sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Repensar"
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Crime (financeiro) contra a humanidade

A história é conhecida, e, nos antigos tempos de uma escola que a si mesma se proclamava como perfeita educadora, era ensinada aos meninos como exemplo da modéstia e da discrição que sempre deverão acompanhar-nos quando nos sintamos tentados pelo demónio a ter opinião sobre aquilo que não conhecemos ou conhecemos pouco e mal. Apeles podia consentir que o sapateiro lhe apontasse um erro no calçado da figura que havia pintado, porquanto os sapatos eram o ofício dele, mas nunca que se atrevesse a dar parecer sobre, por exemplo, a anatomia do joelho. Em suma, um lugar para cada coisa e cada coisa no seu lugar. À primeira vista, Apeles tinha razão, o mestre era ele, o pintor era ele, a autoridade era ele, quanto ao sapateiro, seria chamado na altura própria, quando se tratasse de deitar meias solas num par de botas. Realmente, aonde iríamos nós parar se qualquer pessoa, até mesmo a mais ignorante de tudo, se permitisse opinar sobre aquilo que não sabe? Se não fez os estudos necessários, é preferível que se cale e deixe aos sabedores a responsabilidade de tomar as decisões mais convenientes (para quem?).
Sim, à primeira vista, Apeles tinha razão, mas só à primeira vista. O pintor de Filipe e de Alexandre da Macedónia, considerado um génio na sua época, esqueceu-se de um aspecto importante da questão: o sapateiro tem joelhos, portanto, por definição, é competente nestas articulações, ainda que seja unicamente para se queixar, sendo esse o caso, das dores que nelas sente. A estas alturas, o leitor atento já terá percebido que não é propriamente de Apeles nem de sapateiro que se trata nestas linhas. Trata-se, isso sim, da gravíssima crise económica e financeira que está a convulsionar o mundo, a ponto de não escaparmos à angustiosa sensação de que chegámos ao fim de um época sem que se consiga vislumbrar qual e como seja o que virá a seguir, após um tempo intermédio, impossível de prever, para levantar as ruínas e abrir novos caminhos. Como assim? Uma lenda antiga para explicar os desastres de hoje? Por que não? O sapateiro somos nós, nós todos que assistimos, impotentes, ao avanço esmagador dos grandes potentados económicos e financeiros, loucos por conquistarem mais e mais dinheiro, mais e mais poder, por todos os meios legais ou ilegais ao seu alcance, limpos ou sujos, correntes ou criminosos. E Apeles? Apeles são esses precisamente, os banqueiros, os políticos, os seguradores, os grandes especuladores, que, com a cumplicidade dos meios de comunicação social, responderam nos últimos trinta anos aos nossos tímidos protestos com a soberba de quem se considerava detentor da última sabedoria, isto é, que ainda que o joelho nos doesse não nos seria permitido falar dele, denunciá-lo, apontá-lo à condenação pública. Foi o tempo do império absoluto do Mercado, essa entidade presuntivamente auto-reformável e autocorrectora encarregada pelo imutável destino de preparar e defender para todo o sempre a nossa felicidade pessoal e colectiva, ainda que a realidade se encarregasse de o desmentir a cada hora.
