quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

À todas as Mulheres (camponesas, professoras, donas de casa, mães, alunas, educadoras, intelectuais, operárias, pesquisadoras, dirigentes de nações, religiosas, lutadoras...) os nossos cumprimentos!
Deste blogueiro.
Produto da Mente
Nada causa mais horror à 
ordem do que mulheres que  
lutam e sonham (José Marti)

terça-feira, 6 de março de 2012

Uma Guerra se prepera

Mais uma guerra se anuncia e se prepara, como todas as guerras, sabemos como irá iniciar, mas não sabemos como ela irá acabar.
  Os clarins e os tambores tocam anúnciando, que mais uma guerra está prestes a estourar no planalto da Pérsia.
  Tal conflito entre Israel e Irã, poderá acontecer nos próximos dias e meses, na primavera ou verão do hemisfério norte.Segundo fontes israelenses, o motivo da guerra é que o Irã está fabricando bombas atômicas, que poderiam destruir Telaviv ou dado para grupos anti-israelenses.
  Diante de um provavel conflito Telaviv e Teerã; Teerã e Telaviv.Temos visto Washington dando como inevitavel, ao mesmo tempo em que Roma se silencia, como nos fala o provérbio popular " quem cala consente".
  O provável ataque israelense ao Irã, nada mais é do que uma tática estadunidense, de colocar outros, para fazer o seu trabalho sujo, que tanto deseja executar.
  O ataque de Telaviv á Teerã, com a justificativa de que o governo de Mahmoud Ahmadinejad, tem ogivas nucleares, que está fazendo bombas nucleares.
  Israel é o único país do Oriente médio, que tem tecnologia para desenvolver, além de fabricar armas.tem um arsenal de bombas atômicas, entre 400 á 500 bombas atômicas; além de receber secretamente 55 bombas anti-bunkers dos Estados Unidos da América.
  Com os E.U. A e a OTAN, nos atoleiros do Iraque, Afeganistão e agora da Líbia, cabe a Benjamim Netanyahu, o papel de ser o cavalo do comissário, que vai fazer o trabalho sujo, para os seus amos.
  Ao mesmo tempo em que vai deixar tudo a perder, para si e para os seus amos.
  Israel, como os Estados Unidos da América, bem como o capitalismo tem interesses num conflito bélico com o regime de Teerã.
  Israel tem medo de perder a hegemonia e o monopólio na região, o Irã era o único país da região que não tem ou não tinha a tecnologia nuclear, visto que Israel,Índia, Paquistão, Rússia, China, Japão e a Koréia do Norte tem programas nucleares.
  O estado iraniano é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo, onde produz 4 e 5% da produção mundial ou seja 3,5 milhões de barris diários e exporta 2,5 milhões.
  Os E. U. A importam do Irã; 9. 631 milhões e consomem 19.771 e a China 8,324 milhões.
  O Irã é o ponto estratégico geopolítico, para o imperialismo estadunidense, criar bases militares para dominar aquela parte do planeta, pois geograficamente o país está próximo do Oriente médio, Caucaso,Ásia Central, Golfo Pérsico, Leste Europeu e o subcontinente índiano.
  O inevitavel conflito entre Telaviv e Teerã, nada mais é do que a forma de salvar o capitalismo mundial da atual crise. Pois o capitalismo atual está centrado no ouro negro, nas reservas de petróleo, que tem sustentado o modelo econômico nos últimos 104 anos.
  Ele precisa para sobreviver de petróleo, agora das 132, 5 milhões de barris iranianos, depois do outros países.
  Além claro do que a guera dá lucros astronômicos para o próprio capitalismo, onde depois das guerras há a reconstrução do país.Onde quem lucra são as transnacionais bélicas, construção civil, farmacêuticas e neste caso as petroleiras.
  Olhando o conflito Israel e Irã, devemos desensilha-lo de qualquer caracter religioso ou apocaliptico ou do conflito religioso Judaismo e Islãmismo.
  Mas olhar pro seu caracter econômico de salvar o capitalismo e para isso é preciso ser sacrificado inocentes.
  Em qualquer guerra quem perde é os pobres, a humanidade e como sempre quem sai ganhando é as transnacionais e o capitalismo.
______________________
   Por: Júlio Lázaro Torma*
* Membro da Equipe da Pastoral Operária ( Arquidiocese de Pelotas/ RS)
   Colaborador deste blog

segunda-feira, 5 de março de 2012

I SEMINÁRIO DA SAÚDE DO TRABALHADOR

 SITRACARNES

SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DAS CARNES E DERIVADOS DE CHAPECÓ.
FUNDADO EM 06/12/1988 – REG. SOB N 1037 – PROCESSO DRT 003962/88
RUA BENJAMIM CONSTANT, 440D – CENTRO – CEP 89801-070
FONE/ FAX (49) 3322-4324 E 3324-4324 – E-MAIL: SITRACARNES@SITRACARNES.COM.BR
 

