quarta-feira, 15 de junho de 2011

SITRACARNES de Chapecó convoca trabalhadores(as) da Sadia S/A , para mobilização em torno da campanha salarial.

 OS TRABALHADORES DA SADIA 
MERECEM  TODO RESPEITO E         VALORIZAÇÃO .

terça-feira, 14 de junho de 2011

Brasil: que País é esse?

A história da dominação no Brasil encontra no capitalismo uma forma sem precedentes de apropriação da riqueza por poucos sujeitos  Uma das características marcantes do modo de produção capitalista é a necessidade de criar mecanismos de conformação e manutenção de poder.
Entre eles, está a divisão social e internacional do trabalho e a lógica de funcionamento que provoca mutações para que os órgãos vitais apareçam e se desenvolvam como não vitais.
A separação dos sujeitos da realização de suas vidas, a precarização das condições de trabalho e de pertença aos territórios, acentuou os vínculos de dependência e subordinação dos que vivem da venda de seu trabalho.
Segundo o IBGE, mais de 190 milhões de brasileiros se dividem entre moradores do campo e da cidade. Enquanto o campo é composto por quase 30 milhões (13,5%) na cidade habitam (84,5%), mais de 160 milhões.
Mas esta lógica de separação formal entre o campo e a cidade não é tão real assim.

1. Migrações forçadas pelo mundo do trabalho
A história das migrações no interior da nação e para o exterior tem relação direta com a história da concentração de terra e da superexploração dos trabalhadores do campo.
Isto evidencia a tragédia acentuada da questão da educação, saúde, transporte, habitação, tanto no campo quanto nas cidades, e relata a forma como o Estado brasileiro destina seus recursos e trata uma parte da cidade como prioridade.
Estes elementos combinados revelam uma estratégia de poder sobre a produção em que o monocultivo e o latifúndio assumem a condução do processo, via coerção popular e/ ou consenso parlamentar. Isto é similar à dominação dos grandes projetos nas cidades.
O grande capital atua também na agricultura brasileira, e se enriquece às custas da necessária mobilidade do trabalho e da valorização especulativa de suas terras.
Dos 5.2 milhões de estabelecimentos no campo, o latifúndio, com mais de 1 mil hectares, fica com 43% do território produtivo do País e soma apenas 1% do total de proprietários, já a pequena propriedade corresponde a 85% dos estabelecimentos e produz em uma área de 24% do total.
Este Brasil do grande capital expressa a falácia de uma história de poder que relega o popular aos limites da existência humana e que impossibilita a pertença no campo e nas periferias da cidade para parte expressiva de sua população.
Segundo o valor econômico, as 5 principais commodities do Brasil – minério de ferro, petróleo bruto, complexo da soja, açúcar e complexo de carnes – foram responsáveis por 43% das exportações do País.
Já os pequenos produtores cumprem com a humana tarefa de produzir alimentos - 87% da mandioca, 70% do feijão e 34% do arroz - em condições severas ditadas pelo grande capital em sua aliança com o Estado.
Os grandes debates sobre as políticas públicas devem ser feitos com base na contradição capital-trabalho, em especial as conseqüências das privatizações da terra, da água e das sementes.
Essa lógica dominante tem feito com que parte expressiva dos produtores de alimentos se veja enroscada nessa cadeia desumana de trabalhar para sobreviver, sem tempo para pensar e atuar de forma distinta da aprisionada.

 2. O campesinato: a classe e seu projeto
 Dentro da ordem, o campesinato, enquanto classe, assume seu projeto de vida e luta por direitos constitucionais que permitam à classe trabalhadora consolidar uma vida com dignidade para o campo e para a cidade.
Fora da ordem, o campesinato trabalha para consolidar um projeto de sociedade com base em um plano em que o camponês seja o centro de irradiação do desenvolvimento, cuja relação com a terra não é a da troca utilitária mercantil, mas de convivência recíproca e respeitosa.
Um dos grandes desafios do campesinato tem a ver com a reafirmação, no território, do enraizamento dos jovens no campo.
Para isto, são necessárias políticas públicas que garantam possibilidades de realização de uma vida digna e plena de direitos no campo. Educação, saúde, transporte, moradia, crédito e venda dos seus produtos numa outra lógica de estímulo à produção e circulação das mercadorias, tendo o humano como centro.
O campo e a cidade juntos conformam a classe trabalhadora brasileira. Parte expressiva desta classe tem sido relegada à uma política pública periférica, frente à centralidade dos gastos do Estado com o grande capital.
A história da dominação no Brasil encontra no capitalismo uma forma sem precedentes de apropriação da riqueza por poucos sujeitos. E de produção de riqueza pela maioria da população que não consegue sobreviver do fruto de seu trabalho.
A ruptura só ocorrerá através da organização popular unificada entre campo-cidade, cuja irradiação de poder institua uma aliança dos que vivem do trabalho e lutam por se realizar em dita produção.
É necessário que o organismo vivo se levante e assuma com consciência seu papel vital no jogo das contradições. E reforce, na sua vitalidade redescoberta, a necessidade de construção de uma história de poder popular que faça tremer as matérias políticas e econômicas inorgânicas.
A via campesina é um organismo vivo em movimento. Aliada às lutas da cidade, agita um vulcão a entrar em erupção. Esse vulcão é a classe que vive do trabalho e que precisa romper com as amarras (in)formais que a escravizam na lógica fragmentada da dominação.

Roberta Traspadini 
é economista, educadora popular, integrante da Consulta Popular/ES.


 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Padre Adolfo Rojas Jiménez, sacerdote católico venezolano, diz que Manifesto Comunista é livro de cabeçeira



Padre Adolfo Rojas Jiménez, sacerdote católico venezolano que apoya al gobierno bolivariano de Hugo Chávez.

