sexta-feira, 5 de junho de 2009

Agronegócio e transnacionais são inimigos do meio ambiente

A questão ambiental tem hoje a dimensão da humanidade. Os problemas provocados pela elevação da temperatura da Terra estão apenas começando e os dramas humanos e sociais que se seguem às mudanças climáticas bruscas, cujas causas estão no referido aquecimento global, são cada dia mais comuns.

O Brasil já está sendo atingido em cheio pelas conseqüências da mudança climática. Basta elencar alguns fatos ocorridos nos últimos anos: seca na Amazônia e no Sul do país, enchentes no Nordeste, destruições por chuvas torrenciais em Santa Catarina e Minas Gerais, avanço da desertificação, riachos desaparecendo. A alteração do regime de chuvas é a primeira conseqüência que atinge todo o território nacional.

Em uma situação como essa, era de se esperar uma grande mobilização da sociedade para diminuir e controlar as emissões dos gases de efeito estufa e ao mesmo tempo aumentar a cobertura florestal, de modo a contribuir com a descarbonização do planeta.

Não é o que se vê da parte do agronegócio brasileiro e das transnacionais que o sustentam. Até hoje, apenas devastaram. Só para se ter idéia, o setor pecuário na Amazônia é responsável por quase 14% do desmatamento anual global – 1,72 milhão de hectares são desmatados na floresta todos os anos e 12,57 milhões de hectares por ano são desmatados globalmente.

Destruíram nossos principais biomas (Mata Atlântica, Pinheirais, Cerrado) e agora avançam celeremente para acabar com o que resta dos biomas Amazônia, Pantanal e Pampa. A pecuária brasileira é hoje o maior vetor de desmatamento no mundo e a principal fonte de emissões de gases do efeito-estufa do Brasil, segundo um estudo do Greenpeace. Em seu relatório “A farra do boi na Amazônia”, sobre a indústria da pecuária brasileira, a ONG revela que transnacionais de marcas de fama mundial como Nike, Adidas, BMW, Gucci, Timberland, Honda, WalMart e Carrefour, têm contribuído para o desmatamento da Amazônia.

Um outro levantamento, feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mostra que empresas da cadeia da pecuária contribuem para a devastação na Amazônia, comercializando bois criados em áreas desmatadas ilegalmente. O MPF iniciou 21 processos judiciais contra fazendas e frigoríficos, pedindo o pagamento de R$ 2,1 bilhões em indenizações pelos danos ambientais à sociedade brasileira. Carrefour, WalMart, Bompreço e Pão de Açúcar estão entre as empresas notificadas.
Um dos frigoríficos processados é a Bertin S.A., que comprou gado de fazendas multadas pelo Ibama e de uma que fica dentro de uma reserva indígena. Dentre as fazendas irregulares, nove pertencem à agropecuária Santa Bárbara, da empresária Verônica Dantas Rodenburg.

Ora, o Estado brasileiro, que tem entre suas atribuições zelar pela conservação da Floresta Amazônica, tem sido aliado das transnacionais, dos pecuaristas, subsidiando-os e incentivando-os nessa criminosa destruição.

Como a sociedade lhes cobra estes crimes, querem agora destruir a legislação ambiental, de modo especial o Código Florestal, que nunca foi cumprido nem exigido, como uma licença para continuar devastando. Articulam-se no Congresso Nacional e nos Estados, com o argumento torto e falso de que cuidar do meio-ambiente impede a produção e trava o desenvolvimento econômico do país, para criar uma legislação ambiental permissiva que lhes dê carta branca para devastar o que resta e se apropriar dos recursos naturais do país. Quem perderá com isso, novamente, é o povo brasileiro.

Um outro exemplo, é a tentativa de aprovar a medida provisória 458, que legaliza terras griladas de até 2.500 hectares na Amazônia. Por isso, organizações e ambientalistas estão no Senado Federal acompanhando, entre os dias 2 e 3, a votação da MP. Como parte de uma Jornada de Luta pelo Meio Ambiente, que teve início no dia 1º e vai até o dia 6, os ativistas protestam em Brasília contra a desconstituição da legislação e da política nacional ambiental. Em maio, essa MP 458 foi aprovada com alterações pela Câmara dos Deputados. E, caso ela seja aprovada pelo Senado como está, a União poderá transferir, sem licitação, terras de até 2.500 hectares na Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão) para quem detinha sua posse antes de 1º de dezembro de 2004. Ou seja, o que hoje é feito de forma ilegal na Amazônia vai ser legalizado. Isso significa mais desmatamento, mais concentração das terras e aumento da violência no campo.

