SP)&lt;br /&gt;26. Marcionei (MTD RS)&lt;br /&gt;27. Maria Irany (MST AL)&lt;br /&gt;28. Maurício do Amaral (MST SP)&lt;br /&gt;29. Michel (MTD DF)&lt;br /&gt;30. Micheline (MST RS)&lt;br /&gt;31. Mila (MST e CP SC)&lt;br /&gt;32. Neiva (MST RS)&lt;br /&gt;33. Nina (MST e CP RS)&lt;br /&gt;34. Oscar (MST RS)&lt;br /&gt;35. Paulinho (MST SP)&lt;br /&gt;36. Pedroso (MST RS)&lt;br /&gt;37. Pincel (MST RS)&lt;br /&gt;38. Portela (MTD RS)&lt;br /&gt;39. Raquel (MST RS)&lt;br /&gt;40. Ricardo Camatti (MTD RS)&lt;br /&gt;41. Salete (MTD RS)&lt;br /&gt;42. Socorro Lima (MST CE)&lt;br /&gt;43. Soraia Soriano (MST SP)&lt;br /&gt;44. Tatiana Oliveira (MST SP)&lt;br /&gt;45. Telma (MST SP)&lt;br /&gt;46. Telmo Moreira (MST RS)&lt;br /&gt;47. Thiago (MTD BSB)&lt;br /&gt;48. Valdir Nascimento (MST SP)&lt;br /&gt;49. Vanderlei Moreira (MST CE)&lt;br /&gt;50. Verinha (MST RS)&lt;br /&gt;51. Zé da Mata (MST SP)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;É importante ressaltar que alguns  dos que assinam este documento já se afastaram ou foram expulsos das  organizações de que faziam parte em 2009 e 2010 sem poderem expor seus  motivos, o fazem agora nesta carta&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-7456767638371417508?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/7456767638371417508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=7456767638371417508&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/7456767638371417508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/7456767638371417508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/11/carta-de-saida-das-nossas.html' title='Carta de saída das nossas organizações(MST,MTD, Consulta Popular e Via Campesina) e do projeto estratégico defendido por elas o'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-5543315764811924824</id><published>2011-11-22T12:43:00.000-03:00</published><updated>2011-11-22T12:43:45.069-03:00</updated><title type='text'>Homenagem a todos os músicos do Brasil</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="267" src="http://www.youtube.com/embed/Biciu34YrTU" width="350"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-5543315764811924824?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/5543315764811924824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=5543315764811924824&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5543315764811924824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5543315764811924824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/11/homenagem-todos-os-musicos-do-brasil.html' title='Homenagem a todos os músicos do Brasil'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Biciu34YrTU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-5140430693486869572</id><published>2011-11-20T15:48:00.000-03:00</published><updated>2011-11-20T15:48:02.192-03:00</updated><title type='text'>Noam Chomsky no Roda Viva</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="267" src="http://www.youtube.com/embed/6HvZfzHhW5k" width="350"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado por muitos como o maior pensador vivo do planeta, quase tudo  o que Noam Chomsky há 15 anos, avisou que aconteceria, de fato se  realizou. De fato esse Roda Viva parece ter sido gravado há poucos dias,  de tão precisa as idéias desse catedrático do MIT. Por exemplo, que o  Estado mínimo levaria a maximização da tirania privada. Ele já dizia que  instrumentos como FMI, a OMC, a NAFTA e que esse tipo de globalização  aumentariam a desigualdade social no mundo. A TV Cultura ainda nos anos  90, gozava ainda de uma autonomia que possibilitou trazer um dos maiores  críticos em relação à mídia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-5140430693486869572?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/5140430693486869572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=5140430693486869572&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5140430693486869572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5140430693486869572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/11/noam-chomsky-no-roda-viva.html' title='Noam Chomsky no Roda Viva'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/6HvZfzHhW5k/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-7445626772730866918</id><published>2011-11-20T12:33:00.000-03:00</published><updated>2011-11-20T12:33:29.800-03:00</updated><title type='text'>Manifesto dos Coletivos de Hip-Hop, em homeagem ao dia da consciência negra</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Vinte de novembro é o chamado “Dia da Consciência Negra”. É um dia com shows de musica negra, milhares de capoeiristas demonstrando sua arte, são várias apresentações de dança-afro, inúmeros concursos de beleza negra etc. &lt;span style="color: black;"&gt;em diversos eventos que acontecem por todo Brasil. &lt;/span&gt;Essa data não foi escolhida por acaso. Foi em 20 de novembro de 1695 que Zumbi foi assassinado comandando a luta pela libertação do povo preto contra os senhores de escravos – a classe dominante de sua época. Quando esses senhores descobriram que era mais caro manter um escravo do que pagar salário, e que, com tantas revoltas escravas, a qualquer hora o povo preto poderia tomar o poder (como foi no Haiti em 1804), eles aboliram a escravidão. Mas é bom que se saiba que até 13 de maio de 1888 o Brasil era o único país a viver sob um sistema escravista. Por quase 400 anos não foi permitido ao nosso povo se desenvolver como seres humanos, até porque por todo esse tempo fomos vendidos, trocados, comprados, descartados... como coisas. Trezentos e dezesseis anos após a morte de Zumbi e 123 anos depois da lei áurea, vemos que o povo preto ainda não se libertou. Nosso povo ainda é escravo. Escravo das drogas, da TV, prisioneiro da pobreza e da miséria, do desemprego, do subemprego, do analfabetismo, da criminalidade, da violência policial e de todo tipo de atraso. Até hoje nosso povo está acorrentado à ideologia da classe dominante branca que faz com que nos sintamos inferiores em vários aspectos. Faz com que as pretas só se sintam belas se seus cabelos estiverem alisados ou “relaxados”, sem perceber que só quem ganha com essa mentira são, principalmente, os fabricantes dos produtos químicos que elas consomem. E o que é pior: muitos dos nossos irmãos não conseguem nem se reconhecerem como pretos ou negros.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Geralmente recorrem a termos intermediários como moreno/a, mulata/o, marrom bom-bom, entre outros mais esquisitos ainda. Porém, para os vigias que controlam as portas giratórias dos bancos, seguranças de shoppings e lojas de departamento, policiais e empregadores, não existe confusão. Eles sabem muito bem quem é quem. Por exemplo, vejamos o que nos revela pesquisa do IPEA de 2003 sobre a diferença entre os salários de trabalhadores/as preto/as e trabalhadores/as branco/as: O salário médio de um homem branco é de R$ 931,00, enquanto o salário médio do preto é de R$ 428,30. Acrescentando a essa discussão a questão de gênero, as coisas pioram. A mulher branca ganha em média R$ 554,60, ao passo em que as pretas ficam só com R$ 279,70. No país das desigualdades o homem branco ganha em média mais que o triplo que a mulher preta.                                                                                                                                                           Dos mais de 14 milhões de analfabet@s no país, 10 milhões são pret@s. Em 2002, segundo a ONU, o Brasil se colocava no 73º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Porém, se o país fosse dividido em dois – um preto e um branco – o Brasil branco estaria em 44º lugar, enquanto o Brasil preto cairia para 105º colocação. &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;           A taxa de homicídios entre o povo preto é o dobro da registrada entre @s branc@s. Pesquisa realizada pelo sociólogo Ignácio Cano revela que do total de pessoas mortas pela policia do Rio de Janeiro – a policia que mais mata no mundo todo – 70,2% são pardas e negras. Em outras palavras, para cada mil pessoas que a policia fluminense mata 702 são afrodescendentes. Se você tem ou o cabelo crespo, ou o nariz espalhado, ou os lábios grossos, ou a pele escura, ou mais de uma dessas características e ainda não se considera preto ou preta, a burguesia, o Estado e o seu braço armado não têm a menor duvida. E se o ECA não resolveu os problemas de nossas crianças e adolescentes, nada podemos esperar desse Estatuto da Igualdade Racial – que inclusive se omitiu sobre as cotas raciais nas universidades. Também pouco podemos esperar das secretárias dos Direitos Humanos e da Igualdade Racial. Basta lembrar que no casso das declarações racistas e homofóbicas dadas pelo deputado federal Jair Bolsonáro (PP-RJ) em um programa de TV, o que essas secretárias fizeram de mais relevante foi divulgar notinhas de repudio.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri,serif;"&gt;Em curso, temos&amp;nbsp; os preparativos para os megaeventos esportivos que vem agindo de forma cruel e brutal nas cidades que os sediarão,&amp;nbsp; impulsionando as remoções das favelas e mandando esses moradores para&amp;nbsp; lugares longínquos, sem a infraestrutura adequada, tornando suas vidas&amp;nbsp; ainda mais difíceis. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;E o Haiti – referencia histórica para o povo preto de todo o mundo por ter sido o primeiro país a ter posto fim ao escravismo colonial, através de uma revolta de escravos – hoje sofre uma violenta intervenção militar comandada pelo Brasil. E o massacre do povo preto haitiano (que o MV Bill escondeu no Faustão, quando da sua aparição no programa mostrando as “benesses” da missão militar naquele país), um compromisso assumido pelo governo Lula e mantido por Dilma, é a moeda com a qual nossos governantes querem pagar por uma cadeira no Conselho Permanente de Segurança da ONU. Isso tudo nos alerta sobre a necessidade de o povo preto estar mobilizado para a luta constantemente. Principalmente por que não podemos contar também com a totalidade da nossa esquerda, já que um amplo setor ou considera a nossa causa fragmentária para a luta de classes, ou dizem que a nossa bandeira é transversal/culturalista, ou temem pôr em risco os privilégios garantidos por suas brancuras, com relação ao povo preto.                                                                                                               Zumbi teve sua cabeça cortada por Domingos Jorge Velho por que liderava o maior centro de resistência contra a escravidão. Para ele não bastava a garantia de que o quilombo não seria mais atacado – como rezava o acordo firmado entre a classe escravista e Ganga Zumba, antecessor de Zumbi na liderança de Palmares. A sua luta era pela libertação de todo o povo preto do Brasil. Ele não morreu só para que hoje pudéssemos tocar pagode, nem só para que pudéssemos dançar musica afro, nem só para termos o direito de fazer concursos de beleza negra. Ele morreu na luta pela nossa libertação, que não veio com a lei Áurea. Por isso, mais do que ser um dia de manifestarmos a nossa riqueza cultural, esse é um dia de manifestarmos nossos anseios de um mundo sem dominadores e dominados (&lt;b&gt;motivo único pelo qual o homenageado foi morto&lt;/b&gt;).              &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;            Que as nossas manifestações artísticas sejam instrumentos de mobilização, e canais de propagação de uma proposta de luta por um mundo sem senhores, como prega o hino da classe trabalhadora, o hino d’A Internacional:&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"Bem unidos façamos&lt;br /&gt;Nesta luta final&lt;br /&gt;Uma terra sem amos&lt;br /&gt;A Internacional."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;a href="" name="_GoBack"&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;PELAS COTAS  RACIAIS NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS &lt;/b&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;PELA  IMEDIATA RETIRADA DAS TROPAS BRASILEIRAS DO HAITI&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;PELA  TITULARIZAÇÃO DAS TERRAS DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;PELA REFORMA  AGRÁRIA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;CONTRA A  CRIMINALIZAÇÃO DE PRETOS E POBRES&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;PELO FIM DAS  REMOÇÕES E DESPEJOS DOS MORADORES DE HABITAÇÕS POPULARES&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Assinam este manifesto:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Coletivo de Hip Hop LUTARMADA (RJ),&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Hip Hop Fronteira (PR),&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Movimento Hip Hop Aliados Pelo Verso (SE)&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Movimento Hip Hop Chapecó (SC)&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Movimento Hip Hop Livre (SP),&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-7445626772730866918?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/7445626772730866918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=7445626772730866918&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/7445626772730866918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/7445626772730866918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/11/manifesto-dos-coletivos-de-hip-hop-em.html' title='Manifesto dos Coletivos de Hip-Hop, em homeagem ao dia da consciência negra'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-1239578155908811733</id><published>2011-11-19T09:56:00.000-03:00</published><updated>2011-11-19T09:56:35.434-03:00</updated><title type='text'>Justiça afasta do cargo  Superintendente da Efapi e sua assessora‏</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="ecxyiv735805972ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;Decisão  da Vara da Fazenda da Comarca de Chapecó, prolatada em Ação Civil  Pública proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina, determinou o  afastamento do cargo de Dalmir Pelicioli e Salete Busnelo da Silva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxyiv735805972ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxyiv735805972ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;Conforme  a ação do Ministério Público – Curadoria da Moralidade Administrativa  –, os réus engendraram um esquema para agenciar fraudulentamente  subvenções do Fundo Social do Estado de Santa Catarina em favor de  diversas entidades, o que fizeram por diversas vezes entre o ano de 2009  e 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxyiv735805972ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxyiv735805972ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;Segundo  a ação, as irregularidades decorriam de falsidade e superfaturamento  nas prestações de contas, bem como, em desvio dos valores em proveito  dos réus, deixando as entidades beneficiadas apenas com parte do  dinheiro que lhe fora destinado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxyiv735805972ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxyiv735805972ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;O  pedido de afastamento de Dalmir e Salete deu-se porque estes utilizavam  do cargo na estrutura municipal para desenvolver atividade estranha a  este, ou seja, cooptar recursos e promover a sua liberação e prestação  de contas de forma ilegal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxyiv735805972ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxyiv735805972ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;A  liminar também determinou a indisponibilidade de bens dos réus, para  garantir a reparação dos prejuízos ao erário. Tal decisão determinando a  impossibilidade de dispor de bens também abrangeu dois empresários que  auxiliavam o esquema com notas falsas,&amp;nbsp;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt; EVANDRO CARLOS ZALESKI&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e &lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;IVANIR PAULO PELICIOLLI&lt;/span&gt;, irmão de Dalmir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxyiv735805972ecxMsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxyiv735805972ecxMsoNormal"&gt;Para acompanhar o processo e ter acesso à decisão, acesse &lt;/div&gt;&lt;div class="ecxyiv735805972ecxMsoNormal"&gt;&lt;a href="http://esaj.tjsc.jus.br/cpo/pg/search.do%3bjsessionid%3dD6D1E241FFFB1135D7DA8BF1907BF0B0.cpo2?paginaConsulta=1&amp;amp;localPesquisa.cdLocal=18&amp;amp;cbPesquisa=NUMPROC&amp;amp;tipoNuProcesso=SAJ&amp;amp;numeroDigitoAnoUnificado=&amp;amp;foroNumeroUnificado=&amp;amp;dePesquisaNuUnificado=&amp;amp;dePesquisa=018110219926" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://esaj.tjsc.jus.br/cpo/pg/search.do;jsessionid=D6D1E241FFFB1135D7DA8BF1907BF0B0.cpo2?paginaConsulta=1&amp;amp;localPesquisa.cdLocal=18&amp;amp;cbPesquisa=NUMPROC&amp;amp;tipoNuProcesso=SAJ&amp;amp;numeroDigitoAnoUnificado=&amp;amp;foroNumeroUnificado=&amp;amp;dePesquisaNuUnificado=&amp;amp;dePesquisa=018110219926&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #669933; font-family: Lucida Handwriting,Cursive;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-1239578155908811733?