Durante su intervención recomendó a los fieles leer el Manifiesto del Partido Comunista y utilizó algunas categorías marxistas como "socialismo" y "medios de producción" para explicar la actual realidad venezolana. * Nació en Barquisimeto, estado Lara, el 27 de septiembre de 1938. Hijo de Clemente Rojas, obrero, y Dominga Jiménez de Rojas, una mujer de pueblo y semianalfabeta. * Estudió en el Seminario de la Divina Pastora, en el estado Lara. * Graduado en Teología en la Universidad de Montreal del Seminario de San Bonifacio, Canadá. * Fue ordenado sacerdote en 1962 * Graduado como licenciado en Teología Bíblica en la Universidad de Montreal, Canadá. * Fundador en 1970, de la parroquia universitaria Santa Sofía en la Universidad Católica de Los Andes. * Docente de aula desde 1974 en el ciclo Básico Superior que luego se convirtió en el Politécnico Universitario


domingo, 12 de junho de 2011

Decisão sobre a Sadia preocupa trabalhadores

A indefinição sobre a fusão operacional entre Sadia e Perdigão, que está sendo discutida no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), preocupa Chapecó, no oeste de Santa Catarina, onde a Sadia tem uma de suas unidades industriais.
Representantes dos trabalhadores da empresa dizem que já encontram dificuldades na negociação de melhorias salariais, enquanto produtores temem o distanciamento na tomada de decisões. De outro lado, concorrentes salientam que o monopólio não é saudável para ninguém.
A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf) é contra a fusão. 'Quanto maior, quanto mais internacional, menor é a relação com o agricultor', diz o coordenador da entidade em Chapecó, Celso Ludwig. 'Não enxergamos com bons olhos.'
Segundo Ludwig, os produtores, assim como os consumidores, ganham com a competição de mercado. 'E não estamos falando de qualquer produto, mas de um que faz parte do café da manhã e do almoço da grande maioria da população.'
Contra a fusão também está o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Chapecó (Sitracarnes), embora o presidente da entidade, Jenir Ponciano de Paula, não tenha expectativa de reprovação no Cade. 'Para o trabalhador, só de falar na fusão já piorou.'

A INVENÇÃO DAS "EX-FAVELAS"

Na última semana de maio, o Rio de Janeiro passou a ter menos 44 favelas. Esta parece ter sido a última de uma série de subtrações no número de favelas da cidade - que cai vertiginosamente desde agosto passado, de acordo com as contas oficiais. Para se ter idéia do tamanho da queda, em todo o município, a quantidade de favelas despencou de 1.020 para 582, em apenas dez meses. Os dados são do Instituto Pereira Passos (IPP).

Apesar da diferença na contagem e mesmo diante da recente febre de remoções de comunidades populares por conta dos megaeventos esportivos de 2014 e 2016, as 438 favelas a menos não sumiram da noite para o dia. Tudo indica que parte delas tenha apenas deixado de fazer parte dos cálculos oficiais, pelo menos, daqueles que se referem à categoria favela.

Os últimos 44 locais que deixaram de ser assim classificados, passaram a ser oficialmente chamados de “comunidades urbanizadas”. A mudança foi feita a partir de dados fornecidos pelo IPP e a Secretaria Municipal de Habitação (SMH). O critério básico adotado para a troca no nome foi a quantidade de serviços urbanos disponíveis nestes locais - que seria similar àquela fornecida em outros bairros da cidade, segundo o IPP e a SMH.

A nova classificação rendeu diversas manchetes nas editorias de cidade dos grandes jornais cariocas, que trataram de batizar as mais novas 44 “comunidades urbanizadas” de “ex-favelas”. Nas redes sociais, o termo “ex-favelado” - derivado da polêmica - pegou e foi motivo de piadas.

Morador do conjunto de favelas da Maré há 16 anos, o fotógrafo Francisco Valdean, foi um dos que protestou com humor contra a nova classificação oficial. Valdean lançou em seu blog O Cotidiano, uma série de posts que chamou de “O diário de um ex-favelado”. Nela o morador e convidados narram, dia após dia, o que não mudou em algumas das agora “ex-favelas”. Para Valdean a nova classificação oficial, além de não ter razão de ser, não apresenta impactos práticos na vida dos moradores. “Favela é uma categoria cheia de estigmas. Então, alguns pensam que ao mudar o nome, também haverá a atribuição de valores positivos ao lugar. Mas não é simplesmente mudando a categoria que se vai mudar a realidade”, diz.

A Baixa do Sapateiro, onde mora Valdean, foi uma das cinco comunidades da Maré, escolhidas para deixarem de ser favelas. O morador afirma não compreender o critério utilizado para declarar o local uma “comunidade urbanizada”. “Aqui, pelo que eu conheço, as comunidades incluídas nessa nova definição não são necessariamente aquelas que têm mais serviços. Vila do João e Vila dos Pinheiros, que também são da Maré, têm as mesmas condições que as demais comunidades daqui e, nem por isso, foram definidas como ex-favelas”, questiona o “ex-favelado”.

Ex-favelas e megaeventos

Para o historiador e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Marcos Alvito, um decreto não pode apagar a história. O estudioso atribui a nova classificação a uma estratégia empreendida pelo poder público para apresentar uma cidade compatível com expectativas internacionais, que só fazem aumentar com a proximidade dos megaeventos. “A palavra favela representa as lutas de seus moradores. Lutas pela permanência nos locais, por melhores condições de vida. Estamos diante de uma vontade de positivar a cidade para o mundo com a chegada da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Um processo utilizado também como pretexto para remoção de comunidades, favorecendo a especulação imobiliária e algumas das grandes empresas envolvidas”, analisa.


A moradora Gizele Martins: "Não é mudando apenas o nome que passo a me sentir cidadã".Para a estudante de Jornalismo Gizele Martins, moradora da Maré, a mudança de “favela” para “comunidade urbanizada” também tem relação com a chegada dos megaeventos esportivos. “O motivo da troca de nome tem a ver com interesses do Estado em mostrar que o Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa - esta que vai ser sede das Olimpíadas, da Copa do Mundo - está tranqüila, que não tem problemas estruturais e políticos. Tudo isto é para tranqüilizar quem vem de fora, mostrar que todos os recursos que o Estado tem recebido para investir na cidade estão sendo bem gastos”, afirma.