O fato é que, até hoje na história do Brasil, quem mais preservou foram os camponeses e os índios. A agricultura familiar produz e preserva. O Código Florestal precisa ser adequado e não alterado. Seus princípios básicos são sensatos e corretos. Práticas de manejo florestal e agroflorestal devem ser implementadas. Um amplo programa de educação ambiental deve ser feito e o Estado brasileiro precisa construir políticas de apoio aos sistemas de produção que preservem o meio ambiente e cuidem do patrimônio natural do povo.

Portanto, a sociedade brasileira precisa agarrar em suas mãos a luta coletiva para defender um ambiente saudável para esta e para as futuras gerações. E, para isso, precisa enfrentar e derrotar os destruidores de sempre que só agem em função do lucro fácil.

“Better dead than red”


“Better dead than red” – foi uma palavra de ordem que os anticomunistas americanos usaram no macartismo e na Guerra Fria: “melhor morto do que vermelho”, ou “comunista bom é comunista morto”.

. A propósito do Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, os senadores Tasso Jereissati e Katia Abreu ofereceram agora ao Brasil uma versão de jagunço para a famosa frase: “ambientalista bom é ambientalista morto”; ou “melhor morto do que ambientalista”.

. O ex-presidente do PSDB, Tasso Jereissati, disse o seguinte, da tribuna do Senado Federal da República:

“V. Exª (Kátia Abreu) disse uma frase muito importante: “Se dez Mincs desaparecessem da Terra hoje, nenhuma falta…” Não estou querendo que eles desapareçam, até porque eles são engraçados, são divertidos, apenas que não falem bobagem. Mas, se desaparecessem, não fariam a menor falta a nenhum brasileiro.”

. Antes a senadora Katia Abreu, do PFL e presidente da Confederação Nacional da Agricultura, tinha dito:

“Eu quero dizer a esse ecoxiita profissional, alienado da economia nacional, que o Brasil e o Governo podem viver sem o senhor, Ministro. O Brasil sem o senhor não sentirá nenhuma falta. Mas o Brasil sentirá muita falta se os produtores rurais perderem a sua posição. Com a ausência de V. Exª no Ministério, o Brasil não alterará uma vírgula, porque o senhor não conhece o que é trabalho, o senhor não conhece o que é produção, o senhor só trabalhou e conseguiu até hoje acumular um pequeno patrimônio político para ser Deputado Estadual. “

Veja aqui os discursos de ambos.

. Ou seja, a Oposição resolveu partir para a ameaça de morte.

*Blog Anselmo Raposo

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Minc joga última cartada para defender leis ambientais

RIO DE JANEIRO - Enquanto o mundo comemora a Semana do Meio Ambiente, o governo brasileiro entra em uma fase decisiva para a definição dos rumos de sua política ambiental. Realizada de forma permanente no Congresso, a ofensiva parlamentar contra a atual legislação traz como última novidade a apresentação de um projeto de lei que acaba com os atuais Código Florestal, Lei de Crimes Ambientais e Política Nacional de Meio Ambiente e reúne tudo em um único conjunto de normas, que se chamaria Código Ambiental.

De autoria do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), o projeto busca consolidar alguns avanços sobre as leis ambientais conquistados recentemente pelos ruralistas, como as Medidas Provisórias 452 (que acaba com a obrigatoriedade de concessão de licença ambiental para obras realizadas em rodovias federais já existentes) e 458 (que facilita a legalização de terras griladas na Amazônia). O texto de Colatto também prevê que a prerrogativa de fiscalizar o cumprimento das normas e resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) em projetos com impacto ambiental seja retirada do Ibama e transferida aos estados e municípios, o que enfraqueceria o órgão federal.

A ofensiva parlamentar conta com o apoio declarado de alguns ministros, a franca oposição do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) e o, até aqui, ensurdecedor silêncio do Palácio do Planalto. Há um ano no cargo e percebendo que seu espaço de manobra política se reduz a cada dia, Minc decidiu partir ele também para a ofensiva e fez uma visita pública ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual cobrou ajuda no Congresso e reclamou da atuação de outros ministros, como Reinhold Stephanes (Agricultura), Alfredo Nascimento (Transportes) e Mangabeira Unger (Secretaria de Assuntos Estratégicos).