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/1239578155908811733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=1239578155908811733&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/1239578155908811733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/1239578155908811733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/11/justica-afasta-do-cargo-superintendente.html' title='Justiça afasta do cargo  Superintendente da Efapi e sua assessora‏'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-5663672750982369510</id><published>2011-11-16T17:08:00.000-03:00</published><updated>2011-11-16T17:08:21.506-03:00</updated><title type='text'>Revelada a rede capitalista que domina o mundo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;Artigo  imperdível no inovação tecnológica coloca o financismo no microscópio.  "Além das ideologias" demonstra como 147 instituições financeiras  dominam o capitalismo global e provavelmente agem em conluio para  manutenção do status quo.&lt;/div&gt;&lt;h4&gt;Além das ideologias&lt;/h4&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;Conforme  os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os  manifestantes vão ganhando novos argumentos. Uma análise das relações  entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número  delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado  sobre a economia global.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;A  conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do  Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça. Este é o primeiro  estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede  de poder global.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;"A  realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam  eles das teorias da conspiração ou do livre mercado," afirmou James  Glattfelder, um dos autores do trabalho. "Nossa análise é baseada na  realidade."&lt;/div&gt;&lt;h4&gt;Rede de controle econômico mundial&lt;/h4&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;A  análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos  dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais  diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos  disponíveis mundialmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;O resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;Estudos  anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam  grandes porções da economia, mas esses estudos incluíam um número  limitado de empresas e não levavam em conta os controles indiretos de  propriedade, não podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de  controle econômico poderia afetar a economia mundial - tornando-a mais  ou menos instável, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;O  novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma  base de dados com 37 milhões de empresas e investidores.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;A  análise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as  conexões de controle acionário entre elas, construindo um modelo de  poder econômico em escala mundial.&lt;/div&gt;&lt;h4&gt;Poder econômico mundial&lt;/h4&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;Refinando  ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318  grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média,  cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;Mais  do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre  apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto  detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo - as chamadas  blue chipsnos mercados de ações.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;E isso não é tudo.&lt;/div&gt;&lt;h4&gt;Super-entidade econômica&lt;/h4&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;Quando  os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades  cruzadas, eles identificaram uma "super-entidade" de 147 empresas  intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele  primeiro núcleo central de 1.318 empresas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;"Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira," diz Glattfelder.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;E a maioria delas são bancos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;Como  o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis:  basta que um dos nós tenha um problema sério para que o problema se  propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia  mundial como um todo. Eles ponderam, contudo, que essa super-entidade  pode não ser o resultado de uma conspiração - 147 empresas seria um  número grande demais para sustentar um conluio qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;A  questão real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder  econômico pode exercer um poder político centralizado intencionalmente.  Eles suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado,  mas agem em conjunto no interesse comum - e um dos maiores interesses  seria resistir a mudanças na própria rede.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;As 50 primeiras das 147 empresas transnacionais super conectadas&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;1. Barclays plc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;2. Capital Group Companies Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;3. FMR Corporation&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;4. AXA&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;5. State Street Corporation&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;6. JP Morgan Chase &amp;amp; Co&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;7. Legal &amp;amp; General Group plc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;8. Vanguard Group Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;9. UBS AG&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;10. Merrill Lynch &amp;amp; Co Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;11. Wellington Management Co LLP&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;12. Deutsche Bank AG&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;13. Franklin Resources Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;14. Credit Suisse Group&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;15. Walton Enterprises LLC&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;16. Bank of New York Mellon Corp&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;17. Natixis&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;18. Goldman Sachs Group Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;19. T Rowe Price Group Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;20. Legg Mason Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;21. Morgan Stanley&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;22. Mitsubishi UFJ Financial Group Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;23. Northern Trust Corporation&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;24. Société Générale&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;25. Bank of America Corporation&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;26. Lloyds TSB Group plc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;27. Invesco plc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;28. Allianz SE 29. TIAA&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;29. Old Mutual Public Limited Company&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;30. Aviva plc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;31. Schroders plc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;32. Dodge &amp;amp; Cox&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;33. Lehman Brothers Holdings Inc*&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;34. Sun Life Financial Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;35. Standard Life plc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;36. CNCE&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;37. Nomura Holdings Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;38. The Depository Trust Company&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;39. Massachusetts Mutual Life Insurance&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;40. ING Groep NV&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;41. Brandes Investment Partners LP&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;42. Unicredito Italiano SPA&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;43. Deposit Insurance Corporation of Japan&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;44. Vereniging Aegon&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;45. BNP Paribas&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;46. Affiliated Managers Group Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;47. Resona Holdings Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;48. Capital Group International Inc&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;49. China Petrochemical Group Company&lt;/div&gt;&lt;h4&gt;Bibliografia:&lt;/h4&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;The network of global corporate control Stefania Vitali, James B. Glattfelder, Stefano Battiston arXiv&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify; text-indent: 25px;"&gt;19 Sep 2011&lt;/div&gt;&lt;div id="article-source"&gt;Fonte: http://www.fbes.org.br/ &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-5663672750982369510?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/5663672750982369510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=5663672750982369510&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5663672750982369510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5663672750982369510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/11/revelada-rede-capitalista-que-domina-o.html' title='Revelada a rede capitalista que domina o mundo'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-1836141696041555323</id><published>2011-11-15T13:23:00.001-03:00</published><updated>2011-11-15T14:22:12.337-03:00</updated><title type='text'>Documentário propõe: para salvar o mundo é preciso voltar à idade da pedra</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="208" src="http://www.youtube.com/embed/YbpmWeymWWw" width="350"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Abaixo, excelente análise de &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1453" target="_blank"&gt;Helena Novais&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; sobre “Surplus”:&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Longe de ser apenas uma crítica ao  consumismo ou a sistemas políticos, Surplus, documentário sueco,  dirigido pelo italiano Erik Gandini em 2003, é um olhar sobre o jeito de  ser e de viver da humanidade. Largamente divulgado pela Internet, este  trabalho coloca em discussão não apenas a vida em sociedade e a ordem  estabelecida, como também a própria essência humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As necessidades dos homens, as maneiras  de reagir a elas e as formas de controle social acabam por comprometer  todo o ecossistema terrestre, sem exceção às relações humanas. Nenhuma  discussão está mais na ordem do dia do que o equilíbrio socioambiental e  ainda antes de Davis Guggenheim e seu Uma Verdade Inconveniente (2006),  Gandini levava o tema às últimas conseqüências. Surplus mostra que  tanto no capitalismo, como no socialismo, os homens tomam parte de  sistemas cuja existência os antecede, mas que estabelecem modos de viver  e de pensar, mantendo-os atados, como peças de um jogo maior, cuja  função é a manutenção da ordem estatal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, saem de foco os sistemas  político-econômicos em si. Os holofotes são direcionados para aquilo que  os sustenta. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, Steve  Ballmer e Bill Gates, executivos da Microsoft, aparecem defendendo a  ideologia neoliberal, o capitalismo, o consumismo. Por outro lado,  Gandini enfoca o modo de vida socialista, instalado em Cuba por Fidel  Castro que surge defendendo sua ideologia não consumista. São dois  sistemas opostos, porém ambos se utilizam dos meios de comunicação para  divulgar mensagens que patronizam pensamentos, subjulgando corações e  mentes, transformando indivíduos em parceiros que garantem a manutenção  dos sistemas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazendo analogia à influência da  indústria cultural e à forma como é utilizada a linguagem midiática,  Gandini adota o ritmo dos vídeo clips. Mescla cenas de palestras,  discursos, entrevistas e reportagens jornalísticas em uma edição onde  imagens se alternam em sintonia com a trilha sonora de sons eletrônicos.  Imagem e ritmo se complementam em uma mistura que soa moderna e revela a  intenção do diretor. Ele usa o próprio meio (áudio e vídeo) para chamar  a atenção para o poder da mídia, disponível aos governos ou às  corporações que ditam ideologias e comportamentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, se o discurso utilizado  pelos capitalistas também sai da boca dos socialistas, tudo acaba no  mesmo. E este “tudo” se refere à relação entre dominadores e dominados. A  visão pessimista de Gandini se resume em: o homem é um ser de  necessidades, na busca por satisfazê-las criou formas de organização  social e, no interior delas, desenvolveu formas de dominação que mantém  tudo e todos atrelados à ordem estabelecida, seja consciente ou  inconscientemente. O sistema que exaure os recursos naturais, que  beneficia os países desenvolvidos e cede aos países do terceiro mundo  seus restos é criação dos homens e se mantém por cooperação deles. É um  soco na boca do estômago de quem acha que não tem nada a ver com isso!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;John Zerzan (o anarquista  norte-americano que ganhou destaque a partir da década de 1980), e sua  proposta fundamentada no retorno ao primitivismos caem no vazio diante  da livre servidão humana a suas próprias necessidades. Gandini reafirma  Freud que entende o homem como um ser “fadado à insatisfação”, pois está  sempre buscando, sempre à procura sem nunca se complementar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao retornar ao primitiviso o homem  retomaria o anseio pelo desenvolvimento, e possivelmente, a sistemas de  controle social, aos conflito de classes, ao consumo irracional de  recursos naturais, à injustiça social, às relações entre dominadores e  dominados. O que Gandini não oferece é a pista para uma saída segura.  Assim, escapa à pretensão das soluções fáceis e coloca a solução do  impasse sob a responsabilidade de cada um.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-1836141696041555323?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/1836141696041555323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=1836141696041555323&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/1836141696041555323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/1836141696041555323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/11/documentario-propoe-para-salvar-o-mundo.html' title='Documentário propõe: para salvar o mundo é preciso voltar à idade da pedra'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/YbpmWeymWWw/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-8865060159289629886</id><published>2011-11-15T13:04:00.000-03:00</published><updated>2011-11-15T13:04:21.313-03:00</updated><title type='text'>Os 1753 dias do governo Collor</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;h1 id="post-3924"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;              &lt;a href="http://www.facebook.com/sharer.php?u=http%3A%2F%2Fquemtemmedodademocracia.com%2Fcolunas%2Fdesabafos-de-um-anciao%2Fos-1753-dias-do-governo-collor%2F&amp;amp;t=Os%201753%20dias%20do%20governo%20Collor%20%7C%20QTMD%3F%20Quem%20Tem%20Medo%20da%20Democracia%3F&amp;amp;src=sp" name="fb_share" style="text-decoration: none;" type="button_count"&gt;&lt;span class="fb_share_size_Small "&gt;&lt;span class="FBConnectButton FBConnectButton_Small" style="cursor: pointer;"&gt;&lt;span class="FBConnectButton_Text"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="wp-caption aligncenter" id="attachment_3929" style="width: 568px;"&gt;&lt;a href="http://quemtemmedodademocracia.com/wp-content/uploads/2011/11/Elei%C3%A7%C3%B5es-89-Colloridos-X-Lulistas-Jorge-Ara%C3%BAjo-Folha-Imagem.jpg"&gt;&lt;img alt="" class="size-full wp-image-3929 " height="396" src="http://quemtemmedodademocracia.com/wp-content/uploads/2011/11/Elei%C3%A7%C3%B5es-89-Colloridos-X-Lulistas-Jorge-Ara%C3%BAjo-Folha-Imagem.jpg" width="560" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="wp-caption-text"&gt;Na  foto (de Jorge Araújo, da Folha Imagem) vêem-se colloridos em confronto  com lulistas. O candidato derrotado em 1989, Luis Inácio Lula da Silva,  que a elite apontava como defensor de idéias ultrapassadas, era  contrário às privatizações. Questionado no primeiro turno das eleições  presidenciais pelo jornalista Apóllo Natali, da Agência Estado, em seu  comitê da Vila Mariana, em São Paulo, o candidato do PT dizia acreditar  que, “bem administradas, as estatais são viáveis”.