I SEMINÁRIO DA SAÚDE DO
TRABALHADOR

 

CONVITE
A saúde e segurança no trabalho tem sido uma grande preocupação para os
trabalhadores em geral. Nosso Sindicato quer ampliar esta discussão de maneira
democrática, com toda categoria e a população em geral. Por isto, venha participar com a
gente deste debate, para podermos avançar ainda mais na defesa da saúde dos
trabalhadores e trabalhadoras.
Data: 10 de março de 2012 (sábado).
Horário: 14 horas.
Local: Salão de Atos da Universidade Comunitária Regional de Chapecó –
UNOCHAPECÓ – Av. Senador Attílio Fontana, 591-E, Bairro Efapi – Chapecó(SC).


PROGRAMAÇÃO:
 

SAÚDE DO TRABALHADOR DA AGROINDÚSTRIA
 

Inicio às 14h00min.
* Abertura: Jenir Ponciano de Paula (presidente)
*Papel do Judiciário – Juiz do Trabalho
* Ações do Ministério Público do Trabalho – Procurador Federal
* A nova Norma Regulamentadora – Médico do Trabalho
* As pesquisas recentes sobre as doenças do Trabalho – Pesquisador da FIOCRUZ
(Rio de Janeiro).
 

Para maiores informações e confirmações até dia 09/03/2012, contate nosso Sindicato.
Fone (49)3322-4324
3322-5660

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Manifesto das Organizações Sociais do Campo



As entidades: APIB, CÁRITAS, CIMI, CPT, CONTAG, FETRAF, MAB, MCP, MMC, MPA e MST, presentes no Seminário Nacional de Organizações Sociais do Campo, realizado em Brasília, nos dias 27 e 28 de Fevereiro de 2012, deliberaram pela construção e realização de um processo de luta unificada em defesa da Reforma Agrária, dos direitos territoriais e da produção de alimentos saudáveis. Considerando:
1)O aprofundamento do capitalismo dependente no meio rural, baseado na expansão do agronegócio, produz impactos negativos na vida dos povos do campo, das florestas e das águas, impedindo o cumprimento da função socioambiental da terra e a realização da reforma agrária, promovendo a exclusão e a violência, impactando negativamente também nas cidades, agravando a dependência externa e a degradação dos recursos naturais (primarização).
2)O Brasil vive um processo de reprimarização da economia, baseada na produção e exportação de commodities agrícolas e não agrícolas (mineração), que é incapaz de financiar e promover um desenvolvimento sustentável e solidário e satisfazer as necessidades do povo brasileiro.
3)O Agronegócio representa um pacto de poder das classes sociais hegemônicas, com forte apoio do Estado Brasileiro, pautado na financeirização e na acumulação de capital, na mercantilização dos bens da natureza, gerando concentração e estrangeirização da terra, contaminação dos alimentos por agrotóxicos, destruição ambiental, exclusão e violência no campo, e a criminalização dos movimentos, lideranças e lutas sociais.
4)A crise atual é sistêmica e planetária e, em situações de crise, o capital busca saídas clássicas que afetam ainda mais os trabalhadores e trabalhadoras com o aumento da exploração da força de trabalho (inclusive com trabalho escravo), super exploração e concentração dos bens e recursos naturais (reprimarização), flexibilização de direitos e investimento em tecnologia excludente e predatória.
5)Na atual situação de crise, o Brasil, como um país rico em terra, água, bens naturais e biodiversidade, atrai o capital especulativo e agroexportador, acirrando os impactos negativos sobre os territórios e populações indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e camponesas. Externamente, o Brasil pode se tornar alavanca do projeto neocolonizador, expandindo este modelo para outros países, especialmente na América Latina e África.
6)O pensamento neodesenvolvimentista centrado na produção e no lucro, defendido pela direita e por setores de esquerda, exclui e trata como empecilho povos indígenas, quilombolas e camponeses. A opção do governo brasileiro por um projeto neodesenvolvimentista, centrado em grandes projetos e na exportação de commodities, agrava a situação de exclusão e de violência. Consequentemente não atende as pautas estruturais e não coloca a reforma agrária no centro da agenda política, gerando forte insatisfação das organizações sociais do campo, apesar de pequenos avanços em questões periféricas.
Estas são as razões centrais que levaram as organizações sociais do campo a se unirem em um processo nacional de luta articulada. Mesmo reconhecendo a diversidade política, estas compreendem a importância da construção da unidade, feita sobre as bases da sabedoria, da maturidade e do respeito às diferenças, buscando conquistas concretas para os povos do campo, das florestas e das águas.
Neste sentido nós, organizações do campo, lutaremos por um desenvolvimento com sustentabilidade e focado na soberania alimentar e territorial, a partir de quatro eixos centrais:
a)Reforma Agrária ampla e de qualidade, garantia dos direitos territoriais dos povos indígenas e quilombolas e comunidades tradicionais: terra como meio de vida e afirmação da identidade sociocultural dos povos, combate à estrangeirização das terras e estabelecimento do limite de propriedade da terra no Brasil.
b)Desenvolvimento rural com distribuição de renda e riqueza e o fim das desigualdades;
c)Produção e acesso a alimentos saudáveis e conservação ambiental, estabelecendo processos que assegurem a transição para agroecológica.
d)Garantia e ampliação de direitos sociais e culturais que permitam a qualidade de vida, inclusive a sucessão rural e permanência da juventude no campo.
Este é um momento histórico, um espaço qualificado, com dirigentes das principais organizações do campo que esperam a adesão e o compromisso com este processo por outras entidades e movimentos sociais, setores do governo, parlamentares, personalidades e sociedade em geral, uma vez que a agenda que nos une é uma agenda de interesse de todos e todas.
Brasília, 28 de Fevereiro de 2012.
APIB – Associação dos Povos Indígenas do Brasil
CÁRITAS Brasileira
CIMI – Conselho Indigenista Missionário
CPT – Comissão Pastoral da Terra
CONTAG – Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura
FETRAF – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar
MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens
MCP – Movimento Camponês Popular
MMC – Movimento de Mulheres Camponesas
MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores
MST Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Via Campesina Brasil
Adital