Segundo o próprio Minc relatou à imprensa após o encontro com Lula, a bronca com Mangabeira se explica porque este último teria enviado ao Congresso, sem o conhecimento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), uma proposta de alteração das regras para o licenciamento ambiental no país. No caso de Stephanes, Minc reclamou do empenho do colega em apoiar projetos que buscam desfigurar o Código Florestal.

A disputa com Alfredo Nascimento se dá em torno da MP 452, pois sua aprovação interessa ao ministro dos Transportes. Nascimento é candidato ao governo do Amazonas em 2010 e tem como bandeira a conclusão das obras da BR-139 (Manaus-Porto Velho), que corta o coração da Amazônia: “O ministro Nascimento está com pressa e quer primeiro fazer a obra e só depois cumprir as exigências ambientais. Eu disse ao presidente Lula que estou moralmente impedido de concordar com isso. Seria a morte em vida”, disse Minc.

Machadinha
O ministro do Meio Ambiente teria reclamado muito com Lula sobre a aliança entre os parlamentares ruralistas e setores do governo: “Disse ao presidente que vários ministros combinavam uma coisa aqui e depois iam ao Congresso, cada um com sua machadinha, patrocinar emendas que esquartejavam e desfiguravam a legislação ambiental. O presidente me disse que isso não é aceitável”, contou Minc.

A firmeza do compromisso supostamente assumido entre Lula e Minc poderá ser verificada em breve. A MP 452, já aprovada na Câmara, não foi apreciada pelo Senado até a data limite desta segunda-feira (01), o que significa que terá de ser reeditada pelo governo. A intensa disputa travada em torno da CPI da Petrobras durante toda a semana passada fez com que os senadores da bancada ruralista não conseguissem emplacar a discussão sobre a MP, e agora a expectativa é de que o Planalto se posicione claramente contra a emenda que flexibiliza o licenciamento de obras em rodovias: “Queriam um licenciamento aprovado por decurso de prazo. Ainda bem que o que caiu por decurso de prazo foi a MP 452”, comemorou a senadora Marina Silva (PT-AC).

Aliança com agricultores
Em busca de sustentação política, Carlos Minc quer consolidar o apoio dos agricultores familiares às políticas desenvolvidas pelo MMA nestes últimos seis anos. Falando para quatro mil agricultores que participavam do Grito da Terra e marchavam na Esplanada dos Ministérios na última quarta-feira (27), o ministro afirmou que a lógica do agronegócio é a destruição do meio ambiente e acusou seus líderes de chantagear o governo: “Não podemos cair no canto da sereia. Eles encolheram os dentes de vampiro e o rabinho de capeta, mas não enganam o povo”.

A aliança do MMA com organizações representativas dos agricultores familiares, como a Contag, entre outras, já rendeu a elaboração conjunta de um documento que foi enviado a Lula e pede que o presidente impeça as tentativas em andamento de mudança na legislação ambiental. Segundo Minc, Lula teria concordado em receber, durante a Semana do Meio Ambiente, uma comissão formada por ambientalistas e agricultores familiares para discutir essa questão. A expectativa do ministro é que um aceno presidencial possa reverter a balança política que, até o momento, pende claramente para os ruralistas e os setores do governo que defendem o agronegócio.



*Carta Maior

domingo, 24 de maio de 2009

Chapecó tem Comitê de Combate ao Desemprego

Trabalhadores e trabalhadoras a hora é agora, organizar-se é preciso, combater mais que nunca os descalabros que grandes industrias e grupos financeiros promovem contra o trabalhador. Diga um não a exploração do trabalhador e ao desemprego





É hora de dar um basta.

Nós, trabalhadores demitidos construimos um comitê de combate ao desemprego e queremos mais do que denunciar esse ataque aos poderes judiciário, executivo e legislativo, organizar a luta em defesa do emprego, dos salários e de direitos.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A CPI da Petrobrax e a tucanalhada


Os tucanos queriam privatizar a Petrobrás, como parte dos acordos assinados com o FMI, trocaram o nome da empresa - orgulho e patrimônio nacional - para Petrobrax, para tirar essa marca de "Brasil", negativa para eles, e torná-la uma "empresa global", a ser submetida a leilão no mercado internacional. Não conseguiram. Seu ímpeto entreguista durou menos de 24 horas diante do clamor nacional. Se deram conta que naquele momento tinham avaliado mal os sentimentos do povo brasileiro, que tinham ido longe demais no seu ardor privatizante e entreguista. Tiveram que recuar, mas nunca abandonaram seu projeto, tanto assim que venderam 1/3 das ações da Petrobras na Bolsa de Valores de Nova York, como primeiro passo para a privatização da empresa.