Gizele diz ainda não compreender o critério adotado para justificar a nova classificação, já que a quantidade de serviços não influi necessariamente na qualidade. “Quero pagar luz sim, quero pagar impostos sim, mas preciso primeiro ter direito a uma iluminação de qualidade, ter segurança de qualidade, hospitais, mais escolas para atender a todos os moradores. Quero ter habitação de qualidade aqui. E não é mudando apenas o nome que passo a me sentir cidadã. Quero todos os outros direitos”, reivindica a estudante.

Oficialmente, o que é favela?

A pergunta foi feita para o próprio IPP, realizador da recontagem que deu origem às novas 44 “comunidades urbanizadas”. A assessoria de comunicação do instituto informou que, na verdade, o estudo com a nova classificação não foi divulgado para o grande público e que as informações dadas pela grande imprensa foram obtidas a partir de entrevistas com representantes do órgão. Ainda de acordo com a assessoria, a divulgação oficial da nova configuração das favelas será feita após a atualização do Sistema de Assentamentos de Baixa Renda, o SABREN, [http://portalgeo.rio.rj.gov.br/sabren/index.htm], que deve ocorrer nas próximas semanas.

No ano passado, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) publicou a pesquisa “Desigualdade e Favelas Cariocas: a cidade partida está se integrando?”. O estudo, que recebe a chancela do IPP, oferece uma delimitação do que é favela, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e do Censo Demográfico. Foram analisadas as situações de renda, trabalho e condições gerais de vida em locais como o Complexo do Alemão, Jacarezinho, Rocinha, Cidade de Deus e Maré.

O conjunto de favelas da maré: menos seis (Baixa do Sapateiro, Parque Maré, Nova Holanda, Parque Rubens Vaz, Parque União e Timbau)
O coordenador da pesquisa, o economista do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Cortes Neri, afirma que a grande diferença entre favela e asfalto, é a presença do Estado, na educação, saúde, além de outros aspectos marcantes como a desigualdade na transferência de renda.

Neri, entretanto, faz um alerta quanto a insuficiência do conceito utilizado para definir as favelas. “Os conceitos são problemáticos, por isso não temos um ‘retrato’ colorido e em alta definição desta realidade. O máximo que temos é uma ‘foto em preto e branco’. Mas, existe algo mais preciso que isso? Na pesquisa, usei o conceito de aglomerado subnormal que, evidentemente, é problemático. Os trabalhos sobre favela costumam estar centrados em questões específicas e em dados que já estão defasados, como aqueles do Senso 2000. Estas pesquisas fazem o contraste entre asfalto e favela”, explica o economista.

Neri também chama atenção para como o instrumento oficial de identificação dos espaços da cidade pode influir diretamente na quantidade favelas existentes numa determinada região. “Em São Gonçalo, por exemplo, quase não há favelas, de acordo com as classificações oficiais. Isso não quer dizer necessariamente que lá haja poucas favelas, mas pode indicar que no município do Rio o instrumento utilizado encontra muito mais favelas do que em São Gonçalo”, esclarece.

Desta vez o critério oficial utilizado pelo IPP para dizer o que é ou não favela também passa pela presença dos serviços públicos e pelo grau de urbanização em cada local. De acordo com Francisco Valdean, esse critério não se sustenta quando confrontado com a realidade das comunidades. “Segundo o critério atual, quase todas as favelas deixariam de ser favelas. Na minha rua o esgoto entope e quem desentope são os moradores. Então, serviço de esgoto tem, mas não é o ideal. Se considerássemos situações como essa para avaliar o que é favela, muitas delas poderiam deixar de existir de uma cajadada só, já que várias contam com serviços públicos”, diz o morador da Baixa.

Na opinião do historiador Marcos Alvito, este critério pouco tem a acrescentar. “Por mais que o Estado implemente serviços na favela, ela continuará a ser diferente. Melhor do que tentar tapar o sol com a peneira, seria positivar o termo favela, mostrando a história de luta de seus moradores, que é uma história de superação. Daqui há 100 ou 200 anos eu acharia interessante que estes espaços continuassem a ser chamados de favelas. O nome carrega uma história”, sugere.



Por Thiago Ansel

Publicado no Observatório de Favelas em 8.06.2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eduardo Galeano • Sangue Latino



Um dos grandes pacifistas de nossa era, autor do livro "As veias abertas da América Latina", Eduardo Galeano concede ao Canal Brasil a sua típica visão poética sobre nosso planeta e especificamente sobre nosso continente.

GREVE DO MAGISTÉRIO

Camaradas, Bom dia!

Em Santa Catarina está fervilhando uma greve do magistério estadual. essa greve embora manifeste um processo prolongado de precarização da educação no estado, surpreende pela massiva adesão tanto do magistério como da sociedade! e de forma muito repentina modifica substancialmente a subjetividade de vários setores da classe trabalhadora para a reconstrução da uniao enquanto classe, e da mobilização social como a forma de luta.
Muitas coisas começam a se desvendar nos instrumentos de articulação já constituidos. PT, CUT, CONSULTA, VIA, com suas velhas formas de mobilizar em vista da negociação pelo alto. um grupo reduzido de sabichões decidem o que vai ser negociado e o que vai ser feito na mobilização. em cada momento se torna mais explícito a burocratização legalista da greve. os burocratas sindicais reduzem todo o levante dos trabalhadores a simples matematizações salariais e insuportáveis explicações de artigos legais.
NUNCA o estado burguês contou com uma defesa tão enganjada de seus artifícios jurídicos de dominação de classe, como a que é feita por esses dirigentes, agora transvestidos de representante dos trabalhadores. logo, essas mesmas criaturas que atacam de forma veemente qualquer crítica mais a esquerda, já caminham de mãos dadas com o que há de mais concervador na política e no estado.
Derepente, o discurso do governador, da RBS e do SINTE estavam iguaizinhos. No dia de ontem ocorreu assembléias regionais em todo o Estado em função de uma proposta vergonhosa enviada pelo governador. e o SINTE veio disposto a acabar com a mobilização e aceitar a fatídica rendição. para a surpresa de todos os centralistas burocráticos a resposta foi não a rendição e sim a continuação da greve. e teve mais, exigiram o fim do debate raso, e a imediata politização da luta.
Sem ilusões, tudo ainda é muito espontâneo, e pode não resistir a pressão contrária que a mídia, o governo e agora as lideranças ressentidas do SINTE e do PT. (É bom lembrar que os outros partidos estão magioritariamente contra a greve, os professores e a educação). Só estou explicando que a forma que o PT se coloca a favor é superficial, contraditória e em alguns momentos enganadora.
Assim como O OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO, os professores dia após dia vem dizendo NÃO!!!, NÃO a esse modelo de educação, NÃO ao governo jaguara, NÃO a burocratização legal da luta, NÃO ao centralismo burocrático, NÃO ao medo de ir pra rua, NÃO a rendição, NÃO as ameaças, NÃO a chantagem psicológica, um NÃO APÓS O OUTRO!
Mesmo que semana que vem por vários motivos venham a dizer sim... essa experiencia de vê-los dizendo NÃO é singular. É o maior ato educativo que eles estão ensinando pra sociedade catarinense.
Esse texto está sendo escríto as pressas no meio de um QG da greve!