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Apóllo Natali(*)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="mceTemp" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;dl class="wp-caption alignleft" id="attachment_3930" style="width: 410px;"&gt;&lt;dt class="wp-caption-dt"&gt;&lt;a href="http://quemtemmedodademocracia.com/wp-content/uploads/2011/11/collor-jet-ski.jpg"&gt;&lt;img alt="" class="size-full wp-image-3930" height="600" src="http://quemtemmedodademocracia.com/wp-content/uploads/2011/11/collor-jet-ski.jpg" title="collor jet ski" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;&lt;dd class="wp-caption-dd"&gt;“O meu governo serviu de ruptura de um Brasil  antigo para um Brasil que se dispunha a ingressar na modernidade. Esse  programa constitui-se na base sobre a qual qualquer outro programa  poderia se assentar para ter chances de êxito”. (Fernando Collor de  Mello, Maceió, 1999)&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando assumiu a presidência da  República, em 15 de março de 1990, Fernando Collor de Mello tinha pela  frente uma inflação de 4.853%, registrada em um ano, de março 1989 a  março de 1990. O país vivia verdadeiro flagelo social com cara de guerra  civil, que havia passado por cima de quatro planos econômicos  fracassados do governo anterior de José Sarney, fundados em congelamento  de preços. Eram chamados de “pacotes econômicos”: ”¨Plano Cruzado,  Plano Bresser, Plano da política “Feijão com Arroz” do ministro Maílson  da Nóbrega e Cruzado Novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A máquina do Estado com que Collor se  deparou está inchada, centralizadora e ineficiente. A inflação não tem  controle e a taxa de crescimento é negativa. Numa época de globalização  da economia, o país mantém setores de produção oligopolizados e  protegidos por barreiras alfandegárias retrógradas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois dias antes da posse, Collor chora  em Maceió e promete travar um combate sem tréguas à inflação, aos  corruptos, aos sonegadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em pleno furacão inflacionário, no final  de 1989, Geraldo Forbes, membro do Conselho do Instituto de Estudos  Avançados da USP, profetiza: “O desastre da hiperinflação é  irrecorrível. A economia, e com ela as instituições, equilibram-se  precariamente no fio da navalha.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;REINVENTANDO O PAÍS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era preciso reinventar o país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 30/1/1989, uma equipe de 30 técnicos  da equipe de Collor reúne-se sigilosamente em Roma para sugerir medidas a  serem executadas nos primeiros dias do novo governo. Na reunião, acaba  prevalecendo a tendência por um ajuste moderado na economia, em lugar de  um choque violento para combater a inflação. A futura ministra da  economia, Zélia Cardoso de Mello, discute o plano com o empresário  Daniel Dantas.A assessoria de Zélia faz circular a versão de que o  programa de Dantas propõe um choque violento na economia. Dantas  desmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Megainstituições econômicas e órgãos cooperativos do empresariado cancelam reuniões que discutiriam o assunto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CHEGA O FURACÃO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O próprio Collor anuncia na televisão as  medidas do seu plano Brasil Novo, ou Plano Collor I. O deputado Alysson  Paulinelli pontua nas páginas da imprensa o estado de choque social  causado: “Estamos como o sujeito que saltou do vigésimo andar. Estamos  passando pelo décimo andar e, por enquanto, tudo bem. Apenas aquela  brisa no rosto…”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Isso já foi tentado antes e não deu  certo”, proclama o presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo,  deputado Tonico Ramos. “O País está muito doente e remédio em excesso  poderá matá-lo. É preferível que o país seja administrado por políticos e  não por formulações econômicas”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Intimidados pelas manchetes da imprensa  anunciando a data de divulgação do Plano, os investidores fogem do over e  dos fundos com medo do que estava por vir. Temiam rigor na taxação das  aplicações. Na véspera da publicação, a previsão geral era de uma  repetição das medidas do governo anterior, isto é, o mesmo congelamento  de preços e salários, e não o que estava por vir, um furacão econômico.  Começa um feriado bancário de três dias, em 13, 14 e 15 de março. Não  cabe à imprensa espalhar o pânico. Então, as manchetes do dia 17 são  comedidas: “Sai o Plano Collor”, diz “O Estado de S.Paulo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meio ao cumprimento da saraivada de  medidas, pipocavam histórias de suicídios, de atos de desespero, de  desastres nos negócios imobiliários, de separações de casais por conta  da impossibilidade de tocar a vida. Houve quem jogou um veículo nas  paredes e vidraças de uma agência bancária, fato divulgado com fotos na  imprensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos pés das manchetes precavidas dos  jornais, rádio e TV anunciando o plano, vai sendo exibida, na fria  linguagem jornalística, toda a munição que seria empregada na guerra  contra a situação insustentável que o país vivia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Jornal O Estado de S.Paulo, com o seu título nada bombástico “Sai o Plano Collor”, goteja as medidas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Congelamento de preços (tabelados e depois liberados, gradualmente);&lt;br /&gt;-Cai a moeda Cruzado, chega o Cruzeiro, sem corte de zeros;&lt;br /&gt;-Saques da poupança e depósitos em conta corrente limitados a 50  cruzeiros; o resto em conta fica retido por 18 meses, a ser devolvido em  parcelas com juros de seis por cento ao ano. Quem prefere a restituição  do dinheiro antes, pode ser retirado em leilão, com ágio.&lt;br /&gt;-Saques do over e fundos a curto prazo limitados a 20%;&lt;br /&gt;-Salários corrigidos pela inflação de fevereiro, de 72,78%;&lt;br /&gt;-Correção salarial pré-fixada;&lt;br /&gt;-Salário mínimo corrigido pela inflação efetiva.&lt;br /&gt;-Extintos papéis ao portador;&lt;br /&gt;-Cheques superiores a R$ 2.953,99 (100 BTNs-Bônus do Tesouro Nacional) têm de ser nominais;&lt;br /&gt;-Câmbio flutuante com valores fixados pelo mercado;&lt;br /&gt;-Instituições financeiras terão de aplicar parte do patrimônio em títulos de privatização;&lt;br /&gt;-Aumento do IPI-Imposto de Produtos Industrializados;&lt;br /&gt;-Macro setor agrícola taxado pesadamente;&lt;br /&gt;-Fim dos incentivos à exportação;&lt;br /&gt;-Fim dos benefícios que reduzem o Imposto de Renda de pessoas jurídicas;&lt;br /&gt;-Aumenta o IOF-Imposto Sobre Operações Financeiras;&lt;br /&gt;-Os crimes de abuso do poder econômico serão punidos com dois a mais anos de prisão e multa de 200 mil a 500 mil BTNs.&lt;br /&gt;-Extinção de 24 estatais, 5 autarquias, 8 fundações, 3 empresas  públicas, 8 sociedades de economia mista (Medida Provisória 151).&lt;br /&gt;O novo governo anuncia cortes nos gastos públicos e redução da máquina  do Estado também com a demissão de funcionários. O plano prevê a  abertura do mercado interno, com a redução gradativa das alíquotas de  importação.&lt;br /&gt;A Folha de S.Paulo mancheteou: “Choque do Plano Collor é o maior de toda  a História”. E, na linha fina: “Governo retém 80% do over e limita a 50  mil o saque bancário e da poupança”.&lt;br /&gt;A reportagem anuncia o Plano e relata as primeiras palavras do  presidente, que os leitores atordoados viam fora do contexto: “Estou  cumprindo no primeiro dia do meu mandato meu compromisso de não pactuar  com a injustiça desde o começo”. O jornalista Clóvis Rossi desvenda o  mistério: presidente Fernando Collor baixou ontem um pacote econômico  que mexerá com cerca de US$ 35 bilhões (10% do Produto Interno Bruto) e  revoluciona toda a economia, a tal ponto que ninguém, exceto os membros  da equipe econômica, tinha certeza de seus efeitos globais a médio e  longo prazo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TERRA ARRASADA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As empresas foram surpreendidas com o  plano econômico e, sem liquidez, pressionam o governo. A ministra Zélia  Cardoso de Mello faz a liberação gradativa do dinheiro retido,  denominada de “operação torneirinha” para pagamento de taxas, impostos  municipais e estaduais, folhas de pagamento e contribuições  previdenciárias. O governo libera os investimentos dos grandes  empresários e deixa retido somente o dinheiro dos poupadores  individuais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o dinheiro fora de circulação, a  inflação foi reduzida no início do Plano Collor I. Iniciava-se, porém, a  maior recessão que o Brasil já conheceu. Houve aumento do desemprego,  muitas empresas fecharam as portas e a produção diminuiu  consideravalmente, com queda de 26% em abril de 1990 em relação a abril  de 1989. As empresas são obrigadas a reduzir a produção, a jornada de  trabalho, os salários, e a demitir funcionários. Só em São Paulo nos  primeiros seis meses de 1990, deixaram de existir 170 mil postos de  trabalho. Foi o pior resultado desde a crise do início da década de 80. O  Produto Interno Bruto-PIB diminuiu de US$ 453 bilhões em 1989 para US$  433 bilhões em 1990.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 16 de agosto de 1990 o Programa  Nacional de Estatização previsto no Plano Collor é regulamentado e a  Usiminas é a primeira estatal a ser privatizada, através de um leilão,  em outubro de 1991. Depois, mais 25 estatais foram privatizadas até o  final de 1993, quando Itamar Franco já estava à frente do governo, com  grandes transferências patrimoniais do setor público para o setor  privado. O processo de privatização dos setores petroquímico e  siderúrgico já estava praticamente concluído. Inicia-se em seguida a  negociação do setor de telecomunicações e elétrico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O HISTRIÃO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, à parte a questão  econômica do País, a imagem de histrião do presidente se alastrava.  Mostrava-se como um super-homem, sempre aparecendo na mídia exibindo  suas grifes caras, pilotando aeronave, fazendo caminhadas, praticando  esportes. Mostrava a personalidade de um herói, forte, vaidoso,  arrojado, combativo, moderno. Dizia que tinha “aquilo roxo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Histrião: diz-se de um homem miserável e  envilecido que se dá em espetáculo pela abjeção dos atos que pratica. –  J.F.Caldas Aulete)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PLANO COLLOR II&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A inflação entra em cena novamente, com  um índice mensal de 19,39% em dezembro de 1990. O acumulado do ano chega  a 1.198%. É decretado o Plano Collor II, em 3l de janeiro de 1991.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Plano tinha como objetivo principal  controlar a ciranda financeira. Extingue as operações de overnight e  cria o Fundo de Aplicações Financeiras (FAF), que centraliza todas as  operações de curto prazo. Acaba com o Bônus do Tesouro Nacional Fiscal  (BTNf), que era usado pelo mercado para indexar preços, e que foi  substituído por uma Taxa Referencial Diária (TRD), com juros prefixados.  Aumenta o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). O governo pratica  uma política de juros altos e faz um grande esforço para desindexar a  economia. Tenta mais um congelamento de preços e salários. Um deflator é  adotado para os contratos com vencimento após 1O. de fevereiro. O  governo acreditava que aumentando a concorrência no setor industrial  conseguiria segurar a inflação. Então cria um cronograma de redução das  tarifas de importação, reduzindo a inflação de 1991 para 48l%.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SALTOS E SOBRESSALTOS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A recuperação da economia iniciou-se no  final de 1992, após um grande processo de reestruturação interna das  indústrias. Foi fundamental a abertura do mercado brasileiro para  produtos importados. Isso obrigou a indústria nacional a investir alto  na modernização do processo produtivo, qualidade e lançamento de novos  produtos no mercado. Ficou célebre a frase de Collor denunciando que a  indústria automobilística brasileira, sempre com as mesmas fábricas e  produzindo os mesmos modelos, fabricava “carroças”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As empresas que queriam permanecer no  mercado tiveram que rever seus métodos administrativos e de organização,  reduzindo os custos de gerenciamento. As atividades foram  centralizadas, muitos setores foram terceirizados. As empresas são  obrigadas a investir pesado na automação e a reduzir a hierarquia  interna. O resultado foi o crescimento da produtividade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda essa modernidade era considerada  necessária para as empresas se tornarem mais competitivas, tanto no  mercado interno quanto no mercado externo. O aumento de produtividade  foi fundamental para a sobrevivência das empresas, mas para os  trabalhadores significou perdas de postos de trabalho, e menos  funcionários produzindo mais. Aumenta o desemprego dos brasileiros. Em  1993, só na Grande São Paulo, chega a um milhão e duzentos mil os  trabalhadores desempregados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O censo do IBGE DE 1991 indicava que a  renda per capita do brasileiro caira 5,6% em relação a 1980. A política  de salários vigente no país era tida como um dos fatores que contribuiu  para a multiplicação da pobreza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo o IBGE, em 1990, das 67,2  milhões de pessoas com mais de dez anos que trabalhavam, apenas 5,8%  ganhavam acima de dez salários mínimos. A maioria dos trabalhadores,  63%, recebia até três salários mínimos, sendo que 29,5% ganhava, no  máximo, um salário. Um dos reflexos dessa situação foi o aumento da  população favelada nas grandes cidades. Há 20 anos, apenas 1% da  população paulistana vivia em favelas. No início dos anos 90, a  população favelada da cidade subiu para 20% e representava cerca de 2  milhões de pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O IMPEACHEMENT&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Collor pregava a moralidade e combate à  corrupção, mas em seu governo foram denunciados vários casos de desvios  de dinheiro. O empresário Paulo César Faria, o PC, quer era o seu  arrrecadador de verbas para a campanha eleitoral, envolveu-se em esquema  de corrupção dentro do próprio governo. Uma Comissão Parlamentar de  Inquérito-CPI, apurou que muito dinheiro foi para a conta corrente de  Collor. Para se ter uma idéia da gastança em seu governo, apurou-se que  só para as despesas pessoais do presidente foram consumidos US$ 10  milhões e 600 mil. Ministros foram denunciados de corrupção, embora não  tenha havido condenações. Paulo César Farias chegou a ser preso, depois  de uma rumorosa caçada policial que terminou na Indonésia, mas em pouco  tempo ganhou a liberdade e foi curtir uma mansão na praia, onde foi  encontrado morto. A polícia não conseguiu desvendar o crime, e a opinião  do povo era de que teria sido uma queima de arquivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Presidente da República foi  substituído sem derramamento de sangue, golpe militar ou qualquer tipo  de violência, pelo vice Itamar Franco, de tendência nacionalista e  comedido quanto às privatizações. Foi um processo pela via legal, em  votação no Congresso, depois de movimentos de protestos populares que  receberam o nome de “caras pintadas”. O presidente pedira ao povo para  apóia-lo, para não deixá-lo sozinho, mas aconteceu o contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi a queda do primeiro governo civil  brasileiro, eleito por voto direto desde 1960. Foi também o primeiro  escolhido dentro das regras da Constituição de 1988, com plena liberdade  partidária e eleição em dois turnos. Ex- governador de Alagoas,  politico jovem e com amplo apoio das forças conservadores, Collor  derrotara no segundo turno da eleição a Luiz Inácio Lula da Silva,  migrante nordestino, ex-metalúrgico e destacado líder da esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para as elites, Collor ofereceu a modernização econômica do país consoante a receita do neoliberalismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;GRANDES SALTOS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um comparativo da eficiência industrial  no país mostra que a abertura do mercado pelo governo Collor foi  benéfica para o setor produtivo, apesar da retração do PIB:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Até 1989, o Brasil fabricava 1,5 milhão  de televisores por ano. Para montar cada TV, era necessária 1 hora de  40 minutos. Depois da abertura de mercado, em 1990, a indústria  brasileira passou a produzir 7 milhões de televisores por ano, sendo  necessários 25 minutos para montagem de cada um;&lt;br /&gt;-Em 1989, um televisor de 14 polegadas custava cerca de US$ 550. Depois  da abertura de mercado, passou a custar o equivalente a US$ 300;&lt;br /&gt;-Até 1989, a Sharp produzia 14 televisores por empregado. A empresa passou a produzir 70 televisores por funcionário;&lt;br /&gt;-Até 1989, a Azaléia fabricava 10 mil pares de sapatos por dia.  Comprando novas máquinas, passou a fabricar 120 mil pares por dia, sem  aumentar o número de empregados;&lt;br /&gt;-Até 1989, cada operário da indústria automobilística montava nove  carros por ano. Após a abertura do mercado e a automação das linhas de  montagem, cada operário passou a montar 20 carros por ano;&lt;br /&gt;-Até 1989, uma bicicleta de 18 marchas custava US4 480. Passou a custar US$ 128;&lt;br /&gt;-Até 1989, nenhuma empresa brasileira possuía o certificado de qualidade  ISSO 9000, pois não enfrentavam competição internacional. Hoje milhares  de empresas possuem esse certificado de qualidade mundial;&lt;br /&gt;-Até 1989, os computadores disponíveis no mercado brasileiro eram quatro  gerações atrasadas em relação aos utilizados no primeiro mundo. Com a  abertura de mercado, os brasileiros passaram a ter acesso a computadores  quase que simultaneamente ao mercado internacional;&lt;br /&gt;-Em 1989, o gasto com a folha de pagamento do governo federal correspondia a 5,3% do PIB. No governo Collor, baixou para 3,7%.