Tinham colocado em prática o programa econômico mais antinacional, de maior abertura ao capital estrangeiro, que o Brasil conheceu, sob o mando de FHC e seus ministros econômicos - Pedro Malan e Jose Serra. Quebraram o país três vezes e correram a pedir mais empréstimos ao FMI, assinando com presteza as Cartas de Intenção, de submissão aos organismos financeiros internacionais. Na crise de 1999, subiram as taxas de juros a 49%, para tentar segurar o capital especulativo e impuseram uma recessão de que a economia só voltou a se recuperar no governo Lula. Entre as cláusulas secretas da Carta de intenções assinadas nesse momento, a imprensa revelou que constava a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica.


Foram rejeitados pelo povo. Quando Lula, no sexto ano do seu governo, tem o apoio de 80% da população e a rejeição de apenas 5%, FHC tinha o apoio de apenas 18%, mesmo contanto com o apoio total da totalidade da grande mídia, essa mesma que rejeita a Lula.


Viram, com frustração, a Petrobrás se transformar na maior empresa brasileira e em uma das maiores do mundo, conseguir a auto suficiência em petróleo para o Brasil, descobrir o pré-sal, entre tantas outras conquistas, afirmando seu caráter nacional e de identificação com a construção de um Brasil forte.


Mas não se conformaram. Na calada da noite organizaram uma CPI sobre a Petrobrás. Enquanto o povo quer uma CPI sobre a Petrobrax. Tratam de impor os danos que consigam à maior empresa brasileira, tentam impedir que a exploração do pré-sal fique nas mãos do Estado brasileiro, querem afetar o valor das ações da empresa, obstaculizar seus planos de expansão e de crescimento. Porque lhes dói tudo que seja nacional, tudo que represente fortalecimento do Brasil como nação,


São os corvos do século XXI, os novos lacerdistas, os novos udenistas, a direita branca e elitista, antinacional, antipopular, que sente asco pelo povo e pelo Brasil. FHC espumava de raiva ao ver que para tentar ter alguma chance de disputar o segundo turno com Lula, o candidato do seu partido rejeitou as privatizações do seu governo, comprometeu-se a não tocá-las pra frente, sabendo que se chocam frontalmemente com os sentimentos do povo brasileiro.


Querem prejudicar a imagem da Petrobrás, a fortaleza da empresa de que se orgulham os brasileiros, que a querem cada vez mais forte e mais brasileira. Acenam para as grandes empresas estrangeiras de petróleo com a possibilidade de dar-lhes o controle do pré-sal, como presente de ouro, caso consigam retomar o governo no ano que vem, garantindo-se ao mesmo tempo polpudos financiamentos eleitorais. Não hesitam em sacrificar tudo o que seja nacional e popular, contanto que possam voltar ao governo e seguir dilapidando o patrimônio publico.São definitivamente uma tucanalhada, que precisa ser repudiada e rejeitada pelo povo brasileiro, para que não possam seguir tentando causar danos ao Brasil. Tirem suas patas entreguistas de cima da Petrobrás, do pré-sal e do Brasil, tucanalhada antinacional, antipopular e antidemocrática. O Brasil é maior que vocês, os rejeitou tantas vezes e vai rejeitá-los de novo. É Monteiro Lobato contra Carlos Lacerda, Getúlio contra Rockfeller, o povo brasileiro contra a tucanalhada de FHC. Que se instaure a CPI que o povo quer - a CPI da Petrobráx, onde estão as digitais dessa corja de odeia o povo e o Brasil.