Por: Luiz Fernando Ribeiro

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Filme - Povos do Xingu contra a construção de Belo Monte



Cenas gravadas na Aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto/Jarina, entre os dias 28 de outubro e 4 de novembro de 2009. Nesse período, os ministros do Meio Ambiente e Minas e Energia foram convidados a ir ao Xingu para discutir os impactos da obra de construção da usina de Belo Monte na região. Se concretizado, Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo e vai causar impacto mais de 9 milhões de hectares de floresta, uma área equivalente a duas vezes a cidade do Rio.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A crise européia e o “moinho satânico” do capitalismo global

 
A crise financeira de 2008 expõe com candência inédita, por um lado, a profunda crise do capitalismo global e, por outro, a débâcle político-ideológico da esquerda socialista européia intimada a aplicar, em revezamento com a direita ideológica, os programas de ajustes ortodoxos do FMI na Grécia, Espanha e Portugal, países europeus que constituem os “elos mais fracos” da União Européia avassalada pelos mercados financeiros.

Aos poucos, o capital financeiro corrói o Estado social europeu, uma das mais proeminentes construções civilizatórias do capitalismo em sua fase de ascensão histórica. Com a crise estrutural do capital, a partir de meados da década de 1970, e a débâcle da URSS e o término da ameaça comunista no Continente Europeu, no começo da década de 1990, o “capitalismo social” e seu Welfare State, tão festejado pela social-democracia européia, torna-se um anacronismo histórico para o capital. Na verdade, a União Européia nasce, sob o signo paradoxal da ameaça global aos direitos da cidadania laboral. É o que percebemos nos últimos 10 anos, quando se ampliou a mancha cinzenta do desemprego de longa duração e a precariedade laboral, principalmente nos “elos mais fracos” do projeto social europeu. Com certeza, a situação do trabalho e dos direitos da cidadania laboral na Grécia, Espanha e Portugal deve piorar com a crise da dívida soberana nestes países e o programa de austeridade do FMI.

Vivemos o paradoxo glorioso do capital como contradição viva: nunca o capitalismo mundial esteve tão a vontade para aumentar a extração de mais-valia dos trabalhadores assalariados nos países capitalistas centrais, articulando, por um lado, aceleração de inovações tecnológicas e organizacionais sob o espírito do toyotismo; e por outro lado, a proliferação na produção, consumo e política, de sofisticados dispositivos de “captura” da subjetividade do homem que trabalha, capazes de exacerbar à exaustão, o poder da ideologia, com reflexos na capacidade de percepção e consciência de classe de milhões e milhões de homens e mulheres imersos na condição de proletariedade.

Deste modo, a crise européia é não apenas uma crise da economia e da política nos países europeus, mas também – e principalmente - uma crise ideológica que decorre não apenas da falência política dos partidos socialistas em resistir à lógica dos mercados financeiros, mas também da incapacidade das pessoas comuns e dos movimentos sociais de jovens e adultos, homens e mulheres explorados e numa situação de deriva pessoal por conta dos desmonte do Estado social e espoliação de direitos pelo capital financeiro, em perceberem a natureza essencial da ofensiva do capital nas condições do capitalismo global.

Ora, uma parcela considerável de intelectuais e publicistas europeus têm uma parcela de responsabilidade pela “cegueira ideológica” que crassa hoje na União Européia. Eles renunciaram há tempos, a uma visão critica do mundo, adotando como único horizonte possível, o capitalismo e a Democracia – inclusive aqueles que se dizem socialistas. Durante décadas, educaram a sociedade e a si mesmos, na crença de que a democracia e os direitos sociais seriam compatíveis com a ordem burguesa. O pavor do comunismo soviético e a rendição à máquina ideológica do pós-modernismo os levaram a renunciar a uma visão radical do mundo. Por exemplo, na academia européia – que tanto influencia o Brasil – mesmo em plena crise financeira, com aumento da desigualdade social e desmonte do Welfare State, abandonaram-se os conceitos de Trabalho, Capitalismo, Classes Sociais e Exploração. Na melhor das hipóteses, discutem desigualdades sociais e cidadania...

Há tempos o léxico de critica radical do capitalismo deixou de ser utilizado pela nata da renomada intelectualidade européia, a maior parte dela, socialista, satisfeita com os conceitos perenes de Cidadania, Direitos, Sociedade Contemporânea, Democracia, Gênero, Etnia, etc – isto é, conceitos e categoriais tão inócuas quanto estéreis para apreender a natureza essencial da ordem burguesa em processo e elaborar com rigor a crítica do capitalismo atual. Na verdade, para os pesquisadores da “classe média” intelectualizada européia, muitos deles socialistas “cor-de-rosa”, a esterilização da linguagem crítica permite-lhes pleno acesso aos fundos públicos (e privados) de pesquisa institucional.