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ilha das flores



Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Occupy e os repolhos da esquerda

 
Só posso acreditar num Lênin que saiba dançar
A erva existe exclusivamente entre grandes espaços cultivados. Ela preenche os vazios. Ela cresce entre, e no meio das outras coisas. A flor é bela, o repolho útil, a papoula enlouquece. Mas a erva é transbordamento, ela é uma lição de moral.
— Henry Miller, Hamlet.

O velho mundo morre enquanto o novo tarda a aparecer. No claro-escuro perfilam os monstros. A citação é de Gramsci e se aplica bem ao momento que vivemos. Quando um futuro já presente, tão alegre, se debate para existir; um presente já passado teima seus últimos golpes sem direção, em triste agonia. Nesse jogo de sombras, os monstros abrem os olhos. Despertam, caminham e logo se perguntam: quem somos? Não sabemos. Mas não deixamos de reconhecer a força, a natureza disfome, a imprevisibilidade, e os seus perigos e é bom que assustem e inspirem receios e desconfianças. Em todo processo transformador, o medo tem que mudar de lado. E se existem monstros do bem e monstros do mal, de qualquer modo, é só frequentar o cinema para saber que os monstros desejam a mesma coisa: amar e serem amados. Este grande amor, monstruoso e nada sentimental, não pode faltar em todas as lutas generosas e produtivas mobilizações por um outro mundo.
Enquanto isso, os jornalistas de esquerda não conseguem captar, buscam pautas cristalinas e líderes visíveis e acontecimentos inequívocos. Vamos dar um desconto: eles são jornalistas. Pedem fatos jornalísticos. Estamos fazendo outra coisa. Menos sintetizar do que multiplicar: produzir o máximo existencial, não se separar do turbilhão.
O movimento já mudou o léxico da política, resgatou palavras e conceitos fora de uso geral, desestabilizou o que se apresentava como dogma e senso comum. Alastrou um desejo de mudança que chacoalha o dito “campo das esquerdas”. Apesar do dissenso a respeito, penso eu que, em meio a tantas palavras e conceitos em estado de fluidez, seja importante às Ocupas articularem um discurso do ponto de vista da esquerda.
Mas não esquerda como os partidos se entendem por esquerda. Porque o Occupy não se filiou a eles, não lhe interessa a máquina da representação. Os partidos de esquerda sondam no Occupy algum ponto de acoplamento para a agenda e os mandatos, alguma maneira de enquadrá-lo nas campanhas eleitorais. Como se os movimentos devessem parar de sonhar monstros e se esforçar para funcionar conforme o modelo representativo existente, nesse subcosmo de estado e mercado, público e privado. Os partidos de esquerda são os repolhos de Henry Miller. Nem tampouco esquerda como os sindicatos e as centrais sindicais se entendem por esquerda. Não é isso. Porque esses cobrem apenas uma mínima fração da classe trabalhadora: formal ou informal, reconhecida ou não, isso quando não se prestam a organizar uma gestão mais horizontal da exploração do trabalho, cooptados. Os partidos e os sindicatos de esquerda se esforçam por disputar o estado e a fábrica, quando o estado e a fábrica são parte fundamental do problema.
Nesse sentido de esquerda, realmente não dá. Essa esquerda que joga com a direita por melhores negócios, por melhores condições para fazer negócios e gerir os lucros e investimentos. Têm pessoas de esquerda que não nasceram na família certa ou não conhecem as pessoas certas, a fim de vir a gerenciar uma grande empresa ou banco, então resolveram ser empresários e banqueiros através do estado. Além disso, do outro lado, toda grande empresa ou banco faz negócios, direta ou indiretamente, por dentro do estado; ou simplesmente não é viável. Esse agenciamento de uns e outros coloca o estado como o balcão onde se viabilizam e realizam negócios, onde são mediadas as demandas e os conflitos, sempre em nome de melhores negócios. É onde as políticas públicas cada vez mais não passam de novos modelos de gestão e negócio, cada vez mais eficientes e transparentes e sustentáveis. É o estado-empresa, sem política, isto é, sem antagonismo, que mistifica as causas sistêmicas e estruturais por meio de causas morais e acessórias.
