quarta-feira, 21 de maio de 2008

Um pouco de José Saramago.

Brasil - "O maior truque do diabo é fingir que não existe"



A LÓGICA DO MODELO
O grande truque do diabo é fazer com as pessoas não percebam que são meros alvos de ovos podres do Boninho, sejam eles atirados de catapultas especiais ou tacadas que arremessam bolas para caçapas em mesas de sinuca, no pressuposto que é esse o mundo real.
O deputado Rui Falcão, um dos poucos que ainda sobrevivem num PT decente, chama a atenção para os liberais, neoliberais, que correm atrás do poder público na desesperada tentativa de obter dinheiro público para os empreendimentos privados.
A VALE é um atentado à soberania nacional. Vem cercada de árvores e lagos, num terreno "reconstruído", mostrado em rede nacional para que o mundo de Homer Simpsons entenda que o progresso é isso e assim se constrói o Brasil potência.
"A fome em grandes plantações", Geraldo Vandré em "Caminhando".
Bento XVI fez o diabo para proteger os padres pedófilos no escândalo que abalou a Igreja norte-americana. Chegou aos EUA e anunciou a expulsão dos que causam vergonha à fé católica. À época, assessor especial de João Paulo II, defendeu-os com unhas e dentes e foi um dos responsáveis pela política de indenizações e verbas publicitárias à mídia para silenciar sobre o assunto.
O que a lógica do modelo não mostra é a data de validade carimbada no ser humano de forma quase imperceptível. E a imensa lixeira onde são atirados os escombros de Elizabete e dos próprios pais.
Nem a fome na África, ou a devastação ambiental provocada por empresas como a ARACRUZ, montada na esteira de terras griladas e pistoleiros contratados.
A lógica do modelo é essa. O diabo travestido de anjo e vendido em cada programa de televisão. E sessenta e quatro milhões de telefonemas para que o imperador romano decida quem sai ou não da casa do BBB.
O governador de São Paulo, José Serra, aumentou em 300% os gastos de publicidade. Está blindado pelos veículos de comunicação. Quer ser presidente e para chegar a isso fingiu ser prefeito da capital paulista, como finge ser governador. Para a reforma das escolas públicas não há recursos.
O DIABO VEM EM FORMA DE BOTOX E QUE TAIS
Imagine se uma loura de mais ou menos 35 anos preocupada com o "mundo real" vai aceitar preocupar-se com o que vem nos dez anos seguintes, ou o que vai ser nos dez anos seguintes. E tome botox, tome personal trainer, tome isso e aquilo para colocar tudo em cima e tome um monte de pílulas para agüentar a pasta imensa que ajuda e carrega as montagens da vida na solidão do ser incapaz de amar que não o próprio espelho?
Que seja morena, não importa.
Não pula nunca o balcão. Vai pensar duas vezes e persignar-se na procura da saída que não existe, mas vai até a data de validade esgotar-se.
E um carrinho para dirigir inserida/o no modelo do sucesso e do êxito, o preço? É o de menos. Esvai-se a rosa, emerge a geleira.
Elizabete para a televisão é só um show. O diabo hoje traveste-se de espetáculo e finge que não existe. E não existe mesmo. Virou regra geral nessa convicção que progresso é o corpo de uma criança estendida no pátio de um prédio enquanto a vida segue em frente, não pára um minuto e se monta toda uma farsa dentro da lei e dos parâmetros democráticos para inocentar culpados óbvios.
Amar a si mesmo sobre todas as coisas, é o primeiro mandamento do que finge não existir.
É assim que transforma os seres em pedras. O mal não me toca, o bem pouco se me faz, importante é o sucesso.
Já o resto. Divido a mesa com o meu algoz e são apenas "negócios".
Buraco negro? Bobagem, caçapas para seres humanos transformados em zumbis.
Esse é o grande truque.

domingo, 18 de maio de 2008

Emir Sader.