E agora? Irão finalmente acabar os paraísos fiscais e as contas numeradas? Irá ser implacavelmente investigada a origem de gigantescos depósitos bancários, de engenharias financeiras claramente delituosas, de investimentos opacos que, em muitíssimo casos, não são mais que maciças lavagens de dinheiro negro, de dinheiro do narcotráfico? E já que falamos de delitos… Terão os cidadãos comuns a satisfação de ver julgar e condenar os responsáveis directos do terramoto que está sacudindo as nossas casas, a vida das nossas famílias, o nosso trabalho? Quem resolve o problema dos desempregados (não os contei, mas não duvido de que já sejam milhões) vítimas do crash e que desempregados irão continuar a ser durante meses ou anos, malvivendo de míseros subsídios do Estado enquanto os grandes executivos e administradores de empresas deliberadamente levadas à falência gozam de milhões e milhões de dólares a coberto de contratos blindados que as autoridades fiscais, pagas com o dinheiro dos contribuintes, fingiram ignorar? E a cumplicidade activa dos governos, quem a apura? Bush, esse produto maligno da natureza numa das suas piores horas, dirá que o seu plano salvou (salvará?) a economia norte-americana, mas as perguntas a que terá de responder são estas: Não sabia o que se passava nas luxuosas salas de reunião em que até o cinema já nos fez entrar, e não só entrar, como assistir à tomada de decisões criminosas sancionadas por todos os códigos penais do mundo? Para que lhe serviram a CIA e o FBI, mais as dezenas de outros organismos de segurança nacional que proliferam na mal chamada democracia norte-americana, essa onde um viajante, à entrada do país, terá de entregar ao polícia de turno o seu computador para que ele faça copiar o respectivo disco duro? Não percebeu o senhor Bush que tinha o inimigo em casa, ou, pelo contrário, sabia e não lhe importou?
O que está a passar-se é, em todos os aspectos, um crime contra a humanidade e é desta perspectiva que deveria ser objecto de análise em todos os foros públicos e em todas as consciências. Não estou a exagerar. Crimes contra a humanidade não são somente os genocídios, os etnocídios, os campos de morte, as torturas, os assassínios selectivos, as fomes deliberadamente provocadas, as poluições maciças, as humilhações como método repressivo da identidade das vítimas. Crime contra a humanidade é o que os poderes financeiros e económicos dos Estados Unidos, com a cumplicidade efectiva ou tácita do seu governo, friamente perpetraram contra milhões de pessoas em todo o mundo, ameaçadas de perder o dinheiro que ainda lhes resta e depois de, em muitíssimos casos (não duvido de que eles sejam milhões), haverem perdido a sua única e quantas vezes escassa fonte de rendimento, o trabalho.
Os criminosos são conhecidos, têm nomes e apelidos, deslocam-se em limusinas quando vão jogar o golf, e tão seguros de si mesmos que nem sequer pensaram em esconder-se. São fáceis de apanhar. Quem se atreve a levar este gang aos tribunais? Ainda que não o consiga, todos lhe ficaremos agradecidos. Será sinal de que nem tudo está perdido para as pessoas honestas.
* José Saramago
terça-feira, 4 de novembro de 2008
José Luis Sampedro

Na noite passada ouvi falar de José Luis Sampedro, economista, escritor, e, sobretudo, sábio daquela sabedoria que não é dada pela idade, ainda que esta possa ajudar alguma coisa, mas pela reflexão como forma de vida. Perguntaram-lhe na televisão pela crise de 29, que ele viveu em criança, mas que depois estudou como catedrático. Deu respostas inteligentes que os interessados em compreender o que está ocorrendo encontrarão nos seus livros, tanto escreveu José Luis Sampedro, ou procurando a reportagem na rede, mas uma pergunta que ele próprio fez, não o jornalista, ficou-me gravada na memória. Perguntava-nos o mestre, e também a si mesmo, como se explica que tenha aparecido tão rapidamente o dinheiro para resgatar os bancos e, sem necessidade de qualificativos, se esse dinheiro teria aparecido com a mesma rapidez se tivesse sido solicitado para acudir a uma emergência em África, ou para combater a sida… Não era necessário esperar muito para intuir a resposta. À economia, sim, podemos salvá-la, mas não ao ser humano, esse que deveria ter a prioridade absoluta, fosse quem fosse, estivesse onde estivesse. José Luis Sampedro é um grande humanista, um exemplo de lucidez. O mundo, ao contrário do que às vezes se diz, não está deserto de gente merecedora, como ele, de que lhe dêmos o melhor da nossa atenção. E façamos o que ele nos diz: intervir, intervir, intervir.
A pergunta
E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infância, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?