Isto não significa aderir à pauta ultraliberal da sociedade civil contra o estado, como se não fossem dois lados da mesma moeda. Nesta, o estado impediria a liberdade individual e a livre circulação dos produtos, ou seja, o mercado livre. É o discurso que clama por uma unificação ao redor do combate à corrupção e aos impostos, e contra a especulação financeira dos yuppies de Wall Street, como se a “economia real” não fosse ela mesma o problema. Esse populismo que se diz acima da divisão entre esquerda e direita, todavia francamente direitoso, aparece no movimento Cansei e numa famosa capa da Veja com o símbolo do Anonymous; mas também no Tea Party, nos libertarians e no guru da cultura livre, Lawrence Lessig, que muito eloquentemente declarou seria interessante uma aliança entre o TP e o movimento Occupy.
Nesse outro sentido pós-esquerda, também não dá. Se o movimento Occupy é monstruoso, é porque resgata o sentido político do conflito, por afirmar com todas as letras que a luta é dos 99% contra o 1%. Aí se resgata o sentido de esquerda que importa, colocar-se na perspectiva dos pobres. E não dos modelos de negócios (certas “políticas públicas”) ou da ideologia (apelo à “gestão sustentável e eficiente”). Na perspectiva dos pobres, de esquerda!, trata-se de confrontar a desigualdade social em todas as suas expressões paralelas de opressão: classe, sexualidade, gênero, raça, imigração. É combater para sabotar as estruturas e discursos que produzem e conservam a desigualdade em primeiro lugar. E reapropriar-se da riqueza social, de baixo pra cima, apesar dos especialistas gestores, dos representantes partidários e sindicais, e também da opinião pública e seus fatos, isto é, dos jornalistas e da miséria do jornalismo.
Nas Ocupas do Brasil, o problema foi colocado além de qualquer abstração quando foram inundadas de pobres, com seu sentido pleno de vitalidade e liberdade. Uma quermesse de monstros metropolitanos. Pode não ter achado as soluções, mas achou os problemas e vem colhendo falas e contribuições em lugares e pessoas desprezados pela esquerda institucional. Quando se levantaram e tomaram a palavra, as pessoas em situação de rua, os que lutam por moradia e terras, pelo direito de produzir direitos, os resistentes terapeutizados pelo choque de ordem, o racismo de sempre e o urbanismo dos megaeventos, quando esse rio subterrâneo e lamacento por debaixo do Brasil oficial irrompeu em toda a sua feiúra, em seus dentes estragados e cabelos desgrenhados, em sua potência constituinte. Das Ocupas, incipientemente, se produziu esse não-lugar onde as vozes outras puderam articular a cultura de resistência que já corre pelo subsolo, pelos esgotos da classe média de esquerda, pelos fluxos da cidade, centros e periferias. Sem teto, sem renda, sem estudo, sem consideração, enfim, essa violência da miséria, plena de sentidos e pulsante de vida, comunicada abertamente. Que é violenta mesmo e por isso nos reeduca, nós os mal educados pelo estudo formal, porque a única forma de comunicar a miséria é pela violência, alegórica ou física — de toda sorte, política. Já não era outro o ensinamento da estética da fome, nos filmes de Gláuber Rocha. O câncer não está no movimento social, mas na Sociedade (1% e seus representantes) que o fratura de injustiça, exclusão e porrada.
O Occupy pode ser a nova esquerda. Não significa que deva refundá-la do zero, mas reorganizá-la, inclusive por dentro de forças transformadoras através de partidos e sindicatos. Sem desprezar instituições, mas as atravessando. Já está fazendo isso. A esquerda tradicional tem mais a aprender com o ciclo de lutas de que 2011 foi tão marcante, enriquecendo o seu patoá magro, do que o inverso. O movimento Occupy não tem que pedir permissão para fazer política e bagunçar o quintal da esquerda. O Occupy é erva daninha, monstruosa, e não adianta insistir que quem está nele não vai querer plantar mais um repolho.

Por: Bruno Cava

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