É claro que esta “cegueira ideológica” que assola o Velho Continente decorre de um complexo processo histórico de derrota do movimento operário nas últimas décadas, nos seus vários flancos – político, ideológico e social: o esclerosamento dos partidos comunistas, ainda sob a “herança maldita” do stalinismo; a “direitização” orgânica dos partidos socialistas e sociais-democratas, que renunciaram efetivamente ao socialismo como projeto social e adotaram a idéia obtusa de “capitalismo social”; o débâcle da União Soviética e a crise do socialismo real, com a intensa campanha ideológica que celebrou a vitória do capitalismo liberal e do ideal de Democracia. A própria União Européia nasce sob o signo da celebração da globalização e suas promessas de desenvolvimento e cidadania. Last, but not least, a vigência da indústria cultural e das redes sociais de informação e comunicação que contribuíram – apesar de suas positividades no plano da mobilização social – para a intensificação da manipulação no consumo e na política visando reduzir o horizonte cognitivo de jovens e adultos, homens e mulheres à lógica do establishment, e, portanto, à lógica neoliberal do mercado, empregabilidade e competitividade.

Na medida em que se ampliou o mundo das mercadorias, exacerbou-se o fetichismo social, contribuindo, deste modo, para o “derretimento” de referenciais cognitivos que permitissem apreender o nome da “coisa” que se constituía efetivamente nas últimas décadas: o capitalismo financeiro com seu “moinho satânico” capaz de negar as promessas civilizatórias construídas na fase de ascensão histórica do capital.

Não deixa de ser sintomático que jovens de classe média indignados com a “falsa democracia” e o aumento da precariedade laboral em países como Portugal e Espanha, tenham levantado bandeiras inócuas, vazias de sentido, no plano conceitual, para expressar sua aguda insatisfação com a ordem burguesa. Por exemplo, no dia 5 de junho de 2011, dia de importante eleição parlamentar em Portugal, a faixa na manifestação de jovens acampados diante da célebre catedral de Santa Cruz em Coimbra (Portugal), onde está enterrado o Rei Afonso Henriques, fundador de Portugal, dizia: “Não somos contra o Sistema. O Sistema é que é Contra Nós”. Neste dia, a Direita (PSD-CDS) derrotou o Partido Socialista e elegeu a maioria absoluta do Parlamento, numa eleição com quase 50% de abstenção e votos brancos. Enfim, órfãos da palavra radical, os jovens indignados não conseguem construir, no plano do imaginário político, uma resposta científica e radical, à avassaladora condição de proletariedade que os condena a uma vida vazia de sentido.

Na verdade, o que se coloca como tarefa essencial para a esquerda radical européia - e talvez no mundo em geral - é ir além do mero jogo eleitoral e resgatar a capacidade de formar sujeitos históricos coletivos e individuais capazes da “negação da negação” por meio da democratização radical da sociedade. Esta não é a primeira - e muito menos será a última - crise financeira do capitalismo europeu. Portanto, torna-se urgente construir uma “hegemonia cultural” capaz de impor obstáculos à “captura” da subjetividade de homens e mulheres pelo capital. Para que isso ocorra torna-se necessário que partidos, sindicatos e movimentos sociais comprometidos com o ideal socialista, inovem, isto é, invistam, mais do que nunca, em estratégias criativas e originais de formação da classe e redes de subjetivação de classe, capazes de elaborar – no plano do imaginário social – novos elementos de utopia social ou utopia socialista. Não é fácil. É um processo contra-hegemônico longo que envolve redes sociais, partidos, sindicatos e movimentos sociais. Antes de mais nada, é preciso resgatar (e re-significar) os velhos conceitos e categorias adequadas à critica do capital no século XXI. Enfim, lutar contra a cegueira ideológica e afirmar a lucidez crítica, entendendo a nova dinâmica do capitalismo global com suas crises financeiras.

Ora, cada crise financeira que se manifesta na temporalidade histórica do capitalismo global desde meados da década de 1970 cumpre uma função heurística: expor com intensidade candente a nova dinâmica instável e incerta do capitalismo histórico imerso em candentes contradições orgânicas.

Na verdade, nos últimos trinta anos (1980-2010), apesar da expansão e intensificação da exploração da força de trabalho e o crescimento inédito do capital acumulado, graças à crescente extração de mais-valia relativa, a produção de valor continua irremediavelmente aquém das necessidades de acumulação do sistema produtor de mercadorias. É o que explica a financeirização da riqueza capitalista e a busca voraz dos “lucros fictícios” que conduzem a formação persistente de “bolhas especulativas” e recorrentes crises financeiras.

Apesar do crescimento exacerbado do capital acumulado, surgem cada vez mais, menos possibilidades de investimento produtivo de valor que conduza a uma rentabilidade adequada às necessidades do capital em sua etapa planetária. Talvez a voracidade das políticas de privatização e a expansão da lógica mercantil na vida social sejam estratégias cruciais de abertura de novos campos de produção e realização do valor num cenário de crise estrutural de valorização do capital.

Ora, esta é a dimensão paradoxal da crise estrutural de valorização. Mesmo com a intensificação da precarização do trabalho em escala global nas últimas décadas, com o crescimento absoluto da taxa de exploração da força de trabalho, a massa exacerbada de capital-dinheiro acumulada pelo sistema de capital concentrado, não encontra um nível de valorização – produção e realização - adequado ao patamar histórico de desenvolvimento do capitalismo tardio.

Deste modo, podemos caracterizar a crise estrutural do capitalismo como sendo (1) crise de formação (produção/realização) de valor, onde a crise capitalista aparece, cada vez mais, como sendo crise de abundância exacerbada de riqueza abstrata. Entretanto, além de ser crise de formação (produção/realização) de valor, ela é (2) crise de (de)formação do sujeito histórico de classe. A crise de (de)formação do sujeito de classe é uma determinação tendencial do processo de precarização estrutural do trabalho que, nesse caso, aparece como precarização do homem que trabalha.