* Por Emir Sader
Quando Dilma Rousseff disse ao senador José Agripino que os dois viviam em lugares diferentes a ditadura – e tudo o que ela representou: ruptura e destruição da democracia, prisões arbitrárias, torturas, fuzilamentos, intervenção na Justiça e no Legislativo, arrocho salarial, decretos secretos, atos institucionais, etc.etc. -, tocava em um ponto fundamental. A anistia, decretada pela ditadura, tratou de estender-se a todos –agentes e vítimas da ditadura – e assim livrar-se dos julgamentos para responsabilizar a todos os que haviam pregado a ditadura, apoiado o regime militar, sido seus agentes diretos e enriquecido com ela.Tanto quanto foi indispensável escrever o Tortura nunca mais e apurar – e seguir apurando, abrindo os arquivos da ditadura – tudo o que sucedeu nos porões da ditadura, é indispensável pesquisar e revelar publicamente o que fazia cada um no movimento que pregou o golpe militar, no golpe e durante todo o tempo da ditadura militar. Onde estavam e o que fizeram José Agripino, Jarbas Passarinho, Jorge Bornhausen, Octavio Frias, Victor Civita, Roberto Marinho, Julio Mesquita, Delfim Neto, Alexandre Garcia, Antonio Ermirio de Morais, etc., etc?Fará bem à história brasileira. Colaboremos contando cada um o que sabe de cada um deles e de tantos outros que apoiaram e se aproveitaram da ditadura militar, pesquisando e ajudando a memória dos brasileiros, contra a qual atua a imprensa mercantil. Apenas para esclarecer, não para tomar represálias, mas para fazer justiça a quem foi vítima da repressão – como Dilma e tantos outros – e a quem foi agente, ativo ou passivo, da ditadura.
*Emir Sader é sociólogo, professor e escritor.

Pe. Fábio de Mello, tudo de bom

E agora?


Os bicudos paulistas não se bicam

Ontem o PSDB da capital paulista aprovou a indicação de Geraldo Alkmin para candidato à prefeito. Foi um show de baixarias. O presidente municipal, José Henrique Lobo, aprovou na executiva a proposição e levou ao diretório para votação. Acabou sendo chamado aos gritos de autoritário! Os descontentes prometem reverter a indicação no encontro municipal.
Boa parte dos tucanos de São Paulo está fechado com Gilberto Kassab (DEMO), inclusive a nominata à vereadores. Alkmin acredita que a vitória sobre Lula nos dois turnos da eleição presidencial lhe garante a condição de pré-candidato. Esquece de lembrar que de tão fraco desempenho nestas eleições conseguiu o feito histórico de fazer menos votos no segundo que no primeiro turno.
Alkmistas chamavam seus correligionários de vendidos. A versão do presidente da juventude do PSDB é outra, ele diz que com a decisão pró-Alkmin o partido sai fortalecido... O encontro municipal tucano promete, vai ser uma praça de guerra, a guerra pelo poder no ninho tucano.
A baixaria não teve uma só linha nos jornais locais ou no DC , simplesmente omitiu uma informação que é manchete em todos os jornais do país. A blindagem ao partido do DEM e PSDB não tem limites!
Mas aqui no passo municipal as coisas andam praticamamente da mesma forma os partidos que compõem a administração atual estão brigando por uma vaga a vice, em um projeto político que ja esta praticamemte sacramentado. Este é o DEM que administra o nosso municipio uma farça, uma mentira atrás da outra.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Essa resposta deu na veia


"Não é possível supor que se dialogue com pau-de-arara ou choque elétrico. Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não da valor a democracia brasileira. Eu tinha 19 anos. Fiquei três anos na cadeia. E fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para interrogador compromete a vida dos seus iguais. Entrega pessoas para serem mortas. Eu me orgulho muito de ter mentido, senador. Porque mentir na tortura não é fácil. Na democracia se fala a verdade. Na tortura, quem tem coragem e dignidade fala mentira. E isso, senador, faz parte da integra na minha biografia, de que tenho imenso orgulho. E completou: aguentar tortura é dificílimo. Todos nós somos muito frágeis, somos humanos, temos dor, a sedução, a tentação de falar que ocorreu. A dor é insuportável, o senhor não imagina o quanto."