&lt;br /&gt;-Em 1989, o PIB atingiu a US$ 453 bilhões. Em 1990, foi para US$ 433 bilhões, uma queda de 4,4%.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;AS PRIVATIZAÇÕES&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acionando a alavanca das privatizações,  Collor atrelava o País à tendência mundial de enxugamento do Estado. Ao  mesmo tempo, pulverizava a mentalidade de casta que nelas imperava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na empresa mineradora Vale do Rio Doce,  por exemplo, havia salários elevadíssimos, incompatíveis com a realidade  do país, além de uma política de empreguismo. Seus funcionários  recebiam até um 17O salário e seu plano de saúde era de causar inveja às  mais altas camadas sociais de países desenvolvidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A aniquilação das estatais,  principalmente bancos, em ocasiões posteriores, extinguia de vez o  espírito de corrupção e uso político que dominava essas empresas.&lt;/div&gt;&lt;div class="wp-caption aligncenter" id="attachment_3927" style="width: 601px;"&gt;&lt;a href="http://quemtemmedodademocracia.com/wp-content/uploads/2011/11/collorvoltou.jpg"&gt;&lt;img alt="" class="size-full wp-image-3927   " height="399" src="http://quemtemmedodademocracia.com/wp-content/uploads/2011/11/collorvoltou.jpg" title="collorvoltou" width="593" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="wp-caption-text"&gt;                                                       Na foto (da  Agência Estado) vê-se o hoje senador Collor .                                                                                 -O sr. pretende  voltar a ser presidente? (Revista Isto É, em 2002)                                                 -“Claro que sim”. (Fernando Collor de Mello)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;*Apollo Natali&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;é jornalista, formado aos 71 anos, depois de 4 décadas atuando na imprensa. É colaborador do “Quem tem medo da democracia?”,&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-8865060159289629886?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/8865060159289629886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=8865060159289629886&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/8865060159289629886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/8865060159289629886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/11/os-1753-dias-do-governo-collor.html' title='Os 1753 dias do governo Collor'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-8144257189663895852</id><published>2011-11-04T15:45:00.000-03:00</published><updated>2011-11-04T15:45:45.133-03:00</updated><title type='text'>A Globo se protege</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Tem certos  assuntos que dão uma preguiça. Um deles, pelo menos para mim, é a rede  Globo. Empresa nascida no período militar, abençoada pela Time Life,  veio para criar a idéia de um “estado nacional”, sob o ponto de vista  dos militares, é claro. Depois, ao longo da sua vida como empresa,  sempre de braços dados com o poder. Não importa qual seja. E, nesses  anos todos, o jornalismo que pratica é o que interessa aos donos do  poder. Ou seja, no mais das vezes, nem jornalismo é. Propaganda, como  bem diz Noam Chomsky. É certo que, vez ou outra, um determinado repórter  escapa dessa lógica e consegue produzir jornalismo de qualidade, mas é  raro. O que também às vezes ocorre é que, como ensinou Adelmo Genro,  alguns fatos por si mesmo são tão eloqüentes que transcendem qualquer  possibilidade de manipulação. Mas, o que é certo é que o jornalismo  global é porta-voz do poder. Não se importa com a vida das gentes, essa  gente real, que luta e protesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, não pode causar espanto  que existam por aí afora pessoas que sintam vontade de repudiar com mais  veemência essa prática nefasta de mau jornalismo. Há os que fazem  análises ácidas, mas se comportam de forma respeitosa. Há os que  escracham, os que xingam, os que são bem deselegantes. Mas há também os  que chutam o balde mesmo. Talvez porque tenham aprendido que no Brasil  tentar fazer as coisas “por dentro da ordem” não dá muito resultado. Por  isso, por aí andam esses que fazem aparições nos momentos em que os  repórteres globais estão ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia acabaram derrubando  uma repórter e o caso virou notícia nacional através das redes sociais.  Enfastiada, acabei lendo bastante coisa que saiu e não me surpreendeu  que a maioria dos comentários fosse de repúdio aos manifestantes. Alguns  chegaram a dizer que era um ataque ao jornalismo. Bueno, ainda com  preguiça, resolvi entrar no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de uma campanha  salarial que fizemos em Santa Catarina na qual se desencadeou a  “operação papagaio de pirata”. Nela, alguns colegas se postavam atrás  dos repórteres da RBS que entrassem ao vivo, protestando, com cartazes,  sobre os baixos salários no estado. Foi um momento histórico da luta dos  jornalistas em Santa Catarina, até hoje lembrado com orgulho. Não era  um ataque ao “jornalismo”, mas um ousado e criativo protesto contra a  rede que mais explorava jornalistas naqueles dias. E não foram poucos os  que condenaram a eficaz forma de luta dos jornalistas, alguns apelando  para o que chamavam de “desrespeito aos colegas”. Ora, não era. Pelo  contrário. Era amor pelos companheiros explorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, vejo  esses ataques que andam acontecendo junto aos repórteres da Globo como  um saudável protesto contra os péssimo serviços da emissora. E,  finalmente, um protesto que se pode ver, justamente pela radicalidade do  grupo. Não os comparo com vândalos ou baderneiros. Devem ser criaturas  que querem ser escutadas e encontraram nessa forma a mais eficaz. E vejo  que tem dado certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isso leve os big boss da Globo a  pensar um pouco sobre o que andam fazendo. Que tipo de jornalismo é esse  que, num país democrático, precisa de segurança para se fazer? Não  seria isso um sintoma claro de que algo está podre no reino da  platinada? Perguntas que qualquer profissional sério se faria. Mas,  qual! A primeira resposta da Globo foi, pasmem, demitir os trabalhadores  que faziam a segurança da equipe. E a segunda atitude foi anunciar que  agora os repórteres que entrarem ao vivo serão cercados por um aparato  de proteção contra vândalos. Interessante isso! Mais uma trincheira  impedindo a verdade de entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, aqui da periferia da  periferia, no sul do sul, não tenho dúvidas. Esse povo aí não está  agredindo as pessoas, nem o jornalismo. Estão protestando contra a  mentira, a manipulação e ao descaso com a vida real. E quer saber? Gosto  disso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Elaine Tavares&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-8144257189663895852?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/8144257189663895852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=8144257189663895852&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/8144257189663895852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/8144257189663895852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/11/globo-se-protege.html' title='A Globo se protege'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-5024619715459738160</id><published>2011-10-31T08:12:00.000-03:00</published><updated>2011-10-31T08:12:49.999-03:00</updated><title type='text'>TEXTO SOBRE ALDO REBELO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span style="font-size: medium; font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;As últimas notícias sobre corrupção envolvendo o PCdoB recolocam luzes sobre a atuação de Aldo Rebelo (PCdoB/SP) em favor das alterações do Código Florestal Brasileiro (CFB). Mesmo na presidência do Congresso Nacional o parlamentar nunca demonstrou ter elã, parecendo mover-se às custas de cordéis, encenando "cota" do PC do B na teia governamental. Neste estilo, recebeu o projeto de alterações do CFB pronto, elaborado por mentes retrógradas, desprovidas de qualquer prudência ou bom senso com respeito à humanidade, ao ambiente e à sociedade de modo geral. &lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="ecxyiv447728435MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No seu "&lt;i&gt;site&lt;/i&gt;" Aldo se apresenta como "&lt;i&gt;um operário da construção nacional&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;um jornalista, escritor e deputado federal..., cinco mandatos consecutivos&lt;/i&gt;", presidente da Câmara dos Deputados, ministro da coordenação política e líder do governo Lula. Hoje é citado como novo ministro do Esporte, mas já faz ginástica para que o seu nome não permeie o escândalo que melecou o ex-ministro e seu colega de partido, já que seu irmão foi citado no mesmo suposto esquema de desvio. Boa oportunidade para testar o fôlego de Aldo e aprimorar o novo esporte da Presidência da República; arremesso de ministros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="ecxyiv447728435MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No discursinho manhoso feito pelo Brasil em prol da destruição das nossas reservas naturais, afirmou que "&lt;i&gt;precisávamos acabar com a fome no mundo&lt;/i&gt;", entretanto ainda não combinou com a colega senadora Kátia para que usem a tribuna pedindo a destinação de grãos para os que morrem de fome na devastada Somália e arredores. E ele sabe que já morreram mais de 30 mil pessoas, outras sofrem as dores da fome, mais perecerão e nada do Aldo se preocupar com a agonia deles. O parlamentar tem conhecimento (diz-se culto) que no mundo se produz alimento para saciar 12 bilhões de pessoas, onde vivem sete bilhões, mas se desperdiça um terço do gerado. Ele tem a exata noção que estes esfomeados não recebem o alimento excedente porque o preço do transporte "não compensa" e porque muito do produzido é para alimentar animais. Afinal, hoje, sementes são "&lt;i&gt;commodities&lt;/i&gt;", ou seja, é negócio e tem que dar lucro! É lei do mercado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="ecxyiv447728435MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nas peregrinações contra o CFB disse estar &lt;b&gt;"&lt;/b&gt;&lt;i&gt;estarrecido com o que viu por todo o Brasil&lt;/i&gt;", ou seja, deputado muito bem assalariado por 20 anos ele ainda não conhecia o Estado que se arvora representar, seria um inútil e um desperdício financeiro para os cofres públicos (aliás, como muitos o são). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="ecxyiv447728435MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A prestação de contas eleitorais o aproxima, com o PCdoB, aos interesses de quem lhes financiaram campanhas. Seu total &lt;b&gt;declarado &lt;/b&gt;revela campanha milionária - R$ 2.177.724.19 - dos quais, aproximadamente, R$ 627.000.00 vieram de empresas do agronegócio (Votorantim), bancos, construtoras (Camargo Corrêa) e metalúrgicas. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Outros R$ 253.000.00 surgem do diretório nacional e comitê financeiro. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;O Comitê Eleitoral de São Paulo (base de Aldo) &lt;b&gt;declarou&lt;/b&gt; arrecadação de &lt;/span&gt;&lt;span&gt;R$ 2.878.686,84, e chama a atenção que aproximadamente R$ 982.000.00 provêm de empresas de mineração e do setor do agronegócio, como AMAGGI EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO LTDA, BUNGE FERTILIZANTES S.A., CELULOSE NIPO BRASILEIRA S.A, GOLDEN LEAF TOBACCO LTDA, KLABIN S.A., SUZANO PAPEL E CELULOSE S.A. Outro milhão surge de comitês financeiros. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="ecxyiv447728435MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No RS o partido &lt;b&gt;declarou &lt;/b&gt;recurso&lt;b&gt;s &lt;/b&gt;eleitorais de&lt;b&gt; &lt;/b&gt;R$ 1.545.354,59, dos quais R$ 80.000.00 vieram da BRASQUEM, R$ 100.000.00 da Fibria, R$ 80.000.00 da Ipiranga, R$ 9.500.00 da Jussara Cony, R$ 180.000.00 de Tarso Genro&lt;/span&gt;&lt;span&gt; e surge (?) R$ 1.200.000.00 de "diretórios e comitês". Será este o motivo porque Tarso deu a SEMA ao PC do B, e por que Jussara senta na secretaria?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="ecxyiv447728435MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Toda esta cordialidade política lambuza os senadores gaúchos. Convidados por movimentos ambientalistas para debater as alterações do CFB eles comprovaram que Brasília está muito longe do nosso RS e do povo. Fugiram de cena, evaporaram da vida pública, mas um dia farão a ginástica de pedir votos (e muitos os darão). O pessoal da senadora Ana Amélia inovou na República e dizem ter feito uma "audiência pública" na Expointer, ou seja, quem teve dinheiro para pagar a entrada participou. Fica registrado que este é o conceito que têm de "público" (pagante).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="ecxyiv447728435MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ao fim e ao cabo percebe-se que o povo brasileiro é o grande ginasta nacional e tem um fôlego tremendo, suportando políticas pífias e políticos sem a mínima noção do ridículo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;br /&gt;Por: Dr. Althen Teixeira Filho&lt;br /&gt;Professor Titular&lt;br /&gt;Universidade Federal de Pelotas&lt;br /&gt;Instituto de Biologia&lt;br /&gt;Disciplina de Anatomia dos Animais Domésticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviado por: Júlio Lázaro Torma&lt;br /&gt;Colaborador deste blog&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-5024619715459738160?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/5024619715459738160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=5024619715459738160&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5024619715459738160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5024619715459738160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/10/texto-sobre-aldo-rebelo.html' title='TEXTO SOBRE ALDO REBELO'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-7124172965418150331</id><published>2011-10-24T10:09:00.003-03:00</published><updated>2011-10-25T07:18:24.091-03:00</updated><title type='text'>Somos contra a venda de áreas públicas em Chapecó. Diga não ao entreguismo do patrimônio público.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LcwR-hHRJso/TqVb2_UIMKI/AAAAAAAABRA/_BtV2MME3s8/s1600/venda+de+%25C3%25A1reas+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-LcwR-hHRJso/TqVb2_UIMKI/AAAAAAAABRA/_BtV2MME3s8/s320/venda+de+%25C3%25A1reas+1.jpg" width="207" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0UQ62A5t82U/TqVcSGl8hNI/AAAAAAAABRI/uA82DoOPoQ4/s1600/venda+de+%25C3%25A1reas+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-0UQ62A5t82U/TqVcSGl8hNI/AAAAAAAABRI/uA82DoOPoQ4/s320/venda+de+%25C3%25A1reas+2.jpg" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Prefeito de Chapecó, juntamente com vereadores da base aliada seguem a risca o já fracassado projeto neoliberal, fazem concessões a empresas e entregam o patrimônio público a imobiliarias e seus&amp;nbsp; afetos mais próximos com o interesse de abarganharem apoio político e financeiro para futuras campanhas eleitorais.&lt;br /&gt;O povo trabalhador desta cidade se mostra contrário ao desmantelamento do patrimônio público, esse mesmo patrimônio é a garantia de uma futura cidade com espaços públicos para aparelhos institucionais para prover o bem estar das futuras gerações. A negativa desse projeto por parte do povo trabalhador é a garantia para que esse projeto entreguista não se concretize.&amp;nbsp; "DIZER NÃO A ISSO, É TER SOBERANIA"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que ninguém me compreenda&lt;br /&gt;Quando digo que sou visionário&lt;br /&gt;Pode a bíblia ser um dicionário&lt;br /&gt;Pode tudo ser uma refazenda&lt;br /&gt;Mas a mente talvez não me atenda&lt;br /&gt;Se eu quiser novamente retornar&lt;br /&gt;Para o mundo de leis me obrigar&lt;br /&gt;A lutar pelo erro do engano&lt;br /&gt;Eu prefiro um galope soberano&lt;br /&gt;À loucura do mundo me entregar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé Ramalho &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-7124172965418150331?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/7124172965418150331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=7124172965418150331&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/7124172965418150331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/7124172965418150331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/10/somos-contra-venda-de-areas-publicas-em.html' title='Somos contra a venda de áreas públicas em Chapecó. Diga não ao entreguismo do patrimônio público.'