Almeida Garrett
(1799-1854)
Almeida Garrett
(1799-1854)
domingo, 2 de novembro de 2008
' Vou acessar tudo'

“Esses dias baixei música para dar de presente. Eu queria achar três músicas. Uma era do Paulo e do Sérgio Valle, Viola Enluarada. Depois eu queria dar uma música de Cid Gomes e eu arrumei uma (…) do Ary Toledo, o famoso comedor de gilete do Ceará. E a outra, que eu queria dar para o Jaques Wagner, eu não sei o nome do cantor, mas é uma que homenageia a Bahia, uma que fala assim: ‘Sou da Bahia, comigo não tem horário, eu não sou otário e ninguém pode zombar. Sou cabra macho, sou baiano toda hora’. Eu queria dar porque eles são mais jovens e nunca ouviram essas músicas”, afirmou o presidente.
Apesar dos recentes downloads, Lula observou que sua iniciativa ocorre em meio às discussões sobre pirataria e direito autoral. “Não sei como o dono das produtoras de CDs e de DVDs vão sobreviver nesse mundo libertário que a internet possibilita às pessoas. Em algum momento alguém vai começar a chiar para isso”, disse. “Quando eu deixar a presidência da República eu vou acessar tudo o que eu não tive direito agora, sobretudo música”.
Ele comentou que acessa “pouquíssimos” conteúdos on-line e disse que fica sabendo das informações publicadas em portais de notícias por meio de assessores. Ainda assim, observou que a vantagem das notícias publicadas on-line é que “você tem notícia sem precisar sujar a mão”. “Isso é uma coisa nobre”.
Lula ainda elogiou a atividade dos veículos de comunicação na internet que cobrem o dia-a-dia do Palácio do Planalto e disse que, mesmo antes de chegar ao seu gabinete após um evento, já vê notícias publicadas sobre sua rotina de trabalho.
Intrigas
Ele lembrou que o governo tem trabalhado em projetos de inclusão digital como o programa Computador para Todos. Mas fez uma autocrítica observando que, em meio a intrigas políticas, algumas iniciativas sobre o mundo digital acabam levando mais tempo do que o desejado.
Apesar de se declarar pouco informado em relação à internet, o presidente classificou a rede como “um mundo libertário” em que a população pode ter acesso ao serviço que desejar. De acordo com ele, o crescimento da importância da web na vida das pessoas “deixou tudo mais antigo e mais ultrapassado”, o que considera “extraordinário”. “A internet é o extravasamento da liberalidade do ser humano.”
Curiosidades
o epitáfio de cada um
Do bêbado: Enfim sóbrio.
Do rico: Enfim duro.
Do invocado: Tá olhando o quê?
Do maldoso: Chega aí!
Do chefe: Bata antes de entrar.
Do funcionário público: Dirija-se ao túmulo ao lado.
Do judeu: Alugo vagas.
Do crente: Fui! ... Pro Céu!
Do espírita: Volto logo!
Do policial: Circulando! Circulando!
Do prevenido: Abrir de hora em hora.
Do comerciante: Fechado pra balanço.
Do sambista: Sambei!
Do bailarino: Dancei!
Do viciado: Do pó ao pó.
Do folgado: Não perturbe!
Do político: Procurem meu advogado!
Do paquerador: Você vêm sempre aqui?
Do desastrado: Desculpa qualquer coisa!
Do bombeiro: Apaguei!
Do açougueiro: Desencarnei!
Do arquiteto: Fiz a passagem!
Do sapateiro: Bati as botas!
Do terrorista: A morte é uma bomba.
Do humorista: Não achei graça!
Do piadista: E agora, vão rir de quê?
Do inadimplente: Amanhã eu pago!
Do gordo: Enfim magro.
Do naturista: Preferia estar vivo, nem que fosse em São Paulo!
Da bichinha: Virei purpurina!
Do mano: Rapei fora!
Do cagão: Morri de medo!
Do ignorante: Si matei-me!
Do torcedor: Flamengo até morrer.
Do confeiteiro: Acabou-se o que era doce!
Do ginasta: Consegui! Dei um salto mortal!
