sábado, 9 de abril de 2011

A Morte no Rio de Janeiro

 Todos nós estamos chocados pela tragédia da Escola Municipal Tasso Silveira no bairro popular do Realengo na Zona Oeste do Rio de Janeiro.Onde Wellington Menezes Oliveira de 24 anos,abriu fogo contra alunos menores de 12á 14 anos, que resultou em 12 mortos e feriu 20.
  O caso nos chama á vários questionamentos,em nossa sociedade,questões que só discutimos quando acontece tragédias desta magnitude e que depois são esquecidas ou empurradas pela barriga,até acontecer outra tragédia e assim sucessivamente até se tornar banalidade como é a violência diária e normativa que convivemos.
 O caso da Escola do Realengo nos apresenta vários fatores que devem ser analizados pela psicologia,filosofia,teologia,sociologia,direito e pela política. Caso este que só tem noticias na Inglaterra, Suécia,Noruega e Estados Unidos da América.
  Pela ação o criminoso agiu premeditadamente,como no caso de ter elaborado a ação,saber atirar bem,escrever uma carta,ter anunciado uma semana antes do crime no Orkut: " Não estou chorando,estou me preparando para um massacre que vou levar a cabo na escola onde fui bolinado.Em breve teremos um documentário estilo Columbine nas televisões nacionais. Esperem"(1)
  Ele chega e fala para uma professora que vai realizar uma palestra.Se a professora já conhecia o rapaz,o máximo que poderia fazer era chamar outras pessoas no local.Coisa que sabemos que não deu pois ação foi rápida e inesperada.
  Wellington ao entrar na escola estaria tentando acertar as contas com o seu passado e consigo mesmo.Ao atirar nas crianças,ele estava tentando na verdade executar ainda aquela criança,adolescente,que á dentro de si,traumatizada e usa de forma externa ao executar crianças inocentes que nada tiveram haver com os seus fracassos e insucessos ou com os problemas que passou naquela instituição.Os fantasmas que estão dentro de si e que não foram  estirpados.Na carta como era de se esperar usou uma linguagem religiosa e mostrou consciência de seus atos.Na qual demostra que sabia que estava fazendo ou que iria fazer de forma intencional.
  Ao mesmo tempo em que mostra as contradições da vida moderna e dos grandes centros urbanos,tenho acesso a internet,informação,mas não me relaciono com o vizinho do lado,não sei quem é,vivo numa redoma de vidro,onde quero me isolar e crio um mundo artificial e acabo caindo na angustia e depressão.Pois o ser humano consegue á viver sem relações sexuais,mas não consegue a viver sem afeto e relações com o outro e para isso que ele vive em sociedade e em comunidade.
  Outra questão é o armamento,podemos encontrar uma arma em qualquer esquina,sendo vendida ilegalmente,onde circula no Brasil em torno de 16 milhões de armas e destas 90% nas mãos da sociedade(2).Muitas destas armas usadas em crimes,como o da Escola Tasso Silveira,pertenciam á pessoas de bem,que cairam nas mãos de bandidos ou de pessoas desequilibradas psicologicamente.
   Se fala arma o cidadão e desarma o bandido,discurso este que fez que no dia 23 de outubro de 2005; 63,44% responderem Não no Plebiscito do desarmamento.Aqueles que levantaram a bandeira surrada do Não,hoje hipocritamente e cinicamente,vem defender o desarmamento.
  Se a sociedade tivesse votado pelo SIM ao desarmamento,nós não estariamos assistindo casos de violência cotidiana e nem massacres como do Realengo,em que gera cada vez mais insegurança na comunidade escolar como universitaria.Onde professores,estudantes e pais não tem sussego,se vou para a escola,universidade,não sei se venhop vivo ou se meu filho/a vai vir vivo para casa.Fora isso o trauma que fica nas crianças desta escola ou de qualquer escola do Brasil,onde o próprio rendimento escolar acaba sendo prejudicado por noticias como está,que são vinculadas pela mídia.
  Edmundo Bunk escrevia: " Todo o que é necessário para o triunfo do mal é que os homens de bem não fazem nada".Estamos impotentes diante de tal situação,mas somos convocados,como sociedade a agir de construir um mundo e uma cultura de paz. Repudiamos toda e qualquer forma de violência,reafirmamos a nossa solidariedade as vitimas,familiares das crianças,professores/as e funcionário/as e reafirmamos que só teremos segurança,quando houver de fato uma cultura de paz.
 Fazemos um minuto de silêncio,diante destes brasilerinhos,cujo sangue foi derramado e como o sangue de Abel clama aos céus.Rezamos em nossas comunidades,igrejas,religiões por estes inocentes do Realengo e de todo o mundo.
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(1) www elpais.com/
(2) dados do Movimento Viva Rio, BBC Brasil.

:Por: Júlio Lázaro Torma

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