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-LcwR-hHRJso/TqVb2_UIMKI/AAAAAAAABRA/_BtV2MME3s8/s72-c/venda+de+%25C3%25A1reas+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-2836252711264140954</id><published>2011-10-19T13:13:00.002-03:00</published><updated>2011-10-19T13:13:56.329-03:00</updated><title type='text'>'O capitalismo chegou ao fim da linha', afirma Wallerstein</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;strong&gt;A&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;entrevista  durou pouco mais de onze minutos, mas alimentará horas de debates em  todo o mundo e certamente ajudará a enxergar melhor o período tormentoso  que vivemos. Aos 81 anos, o sociólogo estadunidense Immanuel  Wallerstein, acredita que o capitalismo chegou ao fim da linha: já não  pode mais sobreviver como sistema. Mas – e aqui começam as provocações –  o que surgirá em seu lugar pode ser melhor (mais igualitário e  democrático) ou pior (mais polarizado e explorador) do que temos hoje em  dia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;Estamos,  pensa este professor da Universidade de Yale e personagem assíduo dos  Fóruns Sociais Mundiais, em meio a uma bifurcação, um momento histórico  único nos últimos 500 anos. Ao contrário do que pensava Karl Marx, o  sistema não sucumbirá num ato heróico. Desabará sobre suas próprias  contradições. Mas atenção: diferente de certos críticos do filósofo  alemão, Wallerstein não está sugerindo que as ações humanas são  irrelevantes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;Ao  contrário: para ele, vivemos o momento preciso em que as ações  coletivas, e mesmo individuais, podem causar impactos decisivos sobre o  destino comum da humanidade e do planeta. Ou seja, nossas escolhas  realmente importam. “Quando o sistema está estável, é relativamente  determinista. Mas, quando passa por crise estrutural, o livre-arbítrio  torna-se importante.”&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;É  no emblemático 1968, referência e inspiração de tantas iniciativas  contemporâneas, que Wallerstein situa o início da bifurcação. Lá teria  se quebrado “a ilusão liberal que governava o sistema-mundo”. Abertura  de um período em que o sistema hegemônico começa a declinar e o futuro  abre-se a rumos muito distintos, as revoltas daquele ano seriam, na  opinião do sociólogo, o fato mais potente do século passado –  superiores, por exemplo, à revolução soviética de 1917 ou a 1945, quando  os EUA emergiram com grande poder mundial.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;As  declarações foram colhidas no dia 4 de outubro pela jornalista Sophie  Shevardnadze, que conduz o programa Interview na emissora de televisão  russa RT. A transcrição e a tradução para o português são iniciativas do  site Outras Palavras (Le Monde Diplomatique Brasil - 15/10/2011).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;Eis a entrevista.&amp;nbsp;&lt;a alt="Humor_O_Fim_do_Capitalismo_Financeiro" class="highslide highslide ageent-ru  " href="http://www.sindaspisc.org.br/sindaspisc/images/stories/noticias/CUBA/Humor_O_Fim_do_Capitalismo_Financeiro.jpg" target="_blank" title=""&gt;&lt;img alt="Humor_O_Fim_do_Capitalismo_Financeiro" border="" class="" height="242" id="" src="http://www.sindaspisc.org.br/sindaspisc//plugins/content/joomthumbnail/upload_images/1139_Humor_O_Fim_do_Capitalismo_Financeiro.jpg" style="float: right; margin: 5px;" title="" width="210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Há  exatamente dois anos, você disse ao RT que o colapso real da economia  ainda demoraria alguns anos. Esse colapso está acontecendo agora?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Immanuel Wallerstein&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - Não, ainda vai demorar um ano ou dois, mas está claro que essa quebra está chegando.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;Quem está em maiores apuros: Os Estados Unidos, a União Europeia ou o mundo todo?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Wallerstein &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;-  Na verdade, o mundo todo vive problemas. Os Estados Unidos e União  Europeia, claramente. Mas também acredito que os chamados países  emergentes, ou em desenvolvimento – Brasil, Índia, China – também  enfrentarão dificuldades. Não vejo ninguém em situação tranquila.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Você está dizendo que o sistema financeiro está claramente quebrado. O que há de errado com o capitalismo contemporâneo?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Wallerstein&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;  - Essa é uma história muito longa. Na minha visão, o capitalismo chegou  ao fim da linha e já não pode sobreviver como sistema. A crise  estrutural que atravessamos começou há bastante tempo. Segundo meu ponto  de vista, por volta dos anos 1970 – e ainda vai durar mais uns vinte,  trinta ou quarenta anos. Não é uma crise de um ano, ou de curta duração:  é o grande desabamento de um sistema. Estamos num momento de transição.  Na verdade, na luta política que acontece no mundo — que a maioria das  pessoas se recusa a reconhecer — não está em questão se o capitalismo  sobreviverá ou não, mas o que irá sucedê-lo. E é claro: podem existir  duas pontos de vista extremamente diferentes sobre o que deve tomar o  lugar do capitalismo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Qual a sua visão?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Wallerstein&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;-  Eu gostaria de um sistema relativamente mais democrático, mais  relativamente igualitário e moral. Essa é uma visão, nós nunca tivemos  isso na história do mundo – mas é possível. A outra visão é de um  sistema desigual, polarizado e explorador. O capitalismo já é assim, mas  pode advir um sistema muito pior que ele. É como vejo a luta política  que vivemos. Tecnicamente, significa é uma bifurcação de um sistema.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Então, a bifurcação do sistema capitalista está diretamente ligada aos caos econômico?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Wallerstein&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;  - Sim, as raízes da crise são, de muitas maneiras, a incapacidade de  reproduzir o princípio básico do capitalismo, que é a acumulação  sistemática de capital. Esse é o ponto central do capitalismo como um  sistema, e funcionou perfeitamente bem por 500 anos. Foi um sistema  muito bem sucedido no que se propõe a fazer. Mas se desfez, como  acontece com todos os sistemas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Esses tremores econômicos, políticos e sociais são perigosos? Quais são os prós e contras?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Wallerstein&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;  - Se você pergunta se os tremores são perigosos para você e para mim,  então a resposta é sim, eles são extremamente perigosos para nós. Na  verdade, num dos livros que escrevi, chamei-os de “inferno na terra”. É  um período no qual quase tudo é relativamente imprevisível a curto prazo  – e as pessoas não podem conviver com o imprevisível a curto prazo.  Podemos nos ajustar ao imprevisível no longo prazo, mas não com a  incerteza sobre o que vai acontecer no dia seguinte ou no ano seguinte.  Você não sabe o que fazer, e é basicamente o que estamos vendo no mundo  da economia hoje. É uma paralisia, pois ninguém está investindo, já que  ninguém sabe se daqui a um ano ou dois vai ter esse dinheiro de volta.  Quem não tem certeza de que em três anos vai receber seu dinheiro, não  investe – mas não investir torna a situação ainda pior. As pessoas não  sentem que têm muitas opções, e estão certas, as opções são escassas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Então,  estamos nesse processo de abalos, e não existem prós ou contras, não  temos opção, a não ser estar nesse processo. Você vê uma saída?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Wallerstein&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;  - Sim! O que acontece numa bifurcação é que, em algum momento, pendemos  para um dos lados, e voltamos a uma situação relativamente estável.  Quando a crise acabar, estaremos em um novo sistema, que não sabemos  qual será. É uma situação muito otimista no sentido de que, na situação  em que nos encontramos, o que eu e você fizermos realmente importa. Isso  não acontece quando vivemos num sistema que funciona perfeitamente bem.  Nesse caso, investimos uma quantidade imensa de energia e, no fim, tudo  volta a ser o que era antes. Um pequeno exemplo. Estamos na Rússia.  Aqui aconteceu uma coisa chamada Revolução Russa, em 1917. Foi um enorme  esforço social, um número incrível de pessoas colocou muita energia  nisso. Fizeram coisas incríveis, mas no final, onde está a Rússia, em  relação ao lugar que ocupava em 1917? Em muitos aspectos, está de volta  ao mesmo lugar, ou mudou muito pouco. A mesma coisa poderia ser dita  sobre a Revolução Francesa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;O que isso diz sobre a importância das escolhas pessoais?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Wallerstein&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;  - A situação muda quando você está em uma crise estrutural. Se,  normalmente, muito esforço se traduz em pouca mudança, nessas situações  raras um pequeno esforço traz um conjunto enorme de mudanças – porque o  sistema, agora, está muito instável e volátil. Qualquer esforço leva a  uma ou outra direção. Às vezes, digo que essa é a “historização” da  velha distinção filosófica entre determinismo e livre-arbítrio. Quando o  sistema está relativamente estável, é relativamente determinista, com  pouco espaço para o livre-arbítrio. Mas, quando está instável, passando  por uma crise estrutural, o livre-arbítrio torna-se importante. As ações  de cada um realmente importam, de uma maneira que não se viu nos  últimos 500 anos. Esse é meu argumento básico.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Você  sempre apontou Karl Marx como uma de suas maiores influências. Você  acredita que ele ainda seja tão relevante no século 21?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Wallerstein &lt;/span&gt;-  Bem, Karl Marx foi um grande pensador no século 19. Ele teve todas as  virtudes, com suas ideias e percepções, e todas as limitações, por ser  um homem do século 19. Uma de suas grandes limitações é que ele era um  economista clássico demais, e era determinista demais. Ele viu que os  sistemas tinham um fim, mas achou que esse fim se dava como resultado de  um processo de revolução. Eu estou sugerindo que o fim é reflexo de  contradições internas. Todos somos prisioneiros de nosso tempo, disso  não há dúvidas. Marx foi um prisioneiro do fato de ter sido um pensador  do século 19; eu sou prisioneiro do fato de ser um pensador do século  20.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Do século 21, agora.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Wallerstein&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;  - É, mas eu nasci em 1930, eu vivi 70 anos no século 20, eu sinto que  sou um produto do século 20. Isso provavelmente se revela como limitação  no meu próprio pensamento.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Quanto – e de que maneiras – esses dois séculos se diferem? Eles são realmente tão diferentes?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Wallerstein&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;  - Eu acredito que sim. Acredito que o ponto de virada deu-se por volta  de 1970. Primeiro, pela revolução mundial de 1968, que não foi um evento  sem importância. Na verdade, eu o considero o evento mais significantes  do século 20. Mais importante que a Revolução Russa e mais importante  que os Estados Unidos terem se tornado o poder hegemônico, em 1945.  Porque 1968 quebrou a ilusão liberal que governava o sistema mundial e  anunciou a bifurcação que viria. Vivemos, desde então, na esteira de  1968, em todo o mundo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Você  disse que vivemos a retomada de 68 desde que a revolução aconteceu. As  pessoas às vezes dizem que o mundo ficou mais valente nas últimas duas  décadas. O mundo ficou mais violento?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Wallerstein&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;  - Eu acho que as pessoas sentem um desconforto, embora ele talvez não  corresponda à realidade. Não há dúvidas de que as pessoas estavam  relativamente tranquilas quanto à violência em 1950 ou 1960. Hoje, elas  têm medo e, em muitos sentidos, têm o direito de sentir medo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;Você  acredita que, com todo o progresso tecnológico, e com o fato de  gostarmos de pensar que somos mais civilizados, não haverá mais guerras?  O que isso diz sobre a natureza humana?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Wallerstein &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;-  Significa que as pessoas estão prontas para serem violentas em muitas  circunstâncias. Somos mais civilizados? Eu não sei. Esse é um conceito  dúbio, primeiro porque o civilizado causa mais problemas que o não  civilizado; os civilizados tentam destruir os bárbaros, não são os  bárbaros que tentam destruir os civilizados. Os civilizados definem os  bárbaros: os outros são bárbaros; nós, os civilizados.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;strong&gt;É isso que vemos hoje? O Ocidente tent&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 13px;"&gt;&lt;strong&gt;ando ensinar os bárbaros de todo o mundo?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Wallerstein&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - É o que vemos há 500 anos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fonte: Sophie Shevardnadze - TV russa RT - Tradução: Outras Palavras/Le Monde Diplomatique Brasil )&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-2836252711264140954?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/2836252711264140954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=2836252711264140954&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2836252711264140954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2836252711264140954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/10/o-capitalismo-chegou-ao-fim-da-linha.html' title='&apos;O capitalismo chegou ao fim da linha&apos;, afirma Wallerstein'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-2525316955551251002</id><published>2011-10-16T15:13:00.000-03:00</published><updated>2011-10-16T15:13:17.061-03:00</updated><title type='text'>The American Dream - O Sonho Americano</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&amp;nbsp;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="208" src="http://www.youtube.com/embed/f2dmiAKxO0Y" width="350"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser uma animação que utiliza-se da piada e irreverência,  aborda um dos assuntos mais sérios da Economia Global: Os donos do  dinheiro. Fatos que foram escondidos da população mundial durante  gerações e gerações, e que agora, com o advento da Internet estão sendo  pouco a pouco revelados. Descubra quem são os Rothschilds, como eles  conseguiram enganar toda a Inglaterra, obrigando-a posteriormente a  adotar o sistema monetário do débito; surpreenda-se em saber que o FED  americano (semelhante à Casa da Moeda) não é uma instituição pública,  mas sim um banco privado e o que ele custa aos contribuintes  norte-americanos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-2525316955551251002?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/2525316955551251002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=2525316955551251002&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2525316955551251002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/2525316955551251002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/10/american-dream-o-sonho-americano.html' title='The American Dream - O Sonho Americano'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/f2dmiAKxO0Y/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-5730591716434446446</id><published>2011-10-13T10:41:00.000-03:00</published><updated>2011-10-13T10:41:23.448-03:00</updated><title type='text'>José Paulo Netto: palestra sobre neoliberalismo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Ofereço aos leitores do Produto da Memte, um interessante e formativo  documento audiovisual. O marxista brasileiro José&amp;nbsp;Paulo Netto explica  neste vídeo de 26 minutos a génese e o significado do neoliberalismo  como manifestaçom actual das políticas económicas do capitalismo  globalizado.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://blip.tv/play/AYGU8UsC.html" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;embed src="http://a.blip.tv/api.swf#AYGU8UsC" style="display: none;" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-5730591716434446446?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/5730591716434446446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=5730591716434446446&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5730591716434446446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5730591716434446446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/10/jose-paulo-netto-palestra-sobre.html' title='José Paulo Netto: palestra sobre neoliberalismo'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-1389633904026997452</id><published>2011-09-26T12:48:00.000-03:00</published><updated>2011-09-26T12:48:38.990-03:00</updated><title type='text'>737 donos do mundo controlam 80% do valor das empresas mundiais</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Um estudo de economistas e estatísticos, publicado na Suíça neste Verão,  dá a conhecer as interligações entre as multinacionais mundiais. E  revela que um pequeno grupo de actores económicos – sociedades  financeiras ou grupos industriais – domina a grande maioria do capital  de dezenas de milhares de empresas no mundo.