E não deixou de registrar, afiadamente, que " certamente nós estavamos de lados opostos em momentos diversos de nossas vidas políticas."

Relembrar?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

A PÚSTULA DO SENADOR AGRIPINO MAIA


O senador Agripino Maia é uma pústula, mas mesmo assim ou até por isso ele fez uma importante revelação ao país. Esta semana na sessão da convocação da ministra Dilma no senado, ele mostrou o quê é o DEM. O DEM é só aquilo, é só a pustúla do senador Agripino Maia. O DEM reúne em seu quadro de filiados, de políticos, os remanescentes da ditadura militar. O senador pústula Agripino Maia foi prefeito de Natal em 1979 , nomeado pela ditadura militar, escolhido pelo governo militar. Naquele tempo, ainda anos de chumbo, só ganhava cargos políticos quem apoiava o regime ditatorial militar. NÃO HAVIA ELEIÇÕES, OS GOVERNADORES E PREFEITOS DAS CAPITAIS ERAM ESCOLHIDOS A DEDO PELOS MILITARES DA DITADURA. E os escolhidos eram os que apoiavam as atrocidades do regime militar, as perseguições, as prisões, as torturas, os assassinatos dos que eram contra a ditadura, dos que lutavam por justiça, democracia e liberdade. a mentalidade destas pústulas não muda, mesmo em pleno regime democrático, mesmo depois de o mundo ter condenado os regimes de exceção, as atrocidades e os crimes cometidos pela ditadura, continuam a sentir saudades da era de chumbo. O DEM é a favor do trabalho escravo, é a favor das torturas, é contra um governo que melhora a vida dos pobres, que faz redistribuição de renda, que coloca pobres na universidade. O DEM é contra tudo que melhore a vida do povo. Para eles, a vida boa deve ser privilégio das elites, dos ricos. Por esse motivo eles derrubaram a CPMF, por esse motivo eles entram no STF contra o PROUNI, por esse motivo eles entraram no STF contra o programa Territórios da Cidadania do governo LULA. Foi com estas pústulas que o PSDB fez parceria, foi junto com essas pústolas que o governo FHC afundou o país. A resposta da ministra Dilma a pústula do Agripino Maia, que tentou constranger a ministra no senado, foi precisa, foi contundente. Se a pústula do Agripino Maia tivesse um pouco de dignidade, um pouco de vergonha na cara, teria pedido desculpas a ministra e ao povo brasileiro, pela ofensa cometida em pleno regime democrático. Regime este em plena liberdade, graças a pessoas como a Dilma, graças a muitos que fora torturados e mortos nos porões da ditadura. A ministra Dilma é digna de respeito, apoio e consideração, pois ela faz a mulher brasileira sentir orgulho de ser mulher.

domingo, 20 de abril de 2008

Temos o Poder


Por que, diante de tanta injustiça, o proletariado não se rebela contra sua exploração? Para explicar isso deve-se analisar os meios de supressão que o estado, representante maior dos interesses burgueses, utiliza contra o povo. Existe o Aparelho Ideológico de Dominação e o Aparelho Repressivo. Este último tem o papel de difundir as ideias, princípios e valores burgueses através da violência. Com a força bruta a classe dominante passa ao povo o modo como quer que a sociedade caminhe. Esse aparelho também reprime qualquer tentativa proletária de justiça social.


Porém, o uso da violência, em alguns casos, tem um papel adverso aos interesses da burguesia, unindo o povo ainda mais. Assim sendo há utilização do Aparelho Ideológico. Este busca neutralizar o conflito entre classes ( mantendo os privilégios burgueses) Atráves da propagação da Ideologia da Classe Dominante, que é o conjunto de ideias, crenças e princípios dessa classe. Através de instituições como a igreja, a escola, a mídia, a universidade, o estado e a família a classe dominante procura introjetar os valores burgueses nos proletários. Os capitalistas almejam a propagação do " pensamento único", da uniformização dos seres humanos. Buscam neutralizar as justas revoltas dos trabalhadores bombardeando-os massivamente com a inverossímil ideia de que a sociedade atual é a ideal e assim deve continuar. Taxam os que almejam a igualdade social como retrógados e aculturados, ou então de neobobos, cassandristas e fracasso maníacos.