Do jóquei: Cruzei o disco final.
Do maluco: Tô só fingindo!
Do crítico: Não gostei!
Do juiz: Caso encerrado.
Do eletricista: Foi um choque!
Do obstetra: Parto sem dor.
Do espermatozóide: Onanista miserável!
Do mineiro: Trem ruim sô!
Do sindicalista: Greve por tempo indeterminado!
Do hipocondríaco: Não falei que eu tava doente?
Do radialista: "Estou fora do Ar".
Do bêbado: Enfim sóbrio.
Do rico: Enfim duro.
Do invocado: Tá olhando o quê?
Do maldoso: Chega aí!
Do chefe: Bata antes de entrar.
Do funcionário público: Dirija-se ao túmulo ao lado.
Do judeu: Alugo vagas.
Do crente: Fui! ... Pro Céu!
Do espírita: Volto logo!
Do policial: Circulando! Circulando!
Do prevenido: Abrir de hora em hora.
Do comerciante: Fechado pra balanço.
Do sambista: Sambei!
Do bailarino: Dancei!
Do viciado: Do pó ao pó.
Do folgado: Não perturbe!
Do político: Procurem meu advogado!
Do paquerador: Você vêm sempre aqui?
Do desastrado: Desculpa qualquer coisa!
Do bombeiro: Apaguei!
Do açougueiro: Desencarnei!
Do arquiteto: Fiz a passagem!
Do sapateiro: Bati as botas!
Do terrorista: A morte é uma bomba.
Do humorista: Não achei graça!
Do piadista: E agora, vão rir de quê?
Do inadimplente: Amanhã eu pago!
Do gordo: Enfim magro.
Do naturista: Preferia estar vivo, nem que fosse em São Paulo!
Da bichinha: Virei purpurina!
Do mano: Rapei fora!
Do cagão: Morri de medo!
Do ignorante: Si matei-me!
Do torcedor: Flamengo até morrer.
Do confeiteiro: Acabou-se o que era doce!
Do ginasta: Consegui! Dei um salto mortal!
Do jóquei: Cruzei o disco final.
Do maluco: Tô só fingindo!
Do crítico: Não gostei!
Do juiz: Caso encerrado.
Do eletricista: Foi um choque!
Do obstetra: Parto sem dor.
Do espermatozóide: Onanista miserável!
Do mineiro: Trem ruim sô!
Do sindicalista: Greve por tempo indeterminado!
Do hipocondríaco: Não falei que eu tava doente?
Do radialista: "Estou fora do Ar".
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Motivo para preocupação

A festejada vitória em São Paulo acabou ofuscando o desempenho, na verdade, pífio das forças de oposição ao governo Lula.
Somando-se 1º e 2º turno, PSDB e DEM, juntos, elegeram somente cinco prefeitos em capitais, incluindo São Paulo.
Desses, quatro eram candidatos que disputavam à reeleição. Ou seja, com exceção de São Luís (MA), não houve avanço sobre nenhuma nova capital.
Não houve vitória de projetos de oposição ao Governo Federal, mas a manutenção de administrações que já vinham bem avaliadas.
Tucanos precisam de dinheiro e mídia para ganhar

Apesar de não terem vencido as eleições, os tucanos, arrogantes como sempre, deitam falação contra o PT e o governo. O presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, senador tucano por Pernambuco onde perdeu feio as eleições, diz que a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Roussef, não tem liderança popular e não será eleita para o Palácio do Planalto só porque tem o apoio do presidente Lula.
O senador tucano vai mais longe e assinala que Dilma tem liderança no governo, mas não no PT. Só falta ele querer escolher o candidato do PT! Engraçado que os candidatos e candidatas a prefeito pelo PSDB elogiavam Lula e seus programas nos palanques e todos diziam que iam contar com seu governo para administrar suas cidades. O próprio Sérgio Guerra chegou a dizer que não havia oposição no Brasil.