&lt;br /&gt;O seu estudo, na fronteira da economia, da finança, das matemáticas e  da estatística, é arrepiante. Três jovens investigadores do Instituto  federal de tecnologia de Zurique&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;  examinaram as interacções financeiras entre multinacionais do mundo  inteiro. O seu trabalho - “The network of global corporate control” (“a  rede de controlo global das transnacionais”) - examina um painel de  43.000 empresas transnacionais (“transnacional corporations”)  seleccionadas na lista da OCDE. Eles dão a conhecer as interligações  financeiras complexas entre estas “entidades” económicas: parte do  capital detido, inclusive nas filiais ou nas holdings, participação  cruzada, participação indirecta no capital...&lt;br /&gt;Resultado: 80% do valor do conjunto das 43.000 multinacionais estudadas  é controlado por 737 “entidades”: bancos, companhias de seguros ou  grandes grupos industriais. O monopólio da posse capital não fica por  aí. “Por uma rede complexa de participações”, 147 multinacionais,  controlando-se entre si, possuem 40% do valor económico e financeiro de  todas as multinacionais do mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma super entidade de 50 grandes detentores de capitais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por fim, neste grupo de 147 multinacionais, 50 grandes detentores de  capital formam o que os autores chamam uma “super entidade”. Nela  encontram-se principalmente bancos: o britânico Barclays à cabeça, assim  como as “stars” de Wall Street (JP Morgan, Merrill Lynch, Goldman  Sachs, Morgan Stanley...). Mas também seguradoras e grupos bancários  franceses: Axa, Natixis, Société générale, o grupo Banque  populaire-Caisse d'épargne ou BNP-Paribas. Os principais clientes dos &lt;em&gt;hedge funds &lt;/em&gt;e outras carteiras de investimentos geridos por estas instituições são por conseguinte, mecanicamente, os donos do mundo.&lt;br /&gt;Esta concentração levanta questões sérias. Para os autores, “uma rede  financeira densamente ligada torna-se muito sensível ao risco  sistémico”. Alguns recuam perante esta “super entidade”, e é o mundo que  treme, como o provou a crise do &lt;em&gt;subprime&lt;/em&gt;. Por outro lado, os  autores levantam o problema das graves consequências que põe uma tal  concentração. Que um punhado de fundos de investimento e de detentores  de capital, situados no coração destas interligações, decidam, por via  das assembleias gerais de accionistas ou pela sua presença nos conselhos  de administração, impor reestruturações nas empresas que eles  controlam... e os efeitos poderão ser devastadores. Por fim, que  influência poderão exercer sobre os Estados e as políticas públicas se  adoptarem uma estratégia comum? A resposta encontra-se provavelmente nos  actuais planos de austeridade.&lt;br /&gt;Artigo de &lt;strong&gt;Ivan du Roy&lt;/strong&gt;, publicado em Basta!&lt;span class="ext"&gt;&lt;/span&gt;, traduzido por &lt;strong&gt;Carlos Santos para esquerda.net&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Retirado de &lt;a href="http://www.bastamag.net/article1719.html"&gt;http://www.bastamag.net/article1719.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 O italiano Stefano Battiston, que passou pelo laboratório de física  estatística da École normale supérieure, o suíço James B. Glattfelder,  especialista em redes complexas, e a economista italiana Stefania  Vitali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Ivan du Roy&lt;br /&gt;&lt;div id="op-over-content"&gt;            &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-1389633904026997452?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/1389633904026997452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=1389633904026997452&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/1389633904026997452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/1389633904026997452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/09/737-donos-do-mundo-controlam-80-do.html' title='737 donos do mundo controlam 80% do valor das empresas mundiais'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-513065524506599523</id><published>2011-09-25T20:15:00.000-03:00</published><updated>2011-09-25T20:15:41.653-03:00</updated><title type='text'>CORTINA DE FUMAÇA</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="267" src="http://player.vimeo.com/video/22144223?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/22144223"&gt;Cortina de Fumaça&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/missawa"&gt;Missawa&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortina de Fumaça é um projeto independente, realizado pelo grupo  COLETIVO Projects, movido pela vontade de colaborar na construção de uma  sociedade mais equilibrada e alinhada com os princípios de liberdade,  diversidade e tolerância. O documentário de 88 minutos, traz informação  fundamentada para o grande público através de depoimentos nacionais e  internacionais.&lt;br /&gt;Além do Brasil, o diretor Rodrigo Mac Niven gravou na Inglaterra,  Espanha, Holanda, Suíça, Argentina e Estados Unidos; visitou feiras e  congressos internacionais, hospitais, prisões e instituições para  conversar com médicos, neurocientistas, psiquiatras, policiais,  advogados, juízes de direito, pesquisadores e representantes de  movimentos civis. Dentre os 34 entrevistados, o ex-presidente da  República, Fernando Henrique Cardoso; o Ministro da Suprema Corte da  Argentina, Raúl Zaffaroni; o ensaista e filósofo espanhol autor do  tratado “Historia General de Las Drogas”, Antonio Escohotado, o ex-Chefe  do Estado Geral Maior do Rio de Janeiro, Jorge da Silva e o  criminalista Nilo Batista.&lt;br /&gt;Cortina de Fumaça coloca em questão a política de drogas vigente no  mundo, dando atenção às suas conseqüências político-sociais em países  como o Brasil e em particular na cidade do Rio de Janeiro. Através de  entrevistas nacionais e internacionais com médicos, pesquisadores,  advogados, líderes, policiais e representantes de movimentos civis, o  jornalista Rodrigo Mac Niven traz a nova visão do início do século 21  que rompe o silêncio e questiona o discurso proibicionista. O filme foi  produzido, escrito e dirigido pelo jornalista Rodrigo Mac Niven, numa  co-produção entre a J.R. Mac Niven Produções e a TVa2 Produções.&lt;br /&gt;Exibido pela primeira vez no Festival Internacional de Cinema do Rio  2010, o filme participou de vários festivais no Brasil e no exterior.  Além disso, dezenas de exibições seguidas de deabates foram e continuam  sendo feitas pelo Brasil.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.cortinadefumaca.com/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ficha Técnica:&lt;br /&gt;Roteiro e direção: Rodrigo Mac Niven&lt;br /&gt;Produção: Rodrigo Mac Niven e Paula Xexéo&lt;br /&gt;Realização: COLETIVO Projects&lt;br /&gt;Co-produção: TVa2 Produções e J.R.Mac Niven&lt;br /&gt;País: Brasil&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;Duração: 88 minutos&lt;br /&gt;Exibição no Vimeo autorizada pelo diretor.&lt;br /&gt;Postada no site do NEIP (Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos) &lt;a href="http://www.neip.info/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;neip.info&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-513065524506599523?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/513065524506599523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=513065524506599523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/513065524506599523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/513065524506599523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/09/cortina-de-fumaca_25.html' title='CORTINA DE FUMAÇA'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-8115548317382239204</id><published>2011-09-21T15:22:00.001-03:00</published><updated>2011-09-21T15:25:25.600-03:00</updated><title type='text'>Qual verdade?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="entry-meta"&gt;&lt;span class="meta-prep meta-prep-author"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="comments-link"&gt;&lt;a href="http://boitempoeditorial.wordpress.com/2011/09/21/qual-verdade/#respond" title="Comentário para Qual verdade?"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://boitempoeditorial.files.wordpress.com/2011/09/11-09-21_edson-teles_qual-verdade.jpg"&gt;&lt;img alt="" class="aligncenter size-full wp-image-1924" height="355" src="http://boitempoeditorial.files.wordpress.com/2011/09/11-09-21_edson-teles_qual-verdade.jpg?w=500&amp;amp;h=355" title="11.09.21_Edson Teles_Qual verdade" width="500" /&gt;&lt;/a&gt;Por Edson Teles.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;O Congresso  Nacional deve aprovar hoje, em regime de urgência urgentíssima, o  Projeto de Lei do Executivo que trata da criação da Comissão Nacional da  Verdade. Supostamente, esta instituição teria como função apurar os  crimes de graves violações de direitos humanos ocorridos durante a  ditadura militar. Contudo, ao ler o Projeto com um mínimo de atenção,  verifica-se que a verdade sobre a violenta repressão durante os governos  militares, os quais contaram com forte apoio civil, torna-se um objeto  raro neste processo.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;O governo  brasileiro busca impor um projeto de lei sobre a Comissão da Verdade sem  ouvir a sociedade brasileira, em especial sem dar voz às vítimas e seus  familiares e, ressalte-se, por meio de um ato de exceção: a votação em  regime de urgência urgentíssima, pelo qual são dispensadas as  formalidades regimentais devido ao caráter inadiável ou emergencial do  tema em questão. Ora, como pode ser inadiável um assunto que por mais de  30 anos tem sido ocultado por acordos necessários e emergenciais? Será  que depois de mais de 25 anos de democracia a sociedade brasileira não  tem vida política qualificada o suficiente para discutir como quer  abordar sua história e suas consequências para o presente? Por que tanta  pressa? O que torna a Comissão da Verdade uma votação inadiável neste  momento?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;É muito  provável que a urgentíssima necessidade de aprovação do projeto esteja  vinculada à questão de qual verdade ou quanto dela a Comissão irá  apurar. O projeto do governo, amplamente anunciado como aceito pelas  Forças Armadas, indica em seu primeiro artigo todo o problema colocado.  Vejamos como este artigo começa: “Fica criada, no âmbito da Casa Civil  da Presidência da República, a Comissão Nacional da Verdade (…)”. No  Artigo 10º se esclarece o que isto quer dizer: a Comissão da Verdade não  terá estrutura, orçamento e funcionamento autônomo em relação ao poder  Executivo. Ela dependerá do “suporte técnico, administrativo e  financeiro” da Casa Civil. A Comissão prevista não terá independência e  autonomia para a realização de seus trabalhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Segue o  Artigo 1º: a Comissão será criada “(…) com a finalidade de examinar e  esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas (…)”.  Praticadas por quem? Será que já não é evidente para a história do país  que houve uma grave e violenta ditadura no país? Por que não consta do  Projeto as palavras “responsável” ou “responsabilidade”?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Bem, talvez o  Estado ditatorial não tenha sido nomeado para que o restante do artigo  esclareça a questão da responsabilidade. Retornemos à leitura do Artigo  1º: “(…) praticadas no período fixado no Artigo 8º. do Ato das  Disposições Constitucionais Transitórias (…)”. O que será este Ato? Seu  teor diz: “É concedida anistia aos que, no período de &lt;b&gt;18 de setembro de 1946&lt;/b&gt; até a &lt;b&gt;data da promulgação da Constituição&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;ou seja, 1988&lt;/i&gt;),  foram atingidos, em decorrência de motivação exclusivamente política,  por atos de exceção, institucionais ou complementares (…)” (grifos e  comentário nossos). Como assim? A ditadura não foi de 1964 a 1985 (ou  1988, se a referência for a nova Constituição; ou ainda, 1989, se for a  primeira eleição direta para presidente)? Então, quais violações de  direitos humanos serão examinadas e esclarecidas entre 1946 e 1988?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Segundo  documento do Ministério Público Federal (“Nota Técnica sobre o Projeto  de Lei que cria a Comissão Nacional da Verdade”, de abril de 2011), “tal  enfoque amplia demasiadamente o objeto da Comissão”, com “um risco de  que a Comissão perca o foco”. O documento do Ministério Público informa  que o Artigo 8º. do Ato é um dispositivo que “estipulou normas diversas  (…) , pois o resultado final era o mesmo: anistia para perseguidos  políticos, independente da natureza da perseguição”. Novamente, parece  que o desejo de conhecer a história do país está sendo escamoteado.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;O Artigo 1º  do Projeto do governo continua: a Comissão irá “examinar e esclarecer as  graves violações de direitos humanos (…) a fim de efetivar o direito à  memória e à verdade histórica e promover a &lt;b&gt;reconciliação nacional&lt;/b&gt;”  (grifo nosso). Qual reconciliação? Ainda vivemos o conflito da época da  ditadura? O projeto de lei do governo, este mesmo que anuncia o Brasil  como uma democracia consolidada e de economia forte, está dizendo que as  relações entre civis e militares ainda existem? Que há algo de  autoritário no Estado de Direito?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Resta algo  da ditadura em nossa democracia que surge na tutela militar da política e  expõe uma indistinção entre o democrático e o autoritário no estado de  direito. A violência originária de determinado contexto político  mantém-se seja nos atos de tortura ainda praticados nas delegacias, seja  na suspensão dos atos de justiça contida no simbolismo da anistia,  aceita pelas instituições do Estado como recíproca, agindo em favor das  vítimas e dos opositores, bem como dos torturadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;A memória  dos anos de repressão política, por terem sido silenciados nos debates  da transição, delimita um lugar inaugural de determinada política, cria  valores herdados na cultura e que permanecem, tanto objetivamente,  quanto subjetivamente, subtraídos dos cálculos da razão política. Se  alguns países latino-americanos dedicam-se à criação de novos  investimentos em direitos humanos, o Brasil mantem-se como modelo de  impunidade e não segue sequer a política da verdade histórica.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Houve aqui  uma grande ditadura, mas os arquivos do regime de exceção não foram  abertos, não apuraram as circunstâncias dos crimes e a localização dos  desaparecidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Merecedor de  nota foi o casuísmo no trâmite do projeto da Comissão da Verdade  apresentado ao Congresso Nacional, em maio de 2010, dois dias antes de  iniciar o julgamento do Estado brasileiro na Corte Interamericana de  Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA). Neste  processo, o Brasil foi condenado a apurar as circunstâncias dos  assassinatos e tortura de militantes da Guerrilha do Araguaia  (1972-1975), localizar os corpos desaparecidos e punir os responsáveis  por tais crimes. Da mesma maneira casuística temos hoje a necessidade  urgentíssima de aprovação do Projeto que ocorre próximo à reunião da  Corte da OEA, momento em que será avaliado se a sentença está sendo  cumprida; e, não menos intrigante, simultâneo ao discurso da presidente  Dilma Rousseff na ONU.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;As  ambiguidades do projeto de lei do governo constituem bloqueios da  política e da justiça e demonstram a urgência da participação da  sociedade civil na formulação de qual Comissão teremos e de quanta  verdade o Brasil suporta.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Edson Teles&lt;/b&gt;&amp;nbsp;é  doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), é professor  de filosofia política na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).  Pela Boitempo, organizou com Vladimir Safatle a coletânea de ensaios&amp;nbsp;&lt;i&gt;O que resta da ditadura: a exceção brasileira&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(2010).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-8115548317382239204?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/8115548317382239204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=8115548317382239204&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/8115548317382239204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/8115548317382239204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/09/qual-verdade.html' title='Qual verdade?'