Os patrões capitalistas induzem os proletários a ver seu salário como justo. E o fato do pobre morrer de fome deve-se apenas ao desventurado, por não procurar emprego e não se dedicar. A culpa da passividade proletária, portanto, não é dos trabalhadores. A saída para mudar tal situação é educar e politizar o povo. Mas o estado, representante da burguesia, não oferece educação crítica 'as pessoas porque um povo consciente e politizado passa a lutar pelos seus direitos, que vão de encontro com a exploração capitalista. Portanto temos de ler e estudar incessantemente. Invés de ficarmos assistindo a uma telenovela ou a um filme alienígena paupérrimo culturalmente, abramos um livro, vamos nos inteirar com a nossa comunidade, conhecer os anseios de nossa sociedade. Não podemos ter nossa vida regida pela Ideologia da Classe Dominante.


Devemos ter a consciência de que , para termos igualdade social, não basta dar uma esmola a um mendigo da esquina e dormir o sono dos justos. É necessária uma mudança profunda nas relações sociais e a correta divisão dos meios de produção.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Cabrini: comento casos de política, não de polícia.


Roberto Cabrini. Por quê? Só porque ele é jornalista? Depois de ler as reportagens a respeito, não sei se duvido mais da versão dele ou da de sua acompanhante. Desculpe-me: é um caso de polícia ou de hospício. Por isso eu não queria comentar o assunto. Mas em fim, se ele enfiou o pé na jaca, que pague pelos seus atos. Se aquele era um dos métodos, como diz, para fazer reportagem, que então vá aprender o seu ofício. Rídicula foi a manifestação do sindicato dos jornalistas. Quer dizer que, se um médico for preso envolvido em atividades que nada tem com a medicina ou porque na melhor das hipóteses, adotou procedimentos nada convencionais no exercício da sua profissão, a 'cactchiguria' dos médicos é obrigada a se pronunciar? Pelo amor de Deus o Sr. Roberto Cabrini, não esta imune ao Código Penal.

Sr. Cabrini? O seu caso em questão deve ser tratado quanto o de um cidadão brasileiro comum, que fosse preso em situação idêntica.

Conversações na Casa Branca entre Bento XVI e Bush II


terça-feira, 15 de abril de 2008

Plabo Neruda


Hoje deitei-me junto a uma jovem pura

como se na margem de um oceano branco

como se no centro de uma estrela ardente

de lento espaço.


Do seu olhar largamente verde

a luz caía como uma água seca,

em transparentes e profundos círculos

de fresca força.


Seu peito como um fogo de duas chamas

ardia em duas regiões levantado,

e num duplo rio chegava a seus pés,

grandes e claros.


Um clima de ouro madrugava apenas

as diurnas longitudes do seu corpo

enchendo-o de frutas estendidas

e oculto fogo.

TRIVIAL mário mendonça


Queridos Colegas




Perguntem à noite estrelada,


Interroguem a madrugada,


Acada flor que se vê.




Perguntem à serena Lua,


às próprias pedras da rua,


Se eu gosto ou não de vocês.




Perguntem ao Sol palpitante,


À estrela rutilante,


Ou a Deuses que creêm.




Perguntem à minha razão,


Perguntem ao meu coração,


Se eu gosto mesmo da vocês.




Então verão comovidos,


Que no céu, na terra, em tudo é sabido,


Aquilo que somente vocês não vêem.




E sentirão no peito


o mesmo amor e respeito


que sempre dediquei a vocês.


Ao visitante

entre.
leia.
comente.
sugira.
não faça nada.
enfim, sinta-se a vontade.

Compartilhe este conteúdo em sua rede

Postagens populares