É bom que os tucanos subestimem Dilma Roussef e o PT, a liderança e a popularidade do presidente. Mas devemos tomar ao pé da letra a afirmação do tucano, de que ninguém elege um poste, porque ela vale muito mais para ele.
É só esperar as eleições em Pernambuco em 2010, e construir nossa candidatura, alianças e programa como se estivéssemos em 2001, sem governo, com poucas alianças e sem apoio do poder econômico e da mídia.
Assim fizemos naquele ano, essa era a nossa situação. E ganhamos um ano depois. Já os tucanos jamais disputaram uma eleição para valer sem as muletas do poder econômico e da mídia.
*blog do zé
terça-feira, 28 de outubro de 2008
A arte também serve para protesto
A música a seguir tem como temática a história de uma menina explorada sexualmente por seu pai. Uma situação interpretada com sensibilidade que é, ao mesmo tempo, um clamor à sociedade.
“...Papai não me toque aí
Eu vou te dizer algum dia, juro
Não vê que estou assustada?
Você deveria ser meu pai...”
Combata este tipo de abuso. Já estamos fartos de tamanha insensatez de determinadas pessoas, sejam elas de qualquer classe social: "DIGA NÃO AO ABUSO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES". Sujeira pra debaixo do tapete já mais.
*FONTE:blog.stopx.org
“...Papai não me toque aí
Eu vou te dizer algum dia, juro
Não vê que estou assustada?
Você deveria ser meu pai...”
Combata este tipo de abuso. Já estamos fartos de tamanha insensatez de determinadas pessoas, sejam elas de qualquer classe social: "DIGA NÃO AO ABUSO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES". Sujeira pra debaixo do tapete já mais.
*FONTE:blog.stopx.org
sábado, 25 de outubro de 2008
A dura crítica de Serra a Lula

O governador José Serra criticou o presidente Lula pela falta de firmeza no combate à crise financeira.
Fosse Serra o presidente, tomaria duas medidas imediatas: colocar a tropa de choque da PM para evitar que os especuladores tentem chegar ao Palácio do Planalto ou ao pregão da Bovespa e chamar o Gate para negociar com o mercado para libertar a economia produtiva, refém da falta de crédito, sem riscos para a vida e os empregos dos trabalhadores.
Serra afirmou ontem que, se nenhuma das medidas der certo, é só botar a culpa no PT, na CUT e na Força Sindical. Com o Serra, a gente nunkassab o que pode acontecer.
Bem depois desta análise nada animadora do pretendente a Presidente da república,´só me reste deixar pra vcs um ótimo sábado
domingo, 19 de outubro de 2008
Pensar liberta
Obs: Para vcs assistirem o filme todo.Click de cima para baixo nos slides
No balanço destas eleições municipais, fiquei impressionado pela falta de amadurecimento político da nossa juventude. Peço desculpas aos atingidos, mas tenho como comprovar, em tantas leituras no papel e na internet. O fato é que nossos jovens estão perdidos. Querem ser radicais, desbravadores, únicos, os primeiros, mas repetem velhos conceitos, normalmente ingênuos, limitados sobre a nossa geografia política.
E lembrei do professor Milton Santos, um dos melhores e mais fundamentais acadêmicos em nosso país. Alguém que ousou pensar e ensinar sobre questões que nos dizem total respeito. Em linguagem simples, contundente, sem floreios.
Gostaria muito que nossa juventude visse o documentário de Silvio Tendler, “Encontro com Milton Santos”, para pensar e debater, deixando de lado idéias pré-concebidas, tentando o novo, libertador.
No balanço destas eleições municipais, fiquei impressionado pela falta de amadurecimento político da nossa juventude. Peço desculpas aos atingidos, mas tenho como comprovar, em tantas leituras no papel e na internet. O fato é que nossos jovens estão perdidos. Querem ser radicais, desbravadores, únicos, os primeiros, mas repetem velhos conceitos, normalmente ingênuos, limitados sobre a nossa geografia política.