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-8821186313048092500</id><published>2011-09-21T08:49:00.001-03:00</published><updated>2011-09-21T08:51:04.634-03:00</updated><title type='text'>Herdeiros dos Farroupilhas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="background-color: white; color: black; font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;div style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Somos gaúchos, &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-1"&gt;gauchos&lt;/span&gt; &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-2"&gt;desta&lt;/span&gt;  pampa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;pobre, herdeiros &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-3"&gt;legítimos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;daqueles que levantaram&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;a sua voz e suas lanças&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;contra a tirania do império&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em nossas veias correm&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;o sangue da bravura&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;da valentia dos combatentes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-4"&gt;anônimos&lt;/span&gt;&amp;nbsp; &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-5"&gt;heróicos&lt;/span&gt; &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-6"&gt;farroupilhas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não estamos nos &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-7"&gt;CTGs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Centros de &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-8"&gt;Tradições&lt;/span&gt; Gaúchas), nas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;festas oficiosas, como o nome dos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;nossos antepassados que &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;derramaram o seu sangue&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;bravura, pela liberdade de &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;nossa &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-9"&gt;querência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;não estão nos livros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;de história sem cor da burguesia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas estamos no campo produzindo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;pão, &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-10"&gt;cuidando&lt;/span&gt; gado do patrão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;nas fábricas, nos portos, nas escolas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;nas ruas, esquinas, acampamentos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;em busca de terra e  trabalho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;para viver&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Assim, nós herdeiros &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-11"&gt;farroupilhas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;da coragem e valentia, de &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-12"&gt;Anita&lt;/span&gt; e &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-13"&gt;Giuseppe&lt;/span&gt; &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-14"&gt;Garibaldi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Bento Gonçalves, Antônio de Souza Neto, dos &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-15"&gt;lanceiros&lt;/span&gt; Negros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;e de tantos outros &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-16"&gt;heróis&lt;/span&gt;, fomos condenados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;a viver &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-17"&gt;anônimos&lt;/span&gt;, &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-18"&gt;nesta&lt;/span&gt; terra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;que tanto amamos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;enquanto damos a nossa força de trabalho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;os herdeiros da tirania vivem como&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;viviam os seus antepassados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;explorando e em boa vida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas virá o momento em que&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;nós nos levantaremos do chão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;e de nossa humilhação, pegaremos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;a herança deixada por nossos pais e deixaremos de &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;ser explorados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Queremos o que é nosso, ter em&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;nossas mãos a terra, a produção&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;e as riquezas da nação que está em poucas mãos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E  construiremos  aqui no&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Rio Grande do Sul do novo milênio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;uma terra livre a onde a&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;" &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Igualdade, Fraternidade, Liberdade"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;serão a verdadeira realidade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Que serão &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-19"&gt;construídas&lt;/span&gt; pelas mãos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;obreiras dos trabalhadores do&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;campo e da cidade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;que são os verdadeiros herdeiros &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-20"&gt;farroupilhas&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;( &lt;span class="ecxyiv954820146" id="ecxyiv954820146misspell-21"&gt;Júlio&lt;/span&gt; Lázaro Torma)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Colaborador deste blog&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-8821186313048092500?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/8821186313048092500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=8821186313048092500&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/8821186313048092500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/8821186313048092500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/09/herdeiros-dos-farroupilhas.html' title='Herdeiros dos Farroupilhas'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-5447719417218749782</id><published>2011-09-20T13:03:00.000-03:00</published><updated>2011-09-20T13:03:00.325-03:00</updated><title type='text'>VERGONHA: Assembleia vota nesta terça-feira venda das ações da Casan em Santa Catarina</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table class="contentpaneopen"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="contentheading" width="100%"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;       &lt;td align="right" class="buttonheading" width="100%"&gt;     &lt;/td&gt;        &lt;td align="right" class="buttonheading" width="100%"&gt;     &lt;/td&gt;        &lt;td align="right" class="buttonheading" width="100%"&gt;     &lt;/td&gt;      &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table class="contentpaneopen"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td&gt;     &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;         &lt;/span&gt;      &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr style="color: white;"&gt;  &lt;td valign="top"&gt;      &lt;div class="highslide-gallery"&gt;&lt;a alt="privatizao_da_gua3" class="highslide highslide ageent-ru" href="http://www.sindaspisc.org.br/sindaspisc/images/stories/MOVIMENTOS_SOCIAIS/PRIVATIZACAO/privatizao_da_gua3.jpg" target="_blank" title=""&gt;&lt;img alt="privatizao_da_gua3" border="" class="" height="207" id="" src="http://www.sindaspisc.org.br/sindaspisc//plugins/content/joomthumbnail/upload_images/1055_privatizao_da_gua3.jpg" style="float: left; margin-right: 5px;" title="" width="210" /&gt;&lt;/a&gt;PRECISAMOS  NOS UNIR E TODOS JUNTOS EXIGIR A NÃO PRIVATIZAÇÃO DA CASAN! VAMOS  À&amp;nbsp;ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA EXIGIR DOS DEPUTADOS MAIS  CUIDADO E ZELO COM O PATRIMÔNIO DA POPULAÇÃO CATARINENSE! JUNTOS SOMOS  MAIS! NÃO A PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="descricao" style="font-family: 'Trebuchet MS',Verdana,Arial; font-size: 13px; margin: 0px 0px 16px; padding: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: impact,chicago; font-size: 14pt;"&gt;Assembleia vota nesta terça-feira venda das ações da Casan em Santa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: impact,chicago; font-size: 14pt;"&gt;Catarina&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="descricao" style="font-family: 'Trebuchet MS',Verdana,Arial; font-size: 13px; margin: 0px 0px 16px; padding: 0px; text-align: left;"&gt; &lt;h4 class="tipo-b" style="font-family: 'Trebuchet MS',Verdana,Arial; font-size: 13px; margin: 0px 0px 2px; padding: 0px; text-align: left;"&gt;Governo afirma que vai investir em saneamento, e a oposição quer manter plebiscitos&lt;/h4&gt;&lt;div class="tipo-b" style="font-family: 'Trebuchet MS',Verdana,Arial; font-size: 13px; margin: 0px 0px 2px; padding: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;O  futuro da Casan vai ser decidido terça-feira na Assembleia Legislativa.  Pela manhã, as comissões de Constituição de Justiça e de Finanças votam  em conjunto as propostas que acabam com a necessidade de plebiscito  para venda de ações da empresa e autorizam o governo a negociar 49% da  estatal para um sócio privado. À tarde, o plenário deve votar as  mudanças, sob protestos já anunciados de sindicalistas e funcionários da  Casan.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São  dois os projetos que devem viabilizar a principal aposta do governador  Raimundo Colombo (DEM-PSD) para capitalizar a Casan e avançar os índices  de saneamento básico no Estado — hoje apenas 16% dos catarinenses tem  acesso a esgoto, 13% se for levada em conta a área atendida pela  estatal. O primeiro projeto altera a Constituição Estadual para que  deixe de ser obrigatória a realização de plebiscito para venda de ações  da empresa. O outro autoriza o negócio em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos  os projetos receberam caráter de urgência para serem analisados e serão  votados juntos na terça-feira. Relator da proposta de emenda  constitucional (PEC), Dado Cherem (PSDB) já tem o relatório pronto. O  tucano mudou o texto para preservar o plebiscito para venda de ações da  Celesc — incluída no projeto pelo governo estadual. Para a Casan, o  plebiscito seria necessário apenas se resultassem em perda do controle  acionário da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Em 49% das ações o governo vai ter liberdade para trabalhar e buscar parceiros privados ou públicos — afirma Cherem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Análise das emendas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  relator do projeto que autoriza a venda das ações é José Nei Ascari  (DEM-PSD). Ele já deu parecer favorável à legalidade do negócio e nesta  segunda-feira&amp;nbsp;analisa as três emendas apresentadas por outros deputados.  Uma delas, de Dado Cherem, pede apenas que fique claro no texto  aprovado o compromisso da Casan com a universalização do atendimento de  água e esgoto e com o menor preço possível das tarifas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polêmica  maior devem gerar as emendas apresentas pelos deputados de oposição. As  bancadas do PT, do PC do B e do PDT assinam o pedido para que a venda  das ações da Casan só possa ser feita para outras empresas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—  A CCJ, a rigor, não pode mergulhar na análise do mérito da proposta.  Mas como a emenda foi apresentada na comissão, vou analisar. Tenho  dúvidas se essa restrição à participação de empresas no leilão é  constitucional. A tendência é a rejeição — antecipa Ascari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  deputado Amauri Soares (PDT) apresentou emenda à PEC mantendo os  plebiscitos para qualquer venda de ações da Casan e da Celesc e  ampliando a restrição para todas as estatais catarinenses. O pedetista  admite que não acredita na aprovação das alterações, mas garante que a  pressão sobre os deputados governistas será forte — a exemplo do que  aconteceu na audiência pública em que as propostas foram discutidas, em  agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Teremos mobilização de funcionários da Casan e da Celesc, além de outros setores, como os funcionários da saúde — diz Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E eu com isso?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para  o consumidor, a vendas de ações da Casan é uma boa notícia, desde que  as projeções do governo com o negócio se concretizem. Por três motivos  principais&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;1)  O mercado de ações é para onde as empresas vão atrás de dinheiro mais  barato para financiar investimentos de longo prazo, fugindo dos juros  cobrados pelos bancos. A Casan tem R$ 240 milhões em caixa hoje, mas vai  precisar chegar a R$ 1,5 bilhão até 2014 para oferecer tratamento de  água e esgoto a 45% dos municípios que atende. Além de ampliar a  cobertura do serviço, que tem impacto direto na saúde pública, a lógica é  que quanto menor o custo para criar a infraestrutura, incluindo-se aí o  custo financeiro, menor seja a tarifa cobrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)  A entrada de um sócio privado na empresa deve melhorar a gestão da  própria empresa. É o tipo de pressão que se vê, por exemplo, na Celesc. O  grande objetivo de uma empresa de capital aberto, sempre, é gerar  retorno aos acionistas, meta que se sobrepõe a eventuais interesses  políticos. Esse sócio figuraria como um fiscalizador importante,  garantindo que os recursos sejam aplicados da melhor maneira possível.  Além disso, o governo manterá a maioria das ações, o que lhe dará a  palavra final&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Não  faltarão interessados nas ações da Casan. Serviços de utilidade pública  serão sempre atrativos, porque, nem nas piores crises, a Casan deixa de  faturar. Como é uma concessão, o consumidor não pode simplesmente trocar  de empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;:: O que está em debate&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;strong&gt;Propostas originais&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;—  Proposta de emenda constitucional acabaria com necessidade de aprovação  da Assembleia e consulta popular para a venda de ações da Casan e da  Celesc.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;—  Outro projeto autorizava o governo estadual a recomprar ações da Casan  em poder de Codesc e SCPAR e a vender até 49% das ações da empresa para  um sócio estratégico, com experiência na área de saneamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;strong&gt;Como vai ficar&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;—  A Celesc foi excluída da proposta de emenda constitucional. Para a  Casan, o governo fica dispensado de autorização Legislativa e consulta  popular até o limite de venda de 49% das ações. O plebiscito permanece  para o caso de perda do controle acionário.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;—  Foi incluída no projeto da venda das ações a obrigatoriedade de que a  Casan busque a universalização dos serviços de água e esgoto e que seja  guiada pela "modicidade das tarifas".&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;strong&gt;O que a oposição quer&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;—  Emenda do deputado Amauri Soares (PDT) mantém a obrigatoriedade de  autorização Legislativa e consulta popular para venda de ações da Celesc  e da Casan e estende a restrição às demais empresas estatais  catarinenses.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;—  Emenda coletiva pede que a venda das ações da Casan só possa ser feita  para empresas estatais ou mistas, desde que controladas pelo poder  público. Permite ainda que as ações sejam oferecidas a instituições  financeiras estatais, como Banco do Brasil e BNDES, como caução em troca  de investimentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;FONTE: Diário Catarinense&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="createdate" valign="top"&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr style="color: white;"&gt; &lt;td valign="top"&gt; &lt;div class="highslide-gallery"&gt;PRECISAMOS  NOS UNIR E TODOS JUNTOS EXIGIR A NÃO PRIVATIZAÇÃO DA CASAN! VAMOS  À&amp;nbsp;ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA EXIGIR DOS DEPUTADOS MAIS  CUIDADO E ZELO COM O PATRIMÔNIO DA POPULAÇÃO CATARINENSE! JUNTOS SOMOS  MAIS! NÃO A PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="descricao" style="font-family: 'Trebuchet MS',Verdana,Arial; font-size: 13px; margin: 0px 0px 16px; padding: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: impact,chicago; font-size: 14pt;"&gt;Assembleia vota nesta terça-feira venda das ações da Casan em Santa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: impact,chicago; font-size: 14pt;"&gt;Catarina&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="descricao" style="font-family: 'Trebuchet MS',Verdana,Arial; font-size: 13px; margin: 0px 0px 16px; padding: 0px; text-align: left;"&gt; &lt;h4 class="tipo-b" style="font-family: 'Trebuchet MS',Verdana,Arial; font-size: 13px; margin: 0px 0px 2px; padding: 0px; text-align: left;"&gt;Governo afirma que vai investir em saneamento, e a oposição quer manter plebiscitos&lt;/h4&gt;&lt;div class="tipo-b" style="font-family: 'Trebuchet MS',Verdana,Arial; font-size: 13px; margin: 0px 0px 2px; padding: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;O  futuro da Casan vai ser decidido terça-feira na Assembleia Legislativa.  Pela manhã, as comissões de Constituição de Justiça e de Finanças votam  em conjunto as propostas que acabam com a necessidade de plebiscito  para venda de ações da empresa e autorizam o governo a negociar 49% da  estatal para um sócio privado. À tarde, o plenário deve votar as  mudanças, sob protestos já anunciados de sindicalistas e funcionários da  Casan.