Ora, a precarização do trabalho não se resume a mera precarização social do trabalho ou precarização dos direitos sociais e direitos do trabalho de homens e mulheres proletários, mas implica também a precarização-do-homem-que-trabalha como ser humano-genérico. A manipulação – ou “captura” da subjetividade do trabalho pelo capital – assume proporções inéditas, inclusive na corrosão político-organizativa dos intelectuais orgânicos da classe do proletariado. Com a disseminação intensa e ampliada de formas derivadas de valor na sociedade burguesa hipertardia, agudiza-se o fetichismo da mercadoria e as múltiplas formas de fetichismo social, que tendem a impregnar as relações humano-sociais, colocando obstáculos efetivos à formação da consciência de classe necessária e, portanto, à formação da classe social do proletariado.

Deste modo, o capitalismo global como capitalismo manipulatório nas condições da vigência plena do fetichismo da mercadoria, expõe uma contradição crucial entre, por um lado, a universalização da condição de proletariedade e, por outro lado, a obstaculização efetiva – social, política e ideológica - da consciência de classe de homens e mulheres que vivem da venda de sua força de trabalho.

Imerso em candentes contradições sociais, diante de uma dinâmica de acumulação de riqueza abstrata tão volátil, quanto incerta e insustentável, o capitalismo global explicita cada vez mais a sua incapacidade em realizar as promessas de bem-estar social e emprego decente para bilhões de homens e mulheres assalariados. Pelo contrário, diante da crise, o capital, em sua forma financeira e com sua personificação tecnoburocrática global (o FMI), como o deus Moloch, exige hoje sacrifícios perpétuos e irresgatáveis das gerações futuras.

Entretanto, ao invés de prenunciar a catástrofe final do capitalismo mundial, a crise estrutural do capital prenuncia, pelo contrário, uma nova dinâmica sócio-reprodutiva do sistema produtor de mercadorias baseado na produção critica de valor.

Apesar da crise estrutural, o sistema se expande, imerso em contradições candentes, conduzido hoje pelos pólos mais ativos e dinâmicos de acumulação de valor: os ditos “países emergentes”, como a China, Índia e Brasil, meras “fronteiras de expansão” da produção de valor à deriva. Enquanto o centro dinâmico capitalista – União Européia, EUA e Japão - “apodrece” com sua tara financeirizada (como atesta a crise financeira de 2008 que atingiu de modo voraz os EUA, Japão e União Européia), a periferia industrializada “emergente” alimenta a última esperança (ou ilusão) da acumulação de riqueza abstrata sob as condições de uma valorização problemática do capital em escala mundial (eis o segredo do milagre chinês).

Portanto, crise estrutural do capital não significa estagnação e colapso da economia capitalista mundial, mas sim, incapacidade do sistema produtor de mercadorias realizar suas promessas civilizatórias. Tornou-se lugar comum identificar crise com estagnação, mas, sob a ótica do capital, “crise” significa tão-somente riscos e oportunidades históricas para reestruturações sistêmicas visando a expansão alucinada da forma-valor. Ao mesmo tempo, “crise” significa riscos e oportunidades históricas para a formação da consciência de classe e, portanto, para a emergência da classe social de homens e mulheres que vivem da venda de sua força de trabalho e estão imersos na condição de proletariedade. Como diria Marx, Hic Rhodus, hic salta!

(*) Giovanni Alves é professor da UNESP, pesquisador do CNPq, atualmente fazendo pós-doutorado na Universidade de Coimbra/Portugal e autor do livro “Trabalho e Subjetividade – O “espírito do toyotismo na era do capitalismo manipulatório” (Editora Boitempo, 2011). Site: http://www.giovannialves.org /e-mail: giovanni.alves@uol.com.br