Emir Sader

*Sociólogo

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Homem Novo

Homem Novo

Culturalmente, é mais fácil mobilizar os homens para a guerra que para a paz. Ao longo da história, a Humanidade sempre foi levada a considerar a guerra como o meio mais eficaz de resolução de conflitos, e sempre os que governaram se serviram dos breves intervalos de paz para a preparação das guerras futuras. Mas foi sempre em nome da paz que todas as guerras foram declaradas. É sempre para que amanhã vivam pacificamente os filhos que hoje são sacrificados os pais…
Isto se diz, isto se escreve, isto se faz acreditar, por saber-se que o homem, ainda que historicamente educado para a guerra, transporta no seu espírito um permanente anseio de paz. Daí que ela seja usada muitas vezes como meio de chantagem moral por aqueles que querem a guerra: ninguém ousaria confessar que faz a guerra pela guerra, jura-se, sim, que se faz a guerra pela paz. Por isso todos os dias e em todas as partes do mundo continua a ser possível partirem homens para a guerra, continua a ser possível ir ela destruí-los nas suas próprias casas.
Falei de cultura. Porventura serei mais claro se falar de revolução cultural, embora saibamos que se trata de uma expressão desgastada, muitas vezes perdida em projectos que a desnaturaram, consumida em contradições, extraviada em aventuras que acabaram por servir interesses que lhe eram radicalmente contrários. No entanto, essas agitações nem sempre foram vãs. Abriram-se espaços, alargaram-se horizontes, ainda que me pareça que já é mais do que tempo de compreender e proclamar que a única revolução realmente digna de tal nome seria a revolução da paz, aquela que transformaria o homem treinado para a guerra em homem educado para a paz porque pela paz haveria sido educado. Essa, sim, seria a grande revolução mental, e portanto cultural, da Humanidade. Esse seria, finalmente, o tão falado homem novo.

*José Saramago

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sustentar 2009 é apresentada no oeste


A programação do Sustentar 2009 - Fórum sobre Energia Renováveis e Consumo Responsável- está sendo apresentada em vários munícipios da região oeste esta semana. A iniciativa é do dep. est. Pedro Uczai ( PT), idealizador e coordenador do evento que este ano ocorre entre 27 e 29 de Maio na Assembleia legislativa de Santa Catarina.

O evento é promovido pela Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia, Comissão de Turismo e Meio Ambiente. O Sustentar 2009, vai reunir vários especialistas da área energética e ambiental para debater a polémica relação entre produção de energias renováveis e de alimentos. As inscrições são gratuitas e limitadas e devem ser feitas pelo site: www.alesc.sc.gov.br. Acessando o link Sustentar, basta cadastrar o login e senha e efetivar a inscrição.

Será a segunda edição do evento, que no ano passado foi destaque pelo sucesso de público e de contéudo e resultou na edição de um livro sobre o tema: "Inevitável Mundo Novo - a relação entre energias renováveis, produção de alimentos, e futuro do planeta" foi organizada pelo deputado Pedro Uczai e será lançada no dia 28 ás 19:00 horas.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Me chama de burro: Até o Suplicy fez?? Acorda Roque!!


Como o povo é a voz de "Deus" por essa eu não esperava, mas aconteceu, o senador Eduardo Suplicy(PT-SP) também cedeu passagens do gabinete para que sua namorada viajasse pelo Brasil e para Paris. Suplicy já ressarciu os cofres públicos, mas fica aqui a decepção do blogleiro com aquele, que acreditei ser ainda uma das reservas morais do PT. Mas pasmem me enganei... Como me veio de momento um livro que estou lendo de J.H Dacanal,, a onde ele deixa esplicíto o fator degradante em que a nova classe se devota "O irritante é vê-los se considerarem, idiota e arrogante, e a elas completa e permanentemente imunes. A tendência inevitável ao que eles se comportam, esses falsos Catões é aplicar- como já aconteceu- a dupla moral clássica, segundo a qual o fim justica os meios, expressa em afirmações como: " Nós podemos fazer isto porque nossos objetivos são melhores". " O que é legal é ético" etc... E assim chegaremos a Maquiavel, uma pena.... Suplicy ainda pra mim parecia uma réstia de esperança no ar: Todo mundo fez isso e aquilo e ele não!!! Podem me chamar de burro!! Eu admito fui enganado pela minha própria ignorância..... SUPLICYYYYYYY.... SUPLICYYYYYYYYY...... Não me quebre as pernas.

domingo, 10 de maio de 2009

Antonia! Minha Mãe


- às Mães que apesar das canseiras, dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou ao seu redor; e as que choram, doridas e inconsoláveis, a sua perda física, ou os vêm "perder-se" nos inúmeros perigos da sociedade violenta e desumana em que vivemos;

- às Mães ainda meninas, e as menos jovens, que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda ordem, têm a valentia de assumir uma gravides - talvez inoportuna e indesejada - por saberem que a vida é sempre um Bem Maior e um Dom que não se discute, muito menos, quando se trata de um filho seu, pequeno ser frágil e indefeso que lhe foi confiado;