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São  dois os projetos que devem viabilizar a principal aposta do governador  Raimundo Colombo (DEM-PSD) para capitalizar a Casan e avançar os índices  de saneamento básico no Estado — hoje apenas 16% dos catarinenses tem  acesso a esgoto, 13% se for levada em conta a área atendida pela  estatal. O primeiro projeto altera a Constituição Estadual para que  deixe de ser obrigatória a realização de plebiscito para venda de ações  da empresa. O outro autoriza o negócio em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos  os projetos receberam caráter de urgência para serem analisados e serão  votados juntos na terça-feira. Relator da proposta de emenda  constitucional (PEC), Dado Cherem (PSDB) já tem o relatório pronto. O  tucano mudou o texto para preservar o plebiscito para venda de ações da  Celesc — incluída no projeto pelo governo estadual. Para a Casan, o  plebiscito seria necessário apenas se resultassem em perda do controle  acionário da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Em 49% das ações o governo vai ter liberdade para trabalhar e buscar parceiros privados ou públicos — afirma Cherem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Análise das emendas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  relator do projeto que autoriza a venda das ações é José Nei Ascari  (DEM-PSD). Ele já deu parecer favorável à legalidade do negócio e nesta  segunda-feira&amp;nbsp;analisa as três emendas apresentadas por outros deputados.  Uma delas, de Dado Cherem, pede apenas que fique claro no texto  aprovado o compromisso da Casan com a universalização do atendimento de  água e esgoto e com o menor preço possível das tarifas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polêmica  maior devem gerar as emendas apresentas pelos deputados de oposição. As  bancadas do PT, do PC do B e do PDT assinam o pedido para que a venda  das ações da Casan só possa ser feita para outras empresas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—  A CCJ, a rigor, não pode mergulhar na análise do mérito da proposta.  Mas como a emenda foi apresentada na comissão, vou analisar. Tenho  dúvidas se essa restrição à participação de empresas no leilão é  constitucional. A tendência é a rejeição — antecipa Ascari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  deputado Amauri Soares (PDT) apresentou emenda à PEC mantendo os  plebiscitos para qualquer venda de ações da Casan e da Celesc e  ampliando a restrição para todas as estatais catarinenses. O pedetista  admite que não acredita na aprovação das alterações, mas garante que a  pressão sobre os deputados governistas será forte — a exemplo do que  aconteceu na audiência pública em que as propostas foram discutidas, em  agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Teremos mobilização de funcionários da Casan e da Celesc, além de outros setores, como os funcionários da saúde — diz Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E eu com isso?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para  o consumidor, a vendas de ações da Casan é uma boa notícia, desde que  as projeções do governo com o negócio se concretizem. Por três motivos  principais&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;1)  O mercado de ações é para onde as empresas vão atrás de dinheiro mais  barato para financiar investimentos de longo prazo, fugindo dos juros  cobrados pelos bancos. A Casan tem R$ 240 milhões em caixa hoje, mas vai  precisar chegar a R$ 1,5 bilhão até 2014 para oferecer tratamento de  água e esgoto a 45% dos municípios que atende. Além de ampliar a  cobertura do serviço, que tem impacto direto na saúde pública, a lógica é  que quanto menor o custo para criar a infraestrutura, incluindo-se aí o  custo financeiro, menor seja a tarifa cobrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)  A entrada de um sócio privado na empresa deve melhorar a gestão da  própria empresa. É o tipo de pressão que se vê, por exemplo, na Celesc. O  grande objetivo de uma empresa de capital aberto, sempre, é gerar  retorno aos acionistas, meta que se sobrepõe a eventuais interesses  políticos. Esse sócio figuraria como um fiscalizador importante,  garantindo que os recursos sejam aplicados da melhor maneira possível.  Além disso, o governo manterá a maioria das ações, o que lhe dará a  palavra final&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Não  faltarão interessados nas ações da Casan. Serviços de utilidade pública  serão sempre atrativos, porque, nem nas piores crises, a Casan deixa de  faturar. Como é uma concessão, o consumidor não pode simplesmente trocar  de empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;:: O que está em debate&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;strong&gt;Propostas originais&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;—  Proposta de emenda constitucional acabaria com necessidade de aprovação  da Assembleia e consulta popular para a venda de ações da Casan e da  Celesc.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;—  Outro projeto autorizava o governo estadual a recomprar ações da Casan  em poder de Codesc e SCPAR e a vender até 49% das ações da empresa para  um sócio estratégico, com experiência na área de saneamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;strong&gt;Como vai ficar&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;—  A Celesc foi excluída da proposta de emenda constitucional. Para a  Casan, o governo fica dispensado de autorização Legislativa e consulta  popular até o limite de venda de 49% das ações. O plebiscito permanece  para o caso de perda do controle acionário.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;—  Foi incluída no projeto da venda das ações a obrigatoriedade de que a  Casan busque a universalização dos serviços de água e esgoto e que seja  guiada pela "modicidade das tarifas".&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;strong&gt;O que a oposição quer&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;—  Emenda do deputado Amauri Soares (PDT) mantém a obrigatoriedade de  autorização Legislativa e consulta popular para venda de ações da Celesc  e da Casan e estende a restrição às demais empresas estatais  catarinenses.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;—  Emenda coletiva pede que a venda das ações da Casan só possa ser feita  para empresas estatais ou mistas, desde que controladas pelo poder  público. Permite ainda que as ações sejam oferecidas a instituições  financeiras estatais, como Banco do Brasil e BNDES, como caução em troca  de investimentos.&lt;/div&gt;&lt;table class="contentpaneopen"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top"&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="small"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;span class="small"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table class="contentpaneopen"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;span class="small"&gt;Escrito por Cristiane Mohr  &lt;/span&gt;   &amp;nbsp;&amp;nbsp;  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 6px;"&gt;FONTE: Diário Catarinense&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-5447719417218749782?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/5447719417218749782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=5447719417218749782&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5447719417218749782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5447719417218749782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/2011/09/vergonha-assembleia-vota-nesta-terca.html' title='VERGONHA: Assembleia vota nesta terça-feira venda das ações da Casan em Santa Catarina'/><author><name>produto da  mente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13001319150616919903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_rpZo7_SLkho/SSMiuw8fbYI/AAAAAAAAAnM/up7lbbA8tIM/S220/foto+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1012146325433904583.post-5263217688721735950</id><published>2011-09-20T09:38:00.000-03:00</published><updated>2011-09-20T09:38:09.505-03:00</updated><title type='text'>No Brasil também as massas devem se levantar</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Após a queda de Palocci do Ministério da Casa Civil e de  Alfredo  Nascimento da pasta dos transportes, além do rebaixamento (foi este o   propósito) de Luiz Sérgio das Relações Institucionais para o Ministério  da  Pesca e Aquicultura, a crise política, longe de esfriar, estendeu-se  a outros  departamentos, indicando não ter data para findar.&lt;br /&gt;No início de agosto, o boquirroto Nelson Jobim, investido  por Luiz  Inácio no Ministério da Defesa e lá permanecendo por sua imposição,  foi  devidamente defenestrado após declarações "deselegantes" sobre as  ministras  Gleisi Hoffman e Ideli Salvatti. Ou melhor, teria sido esta a  causa mais  aparente...&lt;br /&gt;Em seguida foi revelado um fragoroso esquema de corrupção no   Ministério da Agricultura, notadamente na Conab (Companhia Nacional de   Abastecimento). Wagner Rossi (do PMDB) cambaleou no cargo por vários  dias, até  que entregou a carta de demissão, sendo "velado com honras de  Estado" pelos  "bons serviços prestados" e blá, blá, blá.&lt;br /&gt;De quebra, uma operação da Polícia Federal prendeu, entre  outras 36  pessoas, o secretário executivo (2º na hierarquia) do Ministério do   Turismo, e destampou outro esquema que envolvia liberação de milhões de  reais  em recursos para ONGs, principalmente em Roraima. A mamata  envolvia também uma  deputada federal, responsável pelas emendas ao  orçamento que liberavam as  verbas e que mesmo com evidências de que  embolsava boa parte dela, não foi  presa.&lt;br /&gt;No congresso, a baixa para a "base aliada" foi o PR, que  declarou  independência por não conseguir a mesma atenção de Dilma que obtém os   caciques peemedebistas. A tais ameaças ela respondeu com muito  prazenteio e  blandícia às hostes peessedebistas paulistas, numa  rasgação de seda só.&lt;br /&gt;Entretanto, Dilma administrava intensa dança das cadeiras  para  acomodar interesses de grupos de poder não apenas dos partidos  "aliados",  mas também, e talvez principalmente, do próprio PT. A  revista Veja, por exemplo, montou uma trampa  cinematográfica para  pilhar José Dirceu e seus visitadores, praticando tráfico  de  influências, arranjos financeiros, articulações, composições, etc. e  segundo  a revista, intrigas contra o governo. São horas de reuniões em  um hotel de  Brasília com figurões de nossa república de fancaria.&lt;br /&gt;Para muitos, principalmente os analistas políticos  assalariados do  monopólio dos meios de comunicação e inclusive alguns  editorialistas,  Dilma promove uma faxina na "herança maldita" deixada por Luiz  Inácio,  caracterizada pela corrupção transbordante e na ineficiência desta ou   daquela repartição pública. Alardeiam sua preferência por "perfis  técnicos"  para recompor os cargos, mas não ignoram que essa é apenas a  desculpa utilizada  por Dilma para manejar sua "governabilidade".&lt;br /&gt;Tal como Veja,  outros veículos do monopólio exaltam que "Dilma está  no caminho certo",  aplausos que mais soam dar balizamento e linha à  gerência do velho Estado.  Afinal, pelas páginas e transmissões de quem  ficamos sabendo dos sucessivos e  cada vez mais milionários escândalos?&lt;br /&gt;Ainda que seja realista reconhecer que o gerenciamento  petista e seus  sequazes têm batido recordes em bandalheiras e corrupção de todo  tipo,  os estrondos midiáticos querem fazer crer que foi este quem inaugurou   essa prática. Nem foi o PT o pioneiro, nem são estes seus mais graves  crimes e  de sua corte de safados e oportunistas de toda laia. Tais  crimes vão muito além  da indecente locupletação às expensas do erário  nacional, pois que mais medonha  e desalmada. É a continuação cínica e  medíocre da, de sempre, espoliação e  saqueio malditos da Nação, do suor  e esperança de nosso laborioso povo. Cínica,  porque encoberta pelo véu  oprobrioso do esmolamento dos despossuídos, a que  douram como  distribuição de renda e ascensão social. Medíocre, porque, como   pretensos inovadores, não passam de epígonos do populismo fascistóide de   antanho. Pior que isto, como se já não fosse demais, são arquitetos e  êmulos do  seu agravamento.&lt;br /&gt;Mas é, precisamente, a subserviência e o entreguismo o  denominador  comum, a base sobre a qual descansa o "de acordo" entre nossos   corruptos de plantão e seus acusadores vestais da ética e "heróis da  liberdade  de imprensa".&lt;br /&gt;No país da imundície descaradamente assumida, escândalos de  corrupção  não chegam mais a parecer novidade, apesar de render muito alvoroço.   Contudo, o lodaçal a que se referem esses meios não é monopólio dos  hospedeiros  de turno das arcas do Estado. É, sim, de todas as  instituições dos chamados  três poderes sem exceção alguma. É de toda  política oficial no seu sentido  lato, é de todo o Sistema de Governo, é  doença endêmica do Sistema de Poder,  enfim. &lt;br /&gt;Porém que, sob o monturo da política oficial, algo mais  agudo se  agita. E o que tem vindo à superfície é somente supuração. Corre luta   surda e feroz entre os grupos de poder do próprio PT.&lt;br /&gt;Desde que se alçou ao topo do aparato estatal, o PT aninhou  a  principal representação das classes dominantes domésticas serviçais do   imperialismo e assim as contradições e pugnas de suas frações. Seja por   conservar o controle do aparelho do Estado ou por desalojar aquele que o   detenha, são inevitáveis e sistemáticas as pugnas dos grupos de poder,   transitando de momentos de calmaria a tempos de tormentas. Nas  vésperas dos  pleitos eleitorais ocorre de se agudizar. Mais ainda  quando uma crise mundial  incomum como a atual, cujo custo se descarrega  sobre as massas e países  dominados, a rinha das frações pelo botim se  agrava e pode vir a ser questão de  vida e morte. E o entrevero, as  estocadas e golpes letais se dão entre seus  correspondentes grupos de  poder.&lt;br /&gt;Claro sintoma de um cenário desses, para citar dos mais  inofensivos,  foi a rejeição por Dilma de todos os nove nomes indicados pelo   diretório do PT do Rio de Janeiro para cargos federais, inclusive  diretorias de  empresas estatais quase desconhecidas, mas que contam com  grande orçamento. À  limpa feita por Dilma dos, sabidos por todos,  prepostos de José Dirceu no setor  dos bancos públicos, ele respondeu  entregando na bandeja a cabeça do velho  rival Palocci. Não diferente  disso foi a sorte de outros ministros. No caso  particular dos  Transportes, resultou num torpedeamento de, talvez, um dos mais   importantes esquemas de propinas que, montados desde 2003, denota formar   respeitável caixa-forte. Aí, tudo indica que o dito jogou para golpear  peixe  muito maior.&lt;br /&gt;Esse é o terreno pantanoso por onde Dilma circula,  aquinhoando uns,  desprestigiando outros, cercada de grandes abutres, urubus e   quem-quéns*, e não conseguindo unidade nem mesmo no PT por conta do   voraz apetite dos seus grupos de poder. Mas isso não significa que ela  seja  inocente ou coisa semelhante, ao contrário, ela é peça mestra de  um desses  grupos. Dilma sabe muito mais que muita gente onde está  metida e a quem serve.&lt;br /&gt;Em meio de um seríssimo agravamento da crise mundial, que  não tem  permitido percepção razoável de seus limites e que impactará  sobremaneira  o país, a contenda pelo controle do aparelho de Estado já  está se agudizando. A  luta entre os grupos de poder, tanto por definir  que política seguirá se  aplicando de modo a beneficiar-se ao máximo em  tempo de apertos, quanto sobre  seus destinos no vindouro pleito  eleitoral municipal, já passou dos primeiros &lt;i&gt;rounds&lt;/i&gt;.  A queda de  tantos ministros em seis meses de gerência não é reforma de  ministério  ou coisa que o valha, é crise política mesmo. &lt;br /&gt;E será bruta! Para Luiz Inácio, apesar da fama, muita água  já se vai  por baixo da ponte. Dilma será cada vez menos o mero mandato tampão  de  seus planos. E José Dirceu, com o controle que detém da máquina do PT e   caixa reforçado, está jogando grandes cartadas para limpar o caminho de  seu  retorno e a posto alto.&lt;br /&gt;No agravamento da crise, a democracia revolucionária deve  empenhar  todos os esforços para revelar toda essa podridão às massas indo além   do alarido da corrupção, mobilizá-las e educá-las no repúdio a toda essa  velha  politicalha e a se levantar em rebelião. Em todo mundo está  soando a hora de  grandes batalhas!&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;___________________   &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;   &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;   *Quem-quém – Conhecida entre os camponeses como a ave puxa-saco. Seu  piado  análogo a quem-quem (onomatopeia), alerta os fazendeiros da  chegada de alguém. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AND&lt;br /&gt;&lt;div class="addtoany"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1012146325433904583-5263217688721735950?l=assuntosprodutodamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assuntosprodutodamente.blogspot.com/feeds/5263217688721735950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1012146325433904583&amp;postID=5263217688721735950&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1012146325433904583/posts/default/5263217688721735950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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