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ecumenismo na base

 " Unidos no ensinamento dos apóstolos,na comunhão fraterna,
  na fração do pão e nas orações"
                                                                                  ( At 2,42)
  Nesta semana entre os domingos de solenidade das festas da Ascensão do Senhor e Pentecostes,aqui no homisferio sul,estamos celebrando a Semana de Oração para a Unidade dos Cristãos,que tem como tema:"Unidos no ensinamento dos apóstolos,na comunhão fraterna,na fração do pão e nas orações"(At 2,42),que nos remete ao estilo de vida das primeiras comunidades cristãs.
  No Brasil a SOUC é organizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs( CONIC),que congrega as Igrejas Evangélica de Confissão Luterana no Brasil( IECLB), Católica Apóstolica Romana( ICAR),Episcopal Anglicana do Brasil( IEAB),Ortodoxa Siriana no Brasil( IOSB),Presbiteriana Unida( IPU) e que outras denominações cristãs podem se somar na realização do sonho e desejo de Jesus de que " todos sejamos um,como tu, Pai,estas em mim e eu em ti" ( Jo17,21).
  O Ecumenismo não é um ato proselitista de todas as denominações e comunidades eclesiais serem uma só denominação, misturar celebrações de uma denominação com a outra.Mas é procurar fazer com que as Igrejas procurem o diálogo e o respeito mútuo,onde possamos trabalhar para superar as divisões de forma que se possa realizar o desejo de Jesus Cristo estiverem unidos, assim como Ele e o Pai são um só.
  Podemos e devemos como cristãos com diversas tradições sermos unidos,como corpo Místico de Cristo.
  Nós cristãos estamos divididos em inúmeras denominações,alguns em nome destá divisão procuram atacar e agredir os outros,declarando de maneira fundamentalista de que só a " sua denominação é a verdadeira" e as outras " não são".
   Ao mesmo tempo em que estamos divididos em inúmeras denominações,estamos também unidos, antes das cúpulas dialogarem,buscar a unidade na diversidade.As bases o povo das nossas Igrejas já buscavam e viviam concretamente este diálogo e unidade.
  O diálogo e unidade das Igrejas,acontece nas bases,pois o Espirito Santo sopra a onde menos se espera,no absurdo.
  O Ecumenismo acontece nas nossas relações pessoais do dia a dia,como no convívio familiar,na roda de chimarrão,na beira do fogo de chão ou do fogão,na laje,mesa de bar,no campo de futebol,sindicato,cooperativa,nas lutas reivindicatórias,movimento social,na participação política.
  Na rua,entre vizinhos,no mundo do trabalho,na educação,nos sentimentos de dor e solidariedade,na alegria( festas familiares,comunitárias),relações virtuais( redes sociais),na busca do bem comum e na promoção humana,na construção de um mundo e cultura de paz.
  Se nas relações diárias,estamos unidos,acabamos nos assuntos relacionados a fé divididos,como se eu fosse de "Paulo,Apolo,Pedro ou de Cristo",crendo que "Cristo esteja dividido?"( I COR 1,12-13).Mas devemos buscar a " comunhão no Espírito Santo"( II Cor13,13), na construção da unidade do Povo de Deus,pois a " onde seremos um só rebanho e teremos um só pastor" em torno de Jesus de Nazaré ( Jo 10,16).
  Num mundo marcado pelas divisões entre classes sociais,blocos regionais,ideologias e pelas religiões que em muitos casos tem trazido sérios problemas á humanidade,onde muitas guerras,além de motivações puramente economicas,são motivadas pela religião.
  Neste ano a Igreja Mãe de Jerusalém,nos convida nesta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos a sermos de fato "Unidos no ensinamento dos apóstolos,na comunhão fraterna,no partir do pão e nas orações"( At 2,42).
  Como cristãos na base de nossas denominações devemos buscar a unidade,o respeito mútuo e o diálogo entre nós.Devemos superar o que nos divide,ver e procurar sempre o que nos une.Eis que como discípulos de Jesus,devemos fazer acontecer o " Amai vos uns aos outros". Pois em nossas Igrejas e comunidades eclesiais, fazemos muitas coisas, onde sabemos fazer muito bem,muito bem e melhor e juntos é divino.
  Nós cristãos somos interpelados pelo mundo á dar o nosso testemunho de seguidores de Jesus,num mundo sem esperança e desunido.Onde devemos mostrar a nossa luz e ser sal na terra.Que possamos nesta semana viver intensamente a busca e o desejo da unidade,que já fazemos na base nas nossas relações diárias.
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Por: Júlio lázaro torma
Colaborador deste blog

segunda-feira, 6 de junho de 2011

“EM TERRA DE CEGO; QUEM TEM UM OLHO É REI”

“EM TERRA DE CEGO; QUEM TEM UM OLHO É REI”
Em razão deste tão sábio ditado; eu me auto-proclamo “Rei do Brasil” e necessito apenas ser autorizado pela Presidente Dilma, para acabar definitivamente com este malfadado imbróglio, que tem causado náuseas à nação.
Esta tarefa é muito fácil!
Chamo o Ministério Público, a Polícia federal, o CNJ (se é que ele realmente existe) – quebro o sigilio telefônico e bancário do Palocci e exijo o nome das empresas, para as quais ele prestou serviço. É bem simples, não é?
Sendo constatada a inocência do dito cujo; eu, na condição de Monarca; ordenarei que todos peçam desculpas ao bom moço Em havendo provas cabais do delito; eu o demitirei da Casa Civil e o conduzirei pessoalmente aos grilhões do calabouço.
E a paz será restabelecida no Palácio da Alvorada e por todo o Reino Brasil.
Viram como é fácil?

Um grande abraço monárquico para todos.

Anistia é sinônimo de concórdia, e não de mais discórdia! Por: Sargento Amauri Soares Presidente da APRASC


O Congresso Nacional aprovou, em dezembro de 2009, projeto de lei que concede anistia aos policiais e bombeiros militares de nove estados (SC, RN, RR, TO, BA, PE, MT, CE e DF) punidos por participar de movimento reivindicatório por melhores salários e condições de trabalho. Milhares de trabalhadores da segurança de todo o país receberam penas de prisão e até de expulsão das corporações, Polícia e Corpo de Bombeiros, por exercerem os direitos elementares de manifestação do pensamento, organização e reivindicação. Na Câmara Federal, o projeto de anistia aos EDITORIAL Anistia aos praças é concórdia e não mais conflitopraças recebeu apoio de todos os partidos das mais diversas correntes ideológicas, além do apoio unânime dos senadores. A celeridade na aprovação do projeto de anistia mostra a vontade e a certeza inequívoca dos deputados e senadores em fazer valer o direito constitucional de todos os trabalhadores do Brasil também para os trabalhadores da segurança pública. O objetivo da anistia não é fazer uma disputa política ou obrigar alguém engolir algum desaforo. É levar paz aos quartéis de todo o país, que hoje se encontram divididos entre os altos oficiais e a base da segurança pública. É o início de um movimento para se conquistar a democracia nos quartéis da Polícia e do Bombeiro Militar, através do controle público da sociedade e do conjunto dos operadores da segurança. O mínimo que se espera de um Estado Democrático de Direto é que todas as instituições de República respeitem a vontade expressa pelo Congresso Nacional. No entanto, alguns comandantes de polícias estaduais se arrogam o direito de desrespeitar a soberania popular, representada pelos deputados e senadores, ao tentar coibir a anistia. Estes mesmos senhores, que querem proteger assassinos e torturadores da ditadura, ironicamente, querem punir violentamente policiais e bombeiros honestos que reivindicaram melhores salários e condições de trabalho. Eles continuam ativos, no entanto, embora tenham mudado o discurso, pelo menos diante do grande público. Quando o Congresso Nacional aprova um projeto de lei anistiando policiais e bombeiros militares de oito estados da federação e do Distrito Federal que foram ou estão sendo punidos por realizarem manifestação de caráter reivindicatória, evidente que isso tem uma simbologia imensa. E mais uma vez conseguem encontrar palavras importantes, razões patrióticas, numa verdadeira inversão da verdade, para justificar sua ira insana contra soldados, cabos, sargentos e subtenentes, que, ao invés de ficarem na conveniência das más práticas profissionais, foram, à luz do dia e do mundo, gritar que queriam ter direito de viver com dignidade. Insanidade, essa é a única palavra que pode explicar a posição desses senhores, sua incoerência, sua truculência, seu jeito torto de racionalizar a sociedade humana. Estamos aqui para afirmar isso, para pedir firmeza aos homens e mulheres que representam a soberania popular. À bem dos sentimentos humanitários mais seguros e elevados é necessário anistiar os policiais e bombeiros punidos por reivindicar, e é preciso também conhecer toda a verdade sobre a história nacional. Quanto mais for obstruída a vontade cristalina decretada pelo Poder Legislativo nacional, maior será o desgaste interno das instituições de segurança pública. À sociedade interessa instituições de segurança pública coesas, bem administradas e eficientes. A anistia aos policiais e bombeiros militares só contribui com esse propósito, na medida em que vai acabar com as injustiças e com o clima de terrorismo interno nos quartéis. Anistia é sinônimo de concórdia, e não de mais discórdia! Os lados do processo devem entender dessa forma, e não de nenhuma outra. Significa que temos que restabelecer as pontes, não com as pessoas, e sim em relação às instituições e seus objetivos maiores, que é fazer segurança pública para a população, e não para os fins políticos de uns e de outros. As pessoas passam; os objetivos sociais e institucionais são permanentes. Sargento Amauri Soares Presidente da APRASC