- às Mães que souberam sacrificar uma talvez brilhante carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos, souberam ser firmes e educadoras, dizendo um "não" oportuno e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes;

- às Mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem mais tristes e magoadas, talvez por não terem um filho que se lembre delas, de as abraçar e beijar....;

-às Mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas, não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto , num qualquer lar, na cidade ou no campo, e que talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga que lhes leia ao menos uma carta de um filho....;

-também às Mães que não tenham dado à luz fisicamente, são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação, para tantos que por mil razões não tiveram outra mãe.....e finalmente, as Mães queridissimas que já partiram deste mundo e que por certo repousam já num céu merecido e conquistado a pulso e sacrifício....

A todas as Mães , a todas sem exeção, um Abraço e um Beijo cheio de simpatia e de ternura!! Parabéns, mesmo que ninguém as felicite! Obrigado, mesmo que ninguém mais vós agradeça!


"A Mãe que eu tanto amo é Antónia!!! Obrigado por ter me criado, e ter me concedido o direito de ter uma família. Ser abençoado por você, que com amor, coisa difícil nos tempos de hoje, poder observar que me trata como seu filho, que sente minhas dores e minhas amarguras, que sabe quando estou em luta comigo e meus conceitos, muitas vezes observo você, tentando retirar de dentro de mim toda minha angustia, e apenas com uma palavra... filho o quê está acontecendo??? Você me tranquiliza e me deixa ainda mais com uma certeza.... MÃE é concepção de família.... você é minha MÃE em letras maiúsculas.... MÃE não é e nem será a que da a luz a um filho, mas sim aquela que com abnegação, doa a um outro ser, o direito a poder dizer você é minha MÃE".....

Beijos!!!!!
ROQUE

sábado, 9 de maio de 2009

Ele tinha razão "Sociedade de risco"


"Sociedade de risco significa que vivemos em um mundo fora de controle. Não há nada certo além da incerteza. O termo "risco" tem dois sentidos radicalmente diferentes. Aplica-se, em primeiro lugar, a um mundo governado inteiramente pelas leis da probabilidade, onde tudo é mensurável e calculável. Esta palavra támbem é comumente usada para referir-se a incertezas não quantificáveis, a "riscos que não podem ser mensurados. Quando falo de sociedade de risco, é nesse último sentido de incertezas fabricadas".


*Ulrich Beck

sociólogo

Prefeito João Rodrigues, fica calado diante de escândalo de seu "Santo Milagreiro"


Mais uma vez, tenho a plena certeza, de quê o PIG Chapecoense e até mesmo o Catarinense, deixou passar em branco mais uma falcatrua do "Santo Milagreiro" ao qual o nosso prefeito se devota em fieis orações para ser atendido, e em seus devaneios maracutaios, para em longos discursos litúrgicos, nos fazer crer que este que ai esta é semi -Deus. Como é lamentável observar que o "Santo Milagreiro" mesmo estando forra do cenário político nacional, ainda continua manifestando seus milagres por este Brasil varonil e não o é diferente em Chapecó.


O ex- presidente do DEM, Jorge Borhausen e seus familiares usaram a cota de passagens do Senado. Segundo o site Congresso em Foco, o ex- jogador de futebol do Grémio Renato Sá foi um dos beneficiados pela cota do ex- senador.


O site afirma que registros de companhias aéreas mostram que Borhausen e seus familiares usaram 13 passagens oficiais entre 2007 e 2008. Além dele, voaram a mulher, o genro e um funcionário do casal.


O ex- senador admitiu ao Congresso em Foco ter usado a cota do senado mesmo após o fim de seu mandato. Borhausem afirmou ao site que tem "direito adquirido"para usar o crédito acumulado nas companhias aéreas.


O filho do ex-senador, o deputado federal Paulo Borhausen, ( Darei um doce pra quem adivinhar qual é o partido dele), também usou as cotas para pagar viagens internacionais, no entanto o deputado falou que vai devolver o dinheiro se a casa assim entender.


Rir para não chorar........


sábado, 2 de maio de 2009

Quem comunica o quê no Brasil?