E lembrei do professor Milton Santos, um dos melhores e mais fundamentais acadêmicos em nosso país. Alguém que ousou pensar e ensinar sobre questões que nos dizem total respeito. Em linguagem simples, contundente, sem floreios.
Gostaria muito que nossa juventude visse o documentário de Silvio Tendler, “Encontro com Milton Santos”, para pensar e debater, deixando de lado idéias pré-concebidas, tentando o novo, libertador.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Gandhi

"Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amor a vida.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que forram cometidos para que não mais se repetissem.
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.
Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho
Além do trabalho, a ação.
Além da ação, o cultivo á amizade.
E quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída".
Gandhi
domingo, 12 de outubro de 2008
“É ECONOMIA SEU ESTÚPIDO”

Como afirma César Benjamin, "Karl Marx manda lembranças".
Quem se recorda do debate entre os candidatos Bill Clinton e George Bush pai, em 1992, vai se lembrar dessa frase do candidato democrata, decisiva para sua vitória sobre o Bush. Bush pai tentava a reeleição. Ele e Jimmy Carter foram os únicos presidentes desde 1960, que não se reelegeram (considerando que a eleição de Lyndon Johnson seria a reeleição de John Kennedy, assassinado em 1963).
"É economia seu estúpido". Foi o que Clinton respondeu a série de explicações do pai sobre guerra do Iraque, terrorismo, todos esses chavões que norteiam os presidentes republicanos e ao final acabam levando o país a uma realidade como a de hoje.
Os Estados Unidos assumiram o papel de "condutores da humanidade para o paraíso" ao final da Segunda Grande Guerra e depois de quatro governos sucessivos de Franklin Delano Roosevelt, democrata, o último deles completado por Harry Truman.
O "new deal" foi a primeira grande intervenção do Estado na economia. Fez frente à crise de 1929 e basicamente tirou o país da quebradeira geral, o que chamaram de "grande depressão", através de obras públicas e intervenção do Estado na economia.
O mercado havia se enrolado de tal forma que não conseguia responder ao pânico que tomou conta dos EUA, gerou desemprego e uma das mais altas taxas de suicídios numa só época, num só período, como conseqüência do grande desastre.
A Segunda Grande Guerra foi outro elemento a tirar os EUA da crise. Um parque industrial formidável sustentou os aliados ocidentais a partir da Grã Bretanha e a contrapartida do bloco soviético fez com que ao final do conflito duas grandes superpotências emergissem e dividissem o mundo em dois.
O fim da União Soviética criou a sensação entre os norte-americanos que anjos haviam descido do céu, punido o mal e ungido o bem, com catedrais distintas. Uma em Washington, outra em Wall Street.
Esqueceram-se de ler Mao Tsé Tung. "O imperialismo é um tigre de papel". Boa parte da economia norte-americana depende hoje da China. Os poderosos escudos antimísseis construídos desde o governo Reagan são insuficientes para garantir a benção dos anjos. Não protegem por dentro.
A economia dos EUA é mais ou menos como uma casa dos três porquinhos, uma história infantil centenária e que com certeza todos já ouvimos. O lobo chega e sopra, joga as paredes no chão e os porcos irmãos são obrigados a correr e a construir outra casa até que consigam segurar os sopros do lobo.
O problema aí é que o lobo está dentro de casa e plantado no centro das decisões, logo é ele quem decide o material da "construção". Atende pelo nome de mercado.
Quando se fala em Banco Central nos EUA imagina-se uma instituição bancária do governo a controlar entre outras coisas juros e emissão de moeda. Não é não.
O Banco Central dos Estados Unidos é uma associação de bancos privados que detém o poder de emitir moeda e definir juros. Hoje 32% das ações do FED (Federal Reserve) pertencem ao Chase Manhattan Bank e 20,51 pertencem ao City Bank. Duas instituições bancárias privadas controlam a economia do país. Em toda a sua história o FED jamais foi submetido a uma auditoria.
O que chamam Sistema Federal de Reserva foi transformado em lei pelo presidente Woodrow Wilson, no final de 1913 e permanece intocado até hoje. Dois presidentes desafiaram esse poder. Roosevelt e Kennedy.