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O Estado não pode lavar as mãos diante de mortes anunciadas

  A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra reputa como muito estranhas as afirmativas de representantes da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Pará, do Ibama e do Incra que disseram no dia 25 de maio desconhecer as ameaças de morte sofridas pelos trabalhadores José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assassinados a mando de madeireiros no dia 24, em Nova Ipixuna (PA).
O ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho, chegou a afirmar que o casal não constava de nenhuma relação de ameaçados em conflitos agrários, elaborada pela Ouvidoria ou pela Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo.
A CPT, que desde 1985 presta um serviço à sociedade brasileira registrando e divulgando um relatório anual dos conflitos no campo e das violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras, com destaque para os assassinatos e ameaças de morte, desde 2001 registrou entre os ameaçados de morte o nome de José Claudio. Seu nome aparece nos relatórios de 2001, 2002 e 2009. E nos relatórios de 2004, 2005 e 2010 constam o nome dele e de sua esposa, Maria do Espírito Santo. Pela sua metodologia, a CPT registra a cada ano só as ocorrências de novas ameaças.
Também o nome de Adelino Ramos, assassinado no dia 27 de maio, em Vista Alegre do Abunã, Rondônia, constou da lista de ameaçados de 2008. Em 22 de julho de 2010, o senhor Adelino participou de audiência, em Manaus, com o Ouvidor Agrário Nacional, Dr. Gercino Filho, e a Comissão de Combate à Violência e Conflitos no Campo e denunciou as ameaças que vinha sofrendo constantemente, inclusive citando nomes dos responsáveis pelas ameaças.
No dia 29 de abril de 2010, a CPT entregou ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, os dados dos Conflitos e da Violência no Campo, compilados nos relatórios anuais divulgados pela pastoral desde 1985. Um dos documentos entregue foi a relação de Assassinatos e Julgamentos de 1985 a 2009. Até 2010, foram assassinadas 1580 pessoas, em 1186 ocorrências. Destas somente 91 foram a julgamento com a condenação de apenas 21 mandantes e 73 executores. Dos mandantes condenados somente Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Irmã Dorothy Stang, continua preso.
As mortes no campo podem se intitular de Crônicas de mortes anunciadas. De 2000 a 2011, a CPT tem registrado em seu banco de dados ameaças de morte no campo, contra 1.855 pessoas. De 207 pessoas há o registro de terem sofrido mais de uma ameaça. E destas, 42 foram assassinadas e outras 30 sofreram tentativas de assassinato. 102 pessoas, das 207, foram ou são lideranças e 27 religiosos ou agentes de pastoral.
O que se assiste em nosso país é uma contra-reforma agrária e é uma falácia o tal desmatamento zero. O poder do latifúndio, travestido hoje de agronegócio, impõe suas regras afrontando o direito dos posseiros, pequenos agricultores, comunidades quilombolas e indígenas e outras categorias camponesas. Também avança sobre reservas ambientais e reservas extrativistas. O apoio, incentivo e financiamento do Estado ao agronegócio, o fortalece para seguir adiante, acobertado pelo discurso do desenvolvimento econômico que nada mais é do que a negação dos direitos fundamentais da pessoa, do meio ambiente e da natureza. Isso ficou explícito durante a votação do novo Código Florestal que melhor poderia se denominar de Código do Desmatamento. Além de flexibilizar as leis, a repugnante atitude dos deputados ruralistas, que vaiaram o anúncio da morte do casal, vem reafirmar que o interesse do grupo está em garantir o avanço do capital sobre as florestas, pouco se importando com as diferentes formas de vida que elas sustentam e muito menos com a vida de quem as defende. A violência no campo é alimentada, sobretudo, pela impunidade, como se pode concluir dos números dos assassinatos e julgamentos. O poder judiciário, sempre ágil para atender os reclamos do agronegócio, mostra-se pouco ou nada interessado quando as vítimas são os trabalhadores e trabalhadoras do campo.
A morte é uma decorrência do modelo de exploração econômica que se implanta a ferro e fogo. Os que tentam se opor a este modelo devem ser cooptados por migalhas ou promessas, como ocorre em Belo Monte, silenciados ou eliminados.
A Coordenação Nacional da CPT vê que na Amazônia matar e desmatar andam juntos. Por isso exige uma ação forte e eficaz do governo, reconhecendo e titulando os territórios das populações e comunidades amazônidas, estabelecendo limites à ação das madeireiras e empresas do agronegócio em sua voracidade sobre os bens da natureza. Também exige do judiciário medidas concretas que ponham um fim à impunidade no campo.
Goiânia, 30 de maio de 2011.
A Coordenação Nacional da CPT

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