O Brasil é um país que privilegia o ouvido. Saltou de uma sociedade escravista, oral, para outra, pós-moderna, também oral, dominada pelo rádio e a TV. Esta assertiva é do jornalista e estudioso da comunicação Bernardo Kucinski. Segundo ele, é pela via da televisão e do rádio que a população brasileira fica sabendo das coisas, uma vez que a tradição da leitura é praticamente nula. Nesse sentido, terminado o regime militar, que exerceu o controle social através da violência, a melhor forma de seguir mantendo o mando foi dominando os meios de comunicação de massa. E assim tem sido. Como em vários países da América Latina, no Brasil foi o Estado quem instituiu a sociedade, formada basicamente por uma minoria de muito ricos e uma grande massa de pobres. Assim, a simbiose entre Estado e classe dominante é total e a mídia funciona como balizadora genérica do ambiente político e de negócios. (Kucinski, 1998, p.19).
Por conta disso, não há nada mais monopólico no Brasil do que a informação. Pouco menos de 10 famílias dominam a produção de tudo o que se vê, ouve ou lê no país e, considerando que a população já ultrapassa os 180 milhões de pessoas, isso soa assustador. Por outro lado, as gentes mal se dão conta de que o que lhes chega em casa ou nas bancas de revistas – aparentemente diversificado – é uma informação pasteurizada, manipulada e incapaz de mostrar a vida real que pulula nas mais diversas regiões brasileiras. Basta uma rápida olhada nos mais importantes programas de TV – jornalísticos ou não – e pode-se notar que toda a ênfase é dada aos acontecimentos políticos e econômicos da grande São Paulo ou do Rio de Janeiro. As demais regiões brasileiras só são notícia quando acontece uma tragédia, um crime ou algo exótico.
Mas, além do monopólio da produção, outro elemento dá conta da dominação midiática: grande parte dos re-produtores de imagens, ondas sonoras ou letras nos estados brasileiros está nas mãos de políticos ou figuras importantes na cadeia de dominação. Segundo estudos efetuados pelo jornalista James Görgen, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, 15 senadores da república figuram na lista do Ministério das Comunicações como detentores de concessão pública para televisão regional. Outros 51 deputados federais, informa o professor Venício de Lima, são sócios de rádios ou TVs. E, se forem contabilizados os deputados estaduais ou mesmo vereadores que possuem concessão de rádio e TV nos diversos estados e cidades brasileiras essa lista tende a crescer. Tudo isso configura uma absoluta ilegalidade, mas como é prática corrente, poucos se importam.
Atualmente, por conta da atuação do Fórum de Democratização da Comunicação e de estudos como o do professor Venício, tramita na Procuradoria Geral da República uma representação que pede ação civil e penal contra os parlamentares envolvidos com as concessões, pois, segundo a lei, artigo 54 da Constituição Federal, nem senadores, nem deputados podem ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que “goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público”. O documento apresentado pelo professor Venício Lima denuncia ainda uma outra aberração. No Congresso Nacional, muitos desses parlamentares que são também empresários da comunicação estão em comissões que analisam as renovações de concessão. Logo, podem estar legislando em causa própria. Por outro lado, mesmo configurando uma flagrante irregularidade, as investigações se arrastam e tudo segue como está.

* Eliane Tavares - Jornalista/OLA /UFSC

sexta-feira, 1 de maio de 2009


No Dia do Trabalhador se fizeram presentes na praça do Colégio Neiva Costella, no bairro São Cristovão, o programa Mãos que Ajudam: Segundo a Diretora de Assuntos Públicos Elisangela klein freitas, o programa faz parte de uma ação que se desencadeia a nivél nacional, em comemoração ao Dia do Voluntariado Jovem que é capitaneado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Esta ação que aconteceu na praça do bairro São Cristovão, contou com a participação de 80 volúntarios, que juntos promoveram um verdadeiro mutirão de limpeza na praça
Programas como estes acontecem todos os anos, no Dia Trabalhador e 12 de Outubro. Ainda segundo Elisangela acontecerá no dia 11 de Junho o Mãozinhas que Ajudam, no Centro de Convivência do Idoso. Neste dia os adultos fazem um mutirão de limpeza e as crianças promovem entretenimento junto aos idosos.


"Ação desta natureza vem de encontro com as nessecidades de toda uma comunidade, a qual desamparada pelo poder público, aplaudem e agradecem as pessoas de espírito livre, que deixam de lado momentos de estarem juntos aos seus , e partem pro voluntariado de forma livre e sem interesses partidários, ou qualquer outra forma de destaque". A comunidade agradece a todos vocês

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