A emissão de moeda pelo FED se dá a juros inferiores a 3% para banqueiros, que repassam em forma de empréstimo ao governo federal dos EUA a juros de 7,5% a 8%. Qualquer governo nos EUA trabalha para pagar o que chamam de "serviço da dívida".
A isso se junta a tal lógica do capitalismo. Que é mais ou menos como a necessidade de se ter um estoque de produtos, bens e serviços em constantes transformações e inovações para que o distinto público financie todo esse complexo mafioso, tanto quanto ampliar esse mercado, estender-se ao mundo inteiro e tornar-nos a todos, países e povos, consumidores e pagadores dos juros do FED.
Plantaram os alicerces da casa com papéis. Montaram um extraordinário poder militar com o objetivo de desestimular qualquer reação a essa ordem política e econômica e criaram uma espécie de mundo Walt Disney para os cidadãos norte-americanos, "o mundo de Truman", irreal, fictício, que exportam sob a forma de democracia, liberdade, justiça, o tal american way of life, embalado em sanduíches da Casa McDonalds e engarrafado na tonificante coca cola.
Fica mais ou menos assim. O cara assiste a um filme em que Cary Grant e Débora Kerr marcam um encontro no último andar do Empire State Building, alguns anos depois de terem se encontrado num cruzeiro marítimo, mas um deles se acidenta quando a caminho e não chega. Ou vai para dentro da tela na versão mais realista de Woody Allen.
Vitório de Sicca fez melhor em "ladrões de bicicletas".
É o caso típico de quem faz e quem deixa. Depois é só ir berrar na porta de Wall Stret com o "NEW YORK TIMES" nas mãos, mostrando que os fundos de pensões e aposentadorias, todos privados, foram para o buraco.
A verdadeira lógica é simples. Um trabalhador na Indonésia trabalha vinte horas por dia em condições subumanas e a Reebok vende tênis em que agrega toda essa parafernália capitalista a embasbacados consumidores/escravos em todos os cantos do mundo.
Acumula os dividendos da escravidão.
Se o indonésio berrar, o salário de um dólar por dia vira um monte de marines em missão de paz e combate às drogas.
Só na semana passada nos arredores de Wall Street, ou seja, naquilo que está umbilicalmente ligado ao mundo dos papéis sem lastro, 50 mil pessoas perderam o emprego e viram suas aposentadorias e pensões embarcarem numa viagem sem volta numa nave espacial da NASA.
Mercado. Grandes empresas. American way life. Hollywood.
No topo dessa montanha George Walker Bush decidindo o que é bom e o que é ruim para o mundo.
Palestinos, afegãos, iraquianos, o governo Chávez, Evo Morales, Fernando Lugo, Rafael Corrêa, o povo paquistanês, viram a encarnação de Lúcifer em combate com o anjo que abençoou Wall Street.
Sarah Palin, governadora do Alasca e candidata a vice-presidente na chapa do republicano John McCain, considera tudo isso missão divina.
E até o pacote de 700 bilhões de dólares para salvar os bancos da falência e manter o modelo, nem que seja com tapumes azuis e verdes, para esconder o sombrio da perversidade capitalista.
De quebra querem vender o pacote de salvação para o resto do mundo, no pressuposto que é preciso ajudar o gigante do norte, num momento que as pernas estão trôpegas e cambaleantes.
Nesse tipo de negócio Pastinha nem passa perto. Não conhece nada além de milzinho para sentar em cima e uma semana na praia para esquecer outro papelório em desajuste com os negócios, mas dentro do mercado.
George Bush pai perdeu para Clinton no momento que não soube responder à afirmação do democrata. "É economia seu estúpido". Não faz a menor idéia do que seja isso.
Só o colar da senhora McCain usado na convenção do Partido Republicano custou 300 mil dólares. A senhora em questão é do meio oeste e voluntária na ajuda a crianças pobres do resto do mundo. Promove pipocas dançantes.
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