domingo, 10 de agosto de 2008

As mãos de meu pai


Todo ano, quando chega o dia dos pais, eu me lembro de uma poesia de Mário Quintana que refelte exatamente as mãos de meu pai, hoje com 67 anos. Aproveito para homenagear a todos os pais que frequentam este espaço, com o desejo de que tenham um feliz dia.

AS MÃOS DE MEU PAI

As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis
Sobre um fundo de manchas já da cor da terra -
Como são belas as tuas mãos
Pelo quanto lidaram, acariciaram
Ou fremiram da nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
Essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer,
Quando elas repousam nos braços da tua cadeira predileta,
Uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
Vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
Como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah! Como os fizeste arder, fulgir, com o milagre das tuas mãos!

E é, ainda, a vida que transfigura as tuas mãos nodosas...
Essa chama de vida - que transcende a própria vida...
E que os Anjos, um dia, chamarão de alma.


Obs:A criança que esta com ele é o gabriel filho de um amigo ou melhor dizendo, um irmão de coração.

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